Essa premissa levanta algumas questões que foram problematizadas ao longo do estudo: o que é a prática docente e qual a sua função no contexto da aula e no cotidiano escolar. Nesse sentido, o estudo procurou levar em conta ambos os registros para refletir, discutir e analisar o tema da prática docente em sala de aula e no contexto escolar.
Representações sociais: dialogando com a teoria no campo da educação, do
Dessa forma, refletimos sobre a relação entre as práticas docentes realizadas no cotidiano escolar e as representações sociais que os professores têm sobre elas. Para tanto, realizamos busca na base de Periódicos da CAPES utilizando os descritores “Representações Sociais” e 18 “Prática Docente” e encontramos 402 resultados de pesquisas, considerando o período de 2008 a 2018.
Participantes da pesquisa
Neste movimento de saber o que ainda não se sabe para comunicar e anunciar a notícia, selecionamos alguns passos que foram dados na investigação. Portanto, o estudo solicitou aos participantes da pesquisa que compreendessem suas representações/entendimentos sobre o objeto da prática docente, como ele é construído e, a partir dessas representações, discutissem possíveis respostas para o problema que surge no estudo. O estudo levou em consideração as características dos sujeitos relacionadas à idade, escolaridade, local de residência, entre outros, e até mesmo o número de professores respondentes, a partir do contato com a instituição e exploração do local de pesquisa.
Assim, os professores participantes da pesquisa foram nossos principais autores e atores nas análises aqui promovidas, que dão sentido e relevância ao trabalho.
Nossos motivos da escolha da Rede Pública Municipal de Ensino para a
Por fim, a escolha reafirma a “esperança” na educação pública, além de trazer contribuições que podem ser relevantes para professores da rede municipal e demais profissionais envolvidos na educação.
A entrada no campo
Procedimentos e técnicas de pesquisa
- Procedimentos Éticos
- Equipamentos e Materiais
- Instrumentos
- Procedimento de análise das informações
Para viabilizar a realização do questionário, entrevista e rodas de discussão na instituição participante, foi elaborada uma carta de apresentação, que explica os objetivos e procedimentos da pesquisa (ANEXO A). O espaço mais adequado para as entrevistas variou de acordo com a necessidade de cada professor, bem como as datas e horários para a realização de cada ação prevista no cronograma da pesquisa. E assim, tal como acontece nos filmes, a “Estreia” dos primeiros passos da investigação na área aconteceu no Centro de Estudos Parciais, no dia 18 de março de 2019, quando a coordenadora da escola me apresentou aos professores.
Este momento de apresentação foi fundamental para iniciar a aproximação com o grupo e sensibilizá-lo para participar da pesquisa. Dessa forma, foi explicado o objetivo da pesquisa e as etapas que a compõem, e foi apresentado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que eles poderiam ler e assinar caso concordassem em participar da pesquisa.
CLAQUETE 1 – Quem somos?
Estas diferenças no tempo de formação devem-se também às diferentes idades dos professores, o que pode favorecer a troca de experiências de diferentes gerações, ou pode até haver um certo choque de atitudes em função dos períodos de formação. Os professores também nos responderam sobre o tempo de docência, no qual obtivemos uma variação de 6 (seis) a 33 (trinta e três) anos, no qual. Pelo gráfico 4 podemos perceber que os tempos de docência também são diferentes, pois a maior concentração de 26% dos respondentes está na faixa de “21 a 25 anos”, seguida de 21% na faixa de “6 a 10 anos” e 16% na faixa de “11 a 15 anos””, indicando considerável tempo de docência.
Ao analisarmos individualmente as respostas dos professores quanto ao “Tempo de formação” e “Tempo de docência”, verificamos que às vezes o tempo de docência é maior que o tempo de formação, isso porque os entrevistados consideraram a graduação como referência para contagem do tempo de formação. Porém, como a pesquisa ocorre dentro de uma escola municipal, foi necessário saber há quanto tempo esses professores atuavam na rede municipal.
CLAQUETE 2 – “Ser Professor(a)”
As falas dos professores vão ao encontro das propostas de Paulo Freire e reforçam a ideia central de “Ser Professor” na perspectiva da humanização. Note-se que reaparecem as palavras ‘criatividade’, ‘transformação’ e ‘engajamento’, tanto como característica do ‘Ser professor’ quanto como palavra relacionada à prática docente, essencial ao ser e à ação dos professores. Portanto, foi solicitado aos professores participantes que elencassem uma característica ‘não’ de ‘Ser Professor’ e com base em suas respostas compilamos a Tabela 5.
Tanto os traços como os “não” traços de “Ser Professor”, bem como as menções feitas ao que nos vem à cabeça quando falamos em prática docente, nos dão pistas para a compreensão dos significados construídos e compartilhados sobre a prática docente. É importante destacar que a construção do “Ser Professor”, a partir das proposições aqui analisadas, nos parece um complexo de “bricolagem”, como diria Certeau (2004), trazido por Neira e Lippi (2012). , de todos esses elementos e.
CLAQUETE 3 – Escola tem ou não tem jeito?
Dessa forma, fizemos a pergunta intitulada “A escola tem caminho ou não?”, e na próxima cena saberemos o que os professores pensam sobre o assunto e um diálogo com respostas gravadas. Há sinal vermelho nesse discurso porque fica claro que as ações individuais dos professores não têm o poder de “consertar” todo o contexto da educação atual, e mostra claramente a necessidade de engajamento de todos, com investimento e monitoramento efetivos. um político. , porque além disso, os profissionais da educação podem afundar ainda mais numa onda de desespero e ficar presos em “situações limítrofes”, muitas vezes incapazes de superar os obstáculos que encontram e encontrar medidas de verdadeiras “ações limitadas”. Esse entendimento é compartilhado tanto pelos professores que responderam “não tem jeito” quanto pelos que responderam “tem jeito”.
Isto faz-nos pensar que o ‘caminho’ deste grupo não está exclusivamente relacionado com o papel da própria escola e dos seus profissionais, mas sobretudo com aquilo que mobiliza e cria condições de funcionamento. da política governamental. Para aprofundar a discussão e encontrar ainda mais pistas sobre os significados das práticas docentes compartilhadas pelos professores participantes do estudo, e dar continuidade à reflexão “A escola tem jeito ou não tem jeito”, passamos para a segunda fase. da pesquisa, nomeadamente as entrevistas.
CÂMERA SUBJETIVA
CLAQUETE 4 – O caminho se faz caminhando: escolhas e influências
Quando eu estava estudando eu tinha... um relacionamento muito bom com os professores em geral, eu era muito apegado a eles e eles tinham esse cuidado com o aluno. Foi importante para mim hoje em dia porque era isso que eu buscava como referência, sabe, quando comecei a atuar. Construo um bom relacionamento com eles e à medida que eu construo esse relacionamento, teremos uma troca e uma relação de confiança com os alunos.
Não sei por que me dava bem com ela e não conseguia me dar bem com os outros professores, sabe. Porém, tivemos um único relato de ausência de lembranças da prática que nos chamasse a atenção, como afirma o Protagonista 07: “É..não me lembro de nada em especial que eu pudesse apontar”. muito bom na escola."
CLAQUETE 5 – Situações limites da Prática Docente
Eu lembro de chegar... lembro de estar em casa e não me lembro de muita coisa naquele momento porque fomos recebidos por uma comissão de psicólogos que a Secretaria de Educação enviou para o CRE, fomos bem recebidos, o trabalho foi muito bem feito. Contudo, esta “anestesia” é como se fosse um mecanismo de sobrevivência, para evitar maiores frustrações e assim evitar a perda da força que resta que mobiliza a luta diária para fazer, na sala de aula e no contexto escolar, o melhor para os alunos . Ao mesmo tempo, essa “anestesia” demonstra uma linha tênue ao desespero, reforçando a necessidade de uma equipe para trabalhar com os professores, além de políticas públicas para tornar tão “estranhos e muito múltiplos universos socioeconômicos”, como traz o Protagonista 01, está sujeito a transformações e melhorias, aliadas aos valores éticos e morais da cidadania.
Acho que a ideia do projeto, a ideia da Acelera, do Carioca, é um caminho. Eu... eu não concordo com alguns... como isso é aplicado. Sou muito sincera com os meus alunos e acho que eles também se beneficiam com isso, porque conhecem muito bem... não estou falando da escola estudada36, não, mas da educação em geral.
CLAQUETE 6 – Atos-limites da Prática Docente
Então consegui colocar em prática os alunos que fizeram só a parte teórica, né? E o currículo também deve atender a essas especificidades para que os alunos tenham as ferramentas necessárias para se comunicarem na sua realidade. Aqui a mudança operada, no que se entende como responsabilidade do papel educativo, é clara e reforça o compromisso de capacitar os alunos para atuarem na sociedade.
Além disso, os alunos encontram neste estilo literário uma forma de expressar seus sentimentos, muitos criando e interpretando poesias. A poesia desenvolve de forma dinâmica muitos aspectos, leitura, construção e pesquisa de textos, expressão, entre outras habilidades, de forma que os alunos se sintam engajados.
Sobre o Curso de Extensão “Rodas de conversas – Prática Docente fora da
46Como houve um período maior entre o 2º e o 3º encontro das “Rodas de discussão – Práticas docentes fora da caixa”, foi necessário um maior acompanhamento com feedback e orientações via Whats’App. 47 As mensagens são personalizadas, de acordo com as tarefas que correspondem ao trabalho realizado na escola e acordadas no 2º encontro das “Rodas de discussão – Práticas docentes fora da caixa”. Ao final de todo o trabalho desenvolvido em conjunto, os professores participantes das “Rodas de Conversa – Prática Docente fora da caixa” serão convidados a fazerem parte do corpo docente do Curso de Extensão que será promovido em parceria com a UERJ para se tornarem
Veja como nossas criações educativas se desenvolveram durante as “Rodas de Conversa – Prática de Ensino Fora da Caixa”. Para deixar ainda mais claro o processo de construção das criações educativas, e como se deu o passo a passo da construção dessas construções nos encontros “Rodas de Conversa – Prática Docente fora dos roteiros tradicionais”, damos a descrição completa nos subcapítulos “Sobre o Mapa de Oportunidades de Ação” e.
Sobre o “Mapa de Possibilidades de ações”
Rodas de discussão - prática pedagógica fora do quadro” identificaram problemas e, a partir de discussões conjuntas, pensaram táticas e caminhos possíveis. É interessante que alguns professores do grupo já deram recomendações ao discutir um problema específico, e naquele momento foi possível observar trocas muito valiosas, que muitas vezes não acontecem em um dia escolar agitado. Outro ponto interessante é que algumas das táticas sugeridas já foram utilizadas em anos anteriores, mas por algum motivo não tiveram continuidade, por exemplo “viagem de campo”, “viagem de campo” e “escola para pais”, como pode ser visto em o apêndice. G, versão final elaborada com professores do “Mapa de Possibilidades”.
Além disso, muitos mostraram que queriam trazer de volta algumas práticas perdidas e disseram: “Vamos fazer isso este mês”, “Vou fazer esse tipo de atividade. O Anexo G contém todos os encaminhamentos realizados, que serão apresentados na escola participante do estudo e no SME do Rio de Janeiro.
Sobre o “Espaço de interação virtual” e “E-book”
Desta forma, o modelo e o desenho de trabalho com os professores nas “Rodas de discussão – prática docente fora do enquadramento” podem ser adaptados e alargados à rede municipal, para que o espaço-tempo dos centros de estudos se torne um momento de formação constante. O objeto desta pesquisa será a análise de como se constroem o(s) sentido(s) da prática docente do professor no espaço-tempo da aula e no cotidiano escolar, levando em consideração as particularidades de seus processos de inserção e implementação. Analisar como se constrói(m) o(s) sentido(s) da prática pedagógica do professor no espaço-tempo da sala de aula e do quotidiano escolar, tendo em conta as especificidades dos seus processos de envolvimento e implementação.
Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar as representações sociais de professores da EJA em relação à sua formação docente e à afetividade no processo ensino-ensino. Foram selecionados 53 artigos com base nos descritores e suas ligações em inglês e italiano: “representações sociais” e “profissão docente”;. “Rodas de Conversa – Prática de Aprendizagem Fora da Caixa” pode ser continuada como uma atividade nestes espaços-tempos.
Utilizar o espaço-tempo dos “Centros de Estudos”, como exemplificam as “Rodas de Conversa – Prática docente fora da caixa” para discutir e refletir sobre o contexto escolar.