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DE ÁGUA DE LASTRO

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Academic year: 2023

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AVALIAÇÃO DO RISCO DE PRESENÇA DE ESPÉCIES EXÓTICAS NO PORTO DE ITAJAÍ E ENTORNO. O objetivo geral deste projeto foi avaliar, de forma preliminar, o possível risco de introdução de espécies exóticas na região de Itajaí através da água de lastro proveniente das atividades do Porto de Itajaí.

II - MATERIAIS E MÉTODOS

Este tipo de navio nunca deslastra completamente, mantendo sempre algum lastro a bordo para proporcionar o equilíbrio da embarcação. De acordo com as informações obtidas, esse percentual de lastro mantido a bordo varia entre 5 e 10% no caso dos navios da classe contêiner e carga geral, que constituem a grande maioria das visitas ao porto de Itajaí.

As áreas de volume que são deslastradas por anos (Tabela 1) foram baseados nas mesmas faixas que a Convenção Internacional da IMO sobre a Gestão de Água de Lastro e Sedimentos de Navios utiliza para definir os tipos de gestão de água de lastro a serem utilizados pelos navios em seu Anexo, Seção B. Regulamento B- 3 (Anexo 1, a versão original e completa da Convenção da IMO está disponível no site www.imo.org na seção Publicações). O método GloBallast utiliza um sistema de 5 faixas de risco, neste método optamos por um sistema mais simplificado de 3 faixas de risco (Tabela 2), que é uma adaptação das bandas utilizadas pelo GloBallast.

O cálculo de risco desenvolvido para este trabalho é baseado em dois parâmetros: o coeficiente de similaridade ecológica do porto de origem ou biorregião (GLOBALLAST 2004) e a quantidade de lastro deslastrado por ano (Convenção IMO, Anexo 1) com a mesma origem ou do mesma biorregião. Os portos ou biorregiões de origem que sejam habitat natural ou invadidos por uma 'espécie-alvo' serão automaticamente atribuídos a um nível de risco 'Alto' (cor vermelha), independentemente da sua pontuação de similaridade e do volume embarcado por ano.

III - RESULTADOS E DISCUSSÃO

21,61%) das importações, tornando o Porto de Itajaí efetivamente exportador de cargas e, portanto, importador de água de lastro. Este procedimento dá-nos um porto de origem, mas não garante que a água de lastro a bordo tenha uma origem específica. Estes têm uma origem de lastro que pode ser denominada “indeterminada”, pois o porto de origem não pode ser confirmado como a origem do lastro.

IV - LEVANTAMENTOS PRETÉRITOS

Bairdiella ronchus – EM Cynoscion leiarchus – EO Isopisthus parvipinnis – EO Micropogonias furnieri – EM Ophioscion punctatissimus – EO Paralonchurus barsiliensis – EM Stellifer brasiliensis – EO. Medidas de mitigação são procedimentos possíveis que podem ser adotados para excluir ou reduzir a transferência de organismos pela água de lastro. Quanto aos problemas técnicos e operacionais de remoção de lastro, podemos citar o acesso aos tanques de lastro e seu bombeamento.

Na coleta de lastro no porto de Itajaí, os problemas foram inúmeros: as elipses que dão acesso aos tanques de lastro ficam em pequenos corredores ou nos porões de carga, e também são difíceis de abrir – possuem de 25 a 40 parafusos cada. Até o momento, não existe tecnologia no mundo que possa atender a todas essas demandas. Isso se deve ao fato de que a grande maioria da vida aquática, pelo menos uma etapa do seu ciclo de vida, possui uma fase microscópica capaz de ser transportada via água de lastro (FERNANDES et al. 2007). Térmico: Os diversos processos térmicos (alguns dos quais utilizam o calor gerado pelos motores e gases de combustão) têm-se mostrado eficientes na eliminação dos mais diversos organismos e representaram custos de implementação aceitáveis. O que falava contra esse método era o fato de que a água quando aquecida pode causar expansão nos tanques de lastro e estruturas adjacentes, além de acelerar os processos de corrosão das paredes dos tanques.

A única medida de mitigação aceite e recomendada pela IMO até agora é a “troca de lastro oceânico”, em que o lastro, seja de água costeira ou doce, é substituído por lastro constituído por águas oceânicas. MÉTODO BRASILEIRO DE DILUIÇÃO: este método requer pequenas alterações nas tubulações de entrada e saída de água nos tanques de lastro, a água entra pelo topo do tanque e é retirada simultaneamente pelo fundo do tanque com a mesma vazão da entrada, portanto que o volume de lastro dentro do tanque permaneça sempre o mesmo (o volume bombeado é três vezes o volume total do tanque) (SOBENA 1999).

V - CONCLUSÃO

Tanto a equação de cálculo do deslastro/lastro estimado quanto o método de análise de risco estão em processo de “amadurecimento” e poderão sofrer alterações à medida que os estudos prosseguem e a qualidade dos dados melhora; A análise obtida é uma ferramenta para o desenvolvimento de futuros planos de gestão ambiental de águas de lastro e métodos para monitorá-los; Os resultados mostram a necessidade de continuar e ampliar as pesquisas sobre o tema, muitas lacunas precisam ser preenchidas.

É fundamental melhorar a qualidade dos dados para que os processos sejam melhorados e reflitam a realidade; Para viabilizar o monitoramento da amostragem, é necessária a criação de legislação obrigando os navios a fornecer amostras de água de lastro na quantidade e no tanque escolhido pelo técnico responsável pela análise;

VI - GLOSSÁRIO

VII - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A summary of the situation regarding the introduction of non-native species via ship-borne ballast water in Canada and selected countries. Opportunistic settlers and the problem of ctenophore Mnemiopsis leidyi invasion in the Black Sea. INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZACION - IMO, 2002 Available at http://www.imo.org/include/blastDataOnly.asp/data_id%3D8595/RaaymakersGloballmpac tsPaper.pdf.

Não são mais as fronteiras imaculadas do oceano mundial: uma revisão das espécies marinhas exóticas no sudoeste do Oceano Atlântico. Aparecimento de Gymnodinium catenatum (Graham), dinoflagelado produtor de PSP em Santa Catarina: um caso de introdução via água de lastro. Evidências de intoxicação de moluscos por diarreia em Santa Catarina - Brasil: Ciência e Cultura, 50, p. 2004 Introdução de microalgas no ambiente marinho: factores de controlo e efeitos negativos. org.), Água de Lastro e Bioinvasão, Ed.

2003.1 Workshop Internacional sobre Diretrizes e Padrões para Amostragem de Água de Lastro, Rio de Janeiro, Brasil, 7 a 11 de abril de 2003: Relatório do Workshop. Método brasileiro de diluição e teste de lastro NT Lavras, para gerenciamento de água de lastro e minimização de organismos aquáticos nocivos.

VIII - APÊNDICES

IX - ANEXOS Anexo 1

1 que altera sua capacidade de transporte de água de lastro em 15% ou mais, ou. Caso tenha havido mistura, a água de lastro de outras áreas estará sujeita à gestão da água de lastro de acordo com este apêndice. 4 Quaisquer isenções concedidas sob esta regra deverão ser lançadas no registro de água de lastro.

PARTE B – REQUISITOS DE GESTÃO E CONTROLE PARA NAVIOS Regra B-1 Plano de Gestão de Água de Lastro. 5 Todas as ações relativas à água de lastro devem ser integralmente registradas no livro de registro de água de lastro, sem demora. As entradas no diário de água de lastro deverão ser feitas no idioma de trabalho do navio.

Regra C-2 Advertências relativas à recolha de água de lastro em determinadas áreas e medidas relacionadas por parte dos estados de bandeira. PARTE D - NORMAS PARA GESTÃO DE ÁGUA DE LASTRO Regra D-1 Norma de Troca de Água de Lastro. 3 Os sistemas de gestão da água de lastro utilizados para cumprir esta Convenção deverão ser seguros no que diz respeito ao navio, ao equipamento e à tripulação.

Esta inspeção deverá verificar se o plano de gestão de água de lastro prescrito na Regra B-1 e todas as estruturas relacionadas estão em vigor.

Avaliação de risco de água de lastro

Alguns países estão a experimentar sistemas que permitem a selectividade com base na avaliação do risco da “viagem”, uma vez que esta abordagem reduziria o número de navios sujeitos ao controlo e monitorização da água de lastro. Acredita também que quanto maior for o número de espécies em risco presentes num determinado porto doador, maior será o risco para o porto receptor. Com base nestes princípios, os componentes necessários para a avaliação de riscos relativos a um determinado porto são: determinação do potencial de vacinação (fontes, frequências e quantidade de descargas de água de lastro); determinar a presença de espécies de risco nos portos doadores de água de lastro e determinar a similaridade ecológica entre o porto receptor e os portos doadores.

Grupo C: dados ambientais e lista de espécies em risco: representantes da FEEMA (Divisão de Qualidade das Águas); do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir das Formas de Água de Lastro coletadas pela ANVISA são obtidos dados que permitem o cálculo do coeficiente de risco primário C1, que representa a frequência relativa do número de tanques de lastro que chegam de um determinado porto em relação ao número total de tanques descarregados. O valor deste coeficiente representa a proporção do risco que aquele porto apresenta em relação ao risco total, que é a soma de todos os tipos de risco identificados nas biorregiões de todos os portos que doam água de lastro para aquele porto.

Este resultado está relacionado aos grandes investimentos em pesquisas sobre espécies em risco nesta área. Levando em consideração o coeficiente de risco global dos 148 portos doadores de água de lastro ao Porto de Sepetiba, foram identificados 20 portos na categoria de risco muito alto e 25 portos na categoria de alto risco, representando 30% dos portos doadores.

ANÁLISE FITOPLANTONICA QUALITATIVA DAS AMOSTRAS DE ÁGUA DE LASTRO DO PORTO DE ITAJAÍ

Parte do relatório realizado para o Porto de Itajaí, referente à análise de amostras de água de lastro (fornecidas pelo Porto de Itajaí). Como não há obrigação de os navios fornecerem amostras de lastro e esta disposição foi um favor aos capitães, eles não serão identificados. Navio tipo carga geral, tanque lateral, lastro vindo de Buenos Aires e com troca oceânica (sem coordenadas), salinidade 24,2 ‰.

Navio porta-contêineres, tanque lateral, lastro originário de Cauced - República Dominicana com troca oceânica (3.14N 048.37W), salinidade 34,7‰. Isso comprova que a troca de lastro foi de fato realizada no setor de fundeio do porto de Itajaí ou em região muito próxima. O fato da água de lastro passar pela bomba após um tempo de permanência relativamente longo no tanque (no qual a maioria dos corpos de prova já estão mortos ou muito frágeis) pode explicar o fato de terem sido encontrados apenas fragmentos de indivíduos, a pressão no interior da bomba e o atrito das carapaças contra a parede do tubo pode explicar a sua fragmentação.

Os gêneros encontrados são bastante difundidos e apenas cinco deles podem ser considerados nocivos: Pseudo-nitzschia sp do complexo Nitzschia seriata (Figura 1), que em condições adequadas pode se tornar produtor de ASP (Amnesic Shellfish Poisoning), uma toxina com efeito amnésico. efeito; aquelas do gênero Ceratium (Fig. 2) quando a floração pode se tornar prejudicial devido à oclusão e/ou lesões causadas nas brânquias por suas extensões celulares (chifres), o mesmo acontece com espécies do gênero Chaetoceros (Fig. 3), que possui uma espécie de cerdas em sua estrutura celular. Espécies dos gêneros Prorocentrum e Dinophysis (Figuras 4 e 5) são produtoras de DSP (Diarrheiac Shellfish Poisoning), que são toxinas diarreicas.

Referências

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