ESTUDO DE COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. empresas líderes), otimização do número de empresas selecionadas por segmento analisado. ESTUDO DE COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. transportes e telecomunicações) podem ajudar a criar confiança através de parcerias público-privadas.
DIMENSÃO SISTÊMICA DA COMPETITIVIDADE
CAPACITAR-SE PARA ENFRENTAR UM CENÁRIO GLOBAL COMPETITIVO
ESTUDO DA CONCORRÊNCIA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. mudanças significativas nos processos produtivos, nas relações de trabalho e nas exigências educacionais da força de trabalho; Um dos aspectos mais visíveis do início da década de 1990 para os países em desenvolvimento – especialmente a América Latina – foi o renascimento de um espaço crescente no mercado financeiro global. A situação de iliquidez global após 1990, no contexto da globalização financeira, alterou significativamente o acesso dos países em desenvolvimento aos mercados financeiros e de capitais.
Gestão dos fluxos de financiamento e investimento estrangeiro Numa secção anterior, alertámos para o risco de uma entrada massiva de capitais especulativos de curto prazo, propondo a introdução de uma política de controlo e supervisão dos fluxos de capitais. PESQUISA SOBRE A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. posições relativas do dólar, do marco e do iene) - não deve ser influenciada ou condicionada por movimentos de capitais, nem deve servir para encorajar ganhos de capital provenientes de swaps cambiais.
OS FUNDAMENTOS SOCIAIS DA COMPETITIVIDADE
PESQUISA SOBRE A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. os problemas sociais adversos têm sido tímidos e não produziram resultados ou produziram apenas resultados limitados nos países desenvolvidos. PESQUISA SOBRE A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. indirectamente, incluindo a infra-estrutura física da economia, os recursos humanos disponíveis para a sociedade e o ambiente social como um todo. PESQUISA SOBRE A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. reconhecimento de que a educação pública é fundamental; e vai muito além de uma escola pública, no sentido de estatal e gratuita.
ESTUDO DE COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. menos desenvolvidas) e empresariais (empresas maiores ou menores, mais ou menos organizadas). ESTUDO DE COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA. pais, famílias, gestão de sindicatos e empresas) ou colectivamente (associações de pais e professores, residentes, sindicatos e entidades económicas), uma vez que a educação só realiza a sua finalidade social quando se torna um objectivo social engajado, cujas tarefas são unidas por todos os atores sociais.
SUPERAR A FRAGILIDADE TECNOLÓGICA E A AUSÊNCIA DE COOPERAÇÃO
A crise externa e interna que começou durante este período expôs o início de grande parte do esforço privado nacional de I&D; solicitações privadas de serviços tecnológicos; e dependência, por parte do sistema de C&T, do Estado e das empresas estatais. Portanto, houve um atraso significativo devido a: a) flutuações e crises do sistema de C&T; b) retirar investimentos das empresas públicas e enfraquecer os seus centros de I&D; c) o desmantelamento de estruturas, a estagnação e até a diminuição dos gastos tecnológicos do setor privado, que já eram bastante escassos. Contudo, vale ressaltar que, além da crise e até mesmo do desmantelamento de algumas estruturas internas de C&T, o fluxo de importação de tecnologia (através de licenciamento e outros meios) também diminuiu significativamente, estreitando ainda mais as oportunidades de aprendizagem das empresas brasileiras (ver Figura 5).
Esse envolvimento reflecte a escolha, como acima salientado, da inovação como ferramenta central da estratégia competitiva das empresas, e é evidente a partir da análise da proporção das despesas do sector empresarial nas despesas totais em I&D. Qualquer que seja a forma assumida (Conselho na Presidência da República, Câmara Interministerial ou unificação ministerial), enfatiza-se a necessidade de estabelecer um mecanismo de coordenação das políticas de C&T.
INFRA-ESTRUTURAS E COMPETITIVIDADE
No sector energético acumularam-se distorções que reflectem a perda de capacidade de planeamento segundo uma concepção integrada dos seus problemas, essencial para definir prioridades para a área. A complexidade das questões técnicas, jurídicas e financeiras e a dimensão estratégica envolvida na privatização das empresas deste sector recomendam que qualquer solução institucional adoptada, procure construir tanto a capacidade de planeamento integrado como a capacidade de regulação pública para preservar o setor. O reforço das actividades da Secretaria Nacional de Energia e o restabelecimento de um órgão colegial semelhante à Comissão Nacional de Energia, sem prejuízo da necessária descentralização operacional do sector, são medidas favoráveis à restauração da capacidade actualmente enfraquecida de gestão estratégica. planejamento no setor energético.
É conveniente examinar a possibilidade, se não eliminar tal dispositivo, de excluir a sua utilização no sistema de telecomunicações, tendo também em conta a potencial atractividade e rentabilidade de uma grande parte dos investimentos sectoriais a financiar. No fundo, trata-se de ter em conta as diferenças económicas e de rentabilidade entre os dois grandes segmentos do sector - a rede telefónica básica e os serviços de "valor acrescentado" - para evitar que a privatização se concentre neste último segmento e o empurre para o sector público . encargos correspondentes aos elevados custos e à grande escala de investimentos com retornos mais lentos associados à rede principal. e) Independentemente do modelo institucional adoptado, é fundamental restaurar a capacidade do sector de planeamento e regulação pública.
A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO PADRÃO DE FINANCIAMENTO: REFORMA TRIBUTÁRIA E FINANÇAS INDUSTRIALIZANTESTRIBUTÁRIA E FINANÇAS INDUSTRIALIZANTES
A retomada de um nível minimamente satisfatório de investimentos e poupanças agregadas exige: a) a recuperação das finanças do Estado; b) criação de financiamento para a industrialização. As reformas estruturais básicas para o desenvolvimento competitivo incluem assim a articulação de um sistema de financiamento capaz de canalizar a liquidez sistémica para apoiar o investimento. Portanto, a falta de um sistema de crédito diversificado e o desequilíbrio fiscal e financeiro do Estado constituem limitações básicas para o crescimento sustentável e a reestruturação do sistema produtivo.
Em casos excepcionais de descasamentos ou problemas de serviço nas operações de longo prazo, especialmente em circunstâncias recessivas, será necessário fornecer uma reserva mínima para os bancos privados através do sistema de refinanciamento centrado no BNDES. Estas medidas imediatas, embora possíveis e necessárias mesmo em condições inflacionárias como as actuais, estão longe de ser suficientes para estabelecer um novo padrão de financiamento.
DIMENSÃO EMPRESARIAL DA COMPETITIVIDADE
INTRODUÇÃO
Como se verá mais adiante, a indústria brasileira, apesar de caminhar em direção a novas formas de organização gerencial e produtiva, o faz em níveis insatisfatórios e com velocidade insuficiente. Com a excepção de um pequeno número de empresas líderes, os grupos empresariais ainda não parecem preparados para a magnitude dos riscos e desafios colocados pelas rápidas mudanças tecnológicas, pela forte pressão competitiva global e pelas crescentes exigências dos utilizadores. No entanto, antes de embarcar nas recomendações para a reforma do sistema empresarial brasileiro, é essencial compreender o modelo em evolução das empresas competitivas e analisar a recente regulamentação da indústria no contexto da instabilidade macroeconómica da década de 1980 e início da década de 1990.
No entanto, é necessário sublinhar que o retrato que emerge ao longo da CEBI é o de um sistema industrial que, apesar das enormes dificuldades macroeconómicas e políticas e da adoção forçada de estratégias defensivas, demonstrou uma notável capacidade de adaptação e renovação com vitalidade. Há uma sensação de que a economia industrial brasileira amadureceu na crise e está preparada para retomar o desenvolvimento competitivo se tiver um estudo que seja capaz de ordenar a estabilização, reorganizar o financiamento e coordenar no bom sentido os fatores sistêmicos de competitividade.
O NOVO MODELO DE EMPRESA
Apesar de funcionarem como uma forma não coercitiva (não burocrática) de coordenação económica, os mercados não actuam automaticamente como indutores de cooperação. A formação de redes cooperativas abre, portanto, a possibilidade de desenvolver novas formas de organização empresarial melhores do que aquelas baseadas em hierarquias verticais. Em resumo, este conjunto de características sublinha a inequívoca obsolescência do modelo vertical-hierárquico de organização empresarial.
Os desafios competitivos modernos impõem à gestão das empresas a tarefa de definir e implementar políticas - organizacionais e operacionais - que incentivem comportamentos que visem a melhoria contínua da eficiência dos produtos e processos. A participação extensiva e intensiva da força de trabalho nos processos de aprendizagem requer uma ampla difusão de atitude empreendedora em toda a organização.
ESTRUTURAS VITORIOSAS E AS DEFICIÊNCIAS BRASILEIRAS
Isso exige políticas de compras que privilegiem insumos com características que favoreçam a competitividade das empresas estatais. Este atraso pode ser evidenciado pela pequena dimensão absoluta e relativa dos grupos empresariais de capital nacional, em termos de vendas ou de capitais próprios. Os grupos empresariais nacionais, que já eram relativamente pequenos em dimensões comparativas internacionais (em termos de activos e rendimentos) no final da década de 1970, tornaram-se ainda mais obsoletos quando comparados com grupos empresariais de países desenvolvidos ou mesmo com grandes grupos de países recentemente industrializados. . como a Coreia (Tabela 1 e 2).
Por exemplo, um grande número de grupos empresariais japoneses contém um tipo específico de configuração. Constituem, portanto, grupos empresariais com elevado grau de sinergia interna, quer na dimensão tecnológica (e técnica), expressa pela complementaridade das suas atividades industriais e de serviços; seja na dimensão gerencial-organizacional, devido à alta intensidade de cooperação dentro do grupo, em diferentes níveis.
O SENTIDO DEFENSIVO DAS ESTRATÉGIAS
Os planos de investimento das empresas líderes no painel de empresas inquiridas pelo ECIB mostram que estas empresas não esperam quaisquer alterações substanciais à situação actual num futuro próximo. Como este trabalho mostrará, a fase de desenvolvimento da indústria brasileira nos próximos anos exigirá mudanças qualitativas nos procedimentos de compra/produção/vendas para otimizar a capacidade de produção existente. A disponibilidade do sector para procurar alternativas no sistema financeiro é muito cautelosa, especialmente para formas de financiamento mais avançadas, como a captação de recursos no mercado externo, área ainda limitada a algumas empresas nacionais.
INVESTIGANDO A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA Contar com recursos gerados por outras áreas do grupo 16. Contudo, deve-se notar que as medidas de ajuste adotadas pouco fizeram para corrigir as deficiências mais graves do sistema empresarial brasileiro.
RECOMENDAÇÕES ÀS EMPRESAS E PROPOSTAS DE POLÍTICA
Contudo, como mostra a Tabela 9, as empresas destes sectores registaram o maior declínio nas despesas entre o final da década de 1980 e 1992. Nos sectores de bens de capital mecânicos, as empresas têm despesas elevadas em I&D e pelo menos metade da força de trabalho está no ensino superior. Na agroindústria existem excelentes condições para que as empresas se posicionem agressivamente nos mercados, com base no desenvolvimento de tecnologias de produtos.
Neste sentido, as empresas brasileiras prestam especial atenção aos esforços de vendas: a despesa com vendas das empresas entrevistadas pelo ECIB ronda os 4,7% das receitas e é naturalmente superior nos sectores produtores de bens de consumo (cerca de 8% das receitas). . Em suma, a competitividade moderna exige que as empresas tratem o trabalho como um recurso e não como um custo.
DIMENSÃO ESTRUTURAL DA COMPETITIVIDADE
FUNDAMENTOS ESTRUTURAIS DA COMPETITIVIDADE
O movimento das principais empresas globais no sentido da melhoria dos produtos reflecte estratégias para estimular mercados que tendem a estagnar. Nos países desenvolvidos, existem sinais claros de saturação do consumo per capita de produtos básicos, exacerbados pelo crescimento populacional negativo ou próximo de zero. Os mercados de produtos com maior conteúdo tecnológico não só são mais dinâmicos, como oferecem maiores margens de rentabilidade.
Por outro lado, exigem investimentos em P&D de produtos e, em muitos casos, também de processos, bem como em novos equipamentos. O aumento do conteúdo tecnológico do portfólio de produtos dos países líderes exacerbou a lacuna tecnológica na divisão internacional do trabalho em relação à agenda produtiva dos países em desenvolvimento.