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Dissertacao Rafael Monteiro de Castro.pdf

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Academic year: 2023

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O objetivo é demonstrar que o critério de prova inclui elementos objetivos de distinção entre ideias claras e distintas e ideias obscuras e confusas. Contudo, ainda estamos tentando demonstrar a possibilidade de determinar objetivamente o critério de prova cartesiano.

Interpretação a ser refutada

Em outras palavras, dizer que uma ideia está “separada com tanta precisão das outras” é dizer que essa ideia é distinta das outras. Portanto, Descartes, ao definir a diferença, não parece introduzir nada de novo sobre o significado de uma ideia particular.

A percepção

Uma visão clara e distinta, por outro lado, será aquela em que as implicações proposicionais que derivam do indiscutível índice fundacional sejam adequadamente distinguidas daquelas que não o fazem. Nota-se, assim, que o método cartesiano de alcançar uma percepção clara e distinta ainda é problemático.

A ideia

Ideia “como as imagens das coisas”

Ora, ser “como imagens de coisas” não parece ser o mesmo que ser uma forma de pensamento, uma vez que a forma não inclui conteúdo em si, e a noção “como imagens de coisas” parece incluir algum conteúdo (LANDIM, 1992 , p. 56), desde o termo. Portanto, uma ideia “como as imagens das coisas” é de fato aquilo que representa algo definido no pensamento (LANDIM, 1992, p. 58). Afinal, o termo “coisa”, no sistema cartesiano, inclui tanto a noção da coisa como existência independente do pensamento (realidades reais e possíveis) quanto esta coisa que se apresenta ao pensamento e é “como imagens das coisas”. , isto é, ideias.

Ideia enquanto forma do pensamento

Mas esta ideia de ideia se opõe à ideia tomada como forma de pensamento. A ideia como forma de pensamento nada mais é do que uma forma de pensar, pois Descartes diz que essas ideias tomadas neste sentido “parecem vir de mim da mesma forma”, ou seja, são idênticos na medida em que são atos de pensamento e, portanto, modos do sujeito pensante que realiza tais atos. Portanto, esses dois conceitos nada mais são do que aspectos diferentes da consideração das ideias, pois todo ato de pensamento tem uma forma (a realidade formal da ideia), e por envolver necessariamente a percepção, capta determinado conteúdo que se opõe ao sujeito ( realidade). ) propósito da ideia).

O pensamento

O pensamento é uma noção primitiva

Tendo compreendido os dois aspectos específicos da ideia, passamos agora a analisar em que consiste o pensamento que percebe as ideias.

Pensamento é consciência

Dado que pensar é sempre ter a percepção de uma ideia, todo pensar, nesse sentido, envolverá a consciência do conteúdo representacional apresentado ao sujeito e o ato de permitir que esse conteúdo seja apresentado ao sujeito. Em outras palavras, na medida em que qualquer modo de pensar envolve a noção primitiva de pensamento, qualquer ato de pensar realizado pelo sujeito envolverá a consciência do ato. Portanto, pensar permite, por um lado, ter consciência de si mesmo, enquanto pensar é condição necessária para que o sujeito tenha consciência de que é o sujeito do ato e, por outro lado, deve ter consciência do conteúdo (a ideia) representação que se apresenta através deste mesmo ato pelo qual percebe tal conteúdo.

A Atenção

Como o pensamento é consciência e, portanto, envolve a consciência do ato de observar os conteúdos representacionais, bem como dos próprios conteúdos representados, vale a pena investigar se a atenção do sujeito combinada com a consciência do sujeito pensante é suficiente para claramente e para compreender claramente. o conteúdo representativo observado. Mas a atenção é um ato do sujeito que é suficiente para experienciar o conteúdo representacional sujeito a esse ato como claro e distinto. Como o ato de investigação pressupõe a captura dos vínculos lógicos presentes no conteúdo representativo, isso significa que existem propriedades imanentes a esse conteúdo e que a captura - por meio da investigação do sujeito - de tais propriedades também é necessária para que haja percepção clara e clara.

Conclusão

Neste capítulo examinaremos em que consistem esses elementos objetivos da percepção clara e distinta, isto é, as propriedades imanentes das ideias claras e distintas. Frankfurt em seu livro Démons, Rêveurs et Fous, ao explicar em que consistem as qualidades imanentes da percepção clara e distinta. O objetivo deste capítulo é assumir, de acordo com Frankfurt, que as propriedades imanentes de conteúdos representacionais claros e distintos são conteúdos proposicionais, que estão logicamente relacionados aos seus índices fundacionais.

Apresentação de algumas dificuldades para a hipótese que pretende

Rocha no artigo Vontade: Determinação e Liberdade, que nos permite rotular percepções claras e distintas como conteúdos proposicionais; Na medida em que a verdade só pode ser caracterizada por proposições e a vontade julga irresistivelmente o que é sugerido pelas percepções claras e distintas (DESCARTES, 1983, p. 119), isso parece implicar que toda percepção clara e distinta é irresistivelmente julgada pelo sujeito. e, conseqüentemente, uma questão de julgamentos verdadeiros e deve, portanto, ser estruturada proposicionalmente. Há outro problema com a hipótese de que percepções claras e distintas são conteúdos proposicionais.

Tentativa de sustentar a proposta de que as percepções claras e

Apresentação do artigo “Vontade: Determinação e Liberdade” de Ethel Rocha

Nesta análise ele conclui que as ideias percebidas são realidades objetivas, pois um dos aspectos da ideia é que ela é um conteúdo representacional distinto da mente e orientado para uma realidade possível ou atual diferente dela (ROCHA, 1998, 61) . Este conteúdo não consiste num objeto mental abstrato, mas parece, no entanto, que pode ser identificado com uma proposição ou com um conteúdo proposicional. Por outras palavras, esta possível interpretação distingue o valor de verdade que uma percepção tem da decisão da vontade de considerá-la – ou não – como uma representação verdadeira ou falsa de uma realidade actual e mostra-a em vista disso.

O argumento de Frankfurt para defender que as percepções claras

Apresentação do argumento de Frankfurt

Na Segunda Meditação há um conceito claro e distinto da matéria como algo vasto, flexível e mutável. A segunda parte do argumento, contudo, afirma que toda percepção clara e distinta de conceitos contém uma estrutura proposicional. E mais do que dizer que percebe clara e distintamente uma proposição, Descartes às vezes diz que tem uma ideia clara e distinta ou um conceito claro e distinto8.

Problema da primeira parte do argumento de Frankfurt

Portanto, entende-se que a segunda parte do argumento é essencial à primeira, pois sem ela o argumento não afirma que percepções claras e distintas contêm estrutura proposicional, apenas sugere que este deve ser o caso se não se deseja admitir uma contradição dentro do sistema cartesiano. Isto significa que se pode rejeitar a primeira parte do argumento e ainda manter a hipótese de que as percepções claras e distintas às quais o sujeito levanta uma reivindicação de verdade têm uma estrutura proposicional. Mas como a segunda parte do argumento é independente da primeira e suficiente para apoiar a hipótese de que percepções claras e distintas são conteúdos proposicionais, argumenta-se assim que a estrutura proposicional é uma propriedade imanente de percepções claras e distintas. material para o verdadeiro julgamento produzido pelo sujeito.

Em que consiste uma percepção clara e distinta de um conteúdo

O problema da hipótese que defende que a percepção clara e distinta

Se a compreensão apenas apresenta o sentido de um conteúdo proposicional de um ato mental, então devemos admitir que uma ideia clara e distinta é apenas uma ideia que é melhor compreendida. Afinal, como todo conteúdo proposicional é dado à compreensão do sujeito pensante e basta compreender o significado daquilo que se supõe ter uma percepção clara e distinta, nada mais é do que o conteúdo proposicional do qual não se tem consciência imediata, o a capacidade de prestar atenção para investigar é necessária para compreender o significado da afirmação. Diante disso, parece necessário evitar esse problema, reconhecer que há algo na clareza e na distinção além da mera compreensão do conteúdo proposicional dado na consciência do sujeito.

A proposta de Frankfurt de estabelecer relações lógicas entre a proposição

A base para a frase clara e distinta é, como diz Frankfurt, o seu índice básico, ou seja, aquilo que, em relação à frase percebida, finalmente a justifica (FRANKFURT, 1989, p. 176). Mesmo a percepção clara e distinta de uma proposição evidente requer mais do que simplesmente compreender essa proposição; pressupõe que se saiba que nenhuma situação é incompatível com a proposição. O índice básico de uma proposição clara e distinta deve ser indubitável, caso contrário uma percepção estabeleceria uma relação lógica com algo que não é indubitável, e que consequentemente não poderia ser percebido pelo sujeito como tal, uma vez que sua base não o é (FRANKFURT 1989, pág. 175).

Conclusão

Desta forma, estabelece a diferença entre uma percepção clara e confusa e uma que é clara e distinta pelo fato de a outra, além de conter um índice de fundamento indubitável em uma dada situação de percepção, incluir em seu conteúdo proposicional a distinção entre implicações, derivadas de tal índice. Em outras palavras, ter uma visão clara e distinta é formular uma proposição na qual se define o que está relacionado ao índice básico da proposição clara e, consequentemente, o que não está relacionado a ele. Diante disso, como podemos garantir que o entendimento final seja necessariamente capaz de distinguir todas as implicações que derivam do índice fundamental de uma proposição clara, e assim ter efetivamente uma concepção distinta dela?

A Diferença precisa entre as percepções claras e aquelas que

A diferenciação entre as percepções obscuras e confusas daquelas que

Desta forma entende-se que o conteúdo de uma proposição baseada em um índice indiscutível não é necessariamente percebido com clareza, pois é necessário que o sujeito que compreende esse conteúdo proposicional considere também nele a distinção entre o que de fato emerge daquele índice. . fundador daquilo que não surge. Uma proposição é claramente percebida quando o sujeito que percebe reconhece que o índice básico que possui para esta proposição exclui todas as boas razões para duvidar dela. Mostra-se assim que o que caracteriza a clareza é a indiscutibilidade do originador de uma proposição numa dada situação perceptiva, e que o que distingue, portanto, uma percepção clara e confusa daquelas que são obscuras e confusas, é o fato de que a primeira sempre tem um índice indiscutível de fundação, enquanto o segundo nunca tem um índice indiscutível de fundação.

O exemplo do paradigma de clareza e distinção como meio de determinar

Desta forma, deve-se dizer que Descartes formula uma proposição que só é clara, pois o índice básico desta proposição (que é a experiência de pensar) exclui todas as boas razões para duvidar. O próximo passo de Descartes na formulação de uma concepção clara e distinta de si mesmo é precisamente este, isto é, examinar as implicações que o sujeito acredita poderem ser removidas do índice básico de tal concepção e descartar todas aquelas que aparecem deste exame para não ser seguido por tal índice. Isso ocorre porque o índice básico da proposição clara é apenas a experiência de pensar e, portanto, deve-se dizer que este ser, enquanto pensa, existe.

O critério de evidência estabelecido é possível de ser alcançado por um

A clareza e a distinção comportam graus

À luz do que foi dito, este problema de distinguir a percepção clara torna-se ainda mais problemático, uma vez que o entendimento último - mesmo que fosse capaz de fazer uma distinção perfeita entre a percepção clara - não poderia garantir que tivesse feito uma distinção perfeita de tal percepção. percepção. Portanto, aquilo que se caracteriza como não contendo dúvidas não pode ser de outra forma, pois não é possível dizer que algo é mais ou menos duvidoso, mas sim que é ou não é duvidoso; e a clareza é a propriedade característica daquelas proposições que se baseiam em um índice indubitável; Portanto, parece que a percepção clara não pode conter graus. No entanto, Descartes, na sua definição de clareza e distinção, afirma que a percepção distinta torna claro, porque a percepção distinta nada mais é do que aquela em que apenas o que é claro é percebido e está bem separado de tudo o que é obscuro (ver p. 15). , 1.1).

A garantia de que se pode alcançar uma percepção suficientemente

Ora, em seu livro Démons, Rêveurs et Fous, Frankfurt argumenta que uma visão suficientemente clara e distinta para que o sujeito se posicione sobre ela sem risco de temeridade é uma visão na qual a essência das coisas é percebida de forma clara e distinta, do qual podemos deduzir gradualmente suas propriedades derivadas, sem a necessidade de fazer essa derivação completa - pois seria necessária uma revelação de Deus para saber que foi feito. Portanto, a percepção suficientemente clara e distinta para que o sujeito se posicione sobre ela sem se precipitar é aquela que apreende um conteúdo proposicional que contém a essência das coisas que o sujeito pretende conhecer e, portanto, neste conteúdo todos os possíveis implicações. está incluído. deve ser inferido dela, mesmo que o sujeito final não tenha o poder de compreender todas as implicações que derivam do índice básico de tal proposição e, consequentemente, não tenha a capacidade de garantir que ele realizou o processo completo de discernimento as implicações derivadas de tal índice. Dessa forma, uma percepção suficientemente clara e distinta para poder se posicionar sobre ela sem risco de ser precipitado é aquela em que o sujeito consegue extrair do índice básico de uma proposição tão clara a implicação essencial do conteúdo fundado em um tal índice, a Quando isso é feito, o sujeito - embora ele não possa ou tenha uma garantia de que removeu todas as implicações.

Conclusão

Ainda permaneceria um elemento subjetivo como condição para reconhecer conexões lógicas e, consequentemente, quão atento o sujeito deve estar para ter uma percepção clara e distinta. Contudo, o ato de verificação consiste em identificar conexões lógicas dentro da proposição e entre ela e seu índice subjacente. É possível determinar quando alguém está atento o suficiente para perceber de forma clara e distinta, uma vez que o nível de atenção requerido é medido fazendo conexões lógicas entre a proposição percebida e seu índice subjacente.

Referências

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