Ensino superior e mercado de trabalho: visões, expectativas e interesses e sua relação com as demandas no desenvolvimento profissional de administradores / Fabiana Holler Baptista (org.). O livro “O Ensino Superior e o Mercado de Trabalho: Concepções, Expectativas e Interesses e sua Relação com as Demandas no Desenvolvimento Profissional do Administrador” é composto por seis capítulos: o primeiro capítulo aborda aspectos históricos; o segundo capítulo apresenta os aspectos conceituais; o terceiro capítulo, aspectos políticos internacionais e nacionais; o quarto capítulo apresenta pesquisas de mestrado e doutorado já publicadas sobre o tema; o quinto capítulo aborda os procedimentos metodológicos para coleta de dados; o sexto capítulo destaca as unidades de análise e por fim as conclusões sobre os temas discutidos e analisados.
EDUCAÇÃO SUPERIOR: TRABALHO E INTERESSE
Assim, “os estágios situam-se na fronteira entre o sistema de formação e o mercado de trabalho, entre a formação e a atividade produtiva” (OLIVEIRA, 2011). Além de ser uma das competências que o mercado de trabalho exige, também parece ser um debate entre os pesquisadores.
2 Em seu texto, o autor argumenta que a divergência central entre a UNESCO e o Banco Mundial reside na concepção da importância do financiamento público do ensino superior defendida pelo primeiro, ao contrário do Banco Mundial. Partindo da ideia do ensino superior como um “bem privado”, com interesse de mercado, enfatiza-se a necessidade de manutenção da tendência contínua na região, de sua expansão via setor privado (GUIMARÃES, 2013).
ASPECTOS DA POLITICA NACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO SUPERIOR E MERCADO DE TRABALHO
O modelo ITA influenciou a modernização do ensino superior no Brasil, especialmente na criação da Universidade de Brasília. Dessa forma, uma nota e uma breve contextualização da legislação do ensino superior no Brasil permitirão um diagnóstico sob um ângulo mais amplo.
A LEGISLAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASIL
ESTUDOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS SOBRE EDUCAÇÃO SUPERIOR E MERCADO DE TRABALHO
A problemática da educação e do mercado de trabalho e suas transformações que ocorrem atualmente na sociedade, muitas vezes em decorrência de mudanças tecnológicas e organizacionais no mundo do trabalho, têm aparecido com grande destaque em debates e estudos relacionados a temas que remetem às relações entre a educação. qualificação e o mercado de trabalho, especialmente a formação profissional. Os estudos atuais realizados sobre educação e mercado de trabalho são apresentados por grandes pesquisadores como: Silvia Maria Manfredi (1998) que em seu artigo intitulado. Vale destacar que as poucas oportunidades de exercícios práticos oferecidas durante o processo de graduação e relacionadas às dificuldades de articular a formação científica e profissional de forma integrada, contribuem para o sentimento de incerteza vivenciado pelo aluno, para a concepção de uma formação fragmentada. perfil e fragilização na construção de uma identidade profissional que dificulta a visualização de perspectivas concretas de ingresso no mercado de trabalho (GOLDIN, 2002).
O Estado deve promover a criação de novos empregos através de políticas públicas, as empresas devem contribuir para a especialização dos seus profissionais e o sistema educativo deve, além da formação profissional, oferecer a educação dos homens e dos cidadãos. Portanto, segundo Terribili, cabe ao Estado promover a criação de novos empregos através de políticas públicas que estimulem e apoiem os trabalhadores e as empresas, bem como estabelecer programas que incentivem a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Contudo, alguns estudos sugerem que a satisfação dos egressos também afeta o seu desempenho no mercado de trabalho” (MORILHA et al., 2012).
ANÁLISES DAS DISSERTAÇÕES DE METRADO TESES DE DOUTORADO
O estudo desenvolvido por Larissa Medianeira Bolzan sobre os Processos de Ensino, Aprendizagem e Avaliação nos Cursos Superiores na percepção de professores e alunos, apresentado em 2017 ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul , como. No Brasil, participaram da pesquisa os Protagonistas que fizeram parte dos dois primeiros cursos superiores de Administração oferecidos pelas universidades públicas em 2015/2. Em Portugal também foram escolhidos os Protagonistas que em 2016/2 os cursos superiores de Administração nas primeiras universidades públicas que ofereciam o ensino de práticas comerciais, e após alguns desenvolvimentos, o ensino superior em Administração (BOLZAN, 2017).
Esta pesquisa realizada pelo autor comparando Brasil e Portugal permitiu mostrar as semelhanças e diferenças nos cursos superiores de Administração. Cláudia de Salles Stadtlober fala em sua tese de doutorado sobre o tema Qualidade do ensino superior no curso de administração: a avaliação dos egressos. Em sua análise, Stadtlober confirma que as hipóteses apontadas na pesquisa foram cumpridas, e apresenta como tese: a qualificação dos graduados em administração para a empregabilidade se dá pela qualidade do ensino superior e pelo envolvimento do aluno em sua formação.
OBJETIVOS
Após o esboço preliminar da revisão bibliográfica, este capítulo descreve o procedimento que serviu de suporte à pesquisa, incluindo as abordagens epistemológicas, a metodologia, as técnicas adotadas para sua consolidação, o que possibilitou realizar uma análise dos resultados alcançados . , visando solucionar o problema levantado nesta investigação. Além disso, caracterizou-se a estrutura utilizada, a definição das variáveis do estudo que servirão de base à investigação e a descrição de como os dados foram coletados e processados para a posterior análise dos resultados.
CONTEXTO DA PESQUISA
Segundo dados do IBGE, hoje o município de Vilhena conta com diversas instituições de ensino superior: Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia - (IFRO), Faculdade de Educação e Cultura de Vilhena (UNESC), Associação Vilhenense de Educação e Cultura (AVEC), Faculdade da Amazônia (FAMA/IESA), Faculdade Cândido Rondon (FARON), Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA), Faculdade Santo André (FASA).
SUJEITOS DA PESQUISA E LOCAL PESQUISADO
Os dados foram coletados em visitas pessoais a instituições de ensino superior, empresas e egressos do curso de administração escolhido para preenchimento dos questionários. Com autorização dos professores, os questionários foram entregues durante o período de aula, para serem respondidos pelos alunos e depois devolvidos, cada turma recebendo uma única visita da pesquisadora. Para não atrapalhar o andamento das aulas na faculdade e de acordo com a disponibilidade dos professores, as gravações das quatro turmas do curso de administração foram realizadas em dias alternados.
Os questionários foram entregues juntamente com cópia da carta de consentimento, sem identificação pessoal do entrevistado, e foram recolhidos alguns dias após a entrega. Neste momento, os participantes receberam um envelope com uma carta de consentimento da pesquisadora e questionários. Os questionários foram então enviados por e-mail junto com uma cópia da carta de consentimento e a resposta devolvida alguns dias após a entrega.
COLETA E UNIDADE DE ANÁLISE
Os envelopes com as pesquisas foram recolhidos após sete dias, dependendo da disponibilidade do empreendedor. Em relação à pesquisa realizada com os egressos, foi realizado contato telefônico com os mesmos, informando-os sobre a pesquisa e convidando-os a participar. Mas mais do que qualquer outro instrumento de pesquisa, a relação criada entre pesquisador e pesquisado na entrevista é de interação, com clima de influência mútua entre eles, ou seja, de reciprocidade entre quem pergunta e quem responde, como mencionam os autores Lüdke e Andre “em entrevistas não totalmente estruturadas, onde não é imposta uma sequência rígida de perguntas, o entrevistado fala sobre o tema proposto com base nas informações que possui, que são essencialmente o verdadeiro motivo da entrevista” (2015).
Enquanto outros instrumentos selam seu destino no momento em que saem das mãos do pesquisador que os criou, a entrevista ganha vida quando se inicia o diálogo entre o entrevistador e o entrevistado (LÜDKE; ANDRE, 2015). Essa ferramenta é muito utilizada em análises qualitativas, onde o entrevistador possui uma lista de perguntas a serem respondidas, cabendo ao pesquisador não utilizar todas elas em todas as entrevistas, bem como alterar a ordem das perguntas dependendo da direção. a entrevista está sendo realizada. . Por fim, foram realizadas entrevistas com 3 acadêmicos, 2 empresários e 3 professores e 1 graduado, as quais foram agendadas de acordo com a disponibilidade de cada participante.
FUNDAMENTOS E ORIENTAÇÕES SOBRE O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
Seguindo as orientações e princípios estabelecidos nos pareceres n.º 767/97 e 583/2001, os currículos nacionais do grau de bacharel em administração foram determinados através da resolução CNE/CES n.º 4, de 13 de Julho de 2005, sob a forma de grau de bacharel. Outro ponto relevante que precisamos ressaltar nas diretrizes curriculares nacionais do curso de administração é o incentivo à iniciação científica conforme descrito na seção VIII. Nesse sentido, conforme mencionado anteriormente, foram criadas as diretrizes curriculares para orientar a metodologia de formação de cada curso de bacharelado em nível nacional, em termos do perfil desejado do egresso, com base nas competências e habilidades necessárias ao mundo do trabalho.
Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares, ao substituirem o currículo mínimo, transferem às instituições de ensino superior a responsabilidade de desenvolver um projeto pedagógico que atenda às exigências de formação profissional dos gestores com as necessidades do mercado de trabalho. É importante ressaltar que embora o artigo 4º das Diretrizes Curriculares para a Graduação da Administração inclua competências e habilidades de natureza técnica, há também uma preocupação quanto à oferta de formação básica. Com base no que foi destacado até aqui, pode-se dizer que as Diretrizes Curriculares para o curso de graduação em administração apresentam-se como diretrizes para a criação de projetos pedagógicos para instituições de ensino superior e como tal fornecem conceitos que representam a ideia geral ou plano de formação deste profissional.
INSERÇÃO PROFISSIONAL DOS EGRESSOS
Ademais, destacamos também que no Art 4º inciso VII é feito um apelo às instituições de ensino superior para que formem profissionais capazes de serem empreendedores que, além de atenderem às demandas das organizações, esse processo se consolidou na terceirização de mão de obra e no surgimento das microempresas resultantes da flexibilidade da economia face a um mercado globalizado. segmento dos resultados alcançados é dedicado à fase de transição universidade-mercado de trabalho e o terceiro centra-se na própria inserção profissional na área de formação dos licenciados. O gráfico acima mostra-nos que 7,69% dos licenciados exercem a sua atividade laboral atual no setor terciário classificado em transportes, 30,77% em serviços e 38,48%. De acordo com o gráfico 12, percebe-se que 30,77% dos egressos realizam seu trabalho em uma grande empresa, 38,46% em uma empresa de médio porte, o que constitui a maioria dos entrevistados, 23,08% em uma microempresa, enquanto aqueles que tatuam em as pequenas empresas totalizam 7,69% dos entrevistados.
Segundo dados da Tabela 2, 76,92% dos graduados estão empregados no setor privado, representando a maioria dos estudos, 7,69% trabalham como funcionários públicos e 15,38% são autônomos. Conforme mostra a Figura 4, 69,23% dos egressos que ingressam no mercado de trabalho indicam que o trabalho realizado está relacionado à formação. Dos egressos que participaram da pesquisa, 38,46% relataram que conseguiram o primeiro emprego na área de formação entre 1 e 2 meses após a conclusão do curso, 15,38% entre 3 e 4 meses, os que após 1 ano iniciaram o trabalho, o o percentual aumenta 15,38%, enquanto aqueles que escolheram a opção ‘Outros’ representam 30,77% dos graduados.
CONCEPÇÕES, EXPECTATIVAS E INTERESSES DOS ALUNOS
A existência de um amplo mercado de trabalho A falta de opções A influência de outro condutor (pai). Segundo a Pós-Graduação, o aprendizado na Faculdade é suficiente para competir e atuar como gestor no mercado de trabalho. Segundo o professor, o aprendizado na Faculdade é suficiente para concorrer e atuar como administrador no mercado de trabalho.
Na opinião dos empresários, o aprendizado na Faculdade é suficiente para concorrer e atuar como administrador no mercado de trabalho. O aprendizado presencial é pouco comparado ao que é necessário para ingressar no mercado de trabalho. Quando os pesquisados foram questionados quais seriam os obstáculos para os recém-formados em administração ingressarem no mercado de trabalho.
Por fim, o terceiro ponto de conflito baseia-se nas barreiras à entrada de recém-formados em administração no mercado de trabalho. Ensino superior e mercado de trabalho: problemas enfrentados pelos profissionais do ensino superior ao ingressarem no mercado de trabalho.
AGRADECIMENTOS
AUTORA
Fabiana Holler Baptista