Luiz Paulo Ferreira Nogueról** Professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. FONTE DOS DADOS BRUTOS: Inventários post mortem de Porto Alegre e Sabará, armazenados respectivamente no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul e no Museu do Ouro.
A mudança no fluxo de pessoas no sentido oposto ao que os gaúchos estavam acostumados causou debates na Assembleia Provincial. Em 1852, foi discutido e rejeitado um projeto que taxava a exportação de escravos do Rio Grande do Sul e aboliu o imposto de importação instituído em 1842, quando o fluxo de presos para a Província Sul foi considerado excessivo pelos delegados provinciais reunidos em Porto Alegre. 3.
Para a formação do Estado-nação, o Brasil contou com a pré-existência de um Tribunal que, por motivos alheios ao seu controle, aqui esteve; com a língua, pesos e medidas e unidades monetárias que são euro-nações. No século recuperou-se quando alguma paz reinou em Prata.
FONTE: Inventários de Porto Alegre entre 1800 e 1884, preservados no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul. Número médio de escravos, por inventário, segundo diferentes períodos do século XIX, em Porto Alegre e Sabará — 1800-87.
4 - Conclusões
Por fim, a utilização de escravos era determinada, entre outras coisas, pelo produto que a atividade em que eram empregados poderia render. Dessa forma, defendemos a hipótese de que o longo movimento inflacionário que a economia brasileira viveu no século XIX refletiu a variação dos preços dos escravos, que dependia da construção de um Estado nacional cujo objetivo era manter as instituições da sociedade em vigor. que o precedeu, ao mesmo tempo que estava no limite do mundo capitalista.
Apêndice
Número médio de bovinos equestres, segundo número de escravos por propriedade inventariada, em Porto Alegre e Sabará. Quantidade média de gado, em função do número de escravos por propriedade cadastrada, em Porto Alegre e Sabará.
Mercado regional de escravos: padrões de preços em Porto Alegre e Sabará, no século XIX — elementos de nossa formação econômica e social. Coletânea de discursos parlamentares da Assembleia Legislativa da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
A dinâmica da concentração geográfica da indústria no Rio Grande do Sul
Resumo
Palavras-chave
In the period from 1872 to 1937 there was a concentration movement in the region of German and Italian immigration, but the regions of Porto Alegre and Rio Grande are the most important in industrialization terms. From 1940, an increase in the concentration was evidenced, which lasted until the beginning of the decade of 1990, and from a process of geographical spillover that took place there, which can be classified as a "concentrate runoff".
Classificação JEL: R12, R39
1 - Introdução
No caso do Rio Grande do Sul, as principais causas são o aumento dos preços da terra e as deseconomias causadas pela superaglomeração (Bandeira, 1995, p. 233). O objetivo deste trabalho é analisar a concentração geográfica da indústria no Rio Grande do Sul e mostrar suas mudanças ao longo da história recente no período de 1872 a 2000.
2 - Um modelo teórico
Hipótese do comportamento da concentração geográfica da indústria ao longo do tempo no Rio Grande do Sul. Para Alonso e Bandeira (1988), a desconcentração geográfica da indústria no estado está relacionada principalmente a melhorias em termos de infraestrutura. - Estruturas de transporte e comunicação.
Nesta área, existem as correlações mais elevadas entre as pessoas que trabalhavam no sector dos serviços em 1872 e as pessoas que trabalhavam na indústria transformadora. As pessoas que trabalhavam na agricultura, bem como os seus níveis de emprego em 1872, parecem estar significativamente correlacionados apenas com eles próprios em 1920 (com coeficientes de 0,488 e 0,665, respectivamente).
Por último, é dado pela razão entre o pessoal ocupado na indústria e o total de pessoas ocupadas no estado. Desenvolvimento da participação percentual de empregados na indústria, para municípios selecionados e seus respectivos Coredes.
5 - Conclusão
Há também uma área de industrialização dispersa, que viu crescer a proporção de pessoal ocupado na indústria estatal a partir de 1990; A ela pertencem os Coredes Vale do Caí, Hortências, Litoral, Produção, Vale do Rio Pardo, Fronteira Noroeste, Noroeste Colonial, Médio Alto Uruguai e Norte. Este processo é bastante acentuado no caso do Metropolitano Delta do Jacuí e Vale do Rio dos Sinos e em menor grau no Corede Serra.
Origens e determinantes dos desequilíbrios no Rio Grande do Sul: uma análise a partir
Classificação JEL: R11
Introdução
Conforme gráfico 1, o problema do desequilíbrio regional no RS evoluiu ao longo do século XX. Acredita-se que é necessário olhar para o passado do Rio Grande do Sul e depois voltar “ao futuro” para compreendê-lo.
Instituições e a definição dos direitos de propriedade na formação econômica
Cabe perguntar: como foram definidos os direitos de propriedade no estado do Rio Grande do Sul. Assim, que análise pode ser feita da definição dos direitos de propriedade no complexo colonial-imigrante?
Mudança institucional na República Velha
O ponto central de divergência entre Republicanos e Federalistas estava nos projetos econômicos que os dois partidos pregavam para o Rio Grande do Sul. Para tanto, incentivaram a imigração e a diversificação agrícola, dotando a região Norte do estado de melhor infraestrutura. .
Principais conclusões
A ascensão do subsistema económico no norte do país aconteceu porque as suas instituições estavam alinhadas com a ideologia positivista. Ambientes institucionais específicos do início do século XX contribuíram para que o eixo Porto Alegre-Caxias do Sul se tornasse o principal centro industrial do país e que a indústria rudimentar das principais cidades de Campanha, inserida na dinâmica capitalista, mostrasse retiro - mento.
Determinantes dos diferenciais das taxas de crescimento sub-regionais do Rio
Grande do Sul nos anos 90*
The results show that municipalities tend to converge with the long-term per capita income of their region. Municipalities in the northeast have a long-term per capita income 25% higher than those in the northern region and 48%.
Classificação JEL: O11, R11
Os determinantes do crescimento económico considerados na análise foram o nível de rendimento per capita no período inicial, a acumulação de capital físico, a acumulação de capital humano sob a forma de educação, a especialização em atividades industriais e agrícolas, a distribuição de riqueza e o crescimento económico. . a taxa de crescimento populacional. Primeiramente, o objetivo deste trabalho é analisar quais fatores explicam os determinantes das diferenças nas taxas de crescimento entre as regiões do estado, com base no desempenho dos municípios ali localizados.
No caso de retornos marginais decrescentes e valores iguais para os determinantes da renda per capita de longo prazo dos municípios, todos convergirão para este nível de renda. No caso de retornos marginais decrescentes e valores diferentes para os determinantes de x*, os municípios terão rendimentos per capita desiguais no longo prazo.
A Tabela 2 apresenta os resultados da análise de regressão para os determinantes do crescimento econômico dos municípios do Rio Grande do Sul no período 1990-99, quando é estimada a equação (3). A Tabela 3 apresenta a estimativa da comparação básica com as variáveis dummies para os municípios localizados nas regiões Norte e Sul.
Box plot da taxa de redução do analfabetismo para municípios localizados nas regiões Sul, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul, na década de 1990. Boxplot do crescimento populacional das regiões Sul, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul, na década de 1990.
As múltiplas dimensões do desenvolvimento rural no Rio Grande do Sul
This article reflects different relationships in the process of rural development in the state of Rio Grande do Sul, Brazil, through a multidimensional approach where the municipalities are the units of analysis. Using the cluster analysis, we form groups of municipalities based on their similarities in each dimension.
Classificação JEL : O18
We then verify the relationships between the classifications found in those dimensions using the chi-square test and the contingency coefficient.
2 - Referencial teórico
34; (..) não é possível continuar com um crescimento baseado no uso extensivo de recursos naturais (..) é preciso pensar em um crescimento intensivo que utilize os recursos de forma cada vez mais eficiente". Por outro lado, a pressão da sociedade sobre os recursos naturais e a sensibilização dos cidadãos para o ambiente.
3 - Métodos
A interacção entre ambiente e economia também revela tanto as funções produtivas do ambiente como a pressão sobre os recursos naturais. A relação entre as dimensões sociais e económicas surge sob a forma de força de trabalho/massa de consumidores e distribuição de rendimentos e oportunidades de emprego.
3.1 - Formação da base de dados
Da mesma forma, foram tidos em consideração o número de unidades agrícolas com área inferior a 100 ha e o número total de instalações agrícolas do concelho, para criação da percentagem variável de unidades agrícolas com área inferior a 100 ha. . POL_AR Indicador de poluição atmosférica, é a soma da poluição atmosférica proveniente de fontes fixas e móveis, derivado de Dobrovolsky (2001).
3.2 - Análise de clusters
3.3 - Teste qui-quadrado
3.4 - Coeficiente de contingência
4 - Resultados
4.1 - Estrutura fundiária
Os municípios que fazem parte deste grupo possuem uma área média de empreendimentos baixa, 25,05ha. O Grupo B é formado por municípios com empreendimentos que possuem área média de 136,11ha, sendo 72,43% dos empreendimentos que possuem áreas menores que 100ha.
4.2 - Estrutura produtiva
Nos municípios que fazem parte deste grupo B, percebe-se que existem grandes empreendimentos, o que faz com que a área média seja mais elevada. No cluster C a área média chega a 282,88ha, enquanto no cluster D, formado por apenas cinco municípios, encontram-se empreendimentos com áreas ainda maiores, atingindo em média 548,45ha.
4.3 - Sociodemográfica
4.4 - Ambiental
O Cluster A, que tem predominância de culturas (temporárias e permanentes), também tem a maior percentagem de empresas que controlam pragas e doenças - apesar de todos os clusters apresentarem elevadas percentagens de utilização de pesticidas. Por outro lado, é o grupo em que há maior percentual de práticas conservacionistas do solo, atingindo média de 78,24%.
4.5 - As tabelas de contingência
Estruturas fundiárias e produtivas, por clusters, no Rio Grande do Sul ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (clusters) ESTRUTURA TERRESTRE. Estruturas pedológicas e ambientais, por clusters, no Rio Grande do Sul ESTRUTURA AMBIENTAL (clusters) ESTRUTURA TERRESTRE.
4.6 - O teste qui-quadrado
Os coeficientes encontrados para a dimensão sociodemográfica em combinação com cada uma das outras dimensões são os mais baixos, reforçando o menor grau de associação entre estas dimensões. Mais uma vez, sugere-se que os municípios que apresentam melhores indicadores económicos ou ambientais não correspondem necessariamente aos municípios com melhores indicadores sociodemográficos, apesar de existir uma ligação (fraca) entre as dimensões identificadas.
5 - Considerações finais
Neste aspecto, se o grau de ligação entre as diferentes dimensões fosse forte, quando olhamos para a dimensão económica, poderíamos esperar efeitos semelhantes nas outras dimensões. Ou seja, se o grau de correlação entre as diferentes dimensões fosse forte, bastaria olhar para uma delas para analisar o processo de desenvolvimento.
Os movimentos populacionais no Rio Grande do Sul: uma visão inter
Portanto, ampliar o conhecimento sobre as características assumidas pela migração no RS significa avançar na discussão sobre suas já conhecidas desigualdades regionais. Para esta análise serão privilegiadas as informações sobre as trocas nos fluxos migratórios e sobre a origem e destino dos movimentos populacionais, recolhidas pelo Código variável do concelho de residência em 31 de julho de 1995 (v4250), e as informações sobre o movimento pendulares, obtidas no o Código variável do município e unidade federativa ou do país estrangeiro onde trabalha ou estuda (v4276).
Um panorama sobre as migrações no RS
Isso correspondeu a períodos de expansão da fronteira agrícola, quando o Rio Grande do Sul liberou quantidades significativas de população que inicialmente se dirigiu para o oeste de Santa Catarina e sudoeste para o Paraná e posteriormente para o norte e centro-oeste do País. Outro fato que merece destaque é a mudança no intercâmbio entre o Rio Grande do Sul e os países da região Sudeste.
Trocas migratórias sub-regionais: uma abordagem dos Coredes
São laços históricos, como o Norte com o Vale do Sinos e a região metropolitana (Barcellos, 2002) e o Sul com a capital, e novos laços, que respondem à dinâmica mais recente da economia gaúcha, refletida na atractividade das regiões montanhosas e costeiras. Enquanto ainda investigamos a origem e o destino dos fluxos migratórios entre os Coredes, a lista dos maiores fluxos chama a atenção para as trocas entre o Delta Metropolitano do Jacuí e o Vale do Rio dos Sinos, que ocorrem nos dois sentidos, com volumes muito elevados, significativos, com saldo negativo para o Corede Metropolitano Delta do Jacuí.
Os movimentos pendulares
Aumento percentual da população trabalhando ou estudando em decorrência da mobilidade pendular pelos Coredes do Rio Grande do Sul — 2000. Principais fluxos pendulares municipais, classificados por volume total do balanço, do Rio Grande do Sul — 2000.
Conclusões
Em segundo lugar, a importância da Região Metropolitana no contexto do RS aparece, mais uma vez, pois os Coredes Metropolitano Delta do Jacuí e Vale do Rio dos Sinos tiveram os volumes mais significativos de mobilidade de viagens, com a maior parte dos fluxos entre os próprios municípios de Coredes. . Vale do Caí, Vale do Rio dos Sinos e Centro-Sul tiveram os maiores saldos negativos, sendo as regiões que mais liberaram população para realizar atividades nos demais Coredes.
Desigualdades intermunicipais de renda no Rio Grande do Sul: 1985-2001
Districts are that territorial unit which, due to its economic, political and social boundaries, enables a more reliable evaluation of the phenomena of inequality. The reviewed newspapers confirm that the practice of emancipation automatically leads to regional development and thus positively affects the growth of the country as a whole.
Classificação JEL: R11, R12
Se esta afirmação for verdadeira, porque é que o fosso entre as diferentes divisões territoriais do estado permanece grande e/ou mostra uma tendência crescente? Uma rápida olhada no cenário regional do estado nos mostra que as diferenças são gritantes em qualquer divisão regional que seja adotada.
1 - Aspectos metodológicos
O período 1985-2001 foi particularmente frutífero neste sentido, dado que o número de municípios mais do que duplicou durante esse período.2 Normalmente, os estudos que tratam deste tema a longo prazo utilizam divisões regionais que representam unidades espaciais com limites estáveis no manter. ao longo do tempo. . O nível de desigualdade de renda entre os municípios será medido utilizando os mesmos coeficientes utilizados por Williamson (1977).
O subperíodo 1994-1998 foi limitado ao levar em conta a validade do Plano Real em sua concepção original (a taxa de câmbio "quase nivelada", o aprofundamento da abertura comercial, a redução drástica do tamanho do Estado e a flexibilidade na alguns setores da economia). É claro que existem outras razões para o baixo desempenho da economia gaúcha, como os preços internacionais dos produtos agrícolas.
O quartil 1 abrange os municípios com menor rendimento por per capita (os mais pobres da escala) e o quartil 4 abrange aqueles com rendimentos mais elevados (os mais ricos da escala). A proporção de municípios da macrorregião Sul que se situam no quartil mais elevado de rendimento per capita per capita, manteve-se praticamente estável, variando entre 12,22% e 13,95%.
4 - Considerações finais
O número de isenções cresceu rapidamente (mais que dobrou) entre 1985 e 2001, ao mesmo tempo em que aumentou a disparidade de renda entre os municípios do estado. Pode-se dizer que quase todos os municípios que perderam população em termos absolutos agravaram a sua situação económica.
Apêndice estatístico
Taxas Médias Anuais de Crescimento do PIB Total e Setorial do Rio Grande do Sul — 1986-01. Número e percentual por renda per capita dos municípios das macrorregiões Norte, Sul e Nordeste do 1º e 4º trimestres do Rio Grande do Sul.
A variação do emprego nos setores da economia do Rio Grande do Sul
The convergence of national regions, in terms of the employed labor force per unit of added value, is analyzed for each sector and the entire economy, through Markov matrices. Even in agriculture, a tendency to reduce work per unit of product can be observed in most of the country's regions.
Desta forma, a abertura económica transferiria a procura de mão-de-obra qualificada para mão-de-obra não qualificada nos países em desenvolvimento. A liberalização comercial favoreceria, portanto, os trabalhadores qualificados tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento.
O objetivo deste estudo é examinar inicialmente as variações do emprego ocorridas nos diferentes setores de atividade econômica do Rio Grande do Sul e suas mesorregiões, no período de 1996 a 2000. Em seguida, uma projeção da evolução regional do emprego . feito no estado, em termos de pessoas ocupadas por valor adicional produzido, nos setores agrícola, industrial e de serviços e globalmente.