The aim of this master's thesis was to identify and analyze the reading experiences - with reference to the written text - established in the school and out-of-school contexts, which were narrated by four students. However, this context contributed to the establishment of the reading experiences because the school, through its library, made the reading material available to the students, who in turn made their choices and read according to their interests.
LISTA DE GRÁFICOS
SUMÁRIO
- CAPÍTULO I - LEITURA, EXPERIÊNCIA E EXPERIÊNCIAS
- CAPÍTULO II - A TESSITURA DO PERCURSO METODOLÓGICO 43
- Impressões e sentimentos: alguns apontamentos sobre o período de coleta
- CAPÍTULO IV – TRAMAS PARA A EXPERIÊNCIA DE LEITURA: entre
- CAPÍTULO V – EXPERIÊNCIAS DE LEITURA EM DIFERENTES CONTEXTOS
- INTRODUÇÃO
- CAPÍTULO I
Para conhecer as experiências de leitura de quatro alunos do quinto ano do ensino fundamental, utilizou-se a narrativa. Por fim, foram analisadas as experiências de leitura (ou falta de experiências) que esses alunos vivenciaram no contexto escolar e fora dele.
LEITURA, EXPERIÊNCIA E EXPERIÊNCIAS DE LEITURA
Leitura
Para ele, a leitura é o principal ato de aquisição de outros conhecimentos, e a leitura deve se basear na leitura de mundo do indivíduo, para dar sentido à palavra de acordo com os conhecimentos e, por que não dizer, as experiências, que passaram a constituir o leitor como um indivíduo. FREIRE, 2003, p. 11), entende-se que tornar-se literário, adquirindo a leitura do texto escrito, é uma das formas de ler o mundo, e que esta forma de ler e as demais leituras juntas dão sentido a um conjunto que é contextualizado e adquirido significado. e significado.
Práticas de leitura
Assim como os recursos de leitura mudaram para se tornarem mais acessíveis e confortáveis para o leitor, as práticas de leitura também mudaram. É no processo de leitura que o leitor pode tomar para si o texto, “apropriar-se” da leitura e do texto (CHARTIER, 1999).
Experiência e narrativa
Dir-se-ia que tudo o que acontece está organizado de tal forma que nada nos acontece. Parece que o excesso de informação na sociedade atual dificulta a vivência das coisas, e esse excesso seria um dos motivadores para a falta de experiência (LARROSA, 2002).
Experiência de leitura
Isso não significa que não seja possível proporcionar as condições para a realização da experiência de leitura. Tal comportamento não contribui para a leitura, que transforma e pode representar a experiência de leitura.
CAPÍTULO II
A TESSITURA DO PERCURSO METODOLÓGICO
- O percurso metodológico
- A observação participante e o diário de campo
- Entrevistas – em busca das narrativas
- Entre as narrativas e a análise
- A entrada em campo
- Conhecendo os diversos contextos
- Impressões e sentimentos: alguns apontamentos sobre o período de coleta de dados
- CAPÍTULO III
Na primeira manhã de observação no contexto escolar28, fiquei atento e registrei episódios envolvendo leitura no diário de campo. No terceiro dia de observação no contexto extraescolar, acompanhei Vinícius a uma instituição filantrópica30, onde ele estava aprendendo a tocar violão. No segundo dia de observação em contexto escolar, voltei à escola pela manhã para recolher dados.
No terceiro dia de observação na escola, Nara me disse que não iria à escola. No quarto e último dia de observação na escola, dia em que pretendi realizar as entrevistas na escola, Vinícius e Carlos estiveram ausentes. No último dia de observação na escola, os alunos saíram uma hora mais cedo devido à preparação da escola para as eleições autárquicas.
OS ALUNOS E OS CONTEXTOS
- Contextos comuns: a cidade, o bairro, a escola
- Os contextos extraescolares
- Os alunos e os contextos
- CAPÍTULO IV
Como não entrei na casa de Nara, considerei este o principal local da casa onde ela utilizaria o texto escrito. Outra observação referente ao texto escrito ocorreu através de um livro trazido por uma colega de Nara. Vinícius teve aulas de violão nesta instituição e pude perceber que o texto escrito estava presente nas partituras e nas paredes com informações sobre a instituição.
Na casa de Carlos o texto escrito estava disponível no computador/internet, em anotações/lembranças deixadas pelos familiares e no calendário da cozinha. Para a avó de Carlos, o texto escrito estava presente na televisão, nos rótulos de produtos alimentares, de higiene e limpeza e em algumas revistas antigas. O texto escrito também estava presente na nota fiscal, onde estava escrito o endereço da residência de Carlos para que a compra fosse entregue.
TRAMAS PARA EXPERIÊNCIAS DE LEITURA
Os materiais de leitura nos diferentes contextos
Quando questionados sobre o que costumavam ler na escola, os alunos apontaram outros suportes de leitura44 com os quais tiveram contacto e destacaram novamente os livros da biblioteca. Valeria a pena refletir se as informações foram suficientes para constituir conhecimento e garantir a experiência de leitura. A partir desse momento vivenciado por Nara na biblioteca, pode-se refletir sobre as (faltas) oportunidades vivenciadas para ter uma experiência de leitura.
Por outro lado, a forma de leitura escolar acaba por ser introduzida em contextos extracurriculares, principalmente em casa, contexto em que os alunos realizam trabalhos escolares e leem com o objetivo de cumprir compromissos escolares (testes, avaliações, apresentações). Mas são práticas de leitura que vão além de representar o que ler, quando e o acesso a tais materiais. As bibliotecas públicas e/ou privadas (abertas à comunidade) também surgiram como um importante espaço para disponibilizar materiais de leitura e para ler.
Tramas para a constituição da experiência de leitura: práticas de leitura nos diferentes contextos
Nas práticas de leitura analisadas por Platzer (2009), o silêncio também foi mencionado pelos alunos como algo importante na leitura na escola. Nesse sentido, vale destacar duas práticas de leitura, narradas por Isabela e Vinícius, que mencionam as mães. Para identificar os fios que levaram às práticas de leitura no contexto escolar, perguntou-se aos alunos como era ler na escola.
Em relação aos espaços de leitura na escola, Nara comentou que às vezes a professora permitia a leitura na sala de aula ao final da aula. Problematizam-se determinadas práticas adotadas na escola e repetidas em contextos extracurriculares que não contribuem para a experiência de leitura do leitor. Por outro lado, a escola era vista como a principal promotora da leitura, pois fornecia aos alunos material de leitura (livros) para lerem e/ou lerem em casa.
CAPÍTULO V
EXPERIÊNCIAS DE LEITURA EM DIFERENTES CONTEXTOS
Nós e fissuras da trama da experiência de leitura
Em outro momento, foi solicitado aos alunos que narrassem as atividades realizadas na escola desde o recreio até a saída. Parece que os alunos viam a cópia como sinônimo de estudo e tinham dificuldade em reconhecer outras dinâmicas além do estudo. Nessa perspectiva, copiar soava como um castigo para os alunos e, embora pudessem utilizar ferramentas de leitura para copiar, por serem alfabetizados, não percebiam que copiar lhes permitia ler.
Se essas leituras/escritas estivessem mais presentes em sala de aula, talvez os alunos vivenciassem a leitura com mais intensidade, com mais vontade, e compreendessem os significados da leitura e da escrita no seu uso. Nesse sentido, os alunos acabaram associando a leitura à cópia, dando à leitura uma conotação diferente do que se deseja – algo que contribui para a formação do aluno, que o transforma (LARROSA, 1996). O que se observou é que mesmo fora da escola os alunos utilizavam uma prática escolar permeada pelo pragmatismo, distanciando-se, assim, da compreensão leitora como propulsora de formação e experiência.
As experiências de leitura
Também foram encontrados vestígios nas narrativas de Vinícius que interpretei como componentes da experiência de leitura. Isso me leva a concluir que a experiência de ler Vinícius advém da leitura desse gênero textual, podendo tocá-lo em sua subjetividade. Porém, não há elementos em sua narrativa que possibilitem perceber uma experiência de leitura a partir desse suporte.
Em geral, foram encontrados indícios de experiência de leitura na história da menina. Sobre esse tema, Larrosa (1996) diz que a experiência de leitura é uma experiência de formação. Não ficou claro em sua história se esse momento se tornou um acontecimento, uma experiência de leitura (LARROSA, 2008), mesmo que fosse sob uma perspectiva negativa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ressalto ainda que não encontrei nas narrativas dos alunos trabalhos de leitura realizados no computador que pudessem ser interpretados como experiências de leitura. Vale ressaltar que as experiências de leitura foram encontradas principalmente em leituras feitas a partir de materiais impressos, geralmente livros e histórias em quadrinhos. Uma das narrativas que ilustra as leituras “provocadas” pelo contexto escolar e que indicou a experiência de leitura foi a de Isabela.
Em linhas gerais, as experiências de leitura tinham como objetivo ‘acolher’ o leitor (ALVES, 2008), entreter, incitar e promover a socialização e a aproximação. Os leitores se permitiram novas viagens e chegaram a um território novo e desconhecido: o campo da experiência de leitura. Vale lembrar também que a experiência de leitura é um acontecimento e que, por ser um acontecimento, não pode ser causada ou antecipada (LARROSA, 1996).
Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 7 fev. lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12640:parametros-curriculares-nacionais1o-a-4o-series&catid=195:seb-educacao-basica&Itemid=859>. Programa Nacional do Livro Didático. http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=668id=12391option=com_contentview=article>. Disponível em: Disponível em: Título da pesquisa: EXPERIÊNCIAS DE LEITURA INFANTIL EM DIFERENTES CONTEXTOS Mestranda: Andrea Del Larovere. Eu, Andrea Del Larovere, graduanda do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDUC) da Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão, matrícula 20120406, solicito respeitosamente autorização para coleta de dados para o desenvolvimento da pesquisa intitulada “Experiências de LEITURA INFANTIL EM DIFERENTES CONTEXTOS”. Declaro ainda que a data da observação seguirá o cronograma de comum acordo com este departamento. Informo ainda que a data da observação seguirá o cronograma em consulta com os pais e/ou responsáveis da criança. A não vontade de participar não implicará de forma alguma no tratamento da criança ou de seus responsáveis na escola e/ou na Universidade Federal de Goia - Campus Catalão. Caso você se sinta desconfortável com alguma pergunta observada ou feita, basta informar a pesquisadora e a criança poderá deixar de ser observada ou responder às perguntas sem resultar em qualquer dano à criança ou aos seus cuidadores. As informações obtidas através de observações e entrevistas podem posteriormente ser utilizadas para trabalhos científicos e acadêmicos; A identificação da criança e de seus responsáveis será mantida em sigilo, ou seja, a pesquisadora garante o completo anonimato dos participantes. Não há risco significativo para a criança ou seus responsáveis pela participação neste estudo. O consentimento para a participação da criança neste estudo é totalmente voluntário e não houve qualquer tipo de pressão por parte da criança ou de seus responsáveis. A participação no estudo é voluntária e em hipótese alguma haverá qualquer pagamento ou satisfação financeira pela participação da criança ou de seus responsáveis.APÊNDICES
ANEXOS