Monografia apresentada à Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, como requerimento para obtenção do título de Especialista em Direito Penal e Processo Penal. Declaro, para todos os efeitos legais, que assumo total responsabilidade pela contribuição ideológica prestada a este trabalho, excluindo de qualquer responsabilidade a Universidade do Vale do Itajaí, a coordenação do Curso de Especialização em Direito Penal e Processo Penal e o Orientador. a respeito do mesmo. Esta monografia de conclusão do Curso de Especialização em Direito Penal e Processo Penal da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, elaborada pela aluna Tatiane Pereira, intitulada: Crime Virtual, foi submetida em 2010 para avaliação da Professora Orientadora e Coordenadora do Curso da Especialização em Direito Penal e Processo Penal, e aprovado.
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CONCEITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA
Neste caso, o documento é verdadeiro na sua forma ou externalização, mas as ações do agente tornam esse documento intelectualmente falso, simplesmente porque não expressa a verdade. O tipo penal exige uma intenção específica, que consiste na intenção de prejudicar o direito (não precisa ser uma eliminação completa, basta reduzir o direito afetado), de criar uma obrigação (pode ser de qualquer natureza: fazer, propriedade). etc.) ou alterar a verdade sobre qualquer fato juridicamente relevante. Justamente por exigir dolo específico, elemento do próprio tipo penal, a denúncia alegando a prática de falsa ideologia deve necessariamente indicar o dolo do agente, sob pena de incapacidade.
SUJEITOS DO DELITO
Parágrafo único - Se o agente for funcionário público, e praticar o crime no exercício do cargo, ou se a falsificação ou alteração implicar a constituição de registro civil, a multa é aumentada de um sexto […]4. Segundo Mirabete, um particular pode cometer falsificação ideológica num documento público, fazendo declarações falsas ou omitindo circunstâncias que não poderia esconder do funcionário público que colabora no documento nessa qualidade (falsificação mediada).5. Contudo, poderá ser elaborado por quem tiver função pública para tal, sendo necessariamente o sujeito ativo o servidor ou funcionário público […]6.
TIPO OBJETIVO E SUBJETIVO DA FALSIDADE IDEOLÓGICA
Tudo o que foi dito sobre o crime de falsificação aplica-se assim à falsificação de documento privado. Assim, qualquer falsificação ou alteração do mesmo pode constituir crime sob investigação e não falsificação de documento público (Código Penal, artigo 297.º. De acordo com o artigo 298.º do Código Penal, a pena prevista para o crime de falsificação de documento privado é de cinco anos de prisão mais multa.
FALSIDADE DOCUMENTAL
- Falsificação de Documento Público
- Sujeitos do delito
- Tipicidade Objetiva e Subjetiva da Falsificação de
- Concurso de Crimes
- Falsificação de Documentos destinado à Previdência
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- CONCEITO DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR
- SUJEITOS DO DELITO
- TIPICIDADE OBJETIVA E SUBJETIVA
- CONSUMAÇÃO E TENTATIVA DO CRIME DE FALSIFICAÇÃO
- PENA E AÇÃO PENAL
- DISTINÇÃO ENTRE FALSIDADE MATERIAL E FALSIDADE
De acordo com a redação do artigo 298 do Código Penal, podemos apontar os seguintes elementos: falsificação ou alteração total ou parcial do documento particular.44. A melhor fórmula para definir um documento privado é o critério negativo, que o define por exclusão: documento privado é aquele que, mesmo por comparação, não é reconhecido como público. Documento privado é aquele elaborado por particular ou entre eles, sem intervenção oficial na sua composição ou emissão.45.
Para Rogério Grego, o conceito de documento privado é encontrado por exceção, ou seja, se o documento não tiver natureza pública, seja formal e essencialmente público, ou formalmente público e essencialmente privado, ou ainda aqueles que são considerados públicos segundo equivalência (n.º 2 do artigo 297.º do Código Penal), pode ser considerado documento público. Porém, Fernando Capez concebe documento privado como qualquer documento que seja formatado “sem a intervenção de funcionário ou funcionário”. O sujeito passivo é o Estado, bem como aquelas pessoas que são diretamente prejudicadas pela falsificação ou alteração do documento privado. .
Segundo a Mirabet, os crimes referidos nos artigos 297.º e 298.º serão distinguidos por um objecto material, que no caso do crime acima referido é um documento privado. Segundo Damási de Jesus, um documento público, se for nulo por erro formal, é considerado um documento privado.56. O crime de falsificação de documento de identidade e o crime de falsidade ideológica independem da comprovação do dano causado, bastando a possibilidade de dano que possa ser causado.
O tipo subjetivo é representado pela intenção, consubstanciada na vontade livremente dirigida à falsificação ou modificação do documento específico.
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OS CRIMES DA INTERNET
Feuerbach estabeleceu o princípio da reserva legal no início do século XIX através da fórmula latina nullum crimen, nulla poena sine lege. O princípio da reserva legal é um imperativo que não permite desvios ou exceções e representa uma conquista da consciência jurídica que obedece às exigências da justiça; apenas os regimes totalitários negaram isto.78. Diante disso, fica claro que o crime requer para sua caracterização: a) expressa classificação como crime de direito; b) conduta (comissiva ou negligente);
A teoria da tipicidade busca classificar o comportamento humano em normas criminais proibitivas ou, como preferem alguns estudiosos, em normas negativas que incriminam todos os fatos que possam desviar-se do comportamento socialmente aceito. O processo em que ocorra violação da lei penal e em decorrência de tal agressão poderá resultar na aplicação de pena. A incriminação (stricto sensu) é entendida como o procedimento pelo qual determinado comportamento é formalmente reconhecido como ilegal, designado como ato criminoso ou transformado de contravenção em ato criminoso.
Portanto, sob a exegese do princípio da legalidade penal, os crimes cometidos atualmente por hackers estão isentos de punição. O processo regulatório depende da ação contínua das autoridades públicas e privadas na busca de novos e mais eficientes mecanismos legislativos de prevenção e repressão que dificultem a distorção de dados e o acesso a sistemas virtuais. Na prática, trata-se de uma questão técnica que envolve a atuação dos programadores, dos usuários que acessam as informações e dos provedores por meio dos quais a mensagem é enviada, e a responsabilidade pode ser atribuída a quem efetivamente pratica o comportamento acusado.
Justamente na mensagem, onde estão localizados os vestígios das informações, começa o ponto de partida para rastrear fatos concretos e encontrar o remetente ou o autor que registrou os dados através do Protocolo de Internet.
SUJEITOS ATIVOS: HACKERS,CRACKERS
CIBERCULTURA
Esta tendência de oferecer bens e serviços virtuais a quem utiliza sistemas de redes informáticas acelera o processo de globalização das trocas económicas, comerciais, turísticas e culturais. O apelo da Internet é tão grande que tudo aponta para um crescimento surpreendente na forma e no conteúdo da linguagem nos próximos anos. Como o processo de virtualização da linguagem e do texto é diferente das formas e instrumentos que precederam a cultura da Internet, não é justo condenar a informação da comunicação virtual sob o frágil argumento de que os programas de computador são construídos, lidos e interpretados com base na indeterminação do virtual. realidade, em oposição à definição de linguagem e textos reais.
É fundamental saber que a aparente globalização dos sistemas de redes informáticas não depende exclusivamente da autossuficiência dos textos, da fixação real da linguagem e da independência de significados. A Internet virtualiza a construção da linguagem e dos textos que são transmitidos ao mundo ao conectar mensagens digitadas, dados computacionais, nos quais as comunidades virtuais estão permanentemente conectadas entre si e lhes dão sentido de forma criativa. Certamente, inúmeras mensagens e informações virtuais em textos continuarão a ser digitadas, lidas e interpretadas, oferecendo sempre novas respostas aos signos linguísticos construídos pela tecnologia digital no processo transversal de produção interativa de comunicações e informações.
Em princípio, parece que a linguagem e os textos jurídicos, consequência e não causa da informação virtual, estão fora da esfera de ação e atividade da Internet, até porque a virtualização dos textos independe de questões jurídicas para impulsionar a comunicação entre eles . . O ciberespaço, como novo sistema de redes de comunicação, nasce e se desenvolve a partir da ação da linguagem e dos textos através da interligação de computadores e usuários que programam mensagens, operam dados e transmitem informações em uma cadeia global. A virtualização da empresa consiste assim principalmente em tornar as coordenadas em relação ao intervalo de tempo da obra um problema sempre reconsiderado, e nunca uma solução real e estável, como acontece no processo de atualização.
A virtualização é um dos principais vetores na criação da liberdade humana; ela existe virtualmente e é valorizada através do processo criativo da linguagem e do texto que é objeto da cibercultura e da Internet.
NOVOS TIPOS PENAIS: CRIME VIRTUAL
Esse é o objetivo do projeto de lei 3.356/00, do deputado Osmânio Pereira (PSDB-MG), que define crimes cometidos na internet e fixa penas para os infratores. O projeto está anexo ao PL 1070/95, onde aguarda parecer do relator, deputado Luiz Piauhylino (PSDB-PE), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. De lá, o caso segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação; e no plenário da Câmara.92.
A PROTEÇÃO PENAL NOS CRIMES VIRTUAIS
É nesta nova realidade que assistimos ao surgimento de um novo tipo de crime, onde o perpetrador pode ou não utilizar o computador doméstico como meio para cometer uma série de crimes. I - Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes cuja prática tenha ocorrido em território estrangeiro (art. 109, V, CF). Mas as ações desses agentes não se limitam à simples clonagem; muitos vão além desse crime, ou seja, utilizam os dados da vítima para utilizar o sistema operacional de um banco ou outra instituição financeira para derivar valores, mesmo sem roubar fisicamente um item móvel. Neste caso, o resultado final foi uma alteração não autorizada do dominus desses valores em favor dos subtraens, o que constitui uma violação ofensiva da propriedade do dominus.
Tomemos, por exemplo, o roubo de um arquivo ou programa contido em um banco de dados privado, onde o agente criminoso acessa e copia secretamente o arquivo ou arquivos de seu interesse. 2. - Se o criminoso for primário e o objecto furtado for de pouco valor, o juiz pode substituir a pena de prisão por pena privativa de liberdade, reduzi-la de um a dois terços ou apenas aplicar multa. Embora não haja diminuição do patrimônio do contribuinte uma vez que os arquivos roubados e/ou copiados secretamente permanecem em seu banco de dados, tecnicamente houve uma subtração de um patrimônio e um acréscimo, uma vantagem ilegal ao autor, em detrimento deste, sem que ele mesmo cometer o crime previsto no art.
Por exemplo, um título de um objeto, ações de uma empresa, contratos de seguro são vendidos e enviados virtualmente. É urgente uma legislação capaz de punir estes agentes, pois vivemos num mundo novo, o mundo virtual, onde os mesmos valores de liberdade e dignidade da pessoa devem ser aplicados e respeitados. A incerteza da legislação, aliada à falta de conhecimentos específicos sobre a rede global e sobre os métodos e formas utilizadas pelos atacantes, por um lado, e a incessante expansão da “Internet” e também a promoção permanente da criatividade da “web “Os criminosos, por outro lado, dificultam extremamente a questão da segurança digital.
É necessária uma legislação que possa punir os crimes de falsidade ideológica e de documentos falsos que aparecem na Internet. Hackers e Crakers estão cada dia mais ousados.