do questionário e gravador.) na pesquisa, e outros 3 (três) aceitaram participar da pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, contudo, não responderam o questionário28. Dessa forma, a pesquisa trabalhou com 19 (dezenove) professores para proceder as análises.
O questionário29 aplicado apresentava 26 perguntas, as quais resolvemos organizar em sessões para um melhor aprofundamento das falas dos professores participantes. As discussões e análises das informações apresentadas pelos professores foram feitas sob forma de cenas as quais ganharam título de “claquete”.
A segunda pergunta foi referente ao gênero, vale destacar que, deixamos esse campo aberto para que os próprios docentes fizessem suas identificações.
Das respostas, 12 (doze) se consideram do gênero feminino e 07 (sete) do gênero masculino.
Em relação a idade a faixa etária varia numa escala entre 24 (vinte e quatro) a 58 (cinquenta e oito) anos, em que distribuímos as respostas nas faixas de 5 (cinco) em (cinco) anos, conforme podemos observar no gráfico 1:
Gráfico 1 – Idade dos professores
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, com base nas informações preenchidas pelos professores participantes da pesquisa, 2019.
Dos professores respondentes, nenhum apresenta idade nas faixas de
“26 a 30 anos” e “acima de 60 anos”, sendo a maior concentração das idades nas faixas “36 a 40 anos” e “41 a 45 anos”. De maneira geral, esta informação sobre as idades, nos demonstra que trata-se de um grupo de diferentes gerações, o que é extremamente interessante para entender como pensam, agem e trocam experiências. Uma vez que o fator idade também pode trazer influências sobre os fazeres do dia a dia.
Outra questão, importante para nós, se refere ao local onde os professores moram, pois fatores como distância, localidade também podem influir nas práticas e seus sentidos. Vejamos o Gráfico 2:
Gráfico 2 – Onde moram
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, com base nas informações preenchidas pelos professores participantes da pesquisa, 2019.
O que podemos observar é que os professores estão concentrados na Zona Norte e Oeste do Rio de Janeiro, com exceção de 03 (três), em que 02 (dois) estão na Baixada Fluminense, em Nova Iguaçu, e o outro em Niterói, Itaipu, sendo este último com significativa distância de moradia.
Muito embora a escola esteja situada em um local de fácil acesso, a distância deste professor que mora em Niterói, conforme cálculo no Google Maps, fazendo o percurso de carro dá uma média de 1h1min, com pedágio, e caso o mesmo precise utilizar transporte público, leva em média 3h30min. Este cálculo leva em consideração o trajeto feito em bom trânsito, o que geralmente não acontece, pois quase sempre há trânsito. Por este motivo, o professor faz o deslocamento de moto para conseguir fazer o trajeto em 1h e pouca.
Verifica-se também com o gráfico que não há nenhum professor da Zona Central e Sul do Rio de Janeiro.
Quando perguntados sobre o “Tempo de Formação”, foi verificada a escala de 4 (quatro) anos a 36 (trinta e seis) anos, em que distribuímos as respostas nas faixas de 5 (cinco) em (cinco) anos, conforme Gráfico 3:
Gráfico 3 – Tempo de formação
CLAQUETE 3 – Escola e suas funções
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, com base nas informações preenchidas pelos professores participantes da pesquisa, 2019.
Essas diferenças de tempo de formação também se devem às variadas idades dos professores, o que pode promover trocas de experiências de distintas gerações, ou até mesmo haver certo embate de posicionamentos pelas épocas de formação.
Conforme podemos observar, a maior concentração do tempo de formação está em 21%, na faixa dos “16 a 20 anos”, seguidas de 16%, nas faixas “21 a 25 anos”, “11 a 15 anos”, “6 a 10 anos”, o que nos demonstra significativo tempo de formação. Contudo, ainda com o mesmo percentual (16%) aparece o grupo da faixa de “0 a 5 anos”, apresentando formação mais recente.
É importante destacar que as formação apontadas pelos professores estão nas áreas de Pedagogia (2), Letras (6 sendo 2 português/inglês), História (2), Geografia (1), Biologia (2), Educação Física (4), Matemática (2), cujas as Instituições de formação são: UERJ (3), UFRJ (5), UFF, ISERJ Superior, Faculdades Integradas Simonsen, Universidade Gama Filho, Centro Universitário da Cidade, Centro Universitário Celso Lisboa, FAHUPE, Universidade Santa Úrsula, UNIABEU, Faculdade CCAA e Faculdade da Cidade.
Os professores também nos responderam sobre o tempo de magistério, no qual obtivemos a escala de 6 (seis) a 33 (trinta e três) anos, em que
distribuímos as respostas nas faixas de 5 (cinco) em (cinco) anos, como pode ser observado no Gráfico 4:
Gráfico 4 – Tempo de magistério
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, com base nas informações preenchidas pelos professores participantes da pesquisa, 2019.
A partir do Gráfico 4, verificamos que os tempos de magistério também são distintos, sendo a maior concentração com 26% dos respondentes, na faixa de “21 a 25 anos”, seguida de 21% na faixa “6 a 10 anos” e 16% na faixa de “11 a 15 anos”, apresentando significativo tempo de prática docente.
Ao analisarmos individualmente as respostas dos professores em relação ao “Tempo de formação” e “Tempo de magistério”, verificamos que, por vezes o tempo de magistério é maior que o tempo de formação, isto porque os respondentes consideraram a graduação como referência para a contagem do tempo de formação. Esse comparativo nos faz presumir que muitos dos professores iniciaram o magistério antes da graduação, tendo feito, por exemplo, formação de professores.
Mas, como a pesquisa se dá dentro de uma escola municipal, foi necessário saber o tempo de atuação desses professores na Rede Municipal. O Gráfico 5, nos aponta este tempo:
Gráfico 5 – Tempo de atuação na Rede Municipal
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, com base nas informações preenchidas pelos professores participantes da pesquisa, 2019.
Verificamos que o tempo de atuação na Rede Municipal, também, é bem variado, apresentando professor com mais de 03 (três) décadas de atuação, que já ultrapassaram, por exemplo, o período de anos de trabalho e direito à aposentadoria especial, e um com apenas 2 anos e 7 meses, conforme observação das respostas individuais.
Como pode ser visto no Gráfico 05, a maior concentração de tempo na rede, com 52, 63%, está na faixa de “6 a 10 anos”, ou seja mais da metade dos respondentes, o que demonstra que a maioria dos professores participantes são relativamente “contemporâneos”, recém chegados nas atividades da Rede Municipal, o que pode influir sobre os sentidos de prática docente que circulam na escola pesquisada.
Ampliando o olhar para todo o gráfico, verificamos que são muitos anos de atuação da maioria dos respondentes, o que nos provoca a saber se estes possuem outras formações e pós-formações. Quando perguntados, 73,7%
informaram que possuem, conforme o Gráfico 6:
Gráfico 6 – Possui outras formações e pós-formações
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, com base nas informações preenchidas pelos professores participantes da pesquisa, 2019.
O percentual de 73,7% demonstra que a maior parte dos professores participantes, avançaram em seus estudos, para além da graduação. Desse percentual, 2 (dois) são mestres pelas instituições UERJ e UFF, 1 (um) mestrando pela UERJ e os demais professores possuem especializações diversificadas. Por esta informação, verificamos a importância da oferta do nível Stricto-Sensu em instituições públicas para a formação continuada dos professores, de modo que esses continuem estimulados a aprofundar discussões e reflexões sobre suas práticas, bem como sobre os contextos nos quais estão inseridos.
Com o intuito de observamos a formação permanente dos professores participantes, perguntamos sobre a data da última participação em curso, congresso ou outros eventos sobre educação, contudo, nos chamou a atenção respostas do tipo “Não lembro”, “2014”, “2015”, “2016”, “2017”, apontada por quase metade do grupo respondente. Tais informações nos provocam e nos fazem inferir que não há uma efetiva política que estimule e favoreça a formação permanente dos professores, sendo mais o interesse do próprio docente o motivador em buscar por estes espaços de formação. E fica a pergunta que foi trabalhada nas “Rodas de Conversas” e na construção do mapa de possibilidades de ação. Quais medidas a escola junto aos seus professores podem fazer para promover espaçotempo de formação permanente?
Por outro lado, nas turmas de Projetos, a exemplo do Carioca I e Carioca II, um dos professores respondeu que a formação acontece mensalmente.
Depois de sabermos mais sobre quem são os professores participantes da pesquisa, buscamos compreender, a partir das pistas iniciais, os sentidos atribuídos à prática docente e o que entendem sobre “Ser Professor(a)”.