O não lugar da tecnologia na sala de aula: investigação sobre a integração das TIC nas unidades escolares do CRE/Jataí [manuscrito] / Márcia Leão da Silva PACHECO. Verificamos que a formação de professores para o uso das TIC foi oferecida pelo NTE Jataí, por meio de cursos e oficinas.
Estrutura do texto desta pesquisa
Por fim, abordamos a infraestrutura para o uso das TIC na educação na rede estadual de Goiás. Em “Resistência à integração das TIC no processo educacional”, inicialmente conceituamos e definimos a resistência ao uso das TIC.
Políticas e legislação educacional sobre implementação das TIC na educação escolar
Em “Política Educacional e Legislação sobre Implementação das TIC na Educação Escolar”, o foco está nas políticas públicas, especialmente no surgimento do ProInfo e na implementação do NTE em Goiás. Desta forma, cada autoridade responsável teve o seu papel dentro deste processo de implementação das TIC na educação básica.
As TIC como possibilidade pedagógica
“No entanto, para explorar o potencial educativo da Tecnologia da Informação (TI), é necessário que haja mudanças na organização da escola e principalmente no trabalho do professor” (PENTEADO, 2000, p. 23). Neste estudo, adotamos o termo “posicionamento” para abordar o posicionamento dos professores em relação ao uso das tecnologias.
Resistência à integração das TIC ao processo educativo
É preciso esclarecer que esses trabalhos são considerados neste estudo exclusivamente pelo que apontam para a resistência ao uso das TIC. VALENTE, 1999), pode ser entendida como uma prova da resistência dos educadores ao uso pedagógico das TIC.
Questão de pesquisa
Hipótese
Objetivos
Procedimentos metodológicos
Na tabela 02 anotamos o número de municípios sob jurisdição da Coordenação, o total e o número de unidades escolares por categoria, destacando aquelas que foram de interesse para esta pesquisa. Na tabela 03 observamos o número de Laboratórios de Informática (LI) da Coordenação, em relação ao total de unidades escolares do estado de Goia. Em seguida, investigamos os seguintes critérios para determinação do local de coleta de dados e dos sujeitos da pesquisa: .. a) o número de unidades escolares atendidas pela Coordenação; b) o número de laboratórios de informática em unidades escolares públicas da rede estadual de Goiás;
Essa coordenação conta com 21 unidades escolares da rede estadual e 465 professores regulares que ministram aulas de educação básica objeto da pesquisa. Vale esclarecer que definimos a sequência de visitas às unidades escolares para a realização da pesquisa de campo com base na localização da escola e da cidade, na proximidade entre uma e outra. O questionário (Anexo B) foi composto por 16 questões fechadas e dicotômicas, questões abertas e questões complementares a estas últimas (MARCONI; LAKATOS, 2015), aplicado pessoalmente a todos os professores responsáveis pelas 21 unidades escolares do CRE Jataí em momentos de trabalho pedagógico. reuniões e/ou horários livres21.
Consulta de relatórios das unidades escolares para identificação do número de professores, alunos, salas e turnos. Tecnologias existentes nas unidades escolares segundo os professores Uso da tecnologia dentro e fora dos ambientes escolares.
Infraestrutura
Na Tabela 11, destaca-se que apenas duas unidades escolares, C04 (Caderno) e C09 (Datashow), possuem o número de recursos disponíveis igual ou superior ao número de salas de aula, e que apenas uma unidade escolar (C09) possui a mesma quantidade de espaço de sala de aula e Datashow. Na entrevista, 41 dos 42 entrevistados responderam sim à pergunta se a unidade escolar possui tecnologia que os professores utilizariam nas aulas. Verificamos que a maior incidência indicou a utilização de: “em sala de aula, para apresentar conteúdo”, “em sala de aula, pelo professor” e “na sala da coordenação/professor, para planejar aulas”.
Observamos também que 33 dos 42 professores indicaram que as unidades escolares do CRE Jataí nunca tiveram laboratório de informática e/ou que foram desativados para se tornarem salas de aula devido ao número de alunos. Dois dos 42 professores entrevistados, pensando na má manutenção dos equipamentos e na descontinuidade das políticas públicas, começaram a pensar noutras propostas para a integração das TIC nas aulas, quando mencionaram, por exemplo, a utilização de “telemóveis” na sala de aula. como opção pedagógica. Pelo que esses professores disseram, temos pesquisas relacionadas ao uso do celular em sala de aula, como a de Almeide (2013), que trata do uso pedagógico do TMSF, e de Neto (2018), que avalia o uso do celular e das redes sociais virtuais como opção pedagógica.
E32 O uso de telemóveis na sala de aula, que acabam por não saber usar. No entanto, devemos ter em conta a opinião de C09E17: “a escola não parece ter qualquer intenção de recuperar aquele espaço informático” (Transcrição da entrevista a C09E17, abril.
Prática pedagógica
O resultado obtido vai ao encontro do que foi discutido por Pinto (2008) de que a parceria público-privada não abrange todas as medidas desenvolvidas nos ambientes escolares, incluindo a utilização das TIC e/ou a comunidade escolar não se lembra do que está previsto nos espaços públicos. -parceria privada. Em busca de informações sobre o conhecimento dos professores sobre a integração das tecnologias nos ambientes escolares, perguntamos-lhes em entrevista sobre quando começaram a integrar as TIC no ensino básico e sobre as orientações curriculares que preveem a sua utilização. Com base nos resultados apresentados na Tabela 18, podemos concluir que os professores participantes da pesquisa geralmente não possuem conhecimento sobre parceria público-privada e não conhecem as disposições para o uso das TIC na legislação (BRASIL, 2007; PINTO) . , 2008).
Nesse sentido, retornamos à questão 05 do questionário (apresentada na unidade de análise “Infraestrutura”) para abordar a forma e a finalidade do uso das TIC em sala de aula indicadas pelos professores. Ainda quanto às finalidades do uso da tecnologia (Tabela 21), verificamos que 8,6% das respostas indicaram a opção “para produção de vídeos e apresentações em PowerPoint pelo aluno”, 4,8% assinalaram o item “para construção de tabelas e” . gráficos”, e 2,9% escolheram a alternativa “para produção de textos pelos alunos”. Na primeira, 14 dos 42 entrevistados (Tabela 23) referiram-se às peculiaridades do “uso das TIC” e indicaram que as diferenças entre o ensino hoje e o ensino há dez anos decorrem da introdução de recursos tecnológicos no ensino.
Tendo em vista as tabelas 21 e 22, na tabela 24 discutimos as dificuldades no uso das TIC em sala de aula. Neste sentido, assumimos que o uso das TIC por si só não contribui, mas é encorajador se for considerado como um indicador de que existem tecnologias neste chamado universo.
Formação de professores
Os arquivos do NTE, talvez por terem sido desativados entre 2015 e 2017, ainda não foram editados e catalogados, resultando em maior necessidade de tempo para busca de documentos relativos aos cursos de formação continuada no uso das TIC oferecidos entre 1998 e 2018. Aqui nós deparamos com um paradoxo: se há educação continuada gratuita para o uso das TIC e também para o desenvolvimento profissional, por que nem metade dos professores a frequentou? Com a ajuda dos dados recolhidos no inquérito de campo, procurámos saber se, segundo os professores, os professores continuaram a sua formação sobre e para a utilização das TIC.
Nesse sentido, perguntamos se eles tinham formação continuada no uso de tecnologias em sala de aula. É instigante observar, na Tabela 27, que 120 professores responderam que realizaram curso de formação continuada, e observar que, quando questionados sobre sua preparação para o uso de tecnologias em sala de aula (Tabela 29), 241 professores responderam afirmativamente , que representam o dobro dos indicados (Tabela 27). É importante ressaltar que tanto no questionário (tabela 27) como na entrevista (tabela 28) o maior número de respostas foi “não” à questão da participação em cursos de formação continuada no uso das TIC.
Resumidamente, relativamente ao terceiro objetivo específico, podemos dizer que os dados permitem confirmar que foi oferecida formação complementar sobre/com/para a utilização das TIC (LOPES, 2014); no entanto, parece incapaz de satisfazer a procura de professores e as suas expectativas. Como apontam Simião e Reali (2002), ainda existem “grandes desafios” no que diz respeito à formação contínua no uso das TIC em sala de aula porque os cursos não funcionam sobre uma base de conhecimento específica como propõe TPACK (MISHRA; KOEHLER , 2006; CIBOTO; OLIVEIRA, 2017).
Caracterização da resistência
Verificamos que 66,7% dos 42 entrevistados afirmaram que há resistência ao uso de tecnologias na escola, enquanto 33,3% disseram que não. Devido a esses resultados, constatamos que existe resistência ao uso de tecnologias nas escolas participantes deste estudo. Encerramos com duas questões: haveria resistência ao uso das TIC em ambientes escolares, se a formação e a infraestrutura fossem adequadas.
Capacitação no uso das tecnologias digitais de informação e comunicação nos cursos de graduação das universidades estaduais paulistas. A utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no contexto escolar e a melhoria da qualidade do ensino. A utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no contexto escolar e a melhoria da qualidade do ensino.
Fatores que levam à resistência dos professores ao uso das TIC em sala de aula Dantas (2014) O professor e as tecnologias de informação e comunicação (TIC): um panorama dos profissionais diante das inovações. Desenhando pesquisas de política educacional sobre o uso das TIC na educação básica Santos (2015) Mudanças nas concepções e ações docentes no processo de integração de laptops ao currículo Gonçalves (2015) As TIC na formação continuada de professores: desafios para a formação de centros tecnológicos em Goiás Nascimento (2015). Professores do ensino fundamental e suas concepções sobre o uso das tecnologias digitais em suas práticas pedagógicas.
Esse estado de ensino sem tecnologia nos leva a um possível indicador de resistência ao uso da tecnologia em sala de aula.
INFORMAÇÕES SOBRE A PESQUISA
Meu nome é Márcia Leão da Silva Pacheco, sou uma pesquisadora responsável, minha área de atuação é a educação. Caso concorde em participar da pesquisa, após receber as explicações e informações a seguir, assine ao final deste documento, que está impresso em duas vias, sendo uma delas sua e a outra do pesquisador responsável. A possibilidade de uma rede nacional: optámos por uma rede nacional porque a investigadora trabalha nesta área desde 1999 como professora do ensino primário.
O material coletado será utilizado para análise e o acesso aos dados é limitado ao pesquisador, que se compromete a preservar a identidade, bem como proteger a imagem das instituições e dos participantes envolvidos na pesquisa.
CONSENTIMENTO DA PARTICIPAÇÃO NA PESQUISA
Do seu ponto de vista, há algo que impeça o uso da tecnologia nas escolas primárias? ANEXO H – Procedimentos adotados para análise das questões do roteiro de entrevista semiestruturada após aplicação piloto. Inicialmente, buscou-se estabelecer a relação entre as questões do roteiro de entrevista semiestruturada e os objetivos específicos e quadro teórico de análise, conforme apresentado na Tabela 22.
Com base na análise inicial do manuscrito, obteve-se a versão da entrevista semiestruturada para aplicação piloto (Anexo I). Por meio da análise, reformulação e inclusão de questões no manuscrito, construímos a versão final da entrevista semiestruturada, que foi aplicada aos sujeitos da pesquisa. Tabela 22 – Lista de objetivos específicos com as questões do roteiro de entrevista semiestruturada, com detalhamento e referencial teórico de análise.
Você sabe dizer quando as pessoas começaram a falar sobre o uso da tecnologia na rede estadual de Goia? Do seu ponto de vista, existem barreiras ou obstáculos para o uso da tecnologia nas escolas públicas.
Identificação da infraestrutura tecnológica das unidades escolares da CRE Jataí Tabela 39 – Total de recursos da infraestrutura tecnológica das unidades escolares da CRE Jataí
Visão quanto à resistência ao uso das TIC
E20 Você organiza e quando chega aqui só tem Datashow ou multimídia./ Aí você fala, não vou planejar porque não funciona. E08 Toda essa resistência gira em torno do professor ser muito controlador de todo o processo, com medo de perder o controle. E24 Não me lembro de nenhum professor ou coordenação, gestão em geral se posicionar contra a sua utilização.