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Epidemiologia da DPOC: Enfrentando Desafios

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Academic year: 2023

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Federal University of the State of Rio de Janeiro - RJ Elizabeth Giestal de Araujo - MD, PhD Hugo Goulart de Oliveira - MD, PhD Federal University of Rio Grande do Sul - RS José Dirceu Ribeiro - MD, PhD.

Figura 1 - Distribuição temporal da proporção de habitantes (total e segundo o gênero)  acima de 60 anos no Brasil.
Figura 1 - Distribuição temporal da proporção de habitantes (total e segundo o gênero) acima de 60 anos no Brasil.

Etiopatogenia da DPOC

RESUMO

ABSTRACT

Artigo original

The role of allergy and nonspecific airway hyperresponsiveness in the pathogenesis of chronic obstructive pulmonary disease. Lower airway diseases induce decline in FEV(1) in current smokers but not in ex-smokers with mild chronic obstructive pulmonary disease: results from the Lung Health Study.

Figura 1 - Escarro induzido neutrofílico em um paciente com DPOC,  sem exacerbação infecciosa, com predomínio de neutrófilos (NE)
Figura 1 - Escarro induzido neutrofílico em um paciente com DPOC, sem exacerbação infecciosa, com predomínio de neutrófilos (NE)

Apresentações Clínicas da DPOC

Atualmente são tantas as formas diferentes de apresentação da doença que as figuras de Dom Quixote e Sancho Pança (Figura 1) permanecem na literatura médica como uma imagem romântica da DPOC do passado (1-3). Índice de massa corporal, obstrução ao fluxo aéreo, dispneia e índice de capacidade de exercício na doença pulmonar obstrutiva crônica.

Figura 1 - Dom “Pink Puffer” Quixote e Sancho “Blue Bloater” Pança
Figura 1 - Dom “Pink Puffer” Quixote e Sancho “Blue Bloater” Pança

Relação entre DPOC e Doença Cardiovascular

Chronic obstructive pulmonary disease as a cardiovascular risk factor: Results of a case-control study (CONSISTE study). Beta-blockers may reduce mortality and the risk of exacerbations in patients with chronic obstructive pulmonary disease.

Avaliação Funcional Pulmonar na DPOC

Foi sugerido que o envolvimento das pequenas vias aéreas é responsável pela dispneia em pacientes com DPOC leve (7). O trabalho sugere que em pacientes com obstrução grave a medida da pletismografia superestima o valor da CPT.

Figura 1 - Na condição a, paciente com DPOC com baixa demanda ventilatória. Na condição b, paciente com DPOC em alta demanda ventila- ventila-tória com deslocamento da capacidade residual funcional (CRF) em direção a capacidade pulmonar total (CPT), aonde
Figura 1 - Na condição a, paciente com DPOC com baixa demanda ventilatória. Na condição b, paciente com DPOC em alta demanda ventila- ventila-tória com deslocamento da capacidade residual funcional (CRF) em direção a capacidade pulmonar total (CPT), aonde

Avaliação do Risco Cirúrgico em Pacientes com DPOC

Ressalta-se que a taxa de complicações no pós-operatório imediato de procedimentos laparoscópicos do abdome superior é semelhante à da cirurgia convencional (11). A combinação deste método com a espirometria permite uma avaliação mais precisa da função respiratória pós-operatória remanescente. Mais importante que os valores da função pulmonar pré-operatória é saber quanto restará no pós-operatório.

Estima-se que um valor mínimo de VEF1 pós-operatório > 40% deva ser observado para manutenção da indicação cirúrgica (6,23). Valores de VEF1 pós-operatório < 35% (ou < 0,8 L) não permitem a realização de lobectomia ou pneumonectomia, apenas a ressecção em cunha é permitida. VEF1 pós-operatório = VEF1 pré-operatório × número de segmentos funcionantes pós-operatórios ÷ número de segmentos funcionantes.

Figura 1 - Alterações que ocorrem no aparelho respiratório, secundárias ao ato cirúrgico.
Figura 1 - Alterações que ocorrem no aparelho respiratório, secundárias ao ato cirúrgico.

DPOC e Depressão

Prevalence of depressive symptoms and depression in patients with severe oxygen-dependent chronic obstructive pulmonary disease. The relationship between depressive symptoms and health status in patients with chronic lung disease. Depression and anxiety in elderly outpatients with chronic obstructive pulmonary disease: prevalence and validation of the BASDEC screening questionnaire.

Improvement in mood, physical symptoms and function with nortriptyline for depression in patients with chronic obstructive pulmonary disease. A feasibility study of antidepressant drug therapy in depressed elderly patients with chronic obstructive pulmonary disease. A randomized controlled trial of the effect of psychotherapy on anxiety and depression in chronic obstructive pulmonary disease.

Câncer do Pulmão e DPOC

Em um estudo realizado por Cai et al., pacientes com carcinoma pulmonar de células não pequenas em estágio I a IV tratados com radioterapia tiveram uma taxa de sobrevida em cinco anos de 11%. Orientações clínicas da ERS/ESTA sobre adequação à terapêutica radical em doentes com cancro do pulmão (cirurgia e quimio-radioterapia). Sobrevida comparativa em pacientes com pós-ressecção recorrente versus câncer de pulmão de células não pequenas recém-diagnosticado tratados com radioterapia.

Surgical resection in combination with lung volume reduction surgery for stage I non-small cell lung cancer. Minimal change in lung function after lobectomy in lung cancer patients with chronic obstructive pulmonary disease. Curative treatment of stage I non-small cell lung cancer in patients with severe COPD: stereotactic radiotherapy results and systematic review.

Diagnóstico Radiológico da DPOC

Predomina nos lobos inferiores e representa a forma de enfisema associada à deficiência de alfa-1 antitripsina (Figura 3). Pacientes com pequenos volumes de enfisema geralmente são assintomáticos, dificultando seu diagnóstico clínico (5,10). Por fim, a identificação de bolhas é o único achado radiográfico específico do enfisema, presente em apenas um terço dos casos (5).

Radiografia de tórax em perfil mostrando aumento do diâmetro anteroposterior do tórax e retificação da cúpula diafragmática (à direita). A radiografia de tórax é o método de imagem de escolha para abordagem inicial de pacientes com suspeita de pneumonia devido à sua excelente relação custo-efetividade, baixa dose de radiação e ampla disponibilidade. Nas radiografias convencionais de tórax, as manifestações compatíveis com o tumor são nódulos, massas, atelectasias secundárias a lesões endobrônquicas, massas mediastinais, doença intersticial difusa e derrame pleural.

Figura 1 - Corte axial em janela de parênquima evidenciando enfi- enfi-sema bolhoso e centroacinar (à direita)
Figura 1 - Corte axial em janela de parênquima evidenciando enfi- enfi-sema bolhoso e centroacinar (à direita)

DPOC: Desafios da Abordagem Medicamentosa na Doença Estável

In chronic obstructive pulmonary disease, the combination of ipratropium and albuterol is more effective than either agent alone. Effect of pharmacotherapy on the rate of lung function decline in chronic obstructive pulmonary disease - results from the TORCH study. Effect of salmeterol/fluticasone propionate versus salmeterol on exacerbations of severe chronic obstructive pulmonary disease.

Roflumilast in moderate to severe chronic obstructive pulmonary disease treated with long-acting bronchodilators: two randomised. Effects of N-acetyl cysteine ​​on outcomes in chronic obstructive pulmonary disease (Bronchitis randomized to NAC Cost-Utility Study, BRONCUS): a randomized placebo-controlled trial. Association between corticosteroid use and vertebral fractures in older men with chronic obstructive pulmonary disease.

Acompanhamento Ambulatorial da DPOC

A necessidade de conhecer a resposta dos sintomas ao tratamento iniciado deve ser coletada de forma objetiva, o que facilita a compreensão e possibilita um melhor ajuste dos medicamentos utilizados (Tabela 2). A escala modificada de dispneia do Medical Research Council é fácil de usar e fornece uma medida objetiva da dispneia; devido à sua facilidade de uso, deve ser realizado em todos os exames médicos (1,3,4). A hipoxemia que pode ocorrer nos pacientes deve ser primeiramente investigada pela SpO2 e esta avaliação deve ser realizada a cada exame médico (1).

Usefulness of the Medical Research Council (MRC) dyspnea scale as a measure of disability in patients with chronic obstructive pulmonary disease. Incidence, treatment options and outcomes of lung cancer in patients with chronic obstructive pulmonary disease. Available at: http://www.dovepress.com/cardiac-injury-in-patients-with-copd-presenting-with-dyspnea-a-pilot-s-peer-reviewed-article-COPD.

Tabela 1 - Fatores envolvidos no acompanhamento da DPOC em am- am-bulatório.
Tabela 1 - Fatores envolvidos no acompanhamento da DPOC em am- am-bulatório.

Exacerbação da DPOC

Os resultados de outro estudo mostraram que o uso de tiotrópio foi associado a uma redução no número médio de exacerbações em 14% (p <. Os resultados do estudo mostraram que a proporção de pacientes no grupo tiotrópio mais placebo (62,8%) que sofreram uma exacerbação não diferiram do grupo tiotrópio mais salmeterol (64,8%) ou do grupo tiotrópio mais fluticasona mais salmeterol (60,0%), broncodilatadores de resgate e/ou expectativa de uso de prescrição basal.

Anthonisen desenvolveu critérios para o uso de antibióticos nas exacerbações que foram geralmente adotados na maioria dos estudos (Figura 5). O uso de broncodilatadores é a pedra angular do tratamento das exacerbações; a recomendação é usar esses agonistas adrenérgicos de curta ação (salbutamol, fenoterol e terbutalina) em intervalos mais curtos (a cada 4 h) em doses de 200-400 μg por via inalatória. Caso a caso, pode-se manter o uso de broncodilatadores de ação prolongada ou ultralonga (formoterol, salmeterol, tiotrópio e indacaterol).

Figura 1 - Diagnóstico de exacerbação na DPOC.
Figura 1 - Diagnóstico de exacerbação na DPOC.

Reabilitação Pulmonar

Em pacientes com doenças pulmonares crônicas, a gravidade da doença e o prognóstico não são determinados exclusivamente por alterações na função pulmonar (1,2). O treinamento de membros superiores é recomendado como componente essencial de um PRP para pacientes com DPOC, pois diversas atividades da vida diária dependem da utilização da musculatura dos braços e da cintura escapular. Porém, o efeito foi significativamente melhor no grupo de pacientes com força muscular inspiratória reduzida antes do treinamento (12).

Os benefícios do treinamento de membros inferiores por meio de exercícios físicos em pacientes com DPOC estão bem documentados na literatura. Nos últimos anos, a RP tornou-se um tratamento central para pacientes com DPOC. A evidência de mecanismos para melhorar a qualidade de vida, aumentar a tolerância ao exercício, aliviar a dispneia e melhorar a capacidade funcional é essencial para vincular o tratamento de pacientes com DPOC.

Enfrentando Desafios na DPOC: Gerenciamento na UTI

Indicações e manejo da ventilação mecânica em terapia intensiva O suporte ventilatório mecânico na DPOC é indicado para exacerbações com hipoventilação alveolar e acidemia (pH < 7,34 com PaCO2 > 45 mmHg) e em pacientes com hipoxemia grave não corrigida com oxigênio suplementar (PaO2 < 60-65 ). mmHg com SaO2 < 90%). A ventilação mecânica não invasiva (VNI) é o suporte ventilatório de escolha nas exacerbações da DPOC, desde que o paciente atenda aos critérios de indicação e observe as contraindicações, conforme mostram os gráficos 1 e 2 (6). O uso de máscara oronasal ou facial completa deve ser a primeira opção em pacientes com respiração bucal (12-14).

O nível de pressão inspiratória aplicada acima da PEEP ou equivalente à pressão de suporte deve ser titulado individualmente, buscando um volume corrente > 7 ml/kg que reduza a f e a dispneia. Efeitos da pressão expiratória final positiva extrínseca em pacientes ventilados mecanicamente com doença pulmonar obstrutiva crônica e hiperinsuflação dinâmica. Eficácia da corticoterapia em pacientes com exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica recebendo suporte ventilatório.

Figura 1 - Identificação e mensuração da auto positive end-expiratory  pressure (PEEP) ou PEEP intrínseca (PEEPi) durante a ventilação  con-trolada em um paciente com DPOC
Figura 1 - Identificação e mensuração da auto positive end-expiratory pressure (PEEP) ou PEEP intrínseca (PEEPi) durante a ventilação con-trolada em um paciente com DPOC

Tratamento Endoscópico do Enfisema: uma Atualização

Após um período de resposta inflamatória, é possível esperar uma fase de recuperação com diminuição do volume pulmonar. A redução do volume pulmonar depende da lógica de selecionar as áreas-alvo mais danificadas, mantendo funcionais as áreas menos doentes. O método de redução de volume por aplicação de vapor (InterVaporTM) utiliza um sistema diferente, baseado no peso do parênquima pulmonar em gramas.

Os resultados do ensaio VENT permitiram-nos compreender mais claramente o impacto da ventilação colateral e a sua importância na redução do volume (14). Integridade da fissura como método não invasivo para prever a redução de volume no tratamento do enfisema valvar endobrônquico [Resumo]. Estudo do uso do sistema de pontuação pulmonar Chartis® para otimizar a seleção de sujeitos para redução do volume pulmonar endobrônquico (ELVR) - Resultados e análise de subgrupos.

Figura 1 - Válvula Zephyr® (PulmonX, Redwood City, CA, EUA).
Figura 1 - Válvula Zephyr® (PulmonX, Redwood City, CA, EUA).

Transplante Pulmonar no Enfisema

O primeiro transplante de pulmão humano foi realizado em 1963, na Universidade do Mississippi, EUA, por James Hardy (1). 2013 marcará 30 anos desde o primeiro transplante pulmonar isolado bem-sucedido em um paciente de 58 anos com fibrose pulmonar no Hospital Geral de Toronto, Canadá. O principal objetivo do transplante pulmonar é aumentar a sobrevida, além de melhorar a qualidade de vida.

No entanto, a sobrevida no transplante pulmonar bilateral é maior em comparação ao transplante unilateral. Os dados da ISHLT indicam que a maioria dos programas utilizou tacrolimus, micofenolato mofetil e prednisona como regimes imunossupressores no transplante pulmonar (3). No geral, a taxa de sobrevivência de transplante pulmonar em 5 anos para enfisema pulmonar é de 44-50% (3).

Figura 1 - Paciente em decúbito dorsal (cabeça para cima e pés para  baixo), submetido a uma toracotomia anterior bilateral transesternal  (clamshell) para transplante bilateral sequencial
Figura 1 - Paciente em decúbito dorsal (cabeça para cima e pés para baixo), submetido a uma toracotomia anterior bilateral transesternal (clamshell) para transplante bilateral sequencial

Informações para autores e colaboradores da revista Pulmão RJ

Cada edição abordará um tema importante, e todos os artigos serão elaborados a convite dos principais especialistas da área. Nosso objetivo é poder apresentar ou disponibilizar ao pneumologista de forma objetiva e concisa revisões sobre determinado tema, com ênfase nos artigos mais importantes e possíveis polêmicas atuais. Todos os manuscritos serão avaliados por revisores treinados, sendo garantido o anonimato durante todo o processo de avaliação.

Todos os artigos estarão disponíveis eletronicamente em www.sopterj.com.br, ISSN-1415-4315 na versão latina ou inglesa. Mesmo que os manuscritos sejam submetidos eletronicamente, deverão ser enviados por fax, e-mail (pdf) ou por correio Carta de Cessão de Direitos Autorais e Declaração de Conflito de Interesses, assinada por todos os autores, conforme modelo disponível em www.sopterj .com.br. Devem, obrigatoriamente, basear-se no DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), publicado pela Bireme e disponível no endereço eletrônico: http://.

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Figura 1 - Distribuição temporal da proporção de habitantes (total e segundo o gênero)  acima de 60 anos no Brasil.
Figura 2 - Número de internações no Sistema Único de Saúde por DPOC e outras  doenças crônicas não transmissíveis no Brasil em 2011 (3).
Figura 3 - História familiar e exposição ao tabagismo entre pacientes com DPOC e contro- contro-les tabagistas com espirometria normal.
Figura 1 - Escarro induzido neutrofílico em um paciente com DPOC,  sem exacerbação infecciosa, com predomínio de neutrófilos (NE)
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Referências

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