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DISCURSO E MÍDIA - (www.pgcl.uenf.br).

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Academic year: 2023

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Neste estudo sobre discurso, mídia e sociedade, procuramos analisar o entrelaçamento da linguagem e das questões sociais refletidas nas relações de diferença e poder travadas na apropriação do discurso pelos órgãos midiáticos. Autoridades responsáveis ​​pela construção do discurso da excelência, concebido na cultura de massa como fator relevante e decisivo no processo de recepção e consumo de bens materiais e culturais. Acreditamos que é através do discurso que podemos compreender o próprio modo de existência de instituições como a publicidade, o jornalismo, a cultura e a arte nos domínios da cultura de massa.

Assim, nosso foco principal está na crença no entrelaçamento do discurso com formas de reprodutibilidade técnica, considerando a indústria cultural como um organismo que utiliza a capacidade discursiva para imprimir uma aura, um espírito em objetos capazes de transformar corpos e mentes através do consumo. de bens culturais. O cerne deste estudo consiste na crença no entrelaçamento do discurso com formas de reprodutibilidade técnica em campos ligados à cultura de massa, especialmente no que diz respeito à difusão de informações.

O estruturalismo lingüístico – um princípio saussereano

Por um lado, a linguagem e a fala são opostas no sentido de que se opõem a um sistema de signos, a um código, e ao aleatório, ao arranjo devido ao acaso. Também vai no sentido de dar prioridade lógica às relações que se estabelecem dentro do sistema (ou seja, um conjunto de relações entre objetos), mas não às unidades entre as quais essas relações se estabelecem. Um signo assim concebido não é uma palavra nem uma linguagem, é o próprio homem, a caminho do que lhe escapa.

Os limites do estruturalismo

A declaração pode, portanto, ser entendida como um processo de estabelecimento de uma referência, e o fim deste processo é o estabelecimento de um referente no mundo através do ato de declarar. Isso se deve ao fato de ser uma linguagem articulada constituída por um arranjo orgânico de partes, uma classificação formal de objetos e processos. É preciso ter cuidado para não confundir a prática discursiva com uma operação expressiva pela qual um indivíduo forma uma ideia, um desejo, uma imagem; nem pela atividade racional que pode ser iniciada no sistema de raciocínio; nem com a competência do sujeito na construção de sentenças gramaticais.

Considerando os atos ilocucionários – atos enunciativos, atos de fala – pode-se dizer que estes estão inscritos em algumas formações discursivas e segundo um determinado regime de verdade, o que significa que obedecem sempre a um conjunto de regras, dadas historicamente, que afirmam verdades de uma época. . Exercitar uma prática discursiva significa falar de acordo com certas regras e expor as relações que ocorrem dentro de um discurso. O discurso como um “número limitado de enunciados para os quais podemos definir um conjunto de condições de existência”, ou como um “domínio geral de todos os enunciados, um grupo individualizável de enunciados regulamentados por práticas que dão conta de um certo número de enunciados” – estes são alguns deles (FOUCAULT, 2000. p.90 e 135).

Significa que no espaço discursivo um enunciado passa a coexistir com outros, ao combinar e integrar um conjunto de enunciados, uma vez que, diferentemente de uma frase ou de uma proposição, não existe um enunciado isolado. É a esse “mais” que o autor se refere e sugere que seja descrito e retirado do próprio discurso, ainda que, segundo Foucault, as regras para a criação de conceitos não residam na mentalidade ou na consciência do indivíduo. ; pelo contrário, estão no próprio discurso e são impostas a todos os que falam ou tentam falar dentro de um determinado campo discursivo (op. cit. p. 70). A legitimação de um determinado tipo de discurso leva em conta o fato de que quem fala, fala de algum lugar e a partir de um direito reconhecido institucionalmente.

E a primeira tarefa para chegar a este ponto é tentar libertar-nos de um longo e eficaz processo de aprendizagem que ainda apenas nos faz olhar para os discursos como uma série de signos, como significantes que apontam para determinados conteúdos e quase sempre carregam consigo algum significado. carregar. escondido, disfarçado, distorcido, deliberadamente deturpado, cheio de intenções, conteúdos e representações "reais", escondido nos e através dos textos, não imediatamente visível. Costuma-se praticar a língua como se ela estivesse sujeita a um automatismo natural, o que na realidade não está comprovado; isto é, o significado decorrente dos símbolos que compõem um determinado tipo de linguagem não depende de nenhum código natural, de modo que o entendimento entre as pessoas não acontece automaticamente. Esta proliferação de produtos mediáticos dá-nos um certo sentido de experiência dos acontecimentos, de investigação sobre os outros e, geralmente, de conhecimento de um mundo que se estende muito além dos nossos encontros diários.

A linguagem como fenômeno resultante da interação social

O próprio homem, devido à sua natureza social, não se permite escapar da interação proporcionada pelo que aqui chamamos de prática social. Isto, por sua vez, implica diferentes processos de natureza diversa (psicológicos, contextuais, culturais, interpessoais, etc.) nos quais a linguagem está imersa, revelando os aspectos subjetivos e variáveis ​​da linguagem e do seu funcionamento, bem como os aspectos materiais, psicológicos e psicológicos. condições ideológicas de produção e interpretação de sentido. Dentre os teóricos que introduzem uma concepção histórico-discursiva do sujeito e afirmam uma ordem social na qual a linguagem se inscreve, vista sob uma perspectiva dialógica, destaca-se Mikhail Bakhtin.

Na perspectiva bakhtiniana, a interação verbal é a realidade fundamental da linguagem, e o discurso é o modo como os sujeitos produzem essa interação, um modo de produção social da linguagem. Para Bakhtin, a linguagem constitui "um processo contínuo de desenvolvimento que se dá por meio da interação verbal social dos falantes", e o produto dessa interação, o enunciado, tem "a. Nesse sentido, o sujeito é social, pois a linguagem não é o trabalho de um artesão, mas o trabalho social e histórico dele e dos outros, e é para os outros e com outros que ele se constitui (..) As interações não acontecem fora de um contexto social e histórico mais amplo; na verdade, elas se tornam possíveis como acontecimentos singulares, dentro e dentro dos limites de uma determinada formação social, sofrendo as interferências, os controles e as seleções que ela impõe.

Como podemos observar, a concepção de sociedade neste momento vai além do que acontece na esfera puramente interpessoal, vai além do contexto imediato e local de produção de sentido, vai além da concepção psicológica do sujeito, voltando-se para os mecanismos de constituição e determinação . do comportamento humano, por outro lado, baseado nas condições materiais e ideológicas da vida em sociedade. Aparentemente, o processo de significação é produto de interações sociais e não simplesmente uma estrutura isolada e individual. Por meio dela, são realizadas ações linguísticas dentro de situações sociais que modificam tais situações, por meio da produção de enunciados dotados de significados e organizados de acordo com a gramática de uma língua (ou variedade de língua).

Inclui o outro e as circunstâncias sociais da interação como seus elementos constituintes, constituindo-se assim como um fenômeno social que se materializa na linguagem em ação apresentada nos discursos circundantes, como veremos a seguir.

O discurso como prática social

A subjetividade nos gêneros jornalísticos

Este pertence novamente a um sujeito falante e não pode existir fora desta forma, razão pela qual é possível compreender o discurso como uma linguagem em ação numa determinada situação, ou num processo de produção de significado onde a linguagem é o instrumento. dessa produção, que se apresenta num plano de expressão, em forma de texto, construído através de um sistema de signos. Para alguns pesquisadores da linguagem jornalística, a relação com o real varia de acordo com os sujeitos envolvidos no processo de comunicação, fato que atrapalhará a reprodução fiel do que se chama de “real”, pondo fim à visão, à reprodução e à leitura” "real" não é o mesmo. A redação exige senso de responsabilidade dos envolvidos em sua produção e edição porque expõe a imagem do jornal como um todo.

A partir dessas características observáveis, o editorial pode ser entendido como um tipo de texto que utiliza discurso comportamental de caráter persuasivo, ou seja, porque se refere a unidades linguísticas cuja função é influenciar ou modificar o comportamento dos leitores para fazerem algo que eles não são. fazer, parar de agir ou continuar a agir de uma determinada maneira. Definido pelas categorias e regras de formação, o editorial pode ser aceito como um dos gêneros do discurso jornalístico que se formaliza por um tipo específico de texto com opinião e pode ser entendido como a produção de um grupo de poder que dialoga com outros grupos de poder. Portanto, o ato de comunicação é um jogo complexo de manipulação com o objetivo de fazer o locutor acreditar no que está sendo transmitido.

O uso da linguagem na construção dos discursos desempenha assim um papel fundamental na reprodução, manutenção ou transformação das representações que as pessoas fazem e das relações e identidades pelas quais elas se definem. No que diz respeito à construção simbólica dos produtos culturais e à representação que os indivíduos fazem de si mesmos e das coisas, a linguagem funciona como elemento fundamental de toda a vida social; grupos e coletividades podem ser abordados do ponto de vista estatístico, mas talvez seja ainda mais importante saber como eles se relacionam entre si, o que se dá através da fala, da linguagem e da comunicação. É a magia criada em torno da obra, no caso de bens culturais como cinema, literatura, música e até informações relacionadas à política, religião, comportamento, etc.

É precisamente neste ponto que se encontra a função primordial da linguagem no processo de comercialização de bens de consumo materiais ou culturais.

V CONSIDERAÇÕES FINAIS

O problema central que não deve ser esquecido ao longo do processo comunicativo textual refere-se a uma espécie de “marca de fronteira”. Porque é o conjunto essencial para a constituição do enunciador e do co-enunciador envolvidos num determinado processo comunicativo. Vimos que a ideia de distribuição de informação nos domínios de um sistema industrial tem consequências diferentes.

Assim, o jogo de interesses existente por trás de cada informação transmitida por vezes ultrapassa o dever de informar, tornando o processo comunicativo suscetível à manipulação de ideias por interesses privados. A indústria cultural, que só se interessa pelos homens como consumidores ou empregados, reduz a humanidade como um todo e cada um dos seus elementos às condições que representam os seus interesses. A indústria cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e desempenha um papel nele.

A análise das teorias apresentadas neste trabalho sugere a ideia de que a criação de mercados e de grupos de consumidores, de um certo número de manifestações culturais (incluindo as editoriais), depende do trabalho de produção de textos e de construção de discursos, que se dá mais como um reflexo do processo de segmentação e representação social, e não apenas uma imposição da indústria. Diante dessa constatação, resta admitir que a uniformidade de mentalidade não se mostra tão ameaçadora, pois tais condições também constituem muitos outros fatores de diferenciação de modos de pensar dentro de cada coletivo, pois, devido às condições individuais de vida , se houver Embora haja pessoas que se apeguem incondicionalmente ao que é uniformemente transmitido pelos novos meios de comunicação, há também pessoas que, por uma razão ou outra, contradizem os modelos que procuram impor. Introdução à Lingüística: Fundamentos Epistemológicos Parte 3. Introdução à Lingüística: Fundamentos Epistemológicos, Parte 3. orgs) Introdução à Lingüística: Domínios e Limites.

Por tudo o que significa para a vida de todos e para o desenvolvimento do país, a educação sempre mereceu destaque na cobertura da Veja.

Referências

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