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DO CÓDIGO PENAL DE 1940.

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The classical school, in Beccaria, and its ideals derived from the Enlightenment, was the historical mark in the reform of penal laws worldwide, humanizing and rationalizing the way in which punishments were imposed. The positivist school, on the other hand, combated the liberalism of the classical school, conceived criminal law as a science, adopted empiricism as its method, and drew its influence from evolutionism.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

ESCOLA CLÁSSICA

Posteriormente publicou sua mais importante obra teórica criminal: “Revisão dos princípios e conceitos fundamentais do direito penal atual” (1799 e 1801). Francesco Carrara, expoente da "Escola Toscana", juntamente com o seu antecessor Carmignani (ambos professores em Pisa), foram responsáveis ​​pela construção jurídica coerente da ciência moderna do direito penal italiano, sintetizando harmoniosamente as expressões filosóficas anteriores (Iluminismo, Racionalismo e Jusnaturalismo) no direito penal. 18.

ESCOLA POSITIVA

Frederico Abrahão de Oliveira resume que, para os autores da Escola Clássica, “a punição não visa anular uma ação danosa já cometida, mas, pelo contrário, impedir que o culpado continue a ofender, bem como desviar outras indivíduos. da ofensa.” 25. Para os autores da Escola Positiva, entre os quais se destacam os italianos Cesare Lombroso, Enrico Ferri e Raffaele Garófalo, a proteção dos direitos individuais, sancionada no período liberal clássico, inspirada no Iluminismo e que orientou os autores do Clássico Escola. deveria dar espaço à proteção dos direitos sociais, supostamente negligenciados no período anterior.

ESCOLA TÉCNICO-JURÍDICA

Vale destacar também a existência de Escolas Ecléticas, como a italiana Terza Scuola, cujos principais representantes são Alimena, Carnevale e Impallomeni, a Escola Alemã Moderna, ou Escola de Marburg, cujo principal expoente é Franz von Liszt e a Escola de Defesa Social foi, foi. , de Grammatica e Prins e a Nova Defesa Social, de Marc Ancel, as duas últimas escolas que têm a política criminal como foco principal. Seu maior expoente foi o jurista italiano Arturo Rocco, que enfatizou que a Criminologia tem como objetivo principal o estudo, com o auxílio de um método técnico-jurídico, das leis penais e da relação jurídica delas resultante, tendo em conta o "crime " e o "castigo" como fatos humanos, sociais e políticos. Rocco defende que esta Ciência trata necessariamente de um estudo técnico jurídico, pois no conhecimento científico do direito não existem outros “meios” além dos oferecidos pela técnica jurídica, e por isso recomenda, para o estudo do Direito Penal, o conhecimento técnico-jurídico método; mas isso não significa que o estudante de Direito Penal não deva assumir de tempos em tempos o papel de antropólogo, psicólogo e sociólogo; nem se supõe que neste estudo técnico do Direito não se possa ou não se deva seguir o método positivo e experimental.

É justamente por esse aspecto do método que é necessário seguir a pesquisa técnica do direito e, portanto, da ciência do direito penal - que é de natureza exclusivamente jurídica e se dirige ao estudo do crime e da pena como objetos de direito jurídico. normas - está intimamente relacionado com a ciência que trata do crime como fenómeno natural, ou seja, com a antropologia criminológica, e com aquela que trata do crime e das sanções como fenómenos sociais, nomeadamente com a sociologia criminológica. Assim, o direito penal positivo, única informação sobre a realidade, passa a ser objeto da ciência do direito penal, cuja tarefa é o processamento técnico-jurídico deste direito, que visa fornecer não apenas conhecimento empírico, mas também conhecimento científico a quem são chamados a, de acordo com a sua missão na sociedade, interpretar e aplicar a lei à vida como sujeitos de direito55.

O LABELLING APPROACH

Para Bissoli Filho, esta teoria constitui “uma das correntes desconstrutivas do sistema penal moderno”, mudando o paradigma criminológico, antes focado no crime, agora no processo de criminalização60. O processo de criminalização, segundo Baratta, é abordado na teoria da rotulagem a partir do enfoque dado por dois movimentos da sociologia americana, a saber, o 'interacionismo simbólico', inspirado na psicologia social de George H. Mead, e a 'etnometodologia'. ”, inspirado na sociologia fenomenológica de Alfred Schutz. O desviante é alguém a quem este rótulo foi aplicado com sucesso; Comportamento desviante é o que as pessoas rotulam como tal.

Dado que o desvio é, entre outras coisas, o resultado das reações dos outros à ação de uma pessoa, os investigadores do desvio não podem assumir que estão a lidar com uma categoria homogénea quando estudam pessoas rotuladas como desviantes. Isto significa que não podem presumir que essas pessoas tenham efectivamente cometido um acto desviante ou violado alguma regra, porque o processo de rotulagem pode não ser infalível; algumas pessoas podem ser rotuladas como desviantes sem realmente quebrar a regra.

A CRIMINOLOGIA CRÍTICA

Nas palavras de Toron, o princípio da intervenção mínima verifica-se na presença do binômio “subsidiariedade/fragmentação” no âmbito do Direito Penal. Para Toron, a Lei 8.072/90 é produto de uma concepção de pena como função preventiva positiva geral, onde o direito penal é a prima ratio, uma panacéia para todos os males sociais. A proposta de aplicação da pena não privativa de liberdade, carro-chefe da Lei 9.099/95, é resultado de uma longa disputa entre uma visão repressiva e uma visão minimalista, que considera o direito penal como ultima ratio.

Em suma, a previsão constitucional dos Juizados Especiais Criminais, culminando com a promulgação da Lei 9.099/95 que os instituiu, foi um passo importante para a mudança do paradigma da política criminal, de um direito penal máximo e todo-poderoso para uma concepção minimalista. Pode-se observar um choque histórico, desde o primeiro direito penal em 1830, entre uma orientação mais liberal do direito penal e uma versão arbitrária e intrusiva.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Este capítulo tem como objetivo tratar a influência das principais ideias do direito penal, apresentadas no primeiro capítulo, especialmente as escolas clássica e positiva, na criação do Código Penal Brasileiro a partir de 1940 com suas reformas posteriores, partindo de um breve histórico sobre a história penal anterior. legislação a isso, mostrando a continuidade do Código de 1940, desde as Ordenações Portuguesas, passando pela Lei Imperial de 1830, pela Lei Republicana de 1890 e pela Consolidação de 1932.

BREVE HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO PENAL BRASILEIRA

  • PERÍODO COLONIAL
  • PERÍODO IMPERIAL
  • PERÍODO REPUBLICANO - CÓDIGO PENAL DE 1890

A validade das Filipinas em matéria penal chegou a avançar por vários anos sobre o próprio Estado-nação brasileiro, até a promulgação do Código Penal em 1830, com limitações e modificações decorrentes da nova ordem constitucional e de algumas leis penais promulgadas naquele período; O liberalismo do Código de 1830, apesar das concessões aos proprietários de escravos, foi responsável pelo aumento da criminalidade e, segundo Assis Toledo, “não demorou a aparecer. Posteriormente, houve tentativas de alteração do referido código, incluindo um projeto apresentado por João Vieira de Araújo, que fracassou, com Zaffaroni e Pierangeli lembrando que "com Vieira de Araújo, o positivismo italiano entra abertamente no Brasil, pois explica claramente a sua hostilidade ao texto 'clássico' do Código de 1890.”92.

Uma boa prova desta lacuna – muito mais política do que técnica – do código de 1890 é o facto de a criminalização desses alvos sociais – imigrantes indesejados, anarquistas, prostitutas e cafetões, etc. , que foi oficializado pelo governo pelo Decreto 22.213, de 14 de dezembro de 1932, e cuja vigência só seria definitivamente interrompida com o advento do Código Penal de 1.940.98.

AS PRINCIPAIS REFORMAS IMPLANTADAS PELO CÓDIGO PENAL DE

  • OS PROJETOS ANTERIORES AO CÓDIGO PENAL DE 1940
  • O CÓDIGO PENAL DE 1940 E A SUA REFORMA DE 1984

Neste ponto, o Código afasta-se da posição tradicionalmente aceite pelo Direito Penal, e abraça novas ideias que conduzem à periculosidade sem crime.107 Outro postulado da Escola Positiva que foi incorporado no Direito Penal de 1940 foi o da pena indefinida. , manifestada na figura da medida de segurança pessoal (art. 81). Na sua opinião, uma visão distorcida desta nova lei penal de 1984 levou à promulgação da Lei No. 8.072, de 25 de julho de 1990128, a chamada Lei dos Crimes Hediondos; O retorno do legislativo às tendências liberais que nortearam a reforma de 1984 ocorrerá com a Lei dos Juizados Especiais Criminais – esses três momentos serão objeto do nosso terceiro capítulo. Outro importante princípio orientador da Reforma Penal de 1984 foi o respeito pela dignidade humana, “a compatibilidade dos Direitos Humanos com o sistema penal”140.

Contudo, se com a promulgação da Lei dos Crimes Hediondos houve uma inversão, em relação à política criminal retrógrada adotada pelos nossos legisladores, traindo as promessas feitas com a abertura democrática e a Reforma Penal de 1984, cabe assinalar o contrário. tendência, concretizada pela promulgação da Lei dos Juizados Especiais. O legislador optou pela descriminalização gradual de uma série de crimes, o que pode ser considerado uma contrapartida substancial da tendência de criminalização iniciada com a Lei dos Crimes Graves e uma retoma dos compromissos assumidos com a Reforma Penal de 1984.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Levando em consideração o conteúdo dos capítulos anteriores, este capítulo abordará as ideias que influenciaram a Reforma Penal de 1984, a criação da Lei dos Crimes Atrozes (Lei nº 8.072, de 25 de junho de 1990), que a partir da promulgação da Constituição. da República de 1988 e mais especificamente de seu artigo 5º, inciso XLIII, que constitucionalizou os crimes hediondos, e, por fim, as ideias criminosas que influenciaram a criação da Lei dos Juizados Especiais Criminais (Lei nº de setembro de 1995).

A REFORMA PENAL DE 1984

  • PRINCIPAIS INOVAÇÕES DA REFORMA PENAL DE 1984
  • AS IDEIAS QUE INFLUENCIARAM A REFORMA PENAL DE 1984

Ou seja, num Estado que se diz democrático, onde as divergências sobre as regras de conduta - desde que não sejam prejudiciais a terceiros ou à sociedade como um todo - aparecem como traço característico, o uso arbitrário do sistema penal para o exercício do controle social. A subsidiariedade aparece na caracterização do sistema penal como último recurso (ultima ratio) utilizado para coagir; fragmentação. O bom progresso da “máquina criminosa” passaria necessariamente por um “desinflação” do direito penal, pela descriminalização de diversos comportamentos e pela descriminalização de determinados crimes com menor potencial ofensivo, com o objectivo de reduzir o impacto negativo do sistema: o figura negra.

Contudo, Toron enfatiza que “a descriminalização excessiva ou mesmo a descriminalização pode fazer justiça com as próprias mãos”, indicando que a legislatura reformista de 1984 “seguiu resolutamente o caminho da racionalização do sistema penal”139. Não é demais pensar que no caso brasileiro, sob influência de um movimento democrático e humanista, quando surgiram lutas pela Anistia, pela Assembleia Constituinte, pelo fim da tortura e pela Lei de Segurança Nacional, entre outros diplomas da ditadura, a ideologia da reforma da justiça criminal, também estava empenhada em humanizar o sistema penal.

A LEI DOS CRIMES HEDIONDOS

  • PRINCIPAIS INOVAÇÕES DA LEI DOS CRIMES HEDIONDOS

Foi o que aconteceu com a Lei dos Crimes Hediondos, que aumentou as penas para os crimes de estupro, atentado ao pudor, roubo, etc. A Lei dos Crimes Hediondos, levando em conta esse discurso, determinou a execução da pena de prisão nos crimes que considerou , nos presídios de segurança máxima (art. 3º), e proibiu a progressão nos regimes (art. 2º, § 1º). Nessa área, a Lei dos Crimes Hediondos proibiu a fiança e a liberdade provisória (art. 2º, II), após prorrogação do período de reclusão temporária (art. 2º, § 3º).162.

Assim resumiram Zaffaroni e Pierangeli a respeito deste período histórico específico entre o fim do regime ditatorial militar, a abertura democrática e a reforma penal em 1984 e o ressurgimento da política criminal, que tem como ponto de partida a promulgação do hediondo crimes. Law: “É a transição da ideologia da segurança nacional para a ideologia da segurança urbana. Pode-se, de certa forma, estabelecer uma analogia entre a reação da escola positiva no século XIX aos postulados liberais da chamada escola clássica, que foram acusados ​​por eles de darem demasiadas garantias e, consequentemente, i.a. com o aumento da criminalidade e a resposta do movimento Lei e Ordem aos postulados democráticos da reforma penal de 1984, que culminou com a promulgação da Lei dos Crimes Hediondos. A promulgação da Lei dos Juizados Especiais, em sua natureza penal, tem sido aceita como uma recepção do paradigma minimalista em nosso sistema criminal, onde a referida Lei propõe a descriminalização dos crimes de menor potencial ofensivo (pena máxima de até dois anos, com a alteração introduzida pela Lei nº que revitalizou a política criminal brasileira, que até então havia afetado o ressurgimento do sistema penal (lei dos crimes hediondos, por exemplo).

Outro princípio subjacente ao modelo consensual da Lei dos Juizados Especiais Criminais é o da autonomia da vontade.

Referências

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