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Ditaduras e Democracias

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Academic year: 2023

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APRESENTAÇÃO

Outro eixo fundamental do livro centra-se na discussão em torno da ditadura militar-empresarial brasileira de 1964-1988. Outro objetivo fundamental deste livro é avaliar as condições em que ocorreu o processo de transição da ditadura para o Estado de direito na década de 1980, e correlacioná-lo com os impasses e desafios da realidade atual.

DITADURA, DEMOCRACIA E A QUESTÃO AGRÁRIA: 1946-1964

Na pesquisa sobre a questão agrária no interior do estado de São Paulo e as políticas do PCB para o campo, em especial, o levante comunista de 1949, o tema da repressão e criminalização dos movimentos sociais do período nos incitou discutir. a noção de redemocratização. A atuação do DOPS no interior do estado de São Paulo, num momento anterior à extinção do PCB ocorrida em 7 de maio de 1947, evidenciou a repressão e o processo de criminalização policial e política dos movimentos sociais operários .

OS TRABALHADORES E SUA

VISIBILIDADE NA CENA POLÍTICA BRASILEIRA: AS GREVES DE 1946

E O IMEDIATO PÓS-ESTADO NOVO

As greves de 1946 podem ser vistas como o momento em que os trabalhadores começaram a lutar pelos seus interesses. Assim, as greves de 1946 podem ser consideradas, na minha opinião, um momento histórico de um processo democrático que está sempre em causa porque é incapaz de dar respostas convincentes às reivindicações dos trabalhadores.

Democracia E Militância Comunista O Período Da

Legalidade Do Pcb (1945-1947)

Considerando o fenómeno do envolvimento, é necessário compreender a militância político-partidária a partir da análise da relação entre os militantes e a organização partidária, bem como o papel político que estes militantes assumem na sociedade, enquanto representantes do partido e destinatários/transmissores do seu ideologia, daí a importância da legitimidade do PCB neste processo. O próprio PCB era conhecido e aclamado como o partido de Prestes, e muitos dos eleitores do PCB eram muito mais prestistas do que comunistas.

CONTRARREVOLUÇÃO, DITADURA E DEMOCRACIA NO BRASIL

Foram necessários para a preparação da fase decisiva de uma revolução, se não suficientes. A rigor, é uma visão algo imprecisa que reduz o fenómeno da contra-revolução a uma manifestação de reacionismo. Esta não é uma situação especial de crise aguda na luta de classes, onde a contra-revolução democrática aparece para a burguesia como uma necessidade após a derrota da revolução proletária ou após uma guerra de grandes poderes que destrói a organização social e política.

O que muda é o seu papel e peso relativo na articulação dos meios de domínio de uma parte da sociedade sobre outra. Contudo, a sua investigação geralmente não começa com uma compreensão do tipo de Estado de onde se originam tais políticas. O imperialismo não lhe dá tempo para respirar e o espectro da guerra de classes proletária rouba-lhe o prazer de uma digestão calma e feliz.

Depois de 1964, dificilmente é compatível com a imagem da revolução económica burguesa, mas é mais semelhante ao seu oposto, a contra-revolução. Em primeiro lugar, um dos resultados deste processo de aceleração da acumulação capitalista, além da expansão da parte do capital associada à indústria de bens duráveis, foi o fortalecimento de outras facções das classes dominantes nacionais, cujos agentes teriam mais peso sobre o estado no próximo período. Para o autor, a possibilidade de uma solução conciliatória para a crise política foi delineada pelo menos duas vezes: durante o governo parlamentar e no início de 1963, quando o governo tentou implementar o plano trienal do ministro Celso Furtado.

Este revisionismo tem ocupado um lugar importante na produção de literatura dirigida ao público em geral. Entretanto, nos estudos dedicados à própria ditadura, o argumento do défice democrático assume ares de uma condenação generalizada da oposição armada, numa leitura proposta por um historiador do passado, ligado a tais correntes. Porém, o mínimo que se espera é que os historiadores consigam problematizar certas fontes, como as pesquisas de opinião realizadas no contexto de uma ditadura, bem diferentes das de fevereiro e março de 1964, ainda no contexto democrático que o autor preferiu. ignorar..

LUTAS CAMPONESAS NO SUL DO BRASIL: TERRA E SABERES

O golpe final para os agricultores herberos veio na década de 1890, com um projeto do governo do Rio Grande do Sul de colonizar a região com imigrantes europeus, vendendo terras na forma de pequenas propriedades. A sufocação das oportunidades de migração para terras cada vez mais setentrionais atinge seu ponto crítico no Rio Grande do Sul por volta de 1960, coincidindo com movimentos camponeses pela reforma agrária em todo o Brasil. Os pequenos agricultores, caboclos ou colonos, não puderam mais se reproduzir na fronteira agrícola, que se fechou no território gaúcho.

Diante dessa situação agrária, os camponeses se organizaram em torno da luta pela reforma agrária, questionando e pressionando de forma organizada o latifúndio existente no Rio Grande do Sul.Entre Cruz e Bandeira: a Igreja Católica e o Conflito Agrário no Norte . do Rio Grande do Sul Sul Passo Fundo. Sirlei de Fátima Souza sobre os clubes 4-S do bairro de São Roque, município de Passo Fundo, norte do Rio Grande do Sul: o caráter educativo proposto pela extensão rural, assim como a educação rural, não apresentou proposta que leva em conta o conhecimento dos agricultores.

UMA PESQUISA NECESSÁRIA: A

DITADURA NO OESTE DO PARANÁ

O projeto tem como objetivo analisar o impacto da ditadura brasileira na região Oeste do Paraná, suas ações, a resistência empreendida e a memória construída em torno dela. A recuperação de aspectos da história da região Oeste do Paraná em relação à ditadura brasileira é o objetivo geral deste projeto. Na região oeste do Paraná, a grande obra da ditadura foi a construção da hidrelétrica de Itaipu.

Uma das maiores questões inacabadas sobre a ditadura no Paraná aconteceu justamente no oeste paranaense, entre Cascavel, Medianeira e Foz do Iguaçu. Algumas organizações de resistência justificaram sua opção pelo oeste do Paraná justamente pela presença desses movimentos concretos na região. Além dessas questões, que por si só justificam a investigação, temos também o fato da existência de luta, resistência e repressão na região Oeste do Paraná.

MAPA 1: Região Oeste do Paraná
MAPA 1: Região Oeste do Paraná

MEMÓRIA, MEDO E ESQUECIMENTO: A DITADURA CIVIL-MILITAR NA REGIÃO

Além de documentos sobre organizações de esquerda e conflitos fundiários, encontrei no arquivo da Polícia Federal de Foz do Iguaçu um rico acervo documental sobre questões locais. Percebi o reflexo dessa bipolaridade nos documentos localizados no arquivo do Comissariado da Polícia Federal, em Foz do Iguaçu. Meu acesso aos documentos da delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu rendeu descobertas importantes, protegidas dos olhares curiosos e curiosos dos órgãos policiais.

Pouco antes do sequestro dos paraguaios residentes em Foz do Iguaçu, o Centro de Informação do Exército e o Gabinete de Informação de Itaipu realizaram um estudo cuidadoso dos hábitos e rotinas dos paraguaios exilados em Foz do Iguaçu. Boa parte desses achados, registrados em milhares de documentos, foram perdidos durante a transferência de arquivos da Delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu para Brasília. Um caso exemplar é o desaparecimento de parte da documentação que compunha o acervo que encontrei depositado na delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

A REVOLUÇÃO CHILENA E O GOLPE DE ESTADO DE 1973

Embora o nosso conhecimento avance consideravelmente, não há uma representação geral da terrível repressão que atingiu a população. Uma das páginas mais patéticas da Revolução Chilena foi o massacre ocorrido aos militantes miristas, quando a direção da organização tentou colocar em prática, de forma ousada, romântica, irrealista e irresponsável, propostas de urbanismo e, mais tarde, rural. guerra de guerrilha. Um programa incapaz de acolher as crescentes exigências populares, no contexto da crise geral da produção capitalista e do ímpeto da guerra revolucionária que se impunha em todo o mundo.

Após a greve patronal de outubro de 1972, foram criados cordões industriais, unindo territorialmente fábricas ocupadas e desocupadas, que cuidaram da regulação de muitos assuntos e formaram os verdadeiros embriões dos conselhos de trabalhadores. Pouco antes do golpe, tal como proposto, a Unidade Popular colocou centenas de milhares de manifestantes nas avenidas de Santiago, mostrando que tinha sofrido sobretudo uma derrota política traída pela sua liderança, que se transformou numa derrota armada. Estudar e adoecer no Chile tornou-se um privilégio dos ricos, que permanece inalterado até hoje.

CRISE DO DESENVOLVIMENTISMO E TRANSIÇÃO POLÍTICA NO BRASIL

Portanto, neste pequeno artigo trabalharemos com a hipótese de que a combinação da crise de desenvolvimento e da transição política contribuiu decisivamente para a desaceleração do processo de democratização e para a sua prevenção. Em certa medida, o II Plano de Desenvolvimento Nacional (PND) abordou esta alternativa ao propor a conclusão do processo de industrialização através da expansão do intervencionismo estatal e do fortalecimento da indústria de base, a fim de consolidar o processo de internalização da acumulação capitalista iniciado em década de 1970. noventa haviam começado. Em vez disso, porém, prevaleceu um processo de reforma da autocracia burguesa, que coincidiu com a crescente mobilização e progresso organizacional da classe trabalhadora e até mesmo com o desenvolvimento de uma perspectiva contra-hegemónica, mas também promoveu o aprofundamento da política de poder. da dependência externa, a crise fiscal do Estado, a financeirização como mecanismo privilegiado de valorização do capital avant la lettre6 e, como desenvolvimento relativamente voluntário, o colapso das perspectivas de desenvolvimento.

O fortalecimento da indústria de base com o objetivo de completar o processo de industrialização brasileiro com o consequente privilégio das empresas estatais. Contudo, na era do imperialismo total e nas condições da autocracia burguesa brasileira, mesmo no processo de reforma, a negação da ruptura institucional apenas abriu a porta para o transformismo. A situação histórica criada pela crise do desenvolvimento determinou o progresso da autocracia burguesa no seu momento histórico de maior perigo.

O AUTORITARISMO CIVIL NO BRASIL PÓS-1988

AUTORITARISMO CIVIL NO BRASIL APÓS 1988. harmoniosamente, os partidos desempenhariam um papel forte na implementação da política estatal, o que caracterizaria o fenômeno dos governos partidários no país.4. 8 Referimo-nos ao texto de Moysés que, embora se beneficie dos estudos de Limongi e Figueiredo para caracterizar o presidencialismo de coalizão, parece deslocar demais o conceito de presidencialismo de coalizão de sua relação com a existência de partidos fortes, e assim ser chamado à pergunta. vejamos a utilização do conceito que atribui grande relevância à ideia de coalizão para pensar a composição dos governos no Brasil. 9 Power discute as três ondas de análise do presidencialismo de coalizão no Brasil: a pessimista, a otimista e a que tenta combinar as duas anteriores.

Em termos gerais, caracterizamos o regime político democrático estabelecido no Brasil no período pós-1988 como uma versão limitada da democracia burguesa. Saes utilizou o conceito de autoritarismo civil para caracterizar a democracia emergente no Brasil no período pós-establishment. Isto significa que a chamada redemocratização não conseguiu colocar limites à militarização do aparelho de Estado no Brasil.

Imagem

MAPA 1: Região Oeste do Paraná

Referências

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