CLT Consolidação das Leis Trabalhistas CTPS Carteira de Trabalho e Previdência Social AD depois de Cristo. Após esta primeira verificação, é necessário analisar os efeitos surgidos no direito do trabalho, destacando o aspecto da subordinação, do lançamento na carteira de trabalho e da proteção jurídica do ponto de vista da medicina do trabalho.
ACEPÇÃO DO VOCÁBULO
Apesar da divisão do trabalho dado em troca de dinheiro, vale destacar que o sentido deste autor se dá para fins penais durante a concepção do art. 228 do Código Penal – favorecendo a prostituição. Contudo, a maioria dos entendimentos associa a prática da prostituição à díade ato sexual-ganho financeiro.
ASPÉCTOS HISTÓRICOS
- Grécia
- Roma
- Idade Média
- Séculos Subseqüentes
Os meninos adolescentes eram preferidos pelos homens gregos, embora a prostituição explícita por dinheiro fosse proibida. Com origens um tanto desconhecidas pela falta de registros e pela grande quantidade de lugares e mulheres que viviam do sexo, parte da história da prostituição na Idade Média pode ser contada através de anedotas literárias escritas principalmente por médicos e advogados.
ANOTAÇÕES SOBRE PROSTITUIÇÃO E DIREITO ESTRANGEIRO NA
Os bordéis foram legalizados e as prostitutas passaram a ter direitos de qualquer trabalhador, ou seja, carteira assinada, plano de saúde e pensão. De acordo com o texto da lei, as prostitutas poderão assinar contratos de trabalho unilateralmente, permitindo-lhes escolher livremente os seus clientes e decidir quais os serviços a prestar, sem que os proprietários dos bordéis possam protestar.
A PROSTITUIÇÃO NO BRASIL
Prostituição e legislação trabalhista
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não inclui a prostituição entre as categorias de trabalhadores, nem há norma em qualquer outro ramo do direito brasileiro. Parágrafo único - O direito consuetudinário será fonte subsidiária do direito do trabalho na medida em que for incompatível com os seus princípios fundamentais.
Projeto de Lei nº 98/2003
8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, por meio da jurisprudência, da analogia, da igualdade e de outros princípios e normas gerais do direito, principalmente do direito do trabalho e, também, segundo os costumes e usos, do direito comparado, mas sempre de forma que nenhum interesse de classe ou privado prevaleça sobre o interesse público. Com a aprovação do projeto e, consequentemente, a regulamentação do trabalho das profissionais do sexo, elas passam a ter direito a se aposentar com menos jornada de trabalho e com uma contribuição menor.
Modos de Prostituição
Propõe ainda uma contribuição de 5% (cinco) sobre o salário das profissionais do sexo, face aos actuais 20% (vinte), e um menor tempo de trabalho antes da reforma. Porém, embora não seja uma regra, é evidente que ainda existem lares onde os profissionais são verdadeiros empregados dos proprietários ou gestores. Por fim, a prostituição de baixo nível é uma prostituição composta por trabalhadores de diversas idades, geralmente pessoas da periferia, que negociam seus corpos diretamente com o cliente na rua ou em algum outro local escolhido para expô-los.
RELAÇÃO DE EMPREGO, RELAÇÃO DE TRABALHO E CONTRATO DE
CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO
Teoria contratualista, anticontratualista e contrato-realidade
O contrato de trabalho era uma espécie de contrato de venda – o trabalhador vendia o seu trabalho e recebia uma remuneração76. A relação de trabalho deriva do tema de que a empresa é uma comunidade de trabalho na qual o trabalhador está inserido. Ambas as teorias explicadas acima são desconexas, haja vista que na relação de trabalho “[..] há desrespeito à regulação da vontade de criação do vínculo de trabalho, o que significa a incorporação do trabalhador à sociedade pela prestação de serviços.
Por outro lado, a teoria da realidade contratual entende que, apesar da existência de um contrato, uma relação jurídica de trabalho é, na verdade, criada pela prestação de um serviço numa determinada empresa. Disciplina de Direito do Trabalho: História e Teoria Geral do Direito do Trabalho: Relações Individuais e Coletivas de Trabalho, 16 ed.
Natureza Jurídica e a Lei brasileira
CONCEITUAÇÃO
Cria-se vínculo empregatício sempre que alguém presta algum tipo de serviço a outra pessoa (física ou jurídica). É necessário verificar inicialmente a dissonância entre vínculo empregatício, vínculo empregatício e contrato de trabalho, conforme pode ser visto a seguir. Desta forma, toda relação de trabalho é uma relação de trabalho, mas nem toda relação de trabalho é uma relação de trabalho66.
Neste espírito, Sérgio Pinto Martins ensina que “[..] relação de trabalho é o género que inclui trabalho independente, ocasional, [..] biscate, etc. Martins afirma que o contrato de trabalho é “[..] o negócio jurídico entre uma pessoa física (trabalhador) e uma pessoa física ou jurídica (empregador) em relação às condições de trabalho"90.
CARACTERIZAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO
DIFERENCIAÇÃO DOS CONTRATOS AFINS
- Contrato de trabalho e locação de serviço
- Contrato de trabalho e empreitada
- Contrato de Trabalho e a representação
- Contrato de trabalho e mandato
- Contrato de trabalho e sociedade
- Contrato de trabalho e parceria
Em seguida, distingue: “'relação de trabalho jurídica' é aquela que resulta de contrato de trabalho (subordinado ou não), denominada 'relação de trabalho' quando se trata de contrato de trabalho subordinado”69. O contrato de trabalho pode envolver qualquer trabalho, como trabalho autônomo, trabalho ocasional, trabalho independente, empresário, etc. No contrato há autonomia na prestação do serviço, não há subordinação como no contrato de serviço.
No contrato, o sujeito pode ser pessoa física ou jurídica, diferente da que consta do contrato de trabalho. Se assim fosse, não haveria um acordo de parceria, mas sim um contrato de trabalho.
ELEMENTOS ESSENCIAIS DO CONTRATO DE TRABALHO
O contrato de trabalho não deve ser confundido com o contrato social, pois não se trata de subordinação do empregado à gestão do empregador. Outras diferenças se destacam: a celebração de parceria pode ser entre pessoas jurídicas, ao contrário de um contrato de trabalho, onde, como já explicado, o trabalhador é necessariamente uma pessoa física. Trata-se de um contrato de risco, do qual o trabalhador se distancia de assumir os riscos da atividade económica118.
O termo utilizado por Gomes e Gottschalk, ao tratar da continuidade do relacionamento, é contrato de tratamento sucessivo. Dito isto, conclui-se que o tratamento consecutivo é um requisito necessário para que o contrato individual de trabalho possa ocorrer.
ALGUMAS ESPÉCIES DE TRABALHADORES
Trabalhador autônomo
Relação de trabalho é qualquer relação jurídica que tenha por objeto a obrigação de desempenho, baseada no trabalho humano. Apesar dessa diferença, a própria legislação trabalhista, no artigo 442 do CPC, chama o contrato de trabalho de contrato de trabalho. Portanto, a definição do contrato de trabalho é construída a partir dos seus elementos fático-jurídicos que compõem a relação de trabalho, em razão do acordo feito entre as partes.
É necessário distinguir a figura do contrato de trabalho de outras figuras semelhantes, pois a ele estará diretamente vinculada a jurisdição trabalhista. O contrato individual de trabalho é uma relação jurídica em que o empregador concede, paga e administra os serviços do empregado. Quanto ao objeto, o contrato de trabalho é um contrato de atividade, o empregador exerce o poder de direção sobre a atividade do trabalhador.
O contrato de trabalho pode ainda incluir a representação do empregador pelo trabalhador, como acontece nos cargos confidenciais.
Trabalhador eventual
Martins distingue o trabalhador ocasional do autônomo: “O autônomo presta serviços regularmente ao mesmo destinatário do serviço.
HIPÓTESES DE CONTRATOS NA PROSTITUIÇÃO
Da alta prostituição
Da média prostituição
Aqui, pode haver dois tipos de relacionamento entre a profissional do sexo e o proprietário do estabelecimento (boate, casa ou sauna): no primeiro e mais comum, não há vínculo entre o profissional e o proprietário do estabelecimento. No primeiro caso, onde não existe ligação entre o proprietário da empresa e o profissional, a relação de trabalho em sentido lato é limitada entre a trabalhadora do sexo e o cliente. É contínua, pois o profissional permanece, por um período considerável de tempo, prestando serviços ao mesmo proprietário do objeto.
Por fim, existe a subordinação jurídica porque a profissional do sexo se submete à ordem do proprietário do estabelecimento ao disponibilizar trabalho. Além disso, confere ao proprietário do estabelecimento o poder de dirigir e fiscalizar o trabalho das profissionais do sexo, pois é ele quem assume os riscos das atividades econômicas.
Da baixa prostituição
SUBORDINAÇÃO JURÍDICA E PROSTITUIÇÃO
Diante dessas limitações, poderia inicialmente alegar-se o descumprimento da subordinação legal a que o profissional está vinculado. Por outro lado, não podem submeter-se a todas as formas de atividade sexual que o empregador exige, criando assim desigualdade na subordinação em relação aos profissionais de outras atividades.
ALGUNS DIREITOS E DEVERES TRABALHISTAS INERENTES
Identificação e Registro Profissional
- Celeuma tocante à anotação da profissão
Desta forma, serve como prova da existência do contrato de trabalho e para efeitos de comprovação do tempo de serviço anterior ao. Uma vez regulamentada a prostituição, os profissionais que atuam na área deverão portar a CTPS, que conterá o contrato de trabalho atual e todos os anteriores. Talvez o ponto que mais divide a categoria em estudo seja relevante ao registro da profissão na Carteira de Trabalho.
Afinal, quem contrataria uma babá para cuidar de seu filho se soubesse pela carteira de trabalho que ela era trabalhadora do sexo? Estabelecidos esses parâmetros, nota-se que o maior cuidado com as normativas estudadas é quanto ao registro do profissional na carteira de trabalho.
Salário e remuneração
Independentemente dos critérios utilizados para determinação, a trabalhadora do sexo terá direito a pagar em troca do trabalho realizado. A medicina do trabalho pertence ao ramo da legislação de proteção ao trabalho que, em suma, visa preservar a saúde dos trabalhadores e promover a humanização do trabalho. A trabalhadora do sexo terá direito ao pagamento, independentemente do critério utilizado para determiná-lo, como remuneração pelo trabalho realizado.
Quanto à medicina do trabalho, foi afirmada a importância do preservativo e dos métodos contraceptivos para a realização do trabalho, o que configura os equipamentos de proteção individual desses profissionais. Curso de direito do trabalho: história e teoria geral do direito do trabalho: relações individuais e coletivas de trabalho.
Aposentadoria
MEDICINA DO TRABALHO NA PROSTITUIÇÃO
Insalubridade da profissão
Para a efetividade e validade do adicional em exame, é necessário caracterizá-lo e classificá-lo por perícia realizada por médico da empresa ou engenheiro do trabalho, registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. Por outro lado, vale ressaltar que será necessária a caracterização e classificação de tais insalubridades por meio de perícia realizada por médico da empresa, cadastrado no Ministério do Trabalho e Emprego, para determinação do grau de insalubridade, dentro dos limites já mencionados . e, em seguida, torná-lo acessível. Desta forma, foram esclarecidas questões relacionadas com os possíveis tipos de contratos existentes entre as diferentes formas de serviços de natureza sexual e os efeitos laborais de que decorrem, especialmente no que diz respeito à anotação na carteira de trabalho, à percepção salarial, ao aspecto da subordinação jurídica e, finalmente, da medicina do trabalho.
No Empreitad difere na medida em que o sujeito pode ser pessoa física ou jurídica, diferentemente do que consta no contrato de trabalho e nos termos do objeto, o contrato de trabalho é um contrato de atividade, enquanto no contrato de construção o objetivo é só trabalho. , o objeto é o resultado do trabalho. Estudo Focado: Direito do Trabalho: Com questões selecionadas nos Exames da Ordem, Ministério Público do Trabalho e Exames da Ordem.
PROJETO DE LEI 98/03
1. O pagamento pela prestação de serviços de natureza sexual é devido igualmente pelo tempo em que a pessoa permanece disponível para esses serviços, quer lhe tenha sido solicitada ou não a sua prestação. 2. O pagamento pela prestação de serviços de natureza sexual só pode ser reclamado por quem os prestou ou permaneceu disponível para os prestar. Todas estas iniciativas parlamentares partilham com a actual as mesmas divergências sobre a inaceitável hipocrisia com que esta questão é encarada.
O primeiro passo para isso é admitir que as pessoas que prestam serviços de natureza sexual têm direito ao pagamento por tais serviços. Esta abordagem inspira-se directamente no exemplo da Alemanha, que no final de 2001 aprovou uma lei que exige o pagamento pela prestação de serviços de natureza sexual.
VOTO DO DEPUTADO CHICO ALENCAR
Para o efeito, estabelece-se que é exigido pagamento pela prestação de serviços de natureza sexual, incluindo o tempo durante o qual a pessoa está disponível para tais serviços, mesmo que a pessoa não os preste. A razão pela qual a prostituição continua até hoje é simples: é a própria sociedade que alimenta esta actividade. Apesar de inúmeros episódios repressivos e mesmo face a mecanismos cruéis de fiscalização e sanção, a prestação de serviços sexuais nunca foi abrandada.
Por que então a hipocrisia não deveria ser deixada de lado e a atividade de prestação de serviços sexuais não deveria ser permitida de forma legal e civilizada? A ligação ainda existe porque a oferta de serviços sexuais hoje só é permitida através de ilegalidade.