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Cynthia Wagner.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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O objetivo deste trabalho foi compreender a inclusão no mercado de trabalho de pessoas com necessidades educacionais especiais (P.N.E.E.). Para tanto, faz-se necessária a revisão de conceitos para a construção de práticas psicológicas que valorizem as possibilidades das pessoas com necessidades educacionais especiais no mercado de trabalho.

OBJETIVOS

Objetivos específicos

A partir de uma revisão de leitura minuciosa e atenta sobre Inclusão: O Mercado de Trabalho para o P.N.E.E. serão discutidas questões relacionadas à formação profissional dessas pessoas. Esta revisão de literatura está organizada didaticamente em quatro eixos: a) inclusão: perspectiva histórica; b) mercado de trabalho;

QUEM É A PESSOA COM DEFICIÊNCIA MENTAL: PERSPECTIVA HISTÓRICA

Foi nessa época que a educação especial começou a chamar a atenção para as diferenças sociais e para os estudos literários sobre deficiência mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o total de pessoas com deficiência está distribuído da seguinte forma: deficiência intelectual: 5%; deficiência física: 2%;.

O MERCADO DE TRABALHO

Portanto, a educação e o encaminhamento das pessoas com deficiência no mercado de trabalho baseiam-se nas exigências de capital e dentro dos seus limites. Segundo Cunha (1997), o mercado de trabalho exige alguns requisitos básicos, e a principal dificuldade é que as competências dos trabalhadores e as exigências da profissão mudam ao longo do tempo e de forma imprevisível. Ou seja, quando a profissão trata da rapidez do trabalho (por exemplo, sem ritmo), da tomada de decisões e do planejamento do trabalho.

Portanto, a questão da reinserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho não é um problema das empresas, mas sim das entidades sociais (públicas ou privadas) que cuidam da formação profissional destas pessoas. Após qualificação/reabilitação para o mercado de trabalho, essa força de trabalho poderá ou não ser aceita. Não basta profissionalizar as pessoas com deficiência ou pelo menos redefinir o seu conceito para garantir a sua inclusão no mercado de trabalho.

QUESTÕES LEGAIS

XXXI Proibição de qualquer discriminação em relação ao salário e critérios de aceitação de empregos para pessoas com deficiência.(..). VIII A Lei reservará um percentual de cargos e empregos públicos para pessoas com deficiência e determinará os critérios para sua aceitação. V – Garantir uma mensalidade mínima aos deficientes e aos idosos, que comprovem não dispor de meios para assegurar a sua própria manutenção ou de a receber da família, nos termos da lei;

A edição do Decreto nº 3.298, em 20 de dezembro de 1999, revelou mudanças institucionais significativas nas condições das pessoas com deficiência no Brasil. Há também a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dá apoio ao P.N.E.E., à sua integração social e à Coordenação Nacional de Integração da Pessoa com Deficiência (CORDE). Vale destacar que as diretrizes estabelecidas pela Constituição de 1988 foram regulamentadas pela nova lei de diretrizes e fundamentos da educação nacional, a lei n, que define a educação e a qualificação profissional e o tratamento especial para pessoas com deficiência e superdotados.

AUTONOMIA

Em relação a esta questão, o que realmente importa é a preocupação por parte da sociedade e da população em geral, em dar ao P.N.E.E. Nos textos de Lane (1996) e Sawaia (1996), por exemplo, são nomeados os nomes “autonomia” e “auto-organização”, referindo-se ao poder de decisão de um grupo no contexto da comunidade, da organização de “grupos”. tornar-se consciente e capaz de exercer o autocontrole das situações da vida por meio de atividades cooperativas e transformadoras, para as quais é necessária a compreensão das relações de poder que se constituem no cotidiano e a salvação da subjetividade, (LANE, 1996). E que as representações sociais nos ajudam a ter uma visão prática e contribuem para a construção de uma realidade comum a um grupo social.

Para verificar a demanda que o mercado de trabalho impõe ao P.N.E.E., optou-se por realizar uma pesquisa qualitativa descritiva que complementará os dados bibliográficos, uma vez que os dados bibliográficos por si só nem sempre são suficientes para a credibilidade do trabalho científico. metas. Portanto, para a realização de qualquer pesquisa, os objetivos devem ser claros, assumindo que a pesquisa é uma atividade básica que se torna um benefício para a ciência e a sociedade na busca pela pesquisa e pela construção da realidade, conectando pensamento e ação. Segundo Chizzotti (2000), a fenomenologia ocorre porque imerge no cotidiano o conhecimento das coisas sensíveis cujos fenômenos estão ocultos.

SUJEITOS

O conhecimento não pode ser reduzido a uma lista de dados isolados ligados por uma teoria explicativa; o sujeito-observador é parte integrante do processo de conhecimento e interpreta os fenômenos e atribui-lhes significado. A pesquisa qualitativa responde a perguntas muito específicas para cada tópico. Portanto, a ênfase nas ciências sociais não pode ser quantificada, ou seja, trabalha com o conjunto de todos os significados do sujeito (crenças, valores e atitudes) que correspondem a um espaço mais profundo de relações, que não pode ser reduzido a circunstâncias flexíveis . Caracteriza-se por priorizar o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental, preocupado com o significado que as pessoas dão às coisas e às suas vidas. Portanto, trata-se de uma abordagem indutiva com caráter descritivo.

E segundo Rudi (2000, p. 56), “a pesquisa descritiva está interessada em descobrir e observar fenômenos e tenta descrevê-los, classificá-los e interpretá-los”. Ou seja, para alcançar resultados, a pesquisa busca conhecer a natureza, a composição e os processos que nela compõem ou ocorrem. Uma amostra intencional é aquela em que o pesquisador pode selecionar uma amostra mais representativa usando a técnica apropriada, ou seja, aqueles funcionários/empregadores que são mais relevantes para o problema de pesquisa.

INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

Por meio da pesquisa qualitativa, alcançou-se uma compreensão detalhada dos significados e das características situacionais fundamentais às interações interpessoais, sendo necessária a utilização da pesquisa exploratória, pois buscava elevar aspectos da realidade, aprimorar ideias e aprofundar o conhecimento do universo examinado e das características de uma determinada população, com o estabelecimento de relações entre as categorias. Foram entrevistadas cinco pessoas “ditas normais” que exercem as seguintes funções, Assistente administrativo Agerato, caixa Bellis, responsável Dália, caixa Sálvia e caixa Petúnia, todos trabalhando diretamente com o P.N.E.E. Para atingir todos os objetivos propostos apresentados nesta pesquisa, inicialmente foi necessário mapear as condições da empresa para obter as respostas desejadas.

A análise dos dados inicia-se com a continuação de entrevistas realizadas com funcionários da empresa e, segundo Rudi (2000, p. 103), “a interpretação consistirá em expressar o verdadeiro significado do material...”.

QUEM É A PESSOA COM DEFICIÊNCIA MENTAL: PERSPECTIVA HISTÓRICA

As pessoas não são assim porque querem ser, nasceram assim, são assim porque nasceram assim, posso ser normal porque posso não querer ser normal, mas acho que elas merecem a mesma chance. certo, oportunidade, acho que eles têm a capacidade de fazer o que fazem, empacotar com segurança e fazer certo." (Petúnia). Eu entendo que são pessoas diferentes, tem que ter mais cuidado na hora de falar, tem aqueles que são agressivos, tem que saber falar com eles...” (Sálvia). Mas acho que é muito difícil para ele porque ele não consegue falar, mostrar as coisas.

Segundo Amaral (1994), o baixo nível de funcionamento e ajustamento social destes indivíduos advém não apenas de fatores internos, mas sobretudo da falta de comportamentos adequados no seu repertório, devido ao tipo de socialização e educação que receberam. principalmente a forma como estereotiparam a forma como são tratados pelos outros. Observou-se que os funcionários têm uma visão padronizada dos homens, ou seja, os funcionários definem padrões normais ou estigmatizados.

O MERCADO DE TRABALHO

Porque não é porque há uma pessoa que não fala nem ouve que ela não tem qualificação, pelo contrário, muitas vezes tem muito mais qualificação do que uma pessoa normal. Quando eu pergunto alguma coisa e vejo que ela não entende eu vou embora, né?. Não adianta ela ir e não saber o que fazer, certo? Não sei se ela não sabe, mas acho que a pessoa entrou para fazer lá, ela se acostumou a fazer lá.

Esta pesquisa mostrou que os funcionários não receberam nenhum tipo de treinamento para se relacionar com funcionários com qualquer tipo de deficiência. Não consigo chamar atenção porque por mais que eu fale com ela, ela não entende. Mas, por outro lado, afirmam que os demais colaboradores estão preparados para trabalhar lado a lado com pessoas com algum tipo de deficiência.

QUESTÕES LEGAIS

Uma empresa inclusiva é, portanto, aquela que acredita no valor da diversidade humana, considera as diferenças individuais, faz mudanças fundamentais nas práticas administrativas, implementa adaptações no ambiente físico, adapta procedimentos e instrumentos de trabalho, forma todos os recursos humanos na questão da inclusão . etc. A empresa não exige escolaridade mínima, currículo, curso específico na área, tempo de serviço, histórico profissional anterior, para ingressar no P.N.E.E. O despedimento de trabalhador reabilitado ou de pessoa com deficiência qualificada por termo de contrato por tempo determinado superior a 90 (noventa) dias e o despedimento sem justa causa, em contrato por tempo indeterminado, só podem ocorrer após contratação de substituto. com uma condição semelhante.

O que se percebe é que do ponto de vista jurídico oferece mecanismos para garantir a P.N.E.E. Nesse sentido, percebe-se nesta pesquisa que a empresa investigada não realiza uma mudança significativa no tratamento da questão do P.N.E.E. no mercado de trabalho e redirecioná-lo para o nível de eficiência, igualdade e inclusão social. Nesse sentido, o discurso da inclusão tem sido criado e debatido no âmbito das Ciências Humanas e Sociais.

AUTONOMIA

Quando um projeto é concluído, seja ele grande ou pequeno, procuramos fazer uma avaliação de tudo o que estava previsto no início do projeto. Procurei entender como o mercado de trabalho vê a inclusão de pessoas com necessidades educacionais (P.N.E. E), na perspectiva da organização predominantemente capitalista em que estamos inseridos. É preciso mostrar aos políticos e governantes a importância de incluir o P.N.E.E. no mercado de trabalho para a sociedade como um todo.

Investir na formação de qualidade dos profissionais e na reciclagem dos que já exercem a profissão para poderem responder ao P.N.E.E. todas as suas necessidades, independentemente do estágio e do ambiente em que você se encontra. nas atividades da empresa, representa um amplo alcance que possibilita novas relações nas relações pessoais e profissionais, e isso acontece na convivência com a diferença e na possibilidade de transcendência, que a deficiência pode ensinar. Entende-se que um avanço na apresentação do P.N.E.E. e vê-los com a sua história, com o seu rosto e os seus enigmas, a sua diversidade, para que com eles a nossa “incapacidade” de ver conduza à educação de qualidade que lhes foi negada durante tanto tempo. Neste sentido, a empresa ou o mercado de trabalho como um todo deve ser reconhecido como um processo através do qual as pessoas e a sociedade podem desenvolver o seu potencial.

O mercado de trabalho é de fundamental importância na promoção do desenvolvimento social e pessoal do P.N.E.E., pois permite mais do que a qualificação para o trabalho, eles se tornam cidadãos críticos e livres para escolher o que é melhor para suas vidas. A contribuição deste trabalho para a Psicologia foi mostrar a importância do mercado de trabalho para os P.N.E.E., por pertencerem a uma área educacional especial onde se formam os alicerces do desenvolvimento humano.

Referências

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‘conceitos’, ‘ideias abstratas’, e assim por diante, são entidades fictícias, às quais, em parte, devemos à indagação sobre ‘o que é o significado de uma