O primeiro volume desta série continha apenas ensaios de professores, mestrandos e mestrandos do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cognição e Linguagem do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), com sede em Campos dos Goytacazes, Rio. de Janeiro. Affonso Romano de Sant'Anna Neste ensaio desenvolverei o conceito de artificação e o que isso tem a ver com determinadas questões da arte contemporânea.
O QUE É ARTIFICAÇÃO?
O conceito de artificação é diametralmente oposto ao conceito de anti-arte ou não-arte, que é ampliado por Marcel Duchamp, e isto leva a um exame dos problemas da modernidade e da pós-modernidade. Antes de o conceito de artificação ser formalizado academicamente, Roberta Schapiro diz que tal noção lhe surgiu a partir de uma observação cotidiana que de repente lhe pareceu importante.
PASSAGEM PARA ARTIFICAÇÃO
Em outras palavras: a artificação define um processo de transformação da não-arte em arte”7. Na verdade, durante muito tempo foram feitas tentativas de formalizar a questão, como no livro "L'artiste l'institution et le marché" de Raymond Moulin, que apontava, especialmente depois de 1960, quando "a destruição da arte". moda. , “desprofissionalização” no sentido de.
O QUE É UM MÉTIER DE ARTE?
No entanto, devemos reconhecer que nos tempos modernos as agências legitimadoras se multiplicaram, tornando mais diversificada a classificação da arte e da não-arte. De repente descobriu-se o “valor” das obras e construções, que saíram do espaço da paisagem e das ruínas e passaram para o espaço artístico.
ENTRANDO NA QUESTÃO
Nessa ânsia de catalogar e categorizar, Melot relata que um setor do governo francês listou a existência de 217 atividades artísticas. Ou seja, em todas as atividades artísticas que podem ser elencadas como formas de artificação, existe uma invariante: o sujeito sabe fazer determinada coisa e essa expertise o distingue dos demais.
O PARADOXO DE DUCHAMP
E os estudos que relatam desde a década de 1920 que o cinema é a “sétima arte” apontam para a mobilidade deste quadro de classificação na modernidade. Sem pretender aqui resumir o que escrevi em mais de trezentas páginas, lembro que Duchamp fez uso do que é conhecido em filosofia como o “paradoxo do mentiroso”: se um mentiroso diz que está mentindo, ele está mentindo ou o verdade.
A INDIFERENÇA E O VALOR
QUESTÕES FINAIS
Por isso, o movimento de artificação intensificou-se dentro do caos estético, que é igual e contrário à artificação da arte. É como se a lei evolutiva das espécies fosse reeditada e depois nos dissessem que os mais aptos e mais brilhantes têm mais chances.
INTRODUÇÃO
Contudo, parece prematuro defender algumas posições; .. em primeiro lugar, as descobertas da neurociência devem ser avaliadas através da análise do empreendimento neurocientífico sob a perspectiva da filosofia da ciência. Porém, para que adquiram o status de ciências duras, as neurociências devem passar por uma análise do ponto de vista da filosofia da ciência.
MODELO CLÁSSICO DE RACIONALIDADE
Portanto, este texto visa inverter a ordem das coisas, em vez da “neurociência da racionalidade”, uma discussão de uma. Aqui, apenas a questão epistemológica da racionalidade da neurociência será abordada através da análise de três exemplos.
PSICOLOGIA DA RACIONALIDADE: FALHAS NORMATIVAS E AGÊNCIA REAL
Porém, segundo Hempel, “[..] a ação racional é um conceito explicativo”, pois visa explicar o comportamento dos agentes de forma racional, ou seja, citando razões. Viés de atenção: a tendência de ser movido pela emoção para prestar atenção a certas características de uma cena cognitiva, enquanto negligencia outras apresentações;
NEUROCIÊNCIA DA RACIONALIDADE: A NEUROBIOLOGIA EM AÇÃO
NEUROANATOMIA E NEUROFUNÇÃO: O CÉREBRO DE PHINEAS GAGE
Quase um século depois, os cientistas recorreram ao exemplo de Gage e reconstruíram as lesões no computador com imagens 3D (DAMASIO et al., 1994). No caso de Gage, acredita-se que um grupo de neurônios que processava informações relacionadas a valores morais e decisões racionais foi perdido com o dano.
NEUROQUÍMICA E NEUROGENÉTICA DO COMPORTAMENTO
Do ponto de vista comportamental, o experimento mostrou variação na personalidade, comportamento antissocial e abuso de drogas (REUTER et al., 2009). Portadores do alelo do gene 5-HTTLPR apresentam vulnerabilidade genética associada, no nível comportamental, a riscos e transtornos afetivos (neuroticismo, ou seja, tendência a vivenciar estados emocionais negativos) e alta reatividade às influências ambientais (KUEPPER et al. , 2012).
NEUROBIOLOGIA DO LIVRE-ARBÍTRIO
Alguns neurocientistas continuam actualmente com este raciocínio, nomeadamente que não existe uma consciência plena e irrestrita durante o processo de tomada de decisão. Haggard argumenta que estes dados experimentais são evidência de que a intenção consciente é meramente uma consequência subjetiva da ação a ser executada – uma espécie de epifenômeno.
RACIONALIDADE DA NEUROCIÊNCIA: ALGUMAS DÚVIDAS Caso as exposições acima se confirmem como conhecimento
Se o empreendimento neurocientífico afirma a irracionalidade através da ausência de volição e de ação racional consciente, então seremos forçados a abandonar a imagem tradicional do “homem racional” e teremos, portanto, de estabelecer uma nova imagem pós-humana, o “humano neuronal”. , determinado pela ação do cérebro e não pela sua consciência racional. Em outras palavras, a percepção ou compreensão de que não existe racionalidade ilimitada (desvios das normas, ausência de consideração consciente em algumas ações, etc.) implica necessariamente a existência de uma racionalidade mínima que avalia e julga as reivindicações, incluindo as acima mencionadas reivindicações de falta de vontade e racionalidade 9) FILOSOFIA DAS NEUROCIÊNCIAS: UM EXAME CRÍTICO DA PRÁTICA NEUROVISCIENTÍFICA.
FILOSOFIA DAS NEUROCIÊNCIAS: UM EXAME CRÍTICO DA PRÁTICA NEUROCIENTÍFICA
O que significa que o agente racional não pensa, pois o cérebro já iniciou os procedimentos de ação, indicando que não há ninguém no comando. Ao contrário do “argumento” defendido por alguns neurocientistas (como Haggard, Dylan-Haynes, Eagleman e Singer), a lógica deste texto é que ainda não existe um motivo ou razão suficientemente convincente para aceitar as afirmações da neurociência, por causa de um conjunto de limitações e fragilidades na forma de argumentação.
MODELO ALTERNATIVO: RACIONALIDADE RESTRITA A partir do que foi afirmado acima, parece plausível atribuir à
O Homo sapiens é um verdadeiro tomador de decisões baseado em informações disponíveis no ambiente imediato, que ora são comunicadas aos pares e ora percebidas no comportamento público dos agentes. Há fortes evidências de que apenas a espécie Homo Sapiens possui essas estruturas, organizadas em redes neurais, mobilizadas para processar sinais sociais e gerar informações sociais para a tomada de decisões.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
The roles of dopamine and serotonin in decision-making: evidence from pharmacological experiments in humans. Neuronal activity in the supplementary and presupplementary motor areas for temporal organization of multiple movements.
A CIDADE PEQUENA: AMOR E MEDO
Esses são alguns dos fatores que levam as pequenas cidades a um sentimento de inferioridade, exclusão e atraso tecnológico. Gostar da cidade pequena e sentir medo dela tem a ver com uma vida coletiva presente, inquieta, sem perspectivas, ameaçada, que tem que viver o cotidiano trágico – sua referência (MAFFESOLI, 1995).
O CONTRAPONTO DA CIDADE PEQUENA À GRANDE CIDADE: O IDEAL COMUNITÁRIO
Hoje, vive-se intensamente uma relativização cultural, uma fragmentação social pautada por uma lógica de sentido do que está próximo, do que pode ser visto e tocado, formando grupos sociais cujo sentido de existência consiste na convivência – sendo o ideal comunitário. . A este respeito, basta referir-nos a todas as ações de caridade que hoje se realizam, à multidão de grupos musicais organizados para financiar uma causa nobre, a todos os pequenos atos diários de solidariedade.
CANTAGALO: UMA CIDADE PEQUENA
Após a prisão de Mão de Luva, a região é oficialmente colonizada, até porque lá não havia ouro, e já estava esgotado em Minas Gerais. O impedimento ao uso do trabalho escravo relacionado à queda dos preços do café no mercado mundial começou a desenhar a nova paisagem do Cantagalo.
CANTAGALO E A POESIA DE MAX VIEIRA
Podemos dizer que o intuito de Max em divulgar a história da criação do Cantagalo dá um tom diferente ao seu pequeno Romanceiro do Canto do Galo. Os dois poemas abaixo fazem um contraponto entre o que a história diz sobre o personagem Mão de Luva e o que dizem os personagens.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dessa forma, o livro de Max Vieira, por essa evidente característica transgressora, pode ser considerado arte, uma vez que a transgressão é o principal fator que define se uma produção artística de qualquer natureza pode ser considerada arte ou não (CHAVES, 1999). Nisto, há uma profunda reflexão sobre a vida na pequena cidade e sobre a expressão dessa vida – através da estrutura consciente do poema, seja na escolha e na disposição lexical, seja na diagramação gráfica que proporciona aos textos.
JORNALISMO LITERÁRIO: UM BREVE HISTÓRICO
O jornalista e escritor Truman Capote, que se tornou um ícone do jornalismo literário, produziu textos em parcelas para serem publicados na The New Yorker. O Jornalismo Literário teria a capacidade de atingir aquilo que a linguagem do jornalismo diário de massa nem sequer visita, ao contextualizar os acontecimentos com voz autoral.
A LINGUAGEM DO JORNALISMO DE MASSA E SUAS LIMITAÇÕES
Tom Wolf começou a escrever textos narrativos nas reportagens especiais que produziu para a revista Esquire e para o Herald Tribune, que serviram de exemplo para outros jornalistas nas décadas de 1960 e 1970, período considerado de maior expressão e repercussão do que pode ser considerado Jornalismo Literário. . Esse padrão de notícias é observado principalmente a partir da década de 1950, com a difusão do rádio e da televisão no Brasil.
A SANGUE FRIO E A CONVERSÃO ENTRE JORNALISMO E LITERATURA
A estrutura do texto narrativo realista aproxima-se do texto ficcional, apresenta o ponto de vista do autor, mas não é explícito. Do ponto de vista do jornalismo, é condenada a intervenção do autor nos diálogos e a caracterização de personagens reais, representando uma falha ética, uma vez que o compromisso do jornalista é com a verdade dos fatos.
JORNALISMO LITERÁRIO E O POTENCIAL DE TRANSFORMAÇÃO DO INDIVÍDUO
A investigação sobre os efeitos das notícias mostra que os meios de comunicação social não ditam como pensar, mas são eficazes em dizer ao seu público o que pensar. Eles também influenciam a projeção dos acontecimentos e criam um pseudoambiente fabricado e curado pela mídia. . Além disso, o público tende a dar importância ao que a mídia considera ser o mais importante nas notícias.
SERIA A BIOÉTICA
Considerando isto, gostaria de mostrar que os problemas da bioética não são inteiramente novos, na verdade, que não pode haver problemas inteiramente morais. Contudo, não creio que descubramos estes supostamente “novos” problemas morais provocados pelos novos desenvolvimentos tecnológicos per se.
A EUTANÁSIA COMO UMA ESPÉCIE DE SUICÍDIO De acordo com a etimologia, “eutanásia” é uma palavra composta
Portanto, a questão da permissibilidade moral da eutanásia é igual à questão da permissibilidade moral do suicídio em geral. É importante notar que a questão da permissibilidade moral do suicídio e da eutanásia deve ser examinada exclusivamente do ponto de vista dos deveres do indivíduo para consigo mesmo, e não para com Deus.
A EUTANÁSIA COMO SUICIDIO ASSISTIDO
Contudo, num artigo que se tornou referência obrigatória, James Rachels5 mostra que a distinção entre eutanásia passiva e ativa é insustentável, pois não há diferença moralmente significativa entre os dois casos. Mas abriríamos a possibilidade de “deixarmo-nos morrer”, deixar a natureza seguir o seu curso.
SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO
Esta situação seria muito diferente de uma situação em que o próprio médico causasse a morte de tal paciente por injeção letal. As situações em que é levantada a questão da permissibilidade da eutanásia são casos típicos em que a vida de uma pessoa atingiu um nível de sofrimento ou de humilhação tão obviamente deplorável que não parece razoável persistir na preservação dessa vida, quer do ponto de vista humano, quer do ponto de vista humano. ou mesmo do ponto de vista económico.
O QUE SE PERDE E QUEM PERDE COM A MORTE?
Com base nesta comparação das duas situações, julgamos que uma catástrofe terrível aconteceu com esta pessoa, embora ela não esteja em condições de compreendê-la. Desta forma é possível apontar alguém a quem se pode atribuir um mal ou um acidente, mesmo que essa pessoa não consiga tomar conhecimento desse acidente, como no caso de um adulto com deficiência mental.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Para se ter um processo educativo dirigido aos idosos é a priori fundamental ter em conta as suas crenças, valores e conhecimentos adquiridos ao longo das suas vivências individuais, tendo em conta a sua própria cultura. Isto deve acontecer para que através das suas representações, das suas memórias, haja o despertar de uma nova consciência do seu potencial e da sua importância para a família e a sociedade.
O ENVELHECIMENTO POPULACIONAL
O aumento do número de idosos mostra a necessidade da educação brasileira, que deve ser estruturada de forma a receber a especialidade a que esse contingente tem direito. Uma diminuição na taxa de natalidade e uma esperança de vida mais longa garantirão um maior envelhecimento da população mundial."
O IDOSO NO CONTEXTO SOCIAL
Na velhice as pessoas lidam com a perda das suas próprias capacidades, a perda de entes queridos e os preparativos para a sua própria morte. Segundo a OMS (2005, p. 30): “A baixa escolaridade e o analfabetismo estão associados a maiores riscos de dependência e morte durante o processo de envelhecimento”.
CONSIDERAÇÕES LEGAIS E HISTÓRICAS
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 fortalece os dispositivos constitucionais, tem nos artigos 37º e 38º destaques específicos para a educação de jovens e adultos. Pela primeira vez no hemisfério sul, a VI Conferência Internacional sobre Educação de Adultos (CONFINTEA VI) ocorreu no Brasil em dezembro de 2009.
A EDUCAÇÃO COMO EXERCÍCIO À CIDADANIA
A UNESCO (2010) cita que a educação de adultos é mais importante do que nunca na era da globalização, caracterizada por rápidas mudanças, integração e avanços tecnológicos. A educação de uma pessoa começa informalmente na família ou no meio social onde nasce e vive, o que influencia a definição da sua personalidade.
O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Portanto, o processo de ensino deve basear-se na compreensão de que o processo de aprendizagem consiste em como as pessoas aprendem e quais fatores internos e externos as influenciam. Porém, para Libâneo (2004), a maioria das escolas brasileiras prioriza “o que” em vez de “como” aprender, enfatizando produtos em vez de processos de aprendizagem.
O MÉTODO ANDRAGÓGICO
Segundo Knowles (apud GOMES et al., 2000, p. 2), “a teoria da aprendizagem de adultos apresenta um desafio aos conceitos estáticos de inteligência, às limitações padronizadas da educação convencional. 3 – A experiência é a fonte mais rica para a aprendizagem de adultos, por isso a metodologia básica da educação de adultos é a análise da experiência.
CURRÍCULO: O QUE ENSINAR?
2 – A orientação da aprendizagem dos adultos está centrada na vida; portanto, as unidades apropriadas para organizar a aprendizagem de adultos são situações de vida e não disciplinas. 5 – As diferenças individuais entre as pessoas aumentam ao longo dos anos; portanto, a educação de adultos deve levar em conta as diferenças de estilo, tempo, local e ritmo de aprendizagem (p. 4).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os alunos da EJA, em sua maioria, buscam obter certificações para o mercado de trabalho, diferentemente das expectativas dos mais velhos, que visam, por meio da educação, descobrir novas oportunidades de interação social, revitalização de suas memórias, descobertas do novo, compartilhamento de vida experiências e respostas às novas demandas sociais. Um processo educativo voltado aos idosos torna-se fundamental, a priori, para que eles levem em consideração suas crenças, valores e conhecimentos adquiridos ao longo da vida.
RECORTE HISTÓRICO DO JORNALISMO
Ou seja, estão mais preocupados com comentários sobre os acontecimentos do que com os acontecimentos em si” (PENA, 2008, p. 51). Isto talvez se deva ao facto de os jornais, sobretudo os do meio online, se preocuparem, mais do que em legitimar o discurso alheio, em se eximir de responsabilidade pelo que foi noticiado, pelas potenciais imprecisões que resultam da correria inerente às notícias. no processo de produção e publicação, o que acaba interferindo na qualidade e confiabilidade do que é publicado.
O JORNALISMO IMPRESSO NO BRASIL
Contudo, as historiadoras Ana Luiza Martins e Tania Regina de Luca, organizadoras do livro História da Imprensa no Brasil (2008), defendem que o Correio foi o primeiro jornal brasileiro: “Não é surpreendente que o primeiro jornal brasileiro tenha sido publicado em. Pelo fato de Nelson Werneck Sodré ser referência na história da imprensa no Brasil desde a publicação da primeira edição de seu livro homônimo em 1966, concordamos com sua opinião e, portanto, acredita-se que o primeiro O jornal impresso brasileiro era a Gazeta do Rio de Janeiro.
O JORNALISMO NO CIBERESPAÇO
Serra (2003) conceitua jornalismo online como o jornalismo produzido especificamente na e para a web, “[..] que também tem sido chamado de ‘ciberjornalismo’, ‘webjornalismo’ ou ‘jornalismo na Internet’” (SERRA, 2003, p. 38). ) ) . Contudo, a história do jornalismo online começa antes dos grandes portais de notícias – que atualmente dominam esse meio, ao conquistarem grande parte do público leitor na Internet e servirem de referência até como fontes para outros veículos devido às informações redundantes prontamente disponíveis.
NOVO MEIO, DIFERENTES CARACTERÍSTICAS
O aspecto multimédia do jornalismo online também influenciou os especialistas, os seus papéis e hábitos nas redações. Canavilhas (2003) defende esta característica do meio online como uma grande vantagem em relação ao impresso, que não a possui, afirmando que,.
CONSTRUTO
Os teóricos da aprendizagem autorregulada citam o uso de estratégias como inerente ao comportamento autorregulado (ZIMMERMAN, 2001; BROWN, 2007; BURÓN, 2008; entre outros). Os dois estudos que sustentam este artigo baseiam-se na teoria da autorregulação da aprendizagem e em abordagens teóricas para a compreensão da leitura.
ESTRATÉGIAS DE COMPREENSÃO EM LEITURA
Para Gray (1960 apud BURÓN, 2008), a compreensão requer leitura literal dentro das linhas, leitura inferencial nas entrelinhas e além das linhas do texto. Portanto, são necessárias estratégias de leitura em que o leitor, além do texto, tenha como subsídios a ativação de conhecimentos prévios; conhecimento da estrutura e gênero do texto; observação de ilustrações; reflexão sobre os objetivos do autor, do professor e do próprio leitor; estabelecer conclusões, hipóteses e previsões; identificar a ideia principal; preparação de notas, resumos e diagramas.
MÉTODO
O questionário foi dividido em três partes e aplicado em três momentos da tarefa de leitura de um texto. A construção do instrumento exigiu a criação de objetivos de acordo com os três momentos do processo de coleta de dados: antes de iniciar a leitura, após a leitura de alguns parágrafos e após a leitura do texto completo (gráfico 1).
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 5.1) Compreensão Leitora: Antever, Monitorar e Refletir
A escola que não consegue inspirar as crianças a ler e gerar nelas hábitos de leitura tem pouco valor” (p. 172). O número de alunos que, após terminarem a leitura, mencionaram problemas durante o desempenho aumentou até três vezes em comparação com aqueles que consideraram ter problemas de leitura antes de iniciar a leitura.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em Portugal, 11% dos estudantes e no Brasil 11,3% mencionaram sublinhar nos textos e uma percentagem semelhante mencionou tomar notas (11% dos portugueses e 12,1% dos brasileiros). Em relação à consulta de palavras no dicionário, 40% dos estudantes portugueses e 8,5% dos brasileiros responderam que consideram esta hipótese quando se deparam com palavras mal compreendidas.