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Documentos FEE n. 59

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Academic year: 2023

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Conteúdo: Como identificar o “potencial” de uma região?: um exercício técnico aplicado aos 22 Coredes gaúchos — O papel dos órgãos políticos subnacionais na articulação e no planejamento do desenvolvimento regional — Anexo estatístico. O papel das instituições políticas subnacionais na articulação e no planejamento do desenvolvimento regional foi escrito em meados de 2002, quando eu ainda estava emprestado pela FEE à Secretaria de Coordenação e Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul.

COMO SE IDENTIFICA O

POTENCIAL” DE UMA REGIÃO?

UM EXERCÍCIO TEÓRICO APLICADO AOS 22 COREDES GAÚCHOS

1 - Considerações iniciais

Por exemplo: um dado estatístico quantitativo altamente confiável e muito importante é a densidade demográfica de uma determinada região. Apesar da sua utilização quase generalizada (devido à ausência de alternativas), o número médio de anos de estudo da população não é um indicador fiável da acumulação de “capital humano” numa determinada sociedade.

A terceira determinação do “potencial regional” diz respeito à especificidade da divisão regional do trabalho versus a divisão internacional do trabalho. Neste caso, a divisão do trabalho pressupõe a existência de benefícios absolutos, o que está longe de ser uma suposição trivial.9 Isto é lógico e.

3 - A relação entre “potencial regional”

Felizmente, a possibilidade de uma região estar em absoluta desvantagem em todos os sectores produtivos é muito pequena.11 Normalmente, as regiões têm diferentes disponibilidades relativas de recursos e, como resultado, mesmo num único mercado, têm preços diferentes para produtos produtivos não transferíveis. recursos. Até porque - como sabemos desde Smith - as principais vantagens absolutas não são “naturais”, não são uma função simples e direta da disponibilidade relativa de matérias-primas e da fertilidade da terra, estão relacionadas com competências adquiridas através da divisão do trabalho e especialização.

E isso na medida em que há especialização — no sentido de alocação regional de recursos produtivos em determinado segmento econômico superior ao padrão (percentual) de alocação dos mesmos recursos na macrorregião de referência —, vários elos estão presentes em uma determinada cadeia produtiva.12 E onde há vários elos, surge alguma forma de distinção entre eles. Se este for o critério de “alocação de recursos regionais”, os segmentos especializados correspondem àqueles sectores cuja promoção (aqui entendida como expansão do potencial de produção/realização e afectação regional de rendimentos) se reflecte imediatamente na mobilização de uma parte significativa dos recursos locais. agentes económicos.

4.1 - Especialização versus diversificação

Mas se os contra-argumentos não negam a ligação entre o aumento da especialização e o aumento do risco/incerteza, mostram que esta associação é resolvida quando a especialização é “bem sucedida”. Finalmente, vale a pena notar que, se a especialização “bem sucedida” (isto é, totalmente integrada) mitiga o risco de especialização, não o elimina.

4.2 - Especialização, exportações e dependência

Mas se o aumento da produtividade e da riqueza depende da divisão do trabalho, então o aumento da produtividade e da riqueza depende do aprofundamento dos laços de (inter)dependência entre o produtor individual especializado e o grupo de fornecedores e compradores (directos e indirectos). ) dos bens que importa e produz. Ou, para chegar ao cerne da contradição, o aumento da produtividade depende do aprofundamento da divisão do trabalho, que é um processo social extremamente complexo que parece pressupor algum tipo de coordenação.

Conforme mostra a Tabela 2 do Anexo Estatístico, a relação RDD/PIB no Rio Grande do Sul é de aproximadamente 50%. Por outro lado, uma relação PDD/PIB muito baixa (como observada em municípios como Triunfo ou Coredes como Vale do Rio dos Sinos e Vale do Rio Pardo) mostra que há uma lacuna entre produção e produção.

5.2 - Indicadores de especialização stricto sensu

O total de trabalhadores com carteira assinada na indústria de transformação deste Corede era, na mesma data, 35.768. Por outro lado, o número de trabalhadores ocupados oficialmente na indústria calçadista no Rio Grande do Sul, na mesma data, é de 120.596;.

Esta é uma situação ainda mais sensível porque pelas características da produção rural — sazonalidade, pluriatividade do agricultor, informalidade das relações de trabalho no campo, etc. Primeiro, há pouca diversificação da produção na Campanha e na Fronteira Oeste, com especialização em arroz e carne.

Anexo estatístico

LOCALIZAÇÃO Produção de defensivos agrícolas Produção de sabões, detergentes e produtos de limpeza Abate, produção de carne e preparação de produtos cárneos.

Tabela 1     Indicadores selecionados da especialização dos Coredes e  do RS nas produções agropecuária, industrial e de serviços — 2000      COREDES E   RIO GRANDE  DO SUL      VAB  DA  AGROPECUÁ-   RIA/VAB          TOTAL  (%)
Tabela 1 Indicadores selecionados da especialização dos Coredes e do RS nas produções agropecuária, industrial e de serviços — 2000 COREDES E RIO GRANDE DO SUL VAB DA AGROPECUÁ- RIA/VAB TOTAL (%)

O PAPEL DAS INSTÂNCIAS POLÍTICAS SUBNACIONAIS NA ARTICULAÇÃO E

Por outro lado, a sociologia (assim como a ciência política) acredita que o Estado-nação é a única instituição com poder legal e policial para limitar e/ou compensar o desenvolvimento socialmente inconsistente de uma ordem económica estruturada com base na busca para o máximo. privadamente por cada um dos seus agentes. Se tomarmos os argumentos acima como uma defesa da centralidade do Estado-nação na articulação de políticas consistentes para o desenvolvimento económico e social, não há razão para negar a sua importância (mesmo que precisem de ser relativizadas e modernizadas). Contudo, se os argumentos acima forem usados ​​para defender que o único órgão político capaz de articular e implementar projectos consistentes de desenvolvimento económico e social é o Estado-nação, então eles revelam-se inaceitáveis.

Por outro lado – como bem ilustra a recente (e ainda inacabada) unificação europeia – há que reconhecer que a definição dos quadros territoriais e jurídicos da unidade económica “nacional” não é um processo acabado, mas em constante desenvolvimento. 2 Na verdade, a demonstração histórico-empírica da relativa autonomia dos processos de desenvolvimento regional face à articulação de políticas de desenvolvimento consistentes por parte dos Estados nacionais está longe de se esgotar nos inúmeros exemplos de regiões que chegaram mesmo a entrar na fase do setor industrial. antes da consolidação dos Estados-nação modernos.

2 - A Teoria dos Jogos e a regulação pública

Mas o “dilema” revelado pelos investigadores da RAND Corporation é muito mais mundano e universal do que tal apelido nos permite compreender, por isso parece útil apresentá-lo usando um exemplo estritamente económico. Na verdade - e esta é uma regra geral - quanto menor for o número de intervenientes e quanto mais recorrentes, intensas e diversas forem as relações de troca e sociabilidade entre eles, mais fácil será alcançar um acordo livremente acordado (mesmo que politicamente monitorizado). entre as partes. Assim, comparativamente ao exemplo anterior, a alternativa de mobilizar o sector público como articulador e fiscalizador de um acordo privado parece ser a solução mais barata e mais racional.

Esta afirmação pode tornar-se mais clara se utilizarmos um novo exemplo do dilema do prisioneiro, vulgarmente denominado “dilema da acção colectiva”. Nestes casos, mesmo que os jogos sejam repetitivos, é praticamente impossível fazer um acordo privado, uma vez que cada jogador é insignificante, pelo que a sua decisão de cooperar (ou não) não pode influenciar a decisão dos outros.17 Nestes casos o estado deve necessariamente atuar como um agente com função de resolução.18 A questão é: de que forma.

Afinal, se o jogo acima representado é indicativo de um problema real, de um problema que está no cerne da relativa estagnação de diversas regiões do nosso país e do nosso estado, o que ele revela é que os padrões de concentração de capital e de financiamento actual na nossa economia não permite ao sector privado realizar as tarefas de coordenação necessárias para superar equilíbrios subóptimos. Se os padrões de concentração de capital e finanças fossem diferentes, os potenciais empreendedores do jogo anterior poderiam entrar (individualmente ou em conjunto) tanto no lado da produção como no lado comercial do "negócio de sementes", e o problema de coordenação seria resolvido de forma privada, através de integração vertical. Esta última alternativa, tal como a anterior, não altera o padrão de concentração de capitais, nem incentiva qualquer aliança entre eles, preservando o protagonismo do Estado no exercício da função de coordenação do processo económico.

Por outro lado – e no extremo oposto – a última alternativa24 para resolver o problema de coordenação do “negócio dos sapos” pressupõe o envolvimento intensivo de agentes e organismos locais do sector público. Em geral, o que se pode dizer é que quanto mais fordista é a política de coordenação económica, mais secundários (limítrofes, indispensáveis) são os órgãos políticos municipais e sub-regionais.

4 - O papel do Governo Estadual na

Mais especificamente, do nosso ponto de vista, garantir o alcance de soluções não pervertidas em nível individual, social e regional para jogos deste padrão é dever dos estados federados, mais especificamente do(s) órgão(s) público(s) estadual(is). (s) responsável pelo planeamento do desenvolvimento regional.

Suponhamos que, com base nos diagnósticos feitos pelo ADR em cada uma dessas regiões, sejam identificados três nichos de mercado que necessitam de investimento e que essas três regiões podem ocupar com base no conjunto de investimentos articulados. Como primeira tarefa, tal instituição deveria desenvolver e consolidar diagnósticos sólidos e confiáveis ​​sobre o potencial específico de cada região, mostrando as vantagens de um determinado padrão de especialização no território. Deve-se destacar que assim como o jogo anterior, este cria mais de um estado.

Contudo, o mero diagnóstico e a sua discussão não são, via de regra, ferramentas suficientes para estimular o conjunto de investimentos privados necessários à mobilização produtiva de uma determinada área. Exige, por um lado, que os objetivos que se pretende atingir e o padrão de desenvolvimento que se pretende sejam muito claros e, por outro lado, exige um aparato político-institucional generalizado, à altura da tarefa que se pretende alcançar.

SOBRE O QUE FINDA E O QUE COMEÇA

A seleção dos setores a serem efetivamente promovidos pressupõe a implementação de pesquisas empíricas primárias destinadas a determinar os custos de resolução dos principais gargalos (hoje e no futuro esperado) para a expansão da produção e das vendas nos diversos setores em que a região está inserida (ou pode tornar-se) especializado. De início, é necessário investigar os resultados empíricos presentes no anexo estatístico do texto Como identificar o “potencial” de uma região?: um exercício teórico aplicado a 22 Coredes Gaúchos. Em muitas situações, a baixa produtividade do trabalho é acompanhada por uma produtividade muito elevada da terra e do capital, revelando que a lógica da ocupação dos factores e a lógica do progresso técnico não são lógicas especificamente capitalistas.

Vale a pena notar: a baixa produtividade do trabalho pode revelar um padrão democrático de distribuição da propriedade rural-urbana que explora grandemente o potencial da região para a utilização endógena das vantagens da especialização. Porque se a sistematização teórica do modelo de desenvolvimento regional não é tarefa de um texto único, determinar as possibilidades concretas de desenvolvimento regional de um território maior que a Itália continental não é tarefa de uma única vida.

EDITORAÇÃO

Imagem

Tabela 1     Indicadores selecionados da especialização dos Coredes e  do RS nas produções agropecuária, industrial e de serviços — 2000      COREDES E   RIO GRANDE  DO SUL      VAB  DA  AGROPECUÁ-   RIA/VAB          TOTAL  (%)
Tabela 1     Indicadores selecionados da especialização dos Coredes e  do RS nas produções agropecuária, industrial e de serviços — 2000      COREDES E  RIO GRANDE  DO SUL      VAB  DA  AGROPECUÁ-   RIA/VAB          TOTAL  (%)
Tabela 2               Indicadores selecionados da disponibilidade e da concentração dos recursos produtivos               e do tamanho do mercado interno dos Coredes e do RS — 2000  COREDES E  RIO GRANDE  DO SUL    PO/PIA   COM   RENDI- MENTO (%)
Tabela 2  Indicadores selecionados da disponibilidade e da concentração dos recursos produtivos  e do tamanho do mercado interno dos Coredes e do RS — 2000  COREDES E  RIO GRANDE  DO SUL    PO/PIA   COM   RENDI-  MENTO (%)
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Referências

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Grosso modo, o trabalho realizado pôde ser dividido em duas etapas complementares: A implementação do ambiente servidor, responsável pela persistência dos