Cadernos de Tipografia foi escrito, paginado e publicado por Paulo Heitlinger; também são propriedade intelectual desta editora. Paulo Heitlinger teve a oportunidade de testar o novo software de pixel design lançado online pela Fontshop no último Workshop introdutório de Digital Lettering. Nesta versão simplificada, tudo é feito à mão – conforme recomendado por designers de fontes profissionais – e os resultados são corrigidos para manchas. cha e retrabalhado a lápis.
Para complementar este tutorial de desenho em papel milimetrado, decidi utilizar recentemente o software FontStruct da Escola Profissional de Braga, uma solução online. ansiosamente postado na Internet pela empresa FontShop. Os elementos didáticos obtidos de forma quase intuitiva incluem o seguinte: os alunos percebem conscientemente a essência específica, as formas típicas. perceber a necessidade de trabalhar com guias: linha de base. altura de x, altura das letras maiúsculas, linha de elementos descendentes, entenda uma unidade formal que deve existir entre os diferentes caracteres de um alfabeto. aprenda a manter o equilíbrio necessário entre os. legibilidade das fontes) e a liberdade de criar formas originais.
Aldus Manutius e a Imprensa Aldina
Esta cidade era um importante centro de comércio entre a Europa e o Oriente, um mercado cosmopolita de livros. A produção dessas edições era cara porque as letras eram difíceis de cortar e aderir ao papel, exigindo mais cuidado e tempo do que o normal. Aldus mantinha boas relações com humanistas contemporâneos como Pietro Bembo, que se tornou um dos escritores mais populares da Renascença.
A actividade editorial, ao contrário da grande maioria das editoras de incunábulos, foi inspirada por objectivos culturais e intelectuais claros – para além dos económicos. As fontes romanas usadas em De Ætna foram perfuradas pelo ourives bolonhês Francesco Griffo, também conhecido como Francesco da Bologna. Numa intensa busca pela excelência qualitativa, as fontes foram constantemente redesenhadas para melhorar a clareza e a legibilidade.
Não conseguimos compreender completamente o trabalho de Aldus Manutius e da Aldina Press, com as suas inovações representadas por livros de pequena escala. A fonte Garalde (Aldine, em inglês) é um arquétipo das fontes de estilo antigo, estabelecendo suas origens góticas em toda a Europa no século XVI. A maioria dos tipos móveis da prototipografia italiana – período de Nicolas Jenson – eram adaptações das letras caligráficas usadas em manuscritos humanistas.
Suas principais características são a tendência caligráfica nas letras, traços modulados, eixo inclinado (humanístico), contraste reduzido nas variações.
Hypnerotomachia Poliphili
A cruz do e minúsculo é bastante alta e horizontal (uma inovação, no tipo de Jenson a cruz do e era inclinada) e seu formato oposto é menor que o ventre da letra a. De acordo com Daniel Updike, a decisão de Aldus de imitar a letra cursiva para suas novas fontes não pode ser totalmente explicada apenas por seu desejo de alcançar um caráter compacto. Updike acredita que Aldus fez para as formas das letras latinas o que foi desenvolvido para as "antigas" letras gregas.
Contudo, para edições clássicas impressas em tamanhos pequenos, foi o princípio da poupança de espaço e não os motivos estéticos que ditou a utilização do Aldino Itálico (Dowing, 1998: 43). Nas letras b, d, h, k e l, as serifas coincidem com a linha ascendente, porém apenas p e q são serifadas, a serifa final coincide com a linha descendente. A famosa marca tipográfica - golfinho e âncora - veio de uma moeda romana dada a Manutius por Pietro Bembo e apareceu como marca de seu impressor em 1502.
Edições aldinas
Bibliografia
A fonte Arati, revivalismo de uma romana de Aldus Manutius
Esta edição, além de possuir gravuras extraordinárias, possui uma prensa tipográfica de excelente legibilidade. Mas esta decisão causou muitos problemas porque cada tipo de letra acabou por ser diferente, causando dificuldades de reconhecimento e identidade. Esta palavra possui as letras mais importantes no nível formal do alfabeto, que compõem todas as formas existentes.
A seleção das fontes permitiu executar, de forma geral, sua harmonização – na versão serifada e sem serifa. O espaçamento é a lição mais difícil desse processo, que foi facilitado pelo uso da divisão Monotype Bembo, já que essa fonte é um renascimento do tipo metálico usado por Aldus Manutius no livro De Ætna. O sucesso ou o fracasso de um design tipográfico é uma questão de equilibrar o espaço em branco dentro das letras (contrafaces) e fora das letras.
A definição do espaço padrão entre as letras, a atribuição do ajuste individual do espaço entre as letras, deve ser feita de forma que, quando as letras já estejam anexadas às palavras, apresentem uma relação de igualdade. librada, sem bugs, sem sobrecarga visual. As fontes renascentistas mantêm certas características caligráficas: hastes relativas. As letras da fonte Arati são levemente condensadas, confortavelmente legíveis e não apenas produzem uma página de texto sólida e esteticamente agradável, mas também economizam espaço. A tipografia digital vive atualmente dentro de duas tendências – a reinterpretação histórica e a experimentação formal que caracteriza a nossa realidade contemporânea.
Pellis Atheniensium, sub Persio Philopo, litteris operam fecit collectaque Antigono in Macedoniam profectus est, atque in Antinibus consedit. Cyrenenfi notus utebatue,a Sacerdote apitaq; imperii centefima, quinto Olympiadis anno duodecimo, unde temporibus Prole mesus Theriaca cripft, co tradixfesaoil, qui cotra Homeri poetae cotra ae dixiffe dicuntur.
Cada palavra é uma flor
Nü Shu, a escrita das mulheres
O resto foi deixado em branco para que a noiva registrasse seus sentimentos e experiências – em nu shu – para o que se tornaria um precioso diário.” Mas o Nü Shu não é uma língua, é um sistema de escrita usado para representar uma língua falada. Esse sistema permitiu que as mulheres expressassem seus sentimentos e sua vida interior de forma literal, rejeitando o uso de sistemas de escrita.
Ao contrário do Hansi, que é um sistema de pictogramas, o Nü Shu, que é um silabário, usa glifos fonéticos. Nü Shu, literalmente Escrita de Mulher, desenvolveu-se como um sistema de delicados glifos caligráficos, relacionado à técnica do bordado, sistema passado de avó para neta, de tia para afi. Até recentemente, restavam apenas 2 (duas) mulheres, Yang Huan Yi—zà e He Yanxin, que ainda dominavam esse sistema de escrita; É por causa do Dr. Orie Endo (japonês) e pesquisas de antropólogos norte-americanos, que o conhecimento deste sistema comunal único.
Laura Miller enfatiza o aspecto de que não se tratava de um “código secreto” compartilhado exclusivamente por mulheres, mas de um sistema de escrita desprezado pelos homens. Os glifos, representando sílabas, são claramente derivados do mandarim, que adquiriu as formas distintas do Nu Shu através do dis. Canadá/China, 1999, 59 m), que chama mais a atenção para este sistema de comunicação muito interessante, utilizado exclusivamente por mulheres.
As autoridades chinesas não tiveram sucesso na preservação do património cultural de Nü Shu, pelo que podemos temer que esta tradição secular desapareça completamente.
Mais informações, links
Tipografia elementar»
Jan Tschichold incorporou três personagens diferentes, cada um deles um situ. baseia-se nos pólos básicos e opostos da tipografia, que são a caligrafia e a geometria. O jovem Jan Tschichold apresentou-se ao mundo da caligrafia e à arte de fazer apostas. Jan Tschichold começou a se afastar da tipografia e caligrafia tradicionais, que estudou em Leipzig.
Sob o denominador comum 'neue typegraphie' emergem os esforços conjuntos de vários jovens designers (Gestalter), vindos principalmente da Alemanha, Holanda, União Soviética, Checoslováquia, Suíça e Hungria. Quem quiser pode ver a nova tipografia como resultado do esforço individual de seus protagonistas; parece-me mais correto inter. Depois do tiro de advertência que foi o caderninho ele men tare tipografia, Jan Tschichold publicou em 1928 die neue ty p o graphie (a nova tipografia), o primeiro manual do design tipográfico moderno.
A forma e o estilo da tipografia antiga adaptavam-se às necessidades dos seus leitores, que tinham tempo suficiente para ler, linha a linha, em intervalos. A história da tipografia desde Aldus Manutius nada mais foi do que a busca pela clareza da aparência (a única exceção começa no período de Didot, Bodon, Baskerville e Walbaum), juntamente com o desenvolvimento de tipos históricos. O currículo da Bauhaus de Dessau, composto na mais pura estética gráfica da «neue typegraphie», com a fonte Akzidenz Grotesk.
A extrema inflexibilidade da tipografia dos séculos anteriores, ela própria condicionada pela sua época, não pode e não deve servir-nos hoje.
Contra a decoração e o ornamento
Sinais e letras na sala de composição não são as únicas ferramentas disponíveis para a nova tipografia. Tal como acontece com a fotografia normal, existem variações que podem fazer parte da nova tipografia; por exemplo, quadro [..] foto negativa, dupla exposição e outras combinações. A nova prática racional e funcional da tipografia que Jan Tschichold procurava só foi implementada de forma limitada no seu tempo.
Fototek I, de 1930, foi o primeiro livro de uma série editada por Jan Tschichold e Franz Roh, dedicada a divulgar o trabalho dos fotógrafos modernos. Mais informações no excelente artigo de Richard Doubleday, Jan Tschichold na Penguin Books: A Resurgence of Classical Book Design). O uso da fotografia, das letras sem serifa e do layout assimétrico estavam em perfeita harmonia com os ideais da «nova tipografia» - uma prova reveladora da influência que a Nova Tipografia exerceu no design editorial da época.
A profunda influência que Jan Tschichold exerceu sobre os seus contemporâneos deve-se principalmente à influência das suas publicações entre 1925 e 1928. Para enfatizar o carácter vanguardista das suas teses, Jan Tschichold assinou "Iwan Tschichold", provocando conscientemente a ligação com a revolução A política soviética, que tanto agitou os ânimos. A organização interna é limitada pelos recursos elementares da tipografia: as letras, os números, os sinais e os fios da caixa móvel ou da máquina tipográfica.
No mundo visualmente orientado de hoje, até mesmo uma imagem precisa, uma fotografia, é uma das fontes básicas da tipografia.
Obras de Jan Tschichold (selecção)
O curso é ministrado por Paulo João Nunes Heitlinger, profissional com vasta experiência internacional na área de design editorial profissional, tipografia e design de fontes.