Eliana Crisbim F Luquetti (Linguística -JU RFJ) Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF. UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Educação e Pedagogia e o seu percurso histórico
Ao considerar as características definidoras da formação docente, observa-se que a linguagem muda rapidamente, tendo em vista que isso não foi observado em outros momentos da formação. Hoje, o pedagogo é percebido como um técnico educacional e não como um cientista educacional ou “como um especialista em educação e seus problemas em geral” (CAMBI, 1999, p. 597).
Formação de Professores e os cursos de Pedagogia
No início do século XX, a preocupação com a formação de professores para o chamado nível “secundário” intensificou-se (TANURI, 2000; VIERA 2008) para os atuais anos finais do ensino fundamental e médio, em cursos regulares e também especiais. (GATTI a, 2009b, 2010). Propôs-o como um “diploma” e atribuiu-o à “formação de professores para a educação pré-escolar e os anos iniciais do ensino primário”.
A formação de professores
Com essas conceituações, nos afastamos da improvisação, da ideia do professor missionário, do professor solucionador de problemas, do professor artesão ou do supervisor, do professor puramente técnico, para a noção de um profissional capaz de se confrontar com situações complexas. e problemas variados, ser capaz de construir soluções em sua ação, mobilizar seus recursos cognitivos e afetivos. Qual o lugar da docência e qual o sentido do trabalho dos professores em relação a esses postulados e ao ethos que eles impõem. Basicamente, a docência é vista como uma ocupação secundária ou periférica em relação ao trabalho material e produtivo.
A educação e seus agentes estão, portanto, subordinados à esfera da produção, pois sua missão primordial é preparar os filhos dos trabalhadores para o mercado de trabalho (TARDIF e LESSARD, 2017, p 16). A escola é o lugar por excelência da democracia (CAMBI, 1999), de aprender habilidades e competências profissionais para o mercado de trabalho e também de se adaptar “às grandes rotinas coletivas que estruturam diariamente o trabalho docente” (TARDIF et LESSARD, 2017, pág. 162).
A profissionalização docente
A formação de professores deve estar inserida em uma proposta que tenha um “novo conceito e uma nova mentalidade” (IMBERNÓN, 2006, p. 96), (re)descobrindo novas formas de ver a profissionalidade docente. Para isso, devemos “romper” tanto a nível político como institucional com as ideologias que mantêm a escola num estado de inércia e que impossibilitam uma educação de qualidade. Não há sustentabilidade na profissionalização sem a construção de uma base sólida de conhecimentos e formas de atuação.
Isso significa que o sujeito é objeto de um processo formativo e que traz consigo também uma bagagem sociocultural que afeta a sua profissionalização.
A profissionalização docente
Assim, a instituição de ensino “precisa de outros órgãos sociais que se envolvam e ajudem no processo educativo” (IMBERNÓN, 2010, p. 8). Se a educação tem se tornado gradativamente mais complexa desde os tempos distantes da história da sociedade (CAMBI, 1999; JAEGER 2003), parece-nos, portanto, que “o mesmo deveria acontecer com a profissão docente” (IMBERNÓN, 2010, p. 9). ). São essas nuances que aqui se resumem “a diversidade dos ambientes em que ocorre a formação de professores” (IMBERNÓN, 2010, pp. 12-13).
É interessante analisar o que consideramos atualmente profissionalismo e profissionalização à luz de um novo conceito de profissão e da sua implementação prática (assim, profissionalismo – alguns estudos dizem profissionalismo – características e capacidades específicas da profissão; profissionalização: processo de socialização de aquisição de tais características), que pretende passar de um conceito neoliberal de profissão (derivado sobretudo da sociologia conservadora das profissões de um determinado momento histórico) para um conceito mais social e complexo (descrição da atividade profissional e valorização no mercado de trabalho). e multidimensional, em que o processo de profissionalização se baseia nos valores da cooperação entre os indivíduos e do progresso social (IMBERNÓN, 2010, p. 25). Mas esse conhecimento não é absoluto, está estruturado numa gradação que vai do conhecimento geral (temas, senso comum, tradições, etc., semelhante ao que se chama de “pensamento espontâneo”) até o conhecimento especializado (IMBERNÓN, 2010, p.31). ) ).
O saber profissional docente
Essa é a “condição de formação docente” (GATTI, 2010, p. 1357) nos procedimentos educativos pertinentes às áreas disciplinares do curso de licenciatura no Brasil. O Curso de Pedagogia foi criado no Brasil em 1939 como resultado da preocupação com a preparação de professores para o ensino médio. Nesse período ocorreram intensos movimentos de reformulação dos cursos de formação profissional de professores, o que levantou a bandeira do curso de Pedagogia baseado na formação de professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
Porém, percebe-se que, desde 1985, a disciplina de docência tem dado maior ênfase à qualificação em cursos de pós-graduação, o que tem possibilitado a atuação desses profissionais em diferentes espaços. Todas as disciplinas de graduação tiveram suas DCN definidas, com exceção do curso de Pedagogia, que, apesar de algumas tentativas do Conselho Nacional de Educação (CNE), só conseguiu a Resolução aprovada em maio de 2006.
A formação e saberes necessários
A pesquisa realizada por este autor permitiu-lhe identificar três áreas de conhecimento necessárias aos professores: conhecimento do conteúdo da disciplina, conhecimento didático do conteúdo da disciplina e conhecimento do currículo. Conhecer o conteúdo da disciplina deve incluir conhecimentos para ensinar, ou seja, o professor deve conhecer, até muito bem, os conteúdos que irá ensinar: conhecimentos relacionados à natureza e significados dos conteúdos, desenvolvimento histórico, diferentes formas de organizá-los. Destacando a questão dos conteúdos específicos, pretende-se mostrar que “a competência básica de todo professor é o domínio de conteúdos específicos.
Com base nas ideias descritas, acredita-se que a competência básica de todo professor é o domínio do conteúdo específico, uma vez que o conteúdo específico da Pedagogia continua sendo uma importante ferramenta para o trabalho do professor na construção de habilidades e competências. do aluno e da sociedade. Defendendo a importância da formação nos conteúdos específicos (o que aprender) e a sua estreita articulação com os conteúdos pedagógicos (como aprender), consideramos que a licenciatura não pode abandonar a discussão do porquê aprender e para quem ensinar.
Curso de Licenciatura em Pedagogia na UENF
No contexto da UENF, o Projeto Pedagógico do curso de Pedagogia é um documento que apresenta uma proposta de reformulação do Curso de Bacharelado em Ciências da Educação do CCH/UENF com transformação para Licenciatura em Pedagogia. Tem se beneficiado das discussões em nível nacional, desenvolvidas nos últimos anos, sobre o Curso de Pedagogia, objeto de investigação de entidades participantes da formulação e implementação da política nacional de formação de professores para a educação básica” (UENF, 2015, p. 4)). Sobre a proposta de reformulação do Bacharelado em Ciências da Educação do CCH/UENF, para transformá-lo em Licenciatura em Pedagogia.
Beneficiou-se das discussões em nível nacional desenvolvidas nos últimos anos em relação ao curso de Pedagogia, objeto de pesquisa de entidades participantes da formulação e implementação de políticas nacionais para a formação de professores do ensino fundamental. Pretende-se também atender ao Parecer aprovado CNE/CP nº 05/2005, que recomenda que o curso de Pedagogia seja destinado à formação de professores para o desempenho de funções docentes na educação infantil e nos anos iniciais da docência. . Fundamentalmente, no ensino secundário na modalidade normal, no ensino profissional na área do serviço e apoio escolar e nas demais áreas onde são ministrados conhecimentos pedagógicos.
Sobre o curso de Ciência da Educação na UENF
O primeiro curso de formação com habilitação docente foi então instituído pela direcção em 1994 e aprovado pelo conselho universitário em 1995. No ano seguinte, as ciências da educação passaram a receber alunos por este motivo: uma aluna em 1997, e três em 1998. Dois alunos que participaram do CBC em 1999, migraram posteriormente para o curso de Ciências da Educação e se formaram em 2003.
O curso de Pedagogia da UENF tinha seis denominações diferentes: 1) Educação: habilitação para a docência em 1995;. No ano 2000, o Programa Ciclo Básico Comum foi eliminado e, com isso, doze universitários optaram pelo curso de Ciências da Educação, que na época funcionava com a mesma matriz curricular vigente atualmente.
O desejo dos estudantes
1998; 4) Ciências da educação a partir de 2000; e 5) Ciências da Educação a partir de 2001, e 6) A Formação de Professores foi implantada a partir do ano de 2009 com seu primeiro vestibular específico, portanto passou a atrair novos participantes para o curso de forma descentralizada para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que até 2008 cuidou dos processos seletivos e vestibulares para ingresso nos cursos de bacharelado da UENF. Participaram dos vestibulares do CCH em 2001 e 2002 60 alunos, dos quais 53 estavam matriculados no Ensino. Nos últimos anos, o corpo discente se expandiu, assim como o corpo docente da área específica de estudo.
Após leitura das Recomendações do Conselho Estadual de Educação5, a proposta de incorporação da licenciatura ao Curso de Pedagogia foi colocada em votação, após ser aprovada por unanimidade. O passo seguinte consistiu na elaboração de uma proposta de plano de estudos referente à oferta de um curso de formação em educação infantil.
Caracterização da Amostra
Procedimentos metodológicos
Análise e Discussão dos Dados
Na terceira questão do questionário (Indique pelo menos duas qualidades que levam à classificação de professor entre os pedagogos), procuramos descrever as qualidades que os professores do curso de Pedagogia esperam dos alunos que concluem esta licenciatura, com base no quadro 02 . . A oitava questão da Tabela 06 era sobre se, nas aulas que ministram os alunos dos estudos pedagógicos, qual o objetivo principal que eles querem transmitir aos alunos. Procuramos compreender o principal objetivo dos professores no exercício da sua profissão durante o ensino do diploma em pedagogia.
Na nona questão, questionamos como os formadores de professores avaliavam o curso de Licenciatura na instituição. Na décima questão, no Gráfico 07, perguntamos qual foi a maior contribuição que a licenciatura em Pedagogia deu no exercício da profissão docente. Em nossa hipótese, consideramos que os egressos do curso de Licenciatura em Pedagogia/UENF estão capacitados para articular habilidades e competências em sala de aula.
Por exemplo, temos a integração do curso de licenciatura com projetos de extensão e iniciação científica na universidade.