O presente trabalho visa identificar a responsabilidade civil como importante instituição jurídica na proteção das pessoas. Desta forma nota-se que até então a responsabilidade civil surgia de ato ilícito e baseava-se em atos ilícitos. A consagração da responsabilidade civil ocorreu com a promulgação da Constituição Federal de 1988, que passou a abordar explicitamente a questão no artigo 5º, incisos V e X, que era garantir o direito à indenização por danos materiais, morais e de imagem. ou seja, passou a incluir expressamente em seu texto apenas a indenização por danos morais.
Em suma, o conhecimento que chega à população sobre o dano moral é superficial, cabendo aos atores jurídicos rejeitar qualquer exigência descabida.
DA RESPONSABILIDADE CIVIL
CONCEITO
É importante fazer algumas considerações a respeito da responsabilidade civil antes de nos aprofundarmos no assunto desta monografia. Vale lembrar que não nos aprofundaremos neste tema, pois não é o tema central deste trabalho, mas serve apenas como informação. personagem, para melhor compreender o tema central do atual trabalho desta monografia. Terá a obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos definidos em lei, ou quando a actividade normalmente exercida pelo responsável pelo dano implicar, pela sua natureza, risco para os direitos de outrem. verifica-se que a lei exige a reparação do dano da vítima, o regresso do lesado à situação anterior ao aparecimento do dano.
Porém, não é por isso que não é possível compensar o sofrimento causado a alguém, mas porque é impossível reconstruir o legado danificado de um bem imensurável como a honra.
ELEMENTOS FUNDAMENTAIS
Regra geral, a responsabilidade civil é o dever de indemnizar o lesado em consequência de ato ilícito do agente, que dá origem ao dever de reparar o dano causado à vítima, independentemente de se tratar de dano material (patrimonial). ) ou dano moral (personalidade). Nesta ocasião, é fundamental verificar as condições em que se encontrava o agente, tendo em conta a consciência do agente, quando comete o ato ilícito, pois se não houver intenção consciente por parte do agente, não há motivo para falar em responsabilidade civil.. Dessa forma, responsabilidade civil refere-se à ideia de que o agente cometeu ato ilícito dolorido, por se tratar de violação de obrigação que, em consequência, produziu a obrigação de indenizar.
Ressalte-se que a culpa é o elemento básico da responsabilidade civil subjetiva, regra geral do direito brasileiro.
DO DANO MORAL
- EVOLUÇÃO DO DANO MORAL NO BRASIL
- CONCEITO
- DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO DANO MORAL
- FUNÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELO DANO MORAL
- FUNÇÃO COMPENSATÓRIA
- FUNÇÃO PUNITIVA
- FUNÇÃO PREVENTIVA
O fenômeno do dano moral no direito brasileiro pode ser separado em três fases distintas: negativista; reparabilidade limitada; e total reparabilidade. Esta foi uma fase de reparabilidade limitada, onde a possibilidade de danos morais puros não foi expressamente reconhecida. Com a plena reparabilidade constitucionalmente garantida do dano moral puro, o KZ/2002 no artigo 186 resumiu novamente, também de forma genérica, que “o art.
Em última análise, a hipótese da irreparabilidade do dano moral foi superada na doutrina, bem como na jurisprudência e na Lei Maior, conforme afirma o trecho. No estudo do dano moral é imprescindível a análise do princípio da dignidade da pessoa humana, visto que a Carta Magna de 1988 em seu art. Dado o conceito de dano moral indenizável e a aplicação da dignidade da pessoa humana nesta instituição, faz-se então necessário verificar as suas funções. Portanto, é imprescindível ressaltar em primeira análise que, no caso da indenização por danos morais, não o é. É preciso falar bem em indenização, como se sabe no caso dos danos materiais e da responsabilidade civil em geral, e a reparabilidade do dano moral tem origem em instituições orientadas pelo princípio da restitutio in integrum.
Em caso de dano moral, não é possível ressarcir o prejuízo com indenização pecuniária, pois se trata de um dano imensurável à personalidade. 5º, que pode ser traduzida na reparabilidade do dano moral garantido pela CF/88, dano ao bem jurídico protegido, neste caso a pessoa humana, ofendida, deverá receber justa indenização.
Afinal, se o objetivo é reparar danos morais infligidos indevidamente, não há como aderir a qualquer conceito de dano infligido. Portanto, o juiz cum grano salis deve levar em consideração o caráter punitivo da indenização por danos morais. Confirmando o entendimento generalizado sobre a existência de um caráter que não é apenas compensatório, confirmou-se que o entendimento predominante é o de que a indenização pecuniária por dano moral tem duplo caráter, pois é compensatória para a vítima e punitiva para o autor do crime.
A teoria da sanção exemplar combina-se, portanto, com a de caráter compensatório, para que haja uma exposição do quantum na determinação do dano moral 34.
PARÂMETROS DE FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO
CRITÉRIOS SUBJETIVOS
- Extensão do Dano
- Intensidade do Sofrimento Experimentado pela Vítima
- Duração do Sofrimento Experimentado pela Vítima
- Grau de Culpa das Partes
- Condições Pessoais da Vítima
- Razoabilidade, Equidade e Prudente Arbítrio do Juiz
Wesley de Oliveira afirma que “o primeiro parâmetro da arbitragem judicial que emerge da análise das decisões que tratam de dano moral é aquele que determina se a indenização deve corresponder à extensão do dano” 40. Nos casos em que vários consumidores sofrem violação de seus direitos de personalidade em decorrência do mesmo fato danoso, é necessário levar em consideração essa extensão e a extensão do dano na determinação do valor da indenização para aumentar o valor devido. O critério da extensão do dano divide-se em pelo menos dois subcritérios de grande relevância para o juiz na determinação do debeatur quântico: a intensidade e a duração do sofrimento da vítima.
O fator cronológico é uma parte objetiva que está presente no critério da duração do sofrimento vivido pela vítima, que está contido no critério da extensão do dano. Neste caso, independentemente de outras circunstâncias, o valor da indemnização deveria ter sido fixado em valor superior, uma vez que o dano foi maior. A duração do sofrimento vivido pela vítima conduz, portanto, a uma melhor avaliação da extensão do dano causado, o que contribui significativamente para determinar o valor adequado da indemnização.
Portanto, fica claro que as circunstâncias pessoais da vítima interferem diretamente na extensão do dano além da capacidade, pois servem para determinar a importância do próprio direito pessoal que é violado para o lesado. O juiz, ciente desta condição especial da vítima, terá melhores possibilidades de determinar a extensão do dano e suas repercussões na vida e na rotina da vítima. A razoabilidade, a equidade e a discricionariedade prudente do juiz são critérios subjetivos muito semelhantes entre si, que devem necessariamente ser acompanhados de outros parâmetros na avaliação dos danos não pecuniários.
É comum que existam sentenças que não façam distinção entre os demais parâmetros utilizados para determinar o valor compensatório dos danos morais, sob o pretexto de utilizar apenas a razoabilidade, a equidade ou mesmo a prudente discricionariedade do juiz. Estes critérios nunca poderão ser os únicos na avaliação do valor compensatório dos danos não pecuniários, sob pena de arbitrariedade do órgão julgador e violação do princípio da motivação da pena.
CRITÉRIOS OBJETIVOS
- Reincidência da Conduta Geradora do Dano
- Capacidade Econômica do Agente Lesante
- Capacidade Econômica ou Condição Financeira da Vítima
- Impossibilidade de Enriquecimento Sem Causa/ Ilícito/Indevido
- A impossibilidade de eficácia de um papel preventivo-pedagógico
Apesar do referido acórdão, que condena implicitamente a utilização deste critério, este é reiteradamente incluído na determinação do valor da indemnização num momento em que o juiz procura aplicar o parâmetro da impossibilidade de enriquecimento ilegal ou enriquecimento sem causa da vítima. .. Em reconhecimento da responsabilidade do recorrente, a indemnização é aplicável, mas a um nível razoável, para evitar o enriquecimento sem causa. Em suma, ao considerar o dano moral como uma redução do âmbito espiritual, o princípio da proibição do enriquecimento sem causa traduz-se na impossibilidade, após a indemnização, de o lesado, em virtude do aumento do património, ficar numa posição mental superior àquela antes do evento danoso.
Pode-se concluir, portanto, que, desde que a indenização esteja dentro do espectro indicado, será considerada valor suficiente para cumprir a função compensatória, e que além disso ocorrerá enriquecimento sem causa. Na verdade, é colocada uma ênfase constante na proibição do enriquecimento sem causa, como se este princípio pudesse levar ao efeito da “indústria do dano moral” ou da “loteria judicial”, expressões frequentemente utilizadas. De acordo com o que foi construído até aqui, percebe-se que na determinação do valor da indenização por danos morais, o magistrado deverá levar em conta uma série de fatores, devendo o valor final servir de alívio ao ofendido. ao mesmo tempo, cumpre um papel punitivo. - preventiva, tanto especial quanto genérica, como fator dissuasor de práticas similares, devendo também ser mensurada de forma que não seja caracterizado enriquecimento sem causa.
Nesse sentido, a indenização por danos morais, limitada pela proibição do enriquecimento sem causa consagrada no ordenamento jurídico, jamais poderia adquirir força suficiente para adquirir caráter pedagógico, principalmente quando se trata de empresas multimilionárias. A função preventiva sugere o aumento da indenização, a proibição do enriquecimento, pois é um princípio estabelecido na norma, a força para baixo. Pode, portanto, dizer-se que o âmbito da função preventiva, tal como actualmente entendida na jurisprudência nacional, está limitado à zona crepuscular do enriquecimento injustificado. Não há forma de aplicar eficazmente a ideia de prevenção especial e genérica, que pode ter um impacto financeiro real no autor do crime e em todos os potenciais autores que enfrentem situações semelhantes, coincidindo com a proibição do enriquecimento sem causa, combinada com a ideia de que o ofendido que recebesse uma quantia em dinheiro que o fizesse querer reviver aquela experiência certamente seria caracterizado como recebendo uma indenização superior ao dano real da vítima.
Dado que apenas o princípio da proibição do enriquecimento sem causa tem fundamento jurídico nestas circunstâncias, este princípio deve prevalecer sempre face à tímida função preventivo-pedagógica. No caso do Brasil, um país que privilegia o direito positivo, devido aos seus fundamentos de princípios no sistema jurídico romano-germânico, um novo vencedor nesta disputa poderia emergir apenas no caso de uma reforma legislativa que abraçasse este novo papel, construído pela doutrina e pela jurisprudência são equiparados, proibindo o enriquecimento injustificado. Por outras palavras, segundo uma simples interpretação da visão prevalecente na doutrina e na jurisprudência, pode-se dizer que haverá enriquecimento sem causa quando o montante atribuído a título de indemnização gerar um aumento tal no estado de espírito da vítima que chegue ao ponto onde a vítima se mete em problemas. um estado superior àquele antes do dano ser sofrido.
Foi possível assimilar que, embora o valor da indenização esteja limitado pela proibição do enriquecimento sem causa, não será possível estabelecer um valor de indenização suficiente para cobrir danos de qualquer espécie ao patrimônio dessas pessoas jurídicas causar uma ação preventiva - função pedagógica, desde qualquer valor que possa ser. A oferta de educação ao infrator certamente será ao mesmo tempo também caracterizada como uma recompensa ao ofendido, dadas as baixíssimas condições econômicas do brasileiro médio.