Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenho, Cultura e Interatividade da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Área de Concentração Desenho e Cultura, Linha de Pesquisa Linguagens Visuais: Memória e Cultura, como requisito parcial do Mestrado em Design, Cultura e Interatividade, sob orientação do Prof. Pode-se verificar que o ensino com alunos surdos só é possível pelo comprometimento dos envolvidos no processo educativo.
PRIMEIROS RABISCOS
O ENTRELAÇAMENTO TEÓRICO
Educação Inclusiva
Atualmente, no Brasil, os Ministérios da Educação Estaduais e Municipais coordenam Salas de Recursos (SR) e Salas Inclusivas (SI) para promover o processo de ensino e aprendizagem de alunos com necessidades especiais, especialmente alunos surdos. Sobre o acesso à escola para alunos com PIP, citamos Barros Júnior, Silva, Silva, Carelli, Osório, Genestra, Nascimento (2006, p. 176):.
Deficiências
- Deficiência auditiva/Surdez
Este estudo tem como foco um determinado grupo de pessoas que possuem um tipo de deficiência, a surdez, por isso vamos explicar sobre a deficiência auditiva. Segundo Brasil (2006), a perda auditiva pode ser de diversos tipos e causada por diversos fatores, sendo dividida em dois grandes grupos: congênita, a pessoa nasce surda;
A educação de surdos no Brasil
- O professor e a inclusão dos alunos surdos
- O surdo e a LIBRAS
- O intérprete de LIBRAS
É fato que a escola não tem proporcionado as condições necessárias para que os alunos surdos construam o conhecimento. Os alunos surdos podem estar mais interessados em aprender a forma escrita do português quando possuem conhecimento suficiente de LIBRAS.
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA COMO MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA PARA
O uso de representações gráficas proporciona condições para que os surdos tenham acesso à comunicação visual, além das línguas oral e de sinais, o que possibilita a construção de seu conhecimento e identidade (SILVA, 2011). O percurso de aprendizagem do aluno surdo é visual, os professores não podem deixar de considerar esta questão ao desenvolver estratégias de ensino para seus alunos surdos, e priorizar as representações gráficas como recurso didático que favorece e possibilita melhores condições no processo de ensino para alunos surdos, como representações gráficas. são alguns dos elementos necessários à comunicação e aquisição de conhecimento, através de disciplinas (in)eficientes e diferentes.
A TRILHA METODOLÓGICA
Objetivos
- Geral
- Específicos
Sujeitos e Local
Os alunos com TEA mais presentes no turno matutino, 60 alunos, são alunos surdos, representando um total superior ao total apresentado nos turnos vespertino e noturno, 33 e 23 alunos, respectivamente. Os alunos surdos representam aproximadamente 82% destes alunos, pelo que são os mais representativos entre os alunos com NEE. Os sujeitos desta pesquisa foram 06 alunos surdos, matriculados na escola em 2013, na 7ª turma abrangente, do Ensino Fundamental II, composta por 18 alunos, onde a professora pesquisadora lecionou nas disciplinas de Educação Artística e Escrita, durante aquele ano. . .
Em termos de gênero, há predominância de meninos entre os alunos ouvintes, 08 meninos e 01 meninas, com igual representatividade entre os alunos surdos, 05 meninos e 04 meninas, Tabela 02. Em termos de repetência, dos 09 alunos são surdos, 06 alunos em reabilitação. , e dos nove alunos ouvintes, cinco são repetentes, com equivalência numérica muito próxima entre alunos surdos e ouvintes, Tabela 04.
Descrição dos procedimentos
- Apresentação da pesquisa
- Avaliação Prévia
- Sequências Didáticas
- Sequências didáticas da primeira semana de aplicação
- Sequências didáticas da segunda semana de aplicação
- Sequências didáticas da terceira semana de aplicação
- Sequências didáticas da quarta semana de aplicação
- Avaliação Posterior
Na segunda aula, realizada no dia 5 de novembro de 2013, os alunos trabalharam com desenhos de objetos e escreveram seus respectivos nomes, o que foi feito em uma folha de papel pautada, datada e identificada. Na segunda semana de aplicação do SD, que ocorreu entre os dias 11 e 18 de novembro de 2013, durante a primeira aula, no dia 11 de novembro de 2013, o objetivo da atividade foi participar de um jogo didático, composto por nomes de alunos surdos e ouvintes e fotos de estudantes surdos. Na segunda aula semanal, realizada no dia 12 de novembro de 2013, os alunos escreveram os nomes dos colegas em uma folha de papel pautada, datada e identificada.
Ao final da segunda semana de utilização de sequências didáticas, na terceira hora, que ocorreu no dia 18 de novembro de 2013, foi implementada uma estratégia para explorar o uso da escrita de frases. No final da semana, na terceira série, no dia 25 de novembro de 2013, reorganizamos os desenhos com a instrução de escrever os nomes dos desenhos, que na série anterior eram separados por categorias de palavras, em formato datado e cruzado. fora da folha de papel. identificados e a atividade é realizada individualmente.
RABISCOS QUE SE INTERLIGAM PARA FORMAR OS PRIMEIROS
A análise dos bilhetes da Avaliação Prévia
Podemos analisar que dois ingressos, o do aluno número 3 e o do aluno número 5, têm estrutura semelhante. A nota do aluno número 3 representa uma sequência lógica de ideias, com estrutura linguística mínima para compreensão do que está escrito, bom nível de escrita, sem erros gramaticais que ameacem a estrutura textual da escrita em outro idioma. As palavras não formam uma mensagem que possa ser entendida como um convite, pois não representam uma sequência lógica de ideias, embora com alguns erros ortográficos, mas sem significado semântico, o que ressalta que o aluno número 4 não domina a forma escrita de a língua portuguesa como segunda língua.
Mesmo os cartões dos alunos 3 e 5 trazem mais informações em menos palavras, pois o cartão do aluno número 6 mostra apenas seu endereço completo e data de nascimento, mas não a data e hora da festa, o tipo de festa e o nome do o convidado. A nota do aluno número 6 também não apresenta uma sequência lógica de ideias, mesmo com muitas palavras não encontramos coerência no que foi escrito, com baixo nível de escrita na língua portuguesa, sem estrutura mínima de frases que permita a compreensão do texto.
A identificação das representações gráficas: desenhos, nomes e sinais em LIBRAS
Podemos constatar que o aluno número 1 possui mais acertos do que erros, conforme mostra a tabela 8, onde as únicas ocorrências são a omissão do nome e do sinal, do menino e da mesa, respectivamente. Observamos na tabela 09 que o aluno número 2 realiza maior número de agrupamentos corretos comparado ao número de agrupamentos incorretos. O aluno número 3 demonstrou maior conhecimento em relação à LIBRAS, com uso correto dos caracteres correspondentes a cada desenho, bem como em relação à escrita em português, com todos os nomes dos desenhos também colocados corretamente, Tabela 10.
O aluno número 6 demonstrou, ao realizar todos os agrupamentos sem cometer erros, Tabela 13, um maior conhecimento em relação à LIBRAS, com o uso correto dos caracteres correspondentes a cada desenho, bem como em relação à escrita em português, com todos os nomes dos desenhos colocados corretamente. Ao copiar na folha de papel (Figura 26), o resultado do aluno 3 foi igual ao que obteve no grupo, mantendo a correção ortográfica.
A identificação das representações gráficas: fotografias, nomes e escrita
Os nomes escritos pelo aluno número 2 totalizaram 13 nomes, Figura 35, incluindo os nomes da professora da pesquisadora, que ele fez questão de anotar, pois queria mostrar que sabia escrever o nome dela. O aluno número 6 foi o que mais escreveu nomes de seus colegas, 14 nomes no total, figura 39, bem diferente da atividade do dia 8 de novembro, quando o aluno escreveu apenas 2 nomes. A atividade realizada pelo aluno número 2, embora tenha escrito 12 nomes de seus colegas e o nome do professor pesquisador, consistiu em apenas 03 frases com os nomes de seus colegas, Figura 41.
Novamente, assim como ocorreu com a atividade realizada pelo aluno número 1, apenas os colegas surdos foram mencionados nas frases elaboradas pelo aluno número 2. Embora sem a ficha de atividades do dia 12 de novembro, os nomes escolhidos pelo aluno número 2 foram 03 nomes da lista anterior: Elton, Mikael e Wesly.
A identificação dos desenhos: nomes e categorias
Na Tabela 21, vemos que o aluno número 1 teve um percentual de acertos bem superior ao número de nomes escritos incorretamente, sendo que os nomes que não foram identificados podem estar incorretos. O aluno número 4 também escreveu 13 nomes, figura 51, com 02 nomes de objetos domésticos: faca e TV; 06 nomes de animais: rato, leão, cachorro, gato, cobra e cavalo; O aluno número 4 cometeu 04 erros na escrita dos nomes: kaval/cavalo, cachorro/cachorro e menino/menino, ovovó/avô, Tabela 24, com percentual mediano de acertos, 61,54%.
Verificamos na Tabela 25 que o aluno número 5 cometeu 03 erros na escrita dos nomes pequeno/porco, celular/celular, laca/faca, apresentando pouco mais da metade dos nomes corretos, apenas 05. O aluno número 6 cometeu apenas 01 erro. : min/porco, apresentando um percentual de acertos muito elevado, ainda mais quando comparado ao número de palavras que escreveu, Tabela 26.
As esferas simbólicas: gesto, desenho, escrita e LIBRAS
O aluno número 1 criou 04 frases, Figura 58, sendo que a primeira não apresentava nenhum dos nomes que estavam nas peças do dominó. Embora tenha escolhido apenas 03 desenhos para criar as frases, Figura 60, o aluno número 3 continuou com a mesma dinâmica utilizada para a realização da atividade elaborada no dia 18 de novembro, Figura 42, enquanto escrevia as frases com explicações sobre o que estava escrito. Em relação ao rato, o aluno número 3 disse que não gosta do animal, pois não é um bom animal.
Semelhante ao que ocorreu quando elaborou a atividade do dia 29 de novembro, figura 61, o aluno número 4 muda novamente as letras do verbo gostei/agsto, ficando esta forma escrita nas 02 atividades. A atividade de matrícula confirma o que foi verificado na atividade de 29 de novembro, figura 62, em relação à aquisição da forma escrita da língua portuguesa pelo aluno número 5, que está no nível avançado II interlíngue.
A análise dos bilhetes da Avaliação Posterior
Embora o aluno número 1 não pareça ter tido nenhum desenvolvimento interlingual a partir do Nível I, foi perceptível que houve melhorias em sua escrita, pois foi utilizado um artigo além da pontuação e a mensagem foi muito mais fácil de entender do que a mensagem dada durante a lição foi pronunciada. avaliação preliminar, conforme Figura 06. Após o que fez na avaliação preliminar, Figura 04, o aluno número 3 fez uma anotação que transmitiu a mensagem de forma satisfatória, Figura 72. Não foram feitas alterações significativas entre as 02 notas do aluno número 3 , o que mostra que o aluno está estabilizado no nível interlingual I, com transição predominante da LIBRAS para a escrita em português (BROCHADO, 2003).
Fica claro o predomínio da transferência da LIBRAS para a forma escrita da língua portuguesa, pois não há elementos de ligação, mas o aluno número 4 apresentou desenvolvimento dentro do nível I interlingual, com o uso correto das palavras, o que lhe permitiu compreender o que ele desejado. queria transmitir, mostrando coerência no que estava escrito. A nota de agradecimento do aluno número 5 é um pouco longa, Figura 74, pois o aluno aproveita para dizer, além de agradecer, que foi muito bom que seu colega tenha vindo, além de dizer ao colega que seu a filha do colega é o seu amor: 'Sabe, minha filha é meu amor', mas ele traz clareza ao que quer transmitir.
COMPOSIÇÃO DO DESENHO FINAL
É necessário que os professores adotem estratégias de ensino especiais para atender adequadamente os alunos surdos. A educação de alunos surdos no Brasil do final da década de 1970 a 2005: uma análise de documentos de referência. Conhecimentos e práticas de inclusão no Brasil: Desenvolvendo competências para atender às necessidades educacionais de alunos surdos.
Conhecimentos e práticas de inclusão: desenvolvendo competências para atender às necessidades educacionais especiais de alunos surdos - Secretaria de Educação Especial. In: Brasil Conhecimentos e práticas de inclusão: Desenvolvendo competências para atender às necessidades educacionais de alunos surdos.