• Nenhum resultado encontrado

IV - LEVANTAMENTOS PRETÉRITOS

No documento DE ÁGUA DE LASTRO (páginas 55-70)

Este levantamento fornece uma listagem de dados para futuras comparações, demonstrando os dados existentes no período de 2003 a 2005.

4.1 - Biota Submersa

Levantamento pretérito da biota submersa encontrada na foz do Rio Itajaí-Açu e entorno.

A relação dos espécimes abaixo foram retiradas do Relatório de Impacto Ambiental – RIMA do Porto de Itajaí (é uma copia fiel do mesmo), elaborado pelo Laboratório de Estudos de Impacto Ambiental – LEIA do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar – CTTMar da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI em agosto de 2002, para a Superintendência do Porto de Itajaí, além de comunicados pessoais de diversos pesquisadores do CTTMar - UNIVALI.

A figura 6 apresenta um mapa da região com os pontos amostrais utilizados para a coleta de amostras de plâncton (#1 a #7) e as regiões de coleta de amostras de fauna bêntica (R1 – região a montante do porto, R3 – região a jusante do porto, Ata – Atalaia desembocadura do Rio Itajaí-Açu, Brv – Praia Brava, Nav – Praia de Navegantes e Grã – Praia de Gravata), as amostragens da ictiofauna foram realizadas na região da foz do Rio Itajaí-Açu.

Figura 6: Localização dos pontos amostrais.

FITOPLÂNCTON

Foram realizadas amostras nas estações amostrais #1, #3, #4 e #7 na superfície, meia água e junto ao fundo.

Os táxons encontrados e suas estações de ocorrência são:

Achnantes inflata - #1 Amphipleura sp. - #1, #7 Anabaena sp. - #1

Anaulus australis - #1, #3

Asterionellopsis glaciallis - #1, #3, #4, #7 Centrales - #3, #4, #7

Chaetocerus compressus - #4, #7 Chaetocerus didimus - #3, #4, #7 Chaetocerus lacinosus(?) - #3, #4, #7 Chaetocerus laevis - #3, #7

Chaetocerus lorenzianus - #3, #4, #7 Cianofícea (tricoma) - #4, #7

Cianofícea Choococcales - #7 Ciliado - #1, #3, #4, #7 Cisto dinoflagelado - #4, #7 Climacodium frauerfeldianum - #3 Cocconeis sp. - #7

Cocolitoforideo - #7 Corethron sp. - #3, #7 Coscinodiscus sp.1 - #7 Coscinodiscus sp.2 - #7 Coscinodiscus wailesii - #7 Cosmarium sp. #1

Crucigenia tetrapedia - #1 Dictyocha fíbula - #7 Diploneis sp. - #4, #7 Ditylum brightwellii - #7 Euglenoficea - #1, #3 Fragillariaceae - #3 Guinardia sp. - #3, #4, #7

Gymnodiales - #1, #3, #4, #7 Gymnodinium sp. (cadeia) - #3, #4 Gymnodinium sp. - #4, #7

Hemiaulus sp. - #3, #7 Lauderia sp. - #3

Leptocylindrus danicus - #1, #3, #4, #7 Mallomonas sp. - #1

Melosira sp. - #1, #3, #4 Navícula sp - #1, #3, #4

Nitzschia longíssima - #3, #4, #7 Oligotricha - #1, #3

Penales A - #1 Penales B - #1, #4

Penales C - #1, #3, #4, #7 Penales D - #1, #4, #7 Penales E - #4, #7 Penales F - #4, #7 Peridiniales A - #1, #4 Peridiniales B - #3, #4 Pinnularia sp. - #1 Pirocystis sp. - #1 Planktoniella sp. - #7

Pleurosigma sp.1 - #1, #3, #4 Pleurosigma sp.2 - #7

Podolampas palmipes - #7 Proboscia alata - #4 Prorocentrum micans - #7 Prorocentrum sp. - #1, #3, #4 Protoperidinium sp. A - #3, #4 Protoperidinium sp. B - #4, #7 Pseliodinium vaubanii - #4, #7 Pseudonitzschia sp. A - #1, #3, #4, #7 Pseudonitzschia sp. B - #1, #3, #7 Pseudonitzschia sp. C - #3, #4, #7

Rhizosolenia fragilissima - #3, #4, #7 Rhizosolenia setigera - #3, #4

Rhizosolenia stolterfothii - #3, #4, #7 Scenedesmus sp. - #1, #4

Skeletonema costatum - #3, #4, #7 Skeletonema tropicum - #4, #7 Staurastrum sp. - #1

Stauroneis sp. - #1 Surirella sp. - #3 Synedra sp. - #1 Synedra undulata - #3

Thalassionema nitzschioides - #1, #3, #4, #7 Thalassiosira sp.1 - #4, #7

Thalassiosira sp.2 - #3, #4, #7 Thalassiosira sp.3 - #7

Thalassiosira sp.4 - #4, #7

Thalassiothrix longíssima - #4, #7 Tintinnida - #1, #3, #4

Trigonium sp. - #7

ZOOPLÂNCTON

Somente a estação 6 não foi amostrada, a relação abaixo apresenta os táxons encontrados e em qual estação:

Rotifera - #1

Hidromedusa - #4, #5, #7 Siphonophorae - #4, #5, #7 Larva de Polychaeta - #5, #7

Veliger de Gastropoda - #2, #3, #4, #5, #7 Veliger de Bivalva - #3, #4, #5, #7

Limacina spp. - #5, #7 Limacina inflata - #5 Cresseis sp. - #7 Ostracoda - #7

Cladocera limnico (Moina spp.) - #1, #2

Penilia avirostris - #3, #4, #5, #7 Evadne tergestina - #7

Podon schimackeri - #7 Podon intermedius - #7

Copepoda Poecilostomatoida - #1, #2, #3, #4, #5 Copepoda Cyclopoida - #3

Copepoda Calanoida - #1, #2, #3, #4, #5, #7 Copepada Harpacticoida - #3, #4, #7

Copepoda Naupli - #1, #4 Acartia liljeborgi - #3, #4, #5 Pseudodiaptomus richardii - #4 Euterpina acutifrons - #4, #5, #7 Paracalanus ssp. - #3, #4, #5, #7 Calocalanidae - #3, #4, #5, #7 Centropagidae - #3, #4, #5, #7 Coricaeus sp. - #4, #5, #7 Oithona sp. - #4, #5, #7 Temora sp. - #4, #5, #7 Oncaea sp. - #4, #5, #7 Eucalanus sp. - #5, #7 Calanidae - #7

Pseudocalanidae - #7 Copepoda parasita - #4 Hiiperidea - #5, #7 Gammaridea - #3, #7

Cirripedia Nauplii - #3, #4, #5, #7 Mysidacea - #5, #7

Larva de Decapoda - #1, #2, #3, #4, #5, #7 Larvas de Insetos - #1, #2

Larva de Equinodermata - #7 Sagitta tenuis - #3, #4, #5, #7 Sagitta enflata - #3, #4, #5, #7 Sagitta híspida - #7

Doliolidea - #3, #5, #7

Appendicularia - #3, #4, #5, #7 Salpa - #7

Larva de Peixe - #1, #2, #3, #4, #5, #7 Ovos de Peixe - #2, #5, #7

FAUNA BÊNTICA

A relação abaixo apresenta os táxons encontrados e em qual localidade:

Polychaeta

Pettiboneia cf sanmatiensis – Brv Armandia agilis – Gra

Ophelina sp – Gra Phylo Felix – Brv Hesionidae – R3

Ninoe brasiliensis – Brv

Flabelligera sp. – Gra, Nav, Brv Cossura sp. – Gra

Neanthes bruaca – Gra, Nav, Brv Magelona sp – R3, Gra, Nav, Brv

Parandalia tricupsis – R1, Gra, Nav, Brv Paraprionospio pinnata – Gra, Nav, Brv Magelona posterelongata – Gra, Nav, Brv Sigambra grubei – R3, Gra, Nav, Brv Nothria Benthophyla - R3, Gra, Nav, Brv Owenia fusiforme - Gra, Nav, Brv

Heteromastus cf similis – R1, R3, Gra, Nav, Brv Aricidea (Acmira) sp - Gra, Nav, Brv, Ata Polychaeta não identificado – Brv

Crustácea

Tanaidacea – R1, Brv Mysidacea – Brv

Lasrva de Decapoda – Brv Cumacea sp1 – Brv

Cumacea sp2 – Gra Sipunculida – Brv

Gastropoda

Heleobia australis – R1 Epitonium sp – Ata Bivalvia

Veneridae (jovem) – Ata Bivalvia (jovem) – R1

ICTIOFAUNA

A relação abaixo apresenta as espécies capturadas na foz do rio Itajaí-Açu e a classificação ecológica de cada uma: ES = espécie sedentária, EM = espécie migradora cíclica e EO = espécie ocasional, em negrito está o nome da família:

Engraulidae

Anchoa sprinfer – EO Lycengrulis grossidens – EO Cetengraulis edentulis – EO Clupeidae

Harengula clupeola – EO Ariidae

Cathorops spixii – EM Genidens genidens – EM Netuma barba – EM Pimelodidae

Pimelodus maculatus – EO Mugilidae

Mugil curema – EO Centropomidae

Centropomus parallelus - EO Crangidae

Selene setapinnis – EO Selene vômer – EO

Trachinotus falcatus – EO Gerreidae

Diapterus rhombeus – EO

Eucinostomus gula – EO

Eucinostomus melanopterus – EO Eugerres brasilianus – EO

Haemulidae

Pomadasys corvinaeformis – EO Scianidae

Bairdiella ronchus – EM Cynoscion leiarchus – EO Isopisthus parvipinnis – EO Micropogonias furnieri – EM Ophioscion punctatissimus – EO Paralonchurus barsiliensis – EM Stellifer brasiliensis – EO

Stellifer rastrifer – EM Gobiidae

Awauos tajasica - ES Bathygobius soporator – ES Gobioides braussonnetii – ES Gobionellus oceanicus – ES Ephippidae

Chaetodipterus faber – EM Trichiuridae

Trichiurus lapturus – EO Bothidae

Catathyridium garmani – EM Achiridae

Citharichthys spilopterus – EM Cynoglossidae

Symphurus plagusia – EM Tetraodontidae

Sphoeroides spengleri – EO Lagocephalus laeviagatus – EM Diodontidae

Chilomyceterus sp – EM

MACROALGAS

A relação de macroalgas abaixo foi fornecida por comunicação pessoal da Professora Simone Rabelo da Cunha, e possui a seguinte fonte: Cabral, Debora Queiroz.

2004. Distribuição e abundância das macroalgas intermareais nos costões da Praia de Cabeçudas (Itajaí, SC) como resposta a hidrodinâmica e a freqüência de alagamento.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Oceanografia) - Universidade do Vale do Itajaí. Orientador: Simone Rabelo da Cunha.

CLOROPHYTA Bryopsidaceae Briopsis pennata Cladophoraceae

Claetomorpha antennina Cladophora spp.

Ulvaceae Ulva lingulata Ulva faciata

HETEROKONTOPHYTA Dictyotaceae

Dictyopteris delicatula Padina gymnospora Spatoglossum schroederi Sargassaceae

Sargassum sp.

Scytosiphonaceae Colpomenia sinuosa Petalonia fascia

RHODOPHYTA Bangiaceae

Porphyra atropuepurea Ceramiaceae

Callithamnion felipponei Centroceras clavalatum

Ceramium spp.

Gigartinaceae

Condracanthus teedei Gracilariaceae

Gracilaria domingensis Corallinaceae

Amphiroa sp.

Jania adhaerens Jania Rubens

Calcárias não articuladas Delesseriaceae

Cryptopleura ramosa Gelidiaceae

Gelidium crinal Gelidium floridanum Gelidium pusillum Pterocladiella capillacea Grateloupiaceae

Grateloupia cuneifólia Grateloupia filicina Hypnaceae

Hypnea musciformis Phyllophoraceae

Gymnogongus griffithsiae Ploclamiaceae

Ploclamium brasiliense Rhodomelaceae

Bryocladia thyrsigera Bryothamnion seaforthii Polysiphonia howei Pterosiphonia pennata Rhodymeniaceae

Rhodymenia pseudopalmata

4.2 - Medidas Mitigatórias

As medidas mitigatórias são os procedimentos possíveis de serem adotados com o intuito de eliminar ou minimizar a transferência de organismos via água de lastro. A primeira dúvida que se apresenta é onde as medidas devem ser aplicadas: no porto, nas embarcações ou em ambos? O Dr. Gabriel Ferrer da Universidade de Alicante – Espanha, em sua palestra no Seminário de Sustentabilidade dos Entornos Portuários realizada na UNIVALI em outubro de 2005, apresentou um estudo sobre os custos de implantação de instalações, destinadas à coleta e tratamento da água de lastro em portos de um a cinco berços de atracação, e o custo mínimo calculado foi de 1,5 milhões de dólares considerando que o porto já possui o terreno necessário às instalações; esse é o custo somente de implantação da estrutura física, a manutenção e custos operacionais não estão incluídos.

Esse estudo espanhol demonstra que a aplicação de medidas mitigatórias nos portos é economicamente inviável e, também, por possuir certas complicações operacionais, algumas delas basicamente insuperáveis. Inicialmente o custo pode parecer aceitável, considerando-se os benefícios a serem obtidos, mas quando se analisa a situação dos portos brasileiros, verifica-se que a sua maioria encontra-se inserido dentro de cidades e com sua capacidade de expansão física exaurida, as áreas necessárias a implantação das instalações podem não mais existir ou possuir um custo proibitivo.

Com relação às dificuldades técnicas e operacionais para a retirada do lastro pode- se citar o acesso aos tanques de lastro e como realizar o seu bombeamento. Em coletas de lastro realizadas junto ao Porto de Itajaí, as dificuldades encontradas foram muitas, as elipses que dão acesso aos tanques de lastro encontram-se em pequenos corredores ou dentro dos porões de carga além de serem difíceis de abrir – possuem de 25 a 40 parafusos cada. Devido a profundidade dos tanques seriam necessárias bombas submersas para a retirada do lastro, as bombas de sucção não teriam capacidade de executar essa tarefa.

Uma alternativa as dificuldades acima seria a utilização das próprias bombas da embarcação mas isso acarretaria outro problema que seria como fazer a recepção do lastro bombeado pelo lado externo da embarcação. As “bocas” de deslastro possuem os mais diversos tamanhos e formas e muitas se encontram abaixo da linha d’água.

A opção que resta é a aplicação das medidas nas embarcações, para que isso ocorra uma medida mitigatória deve obedecer aos seguintes requisitos:

• Eficiência de 100% na eliminação dos organismos ou o mais próximo de 100%;

• Segurança na aplicação da medida;

• Custos de implantação e operação economicamente viáveis;

• De fácil manuseio (operação) e instalação;

• Não interferir nas atividades normais da embarcação nem provocar atrasos operacionais;

• Que os subprodutos e ou resíduos decorrentes do processo não sejam nocivos ou provoquem danos ao meio ambiente e ao ser humano.

Até o presente momento não existe no mundo uma tecnologia que consiga preencher todos os requisitos acima, isso se deve ao fato de que a grande maioria da vida aquática possui, em pelo menos uma etapa de seu ciclo de vida, uma fase microscópica que é passível de ser transportada via água de lastro (FERNANDES et al. 2007). Quando se refere a organismos, a serem eliminados, a gama é muito grande como:

• Vírus;

• Bactérias;

• Protozoários;

• Fungos;

• Micro algas;

• Macro algas;

• Vegetação aquática;

• Celenterados;

• Equinodermos;

• Moluscos;

• Cnidários;

• Nematódeos;

• Crustáceos;

• Peixes.

Incluindo-se não só os organismos em si, mas também, suas células reprodutivas, gametas, esporos e células de resistência (cistos). Percebe-se agora o porquê da dificuldade em se encontrar um procedimento que seja eficiente na eliminação de todos esses organismos.

Desde de 2003 a IMO promove pesquisas e simpósios com o intuito de obter uma medida que preencha os requisitos, o que não foi alcançado até o momento. Uma completa descrição dos métodos abaixo citados, pode ser obtida no site http://globallast.imo.org no

item publicações com o titulo “2nd Internacional Ballast Water Treatment” R&D Symposium e “Ballast Water Treatment” R&D Directory. Eles são divididos em:

QUÍMICOS:

• Aplicação de biocidas;

• Cloração;

• Ozonização;

• Oxidantes;

• Saturação de nitrogênio;

• Saturação de CO2.

FÍSICOS:

• Térmicos;

• Acústicos;

• Ultravioleta;

• Elétricos

• Magnéticos.

MECÂNICOS:

• Troca de lastro oceânica;

• Filtração.

Além dos acima citados pode-se ter outros derivados da combinação entre dois ou mais métodos. Exemplificando os métodos acima citados, pode-se comentar:

Cloração: é um processo barato, de fácil aplicação que não interfere nos procedimentos normais da embarcação é eficiente na eliminação de organismos vivos; o que depõe contra é o fato de não ser eficiente na eliminação de células de resistência, além de que, quando reage com quantidades maiores de matéria orgânica (principalmente os sedimentos de águas costeiras), produz uma substância conhecida como trihalometano que é um poderoso cancerígeno.

Filtração: como as águas coletadas para lastro costumam ser de estuários ou baias, as mesmas possuem uma grande carga de material particulado fino que colmatariam os filtros tornando a operação demorada e custosa.

Térmicos: os diferentes processos térmicos (alguns utilizando o próprio calor gerado pelos motores e gases da combustão) se mostraram eficientes na eliminação dos mais variados organismos e apresentaram um custo de implantação aceitáveis, o que depôs contra esse método foi o fato de que a água aquecida pode provocar dilatações nos tanques de lastro e estruturas adjacentes, além da aceleração dos processos de corrosão das paredes dos tanques.

Biocidas: Apesar de apresentar uma grande eficiência na eliminação dos organismos esse processo resultou em uma grande quantidade de resíduos danosos ao meio ambiente.

Alguns métodos mistos chegaram próximo da eficiência desejada, mas o tamanho dos equipamentos e seu custo inicial não permitiriam a sua instalação dentro das embarcações.

A única medida mitigatória aceita e recomendada pela IMO, até o presente momento, é a “Troca de Lastro Oceânica” em que o lastro, costeiro ou de água doce, é substituído por lastro composto de águas oceânicas. A justificativa científica desse método é que as espécies de água doce ou costeira não sobrevivem em águas oceânicas e as oceânicas não sobrevivem em água doce ou costeira, além de que a densidade de espécies, em águas oceânicas, é muito menor do que em águas costeiras, em termos comparativos, pode-se considerar as águas oceânicas, em relação as águas costeiras, como verdadeiros desertos. Segundo a IMO essa troca deve ser realizada no mínimo a 200 milhas do ponto de terra mais próximo e com, no mínimo, 200 metros de profundidade, a NORMAM 20 tornou esta medida obrigatória. Esse procedimento possui três diferentes métodos (BRASIL, 1998):

MÉTODO SEQÜENCIAL: o tanque é completamente esvaziado e enchido novamente com água oceânica. Comentário: Como a embarcação pode ficar em desequilíbrio durante o tempo do esvaziamento e enchimento dos tanques, as condições do mar devem ser ideais para que não ocorram problemas na segurança da embarcação.

MÉTODO DE FLUXO CONTÍNUO: a água oceânica é continuamente bombeada para dentro dos tanques provocando seu transbordamento, sendo bombeado três (3) vezes o volume dos tanques para que, por diluição, a água seja substituída. Comentário: esse método também provoca desequilíbrio na embarcação (dificilmente as embarcações navegam com os tanques cheios de lastro, só na condição de estarem sem carga) necessitando que as condições do mar estejam perfeitas, além disto como a água é

bombeada continuamente provocando o transbordamento pelos respiros ou elipses pode ocorrer a sobretensão nas paredes do tanque.

MÉTODO BRASILEIRO DE DILUIÇÃO: esse método necessita de pequenas alterações nas tubulações de entrada e saída de água nos tanques de lastro, a água entra por cima do tanque e, simultaneamente, é retirada pelo fundo do mesmo com a mesma vazão da entrada, de tal forma que o volume de lastro dentro do tanque sempre permaneça o mesmo (o volume bombeado é de três vezes o volume total do tanque) (SOBENA 1999).

Comentário: os custos para realizar as modificações são baixos e de rápida execução, a grande vantagem deste método é que não há desequilíbrio na embarcação nem ocorrência de aumento de tensão em sua estrutura, podendo ser realizado mesmo com condições climáticas desfavoráveis sem que haja diminuição nas condições de segurança e navegabilidade, o que ocorre com os outros métodos. É o método considerado mais seguro e eficiente pela IMO.

No documento DE ÁGUA DE LASTRO (páginas 55-70)

Documentos relacionados