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euller antunes quaresma

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Academic year: 2023

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(NÃO) CONSIDERAR AS INVESTIGAÇÕES POLICIAIS E AS INFRACÇÕES CRIMINAIS EM CURSO COMO CAUSA DOLOROSA NA DOSIMETRIA DAS SENTENÇAS E NA ANÁLISE DO JULGAMENTO. Esta é a tese de encerramento do curso de Direito das Faculdades Unidas de Teófil Otoni, intitulada “(Não)consideração de Investigações Policiais e Crimes em Andamento como Causa Excitante na Dosimetria Penal e Análise do Julgamento Recurso Extraordinário nº. 591.054 do Supremo Tribunal Federal‖ e sua principal área de concentração é o direito penal. O objetivo principal do trabalho em questão foi analisar a possibilidade de que, para efeito de irritação na dosimetria punitiva, fossem considerados pelo Supremo Tribunal Federal, inquéritos policiais e atos criminosos que ocorram em detrimento dos acusados, especialmente após o veredicto. , recurso extraordinário nº. 591054.

Diante dessa situação, o presente trabalho, intitulado “(da) Consideração do Inquérito Policial e das Ações Penais em Andamento como Causa Irritante na Dosimetria Penal e Análise do Acórdão no Recurso Extraordinário nº 591.054 do Supremo Tribunal Federal ‖, será tem como principal área de concentração o direito penal e tem como principal objetivo analisar a possibilidade de considerar, para efeito de exasperação em dosimetria criminal, inquérito policial e atos criminosos em curso em detrimento do acusado, levando em consideração as correntes doutrinárias e a jurisprudência a respeito do caso e sobretudo do julgamento do STF do recurso extraordinário nº 591.054.

OS SISTEMAS DE DOSIMETRIA DE PENA ADOTADOS NO ORDENAMENTO

O Sistema Bifásico

O chamado sistema de duas etapas, cuja autoria é atribuída a Roberto Lyra, teve como primeiro passo a determinação da pena básica utilizando as circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do Código Penal, combinada com a análise da existência ou não agir em circunstâncias atenuantes e agravantes. Dois serão, sem dúvida, essenciais sempre que houver um motivo para uma ascensão ou queda.

O Sistema Trifásico

Este sistema foi adotado com o advento da chamada reforma da parte geral do Código Penal, ocorrida após a promulgação da Lei nº, que alterou vários artigos do referido código. Contudo, é importante ressaltar que, no que se refere à pena de multa, continua existindo certa forma de sistema de duas etapas, nos termos do artigo 49, caput e §1º do Código Penal, uma vez que, de acordo com o referido artigo, cabe ao juiz determinar primeiro o número de dias de pena e depois determinar o valor de cada dia de pena. Contudo, no que se refere à determinação das penas privativas de liberdade, o método das três etapas está expressamente previsto no artigo 68, caput, do Código Penal, que dispõe que “a pena básica será determinada atendendo aos critérios do art.

IV - substituir a pena de prisão imposta por outra espécie de pena, se for o caso. Continuamente, o magistrado deve destacar-se e considerar as circunstâncias agravantes e atenuantes, sendo estas as contidas respectivamente nos artigos 61 e 65, ambos da lei penal. Vale lembrar que outras circunstâncias agravantes e atenuantes estão previstas nos artigos 62 e 66 do Código Penal, respectivamente.

A título de exemplo do motivo da redução da pena, consta o artigo 14.º do Código Penal, que prevê expressamente a redução da pena no caso de crime cometido dolosamente, a saber: Por outro lado, como amostra das razões para o aumento da pena, o art. 157, § 2º do Código Penal prevê tais causas em determinadas situações relacionadas ao crime de furto. Em outra direção, para Alberto Silva Franco (1995, apud Fernando Capez, 2011, p. 475), a referida reforma do Código Penal (a lei, embora estabelecesse um critério trifásico como regra para a dosimetria penal, criaria uma quarta fase que consiste na prisão substitutiva com restrição de direitos ou multa.

CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM ESPÉCIE

  • Culpabilidade
  • Antecedentes
  • Conduta social
  • Personalidade do agente
  • Motivos
  • Circunstâncias e consequências do crime
  • Comportamento da vítima

É com base nas circunstâncias jurídicas em análise que o juiz escolhe a pena a aplicar entre as previstas (reclusão ou multa), determina a sua dimensão, determina o regime inicial e, por fim, verifica a possibilidade de substituição da pena de reclusão por restrição de direitos. ou tudo bem. Desde logo, importa salientar que a responsabilidade penal no âmbito do Código Penal consiste num instituto amplo e elementar, que deve ser observado tanto para a verificação do crime como para a condenação. Em outra direção, entende-se que a circunstância jurídica prevista no artigo 59 do Código Penal é a culpa no seu sentido mais amplo, pois diz respeito a uma visão mais ampla da probabilidade na composição de um dos critérios de determinação da pena básica. comportamento criminoso submetido ao juiz.

Antecedentes: são todos os fatos sobre a vida passada do agente, bons ou ruins, ou seja, tudo o que ele fez antes de cometer o crime. Ainda, quanto ao alcance dos antecedentes criminais, especialmente no que diz respeito aos critérios a serem adotados para anulação ou não da pena básica, parte da doutrina, a exemplo de Rogério Grego (2007, pp. 563-564), considera apenas as condenações como antecedentes . medidas definitivas que não sejam capazes de provocar uma situação de recaída. Cezar Roberto Bitencourt (2012, p. 662) enumera outras situações ou elementos capazes de influenciar o julgamento da personalidade do agente, como as infrações penais cometidas por ele enquanto menor e as infrações penais cometidas pelo réu após o objeto do crime no caso em que a dosimetria de penalidade é realizada.

Por isso entendemos que o juiz não deve levar isso em consideração na determinação da pena básica. É oportuno salientar que a utilização dos motivos do crime na condenação é rara, porque na maioria dos casos a motivação para a prática do ato ilícito constitui uma circunstância qualificadora, motivo de agravamento ou condenação. Esta circunstância judicial (favorável ou desfavorável ao arguido) só se aplica quando a motivação do crime não a qualifica, não provoca redução ou aumento da pena, ou prevê circunstância atenuante ou agravante genérica.

Por exemplo, no crime de lesão corporal por negligência, não há classificação criminal baseada na gravidade da lesão. Portanto, ao determinar a pena básica, o juiz deve considerar se a lesão é leve ou grave. O comportamento da vítima, circunstância jurídica última enumerada no artigo 59.º do Código Penal, pode ser entendido como o ato ou omissão do próprio sujeito passivo (o agente submetido ao julgamento criminal) que possa de alguma forma ter contribuído para o comité . da criminalidade...

CORRENTE PELA ―DESCONSIDERAÇÃO‖

Se cada acusado for presumido inocente até que o julgamento final o declare culpado (CF, art. 5º, inc. LVII), o inquérito policial ou a conduta criminosa em curso nunca poderão ser considerados antecedentes criminais. Além disso, o agente não pode ser prejudicado pela simples existência de inquérito policial, em curso ou arquivado, ou de processo-crime, em curso ou cuja ação penal seja julgada improcedente por insuficiência de provas. Ressalte-se que a referida súmula 444 do STJ, embora não tenha caráter vinculativo (pois esta prerrogativa é exclusiva do Excelso Pretoriano), é um dos fundamentos mais relevantes e utilizados, no âmbito de sentenças penais em casos específicos, pelo “descaso” ou total falta de influência nas investigações e ações penais que tramitam na dosimetria em punição em prejuízo do réu.

Percebe-se que esta situação ocorre tanto no tribunal a quo quanto, até mesmo, no recurso, na medida em que os tribunais superiores, com base na referida súmula, tendem a considerar a dosimetria da sentença feita pelo juiz monocrata que pode ter ido tem, para reformar. de contrariar a visão de “desrespeito” às investigações em curso e às ações criminais em detrimento do réu. A condenação, ao contrário do que alega o requerente, justifica exaustivamente o agravamento da pena aplicada ao paciente, e supera suficientemente as circunstâncias judiciais para justificar a fixação de uma pena base significativamente superior ao mínimo legal (com exceção de maus antecedentes). Os tribunais ordinários, quando a pena básica foi fixada acima do mínimo legal, valorizaram negativamente a existência de um processo criminal que ainda não havia sido definitivamente avaliado como circunstância judicial desfavorável ao paciente, em claro contraste com a Súmula 444 do STJ, que afirma que “a utilização de inquéritos policiais e a continuidade de ações penais para agravamento da pena base”, haja vista que, no momento da não admissão do recurso especial, o referido verbete já havia sido publicado.

A modificação da pena base deverá desconsiderar apenas o processo penal existente contra o paciente que aguarda julgamento no momento da sentença impugnada. A mera submissão de alguém a simples inquéritos policiais (arquivados ou não) ou a processos penais em curso não é, por si só, suficiente – dada a ausência, em tais situações, de condenação criminal transitada em julgado – para justificar o reconhecimento que o arguido faz. eles não têm um bom histórico. A mera existência de investigações ou ações criminais em andamento não pode ser considerada como caracterização de mau histórico, sob pena de violação do princípio constitucional da inocência (CF, art.

CORRENTE PELA ―CONSIDERAÇÃO‖

Em nossa opinião, é possível o aumento da pena base, devido à existência de ações penais em curso. Vale destacar também que desconsiderar a existência de ações penais em curso fere o princípio da isonomia, conforme apontou em apoio o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. oralmente na audiência do RE 591054, o comportamento social e a personalidade de um réu que não responde a nenhum outro processo será semelhante ao de alguém que responde a outros processos e questionamentos. Nessa linha, o próprio Supremo Tribunal Federal possui decisões que reconhecem a possibilidade de agravamento da pena base, com base na existência de inquéritos policiais e ações penais em curso em desfavor do réu.

III – As investigações policiais e as ações penais em curso, desde que devidamente motivadas, constituem maus precedentes para efeito de fixação da pena base, sem com isso ofenderem o princípio da presunção de inocência. Além disso, no âmbito do Supremo Tribunal Federal já existe um entendimento, aprovado e registrado em sentença, de que embora a continuidade das investigações policiais e das ações criminais não signifiquem, por si só, maus antecedentes, a partir de uma análise específica do caso específico, seria possível agravar a pena do arguido com base em tais factores. O simples fato de existirem ações criminais ou mesmo investigações policiais em curso contra o paciente não leva automaticamente à conclusão de que o paciente tem antecedentes ruins.

Nesta ocasião, em primeiro lugar, o Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública (anteriormente nós no Art. 129, I, da Constituição da República), quando se manifesta sobre o caso, por meio do Ministro da Justiça da República Rodrigo Janot Monteiro de Barros, deixou clara a posição do órgão ministerial quanto à possibilidade de. levando em consideração os inquéritos policiais em curso e os atos criminosos na dosimetria penal, à luz do disposto no art. O plenário iniciou o julgamento de recurso extraordinário, onde se discute a possibilidade de investigação em curso e de atos criminosos constitutivos de maus antecedentes para efeito de determinação da pena básica. Também incluiu o enunciado 444 da súmula do STJ (“É vedada a utilização de inquérito policial e de atos criminosos em curso para agravar a pena básica”).

Nesse sentido, elementos que possam perder sustentação factual não podem ser considerados antecedentes reveladores. RE-591054) Investigações e ações em andamento e má ficha - 2. A Ministra Rosa Weber afirmou que não haverá violação do princípio constitucional da presunção de inocência, pois o juiz, dadas as particularidades da situação concreta, preferiria uma avaliação negativa da existência de diversas investigações e atos criminosos lesivos ao réu na determinação da pena básica.

Referências

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