Ciência e Tecnologia para os brasileiros 22
- Dados gerais 23
- Resultados conflitantes 27
MCTI) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) realizaram o estudo "Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil"1. Um percentual ainda maior (84%) é de opinião de que a população deve ser ouvida em decisões importantes sobre os rumos da ciência e tecnologia.
O olhar da academia para a divulgação científica 28
- Levantamento de teses 32
Autoridade médica e divulgação científica no Grão-Pará assolado pelo cólera - século XIX', pela publicação Horizontes Antropologistas; 3). Ciência na cibercultura: o discurso híbrido da comunicação científica na era da comunicação virtual' (2014), de Caroline Petian Pimenta Bono Rosa, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). 4.).
Ciência: desconstrução teórica 36
- As relações de poder no contexto científico 43
- Múltiplas ciências 48
Diante de um sistema de conhecimento complexo, as relações de poder que emergem são inúmeras. Devido à consolidação do conhecimento da natureza, é difícil compreender o papel das ciências humanas e sociais na constituição da ciência.
O ciclo da produção científica 51
- Um olhar crítico sobre o ciclo da produção científica 54
- Ciência cidadã 56
Para o sociólogo americano Charles Tilly (2006), primeiro é preciso reconhecer a desigualdade no acesso ao conhecimento da ciência e da tecnologia. Apesar de alguns exemplos pontuais bem resolvidos, como o Galaxy Zoo11, ainda são poucas as iniciativas que sintetizam de fato toda a pretensão da ciência cidadã.
Divulgação científica 59
- Mídia 62
- Jornalismo científico 63
- Atividades científicas e culturais 69
- Museus e centros de ciência 70
A opção pelo uso do termo 'divulgação científica' decorre de uma série de características que mais parecem retratar fielmente as questões da área. A divulgação científica cumpre uma função primordial: democratizar o acesso ao conhecimento científico e criar condições para a chamada alfabetização científica. Além disso, o próprio sentido dessa comunicação mudou: “se antes os agentes de comunicação científica atuavam como simples “tradutores” da linguagem científica, agora cada vez mais orientam seu trabalho para esclarecer a sociedade sobre os impactos sociais da ciência. tecnologia". (ALBAGLI, 1996, p. 398).
Só assim será possível fechar o círculo da divulgação científica como fundamento do desenvolvimento social. Pode-se dizer que as iniciativas de divulgação do conhecimento científico no país foram mais institucionalizadas do que cultivadas no meio jornalístico. Uma das críticas às estratégias de divulgação científica se deve ao enquadramento muitas vezes sensacionalista e às referências ao sobrenatural, como notou Carl Sagan (2004).
Compreendendo que as políticas públicas de divulgação científica são desenhadas por meio de um planejamento permanente a partir do trabalho de instituições e organizações dedicadas a esse fim, será abordado o papel dos museus e espaços de ciência.
Política Pública 73
- Aspectos teóricos da política pública 74
David Easton, por sua vez, passou a entender a política pública como um sistema que contribui para uma compreensão mais relacional que reúne formulação, resultados e ambiente. Ao definir política pública como aquilo que o governo escolhe fazer ou não fazer, o teórico traz à tona o complexo jogo de tomada de decisão que antecede a ação. No Brasil, a constituição do campo das políticas públicas tem um desenvolvimento um tanto tardio se comparada às grandes potências mundiais.
Para ele, “cada tipo de política pública encontrará diferentes formas de apoio e rejeição, e que as disputas em torno de sua decisão se dão em diferentes arenas” (SOUZA, 2006, p. 28). Neste trabalho optamos pelo modelo do ciclo de políticas públicas, pois entendemos as políticas públicas como um sistema dinâmico em processos. Adotaremos a nomenclatura proposta por Howlett, Ramesh e Perl do livro 'Public Policy: Its Cycles and Subsystems'.
Os autores do livro de referência para este trabalho enfatizam que as decisões de políticas públicas produzem "vencedores" e "perdedores".
A ciência, tecnologia e inovação no Brasil 83
- Perspectiva histórica da divulgação científica no Brasil 84
- As iniciativas federais 99
- O MCTI 100
- O CNPq 101
- A Capes 102
É justamente no Rio de Janeiro que se registra a primeira tentativa de divulgação científica. Apesar disso, entre o final do século XIX e o início do século XX, foi possível perceber que as atividades de divulgação científica diminuíram significativamente. Foi no final do século XX que foram criadas dezenas de centros de ciência, como o Centro de Comunicação Científica e Cultural, em São Carlos (1980); Espaço Ciência Viva, organização não governamental sem fins lucrativos do Rio de Janeiro (1982); e Estação Ciência, em São Paulo (1987).
Além das atividades de ensino e pesquisa, prevê-se o desenvolvimento de programas de extensão e divulgação de ciência e tecnologia. Uma delas é específica para a comunicação científica - Promoção da popularização da ciência, tecnologia e inovação e melhoria da educação científica. Fazer divulgação científica; Museus e centros científicos; feiras e exposições de ciências; Memória e programa editorial do CNPq.
A página do primeiro tópico traz um texto que trata de alguns marcos históricos da divulgação científica no país e seu papel para a sociedade brasileira.
Minas Gerais: o contexto regional 103
- A Sedectes 104
- A Fapemig 105
Fica claro, portanto, que as políticas mineiras de ciência, tecnologia e inovação afetam diretamente a dinâmica de C&I do país. Destacamos duas que visam fomentar a pesquisa no estado: a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes/MG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O Sistema Mineiro de Inovação (Simi) também merece destaque, embora não seja voltado à divulgação científica.
A primeira tem ligação direta com o Governo do Estado e a segunda com as diversas demandas de ciência, tecnologia e inovação. Porém, há um documento que sintetiza em parte essa necessidade de criar um horizonte para a ciência, tecnologia e inovação no país: a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A Estratégia Nacional orienta as ações e atividades de pesquisa em todo o país, mas não avança na integração entre o desenvolvimento de CT&I e a divulgação científica.
Portanto, a representação do ciclo da produção científica discutida no Capítulo 2 não corresponde à mobilização nacional em torno da ciência, tecnologia e inovação no país.
Análise de discurso: ponte entre teoria e práxis 109
- Por dentro da AD: principais conceitos 110
- O silêncio como categoria discursiva 116
- Discurso e políticas públicas 119
- Silenciamento e políticas públicas 122
Do nosso ponto de vista, a análise do discurso muitas vezes é abordada metonimicamente, atribuindo-se apenas uma parcela do que ela realmente implica. A Análise do Discurso se difundiu e surgiram diferentes vertentes ou, como também são tratadas, "escolas". 24 Michel Pêcheux foi um filósofo francês e o mais importante representante do grupo de intelectuais que fundou o campo da análise do discurso na segunda metade do século passado.
A análise do discurso, como já mencionado, surgiu da fusão de outras áreas, e uma das mais importantes é a Linguística. Embora Foucault29 não tenha sido um teórico da Análise do Discurso, seus estudos estabelecem uma relação visceral com a abordagem AD. Assim, AD não é como a Análise de Conteúdo (CA), que foca em 'enunciados', referências semânticas e significados claros.
A proposta da Análise do Discurso poderia ser resumida em: "aquele que vê em todo texto a presença de outro texto necessariamente excluído que o constitui" (ORLANDI, 2007, p. 174).
As universidades como protagonistas da produção científica no país 124
- UFMG 128
- UFV 130
- UFJF 131
- UFU 132
Hoje, a UFMG é a maior instituição do estado de Minas Gerais e uma das maiores do país, com quase 50 mil alunos desde a educação básica até a pós-graduação. Segundo o IGC, a UFJF está entre as 20 melhores instituições de ensino superior do país, sendo a quarta do estado. A UFJF possui 39 cursos de mestrado e 18 de doutorado, em 44 programas restritos de pós-graduação.
A contagem máxima de programas da instituição é de 5, sendo o mais antigo deles o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Religião. Com base na divulgação do IGC, a UFU é uma das 22 melhores instituições de ensino superior do país. A UFU possui 44 programas de pós-graduação stricto sensu, dos quais sete oferecem mestrado profissional.
Os quatro programas que foram foco desta pesquisa são assim: Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (UFMG), Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal (UFV), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (UFJF) e Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (UFU).
Estratégias de pesquisa 134
- Programas de pós-graduação pesquisados 135
- O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (UFMG) 135
- O Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal (UFV) 135
- O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião (UFJF) 136
- O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (UFU) 136
- Entrevistas 137
Em resumo, os quatro programas de pós-graduação são: o Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (UFMG), o Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal (UFV), o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (UFJF) e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (UFU). . O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCP)40 é vinculado à Faculdade de Filosofia e Letras da UFMG. O Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal41 está vinculado ao Departamento de Biologia Vegetal, parte do Centro de Ciências Biológicas e.
O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (PPCIR)42 é vinculado ao Instituto de Ciências Humanas (ICH) da UFJF. Possui o conceito Capes 5, tendo, juntamente com os programas de pós-graduação em Química, História e Saúde Brasileira, o melhor resultado da Universidade Federal de Juiz de Fora. O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (Posmec)43 é vinculado à Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU.
A sétima foi voltada para as formas de divulgação científica no âmbito do programa de mestrado ao qual o pesquisador está vinculado.
Contrastando os dados 140
- Áreas 140
- Ciências Humanas e Sociais 141
- Ciências Exatas e Tecnológicas 143
- Ciências da Natureza, Biológicas e da Saúde 146
- Diferenças entre as áreas 148
- Coordenadores de programa e demais docentes 150
Em relação às ofertas de financiamento para sua área de conhecimento, dois deles (pesquisadores 8 e 9) enfatizaram o comprometimento do pesquisador, dependendo de seu esforço e comprometimento. Quanto à popularização da ciência, todos a consideram importante, mas dois deles (pesquisador 12 e pesquisador 13) não souberam dizer nenhuma estratégia, enfatizando que isso também se deve à dificuldade de divulgação de pesquisas ao público leigo na área de pesquisa básica. Pesquisadores da área de Ciências Humanas e Sociais levaram mais tempo para responder às entrevistas (32 minutos em média), seguidos pelos da área de Ciências Exatas e Tecnológicas (24 minutos), com menor tempo na área de Ciências Naturais, Biológicas e Ciências da Saúde (14 minutos).
Dentre as 15 pesquisadoras, apenas uma mulher participou da pesquisa, da área de Ciências Humanas e Sociais. No entanto, no que diz respeito às estratégias de popularização da ciência, dois pesquisadores da área de ciências naturais não souberam apontar sugestões ou indicações a esse respeito. A mídia foi apontada como estratégia especialmente para os professores das áreas de humanidades e ciências sociais.
A organização dos arquivos apresentou diferenças entre as áreas, pois aspectos relacionados ao direito à informação ou ao interesse público ficaram mais evidentes na área de Humanidades e Ciências Sociais, que os relaciona à divulgação científica.
Desvelando os discursos 150
- Divulgação científica 150
- Formações discursivas 165
- Discursos em tensão 168
- Silenciamentos 181
- Dos discursos aos postulados e silêncios 186
Ele fala sobre a dificuldade de reconhecer pesquisas que possam interessar à sociedade: "Às vezes muito do que fazemos aqui pode ser importante, e nós mesmos não vemos a importância para o grande público". 34;Às vezes a gente está envolvido em pesquisas muito boas, legais, que também podem ser muito boas e legais para a sociedade". explique", ele indica que há interesse das pessoas e da sociedade em geral, o que indica que ele está fazendo isso, quando ele é procurado.
A legislação e os mecanismos institucionais muitas vezes dificultam a preparação do C&I e os editais de financiamento não contêm ações de divulgação científica. A legislação e os mecanismos institucionais muitas vezes dificultam a preparação do C&I e os editais de financiamento não contêm ações de divulgação científica. Conforme observado por Sarita Albagli (1996), existe uma lacuna de conhecimento científico-tecnológico entre os diversos segmentos sociais e, apesar dos esforços de divulgação da ciência, essa lacuna tem crescido, "na mesma proporção em que mais informações técnico-científicas são introduzidas nos meios de comunicação de massa" (p. 403).
34; No fundo, é considerado um modelo dialógico, pois pressupõe a existência de fóruns de debate onde participam cientistas e o público” (p. 21). Podemos dizer que o país tem uma política de divulgação científica ou O CT&I pensa em divulgar a ciência de forma eficiente e expressiva. Estratégias de divulgação científica e transferência de tecnologia utilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).