Consiste em capítulos que compartilham o materialismo histórico dialético e os fundamentos da psicologia sócio-histórica. P474 Pesquisa e intervenção em psicologia sócio-histórica: temas emergentes e práticas contemporâneas / Alvaro Marcel Palomo Alves, Ednéia José Martins Zaniani, Renata Heller de Moura (org).
INTRODUÇÃO
Contribuições da psicologia
A organização deste livro atende parcialmente ao desejo de demonstrar que a produção teórico-metodológica e técnico-assistente da psicologia sócio-histórica continua em sua prontidão para construir e desenvolver uma "outra" psicologia no Brasil. A criança de hoje na escola de ontem: reflexões a partir da psicologia sócio-histórica", é um capítulo que denuncia contradições e anacronismos históricos na habitual relação entre a categoria infância e a instituição escolar.
A mediação emocional na gênese do psiquismo e sua relevância
- As emoções na psicologia: o que dizem os manuais?
- Emoções e sentimentos: aproximações sócio-históricas Vigotski não começou sua vida profissional na psicologia,
- Vivência: um conceito dialético
- Afetos e vivências: potências na pandemia
Na tentativa de conciliar as emoções e o conceito de ambiente, Vygotsky (2010) propõe o conceito de perejevânie (experiência) como a entidade que permite ao sujeito adquirir de forma única o ambiente em que vive. e o conceito de meio ambiente, propõe a Vygotsky (2018) o conceito de perejevânie (experiência) como a entidade que possibilita ao sujeito adquirir de forma única o meio em que vive.
A práxis como categoria ontológica da pesquisa e intervenção
As contradições do campo da saúde à luz da filosofia da práxis A implementação de um sistema universal de saúde no Bra-
As reformas sanitária e psiquiátrica buscam estabelecer uma nova forma de pensar e fazer práticas de saúde, pois visam estabelecer uma nova organização social. Nada do que explicamos pode ser entendido de uma vez por todas.
A práxis revolucionária como exercício da filosofia marxista A palavra práxis é usualmente associada ao termo “práti-
Nesse sentido, a filosofia da prática de Gramsci reforça o papel da filosofia em Marx como atividade revolucionária de intervenção no mundo. Em contraste com a prática criativa, a "prática repetitiva ou imitativa" é caracterizada precisamente pelo caráter de repetição.
A práxis psicossocial como práxis revolucionária
Essa prática se fundamenta em saberes construídos no interior do campo polissêmico denominado saúde coletiva. A atenção psicossocial é atualmente o guia legal para a organização da política pública de saúde mental no Brasil.
A autocrítica do processo criativo em Vigotski
Primeiras reflexões: intercâmbio entre arte, educação e psico- logia da criatividade
O próximo momento que compõe o processo de construção de uma nova imagem é a associação dos elementos dissociados em uma nova combinação. Ao mesmo tempo, propõe uma explicação dinâmica da atividade psicológica através de uma trajetória de mudanças desde o nascimento até a idade adulta.
Últimas proposições: os interesses como força motriz, o con- ceito como direção (no interior de uma situação social de desen-
O resultado desse esforço aparece pela primeira vez neste texto de 1930, na forma de anúncio de uma importante conquista. Em outras palavras, uma neoformação é o resultado de um agrupamento funcional, de uma nova síntese do sistema de conexão entre funções elementares (percepção, pensamento, linguagem, memória, atenção etc.) . base.
Finalmente o conceito de criatividade em Vigotski
Assim, explicar a constituição do psiquismo sem perder de vista a materialidade, que se manifesta em diversas substâncias e formas, é um grande desafio que nem sempre os intérpretes de Vygotsky compreendem. Desde então, as contribuições de Vygotsky sobre a psicologia da criatividade podem ser encontradas em trabalhos do campo da psicogênese infantil.
Contribuições da psicologia sócio-histórica para a pesquisa
A psicologia e seus compromissos históricos
15 A atenção psicossocial tem sido definida como um conjunto de ações teórico-práticas, político-ideológicas e éticas que vão além do modelo manicomial e são capazes de constituir um novo paradigma para as práticas de saúde mental (Costa-Rosa et al., 2003). Essa visão contribuiu para que o homem fosse entendido como um sujeito livre dotado de potencialidades inatas e o contexto social fosse entendido como um mero espaço de cultivo.
A psicologia sócio-histórica como escolha
Para a psicologia sócio-histórica, o ser humano singular é um ser social, torna-se humano apropriando-se do mundo por meio do que as gerações que o antecederam construíram, material e intelectualmente. Como vimos, a psicologia sócio-histórica não nega ou neutraliza o sujeito social e epistemologicamente, mas "busca salvá-lo efetivamente como tal, em sua condição social, histórica e, fundamentalmente, em sua condição de sujeito ativo, que distorcem da realidade que constrói” (Kahhale & Rosa, 2009, p. 48).
Estranhando concepções naturalizadas de infância e adoles- cência
Quando se trata desse segmento da população, o sofrimento psíquico parece estar associado a comportamentos desregulados, forjando o entendimento de saúde mental como sinônimo de ajustamento social. Nas pesquisas voltadas para a saúde mental infanto-juvenil, escolhemos a psicologia sócio-histórica como guia para nossas análises.
Desnaturalizando o campo da saúde mental infantojuvenil A desnaturalização das formas como compreendemos e
A partir da década de 1940, o Estado24 passou a se envolver formalmente na orientação da puericultura no Brasil. Retomar parte da trajetória histórica da construção do campo da saúde mental de crianças e adolescentes e alguns detalhes do percurso da assistência à criança e ao adolescente no Brasil sustentam a afirmação de que as ações eram voltadas para esse segmento da população.
Contribuições da leitura sócio-histórica para uma compreen- são crítica e ampliada do sofrimento psíquico
Como política pública de saúde, a atenção à saúde mental será estruturada especialmente a partir dos anos 2000 no Brasil. Em 2011 - por meio de portaria, o Ministério da Saúde organizaria a atenção à saúde mental por meio dos diversos componentes da chamada Atenção Psicossocial - RAPS.
A criança de hoje na escola de ontem
Infância: uma construção histórica
Nesta obra, Ariès (1986), com base na iconografia, propõe uma concepção de infância que teria começado na Idade Média para demonstrar que antes da modernidade não havia sentido ou consciência da diferença entre crianças e adultos. Nesse caso, o "sentimento de infância" favoreceu primeiro o menino, enquanto as meninas persistiram por mais tempo no modo de vida tradicional que as confundia com os adultos.
Os limites da universalidade
O olhar histórico traçado por Philippe Ariès estimulou estudos e reflexões sobre o tema da infância e do estado da criança na sociedade ocidental, colocando no centro do debate as particularidades desse período inicial da vida. Nesse sentido, Marx (1985) a partir das condições concretas de vida mostrou a posição das crianças que, apesar de serem crianças por fatores biológicos, não estavam isentas da violência, do trabalho e da responsabilidade do mundo dos adultos. confirmou a inexistência de um período específico e especial para os filhos da classe trabalhadora.
O ‘nascimento’ da infância no contexto brasileiro
Assim, defenderemos que o conceito de infância é uma construção histórica e buscaremos esclarecer as contradições e conflitos inerentes à ideia de pensar esse conceito a partir de uma perspectiva a-histórica, portanto, caminharemos no sentido de propor uma reflexão sobre o estado de infância. A criança no contexto histórico brasileiro. Portanto, estender o “sentido da infância” (Ariès, 1986) a todas as crianças significa tratar a infância como um dado universal, a-histórico e, portanto, ideologizado.
A escola de ontem ‘ensinando’ a criança de hoje
Na segunda metade do século XX, na obra “Educação não é privilégio”, Teixeira (1957) empenha-se em defender a educação pública como um direito de todos. Na obra "Escola e Democracia", Saviani analisa as teorias pedagógicas instituídas no século XX como proposta para a educação brasileira e suas relações contraditórias com os processos de emancipação humana.
O ensino tradicional versus a criança atual
Nesse sentido, após várias décadas de críticas, análises e constatações, quais seriam os desafios contemporâneos da educação pública no Brasil. Falar sobre as necessidades e fragilidades do espaço escolar, no contexto da educação pública, nos faz pensar, além da metodologia ultrapassada, sobre outros fatores que comprometem as condições de ensino-aprendizagem.
Quem é a criança de hoje?
Essa velocidade também se dá por meio do consumo, contingência básica do modo de produção capitalista. Consideradas hiperativas, irritáveis, desatentas, preguiçosas, espertas ou 'afinadas', as crianças de hoje, como a maioria dos adultos, estão totalmente voltadas para as tecnologias digitais, porém, ao contrário das nascidas nas gerações x, y e z (nascidas a partir dos anos e e 2000, respectivamente), são identificados como a geração alfa (nascida a partir de 2010), que já estava "imersa no mar da tecnologia".
Entre desencontros e percalços: algumas possibilidades?
Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil", IX Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil". Obtido em https://www.yumpu.com/pt/document/read/13523122/cade-a- -crianca-do-aries-que-estava-aqui-a-fabrica-comeu.
O trabalho na atenção psicossocial
Ouvindo alguns atores sociais
O município em questão possui três residências terapêuticas: duas masculinas (implementadas em 2006 e 2011), com dez residentes em cada uma delas; e uma feminina (implementada em 2008) com oito residentes. Em termos conceituais, segundo o Ministério da Saúde, esses serviços são chamados de residências terapêuticas.
A categoria trabalho no contexto da atenção psicossocial O que confere ao trabalho a qualidade de atividade exclu-
A gênese do modo de produção capitalista está na relação entre o trabalhador, que vende sua mercadoria 'força de trabalho', e o capitalista, proprietário dos meios de produção, que os compra e paga, geralmente na forma de um 'remuneração'. No entanto, esse valor refere-se apenas à força de trabalho do trabalhador e não à riqueza total que ele produz.
O processo de implantação das residências terapêuticas: per- calços e alcances
O trabalho em saúde voltado para as necessidades humanas visa a produção do cuidado como resultado. Mais adiante, a autora defende o potencial da atenção primária à saúde e destaca a formação generalista em oposição à lógica fragmentada das especializações, especialmente no contexto da atenção psicossocial.
Processos de trabalho nas residências terapêuticas: da assis- tência prestada ao imaginário social sobre a loucura
Aí eu comecei a conversar com ele pra ver se ele jogava o caco no chão ou devolvia, sabe... mas eu mantive distância dele... só pra caso, sabe, eu fugisse. O Ipê Amarelo leva em consideração a individualidade de cada morador e a importância de considerá-la na produção do cuidado diário: “a gente conhece.
O trabalho na atenção psicossocial em direção à autonomia Tomando como referências as discussões empreendidas
Saúde mental em dados: o boletim eletrônico de dados da Política Nacional de Saúde Mental. Esclarecimentos sobre mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional de Medicamentos.
Medidas socioeducativas: significados e sentidos atribuídos ao plano individual
Nesse sentido, o sujeito se forma pela mediação, pelo processo de significação no confronto eu-outro das relações sociais. Nessa perspectiva, o significado de uma palavra é muito mais amplo do que seu significado e é a soma de todos os eventos psicológicos produzidos pelo sujeito diante da realidade e deve ser entendido como uma "..unidade contraditória do simbólico e do emocional (Aguiar & Ozella, 2013).
Metodologia
Definidos os indicadores e seu conteúdo, retomamos o material das entrevistas e notas do diário de campo e fizemos uma primeira seleção de trechos que elucidavam os indicadores. Segundo os pesquisadores, os núcleos devem ser construídos de forma que sintetizem as mediações constitutivas dos sujeitos e expressem seus aspectos essenciais, superando os pré-indicadores e indicadores.
Resultados e discussão
Sobre a participação do adolescente e da família na construção do PIA, a perita Alice aponta as limitações e enfrentamentos encontrados no processo de implementação das medidas e do PIA e destaca que as famílias comprovam que precisam de um acompanhamento mais frequente. . Além disso, constatamos que um problema muito evidente nas falas do especialista é a efetividade do PIA para o processo de transformação social do adolescente.
Reinserção social: Um conceito necessário às práticas
São conhecidas iniciativas dissonantes, algumas propostas por membros da Liga Brasileira de Higiene Mental, ainda no início do século XX, como clínicas de saúde mental e autoajuda para famílias, como apontaram Frazatto e Beltrame (2016). O fato de essas instituições desempenharem funções que vão além de critérios médicos e sintomatológicos não é exclusividade do referido período histórico.