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faculdade cidade verde

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Academic year: 2023

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Foram discutidas a imperícia médica, quais danos são indenizáveis, as exclusões que isentam o profissional de responsabilidade e também a aplicação da responsabilidade objetiva ao cirurgião plástico. Considerando a situação antagônica onde, por um lado, existe uma grande procura pela cirurgia plástica e, por outro, o número de casos é crescente no Judiciário, o objetivo deste estudo é analisar a responsabilidade civil da plástica como objetivo geral. cirurgiões no embelezamento de operações estéticas.

CONCEITO DE RESPONSABILIDADE CIVIL

Carlos Roberto Gonçalves (2013) inclusive concorda com a mesma ideia do referido autor quanto à distinção entre obrigação e responsabilidade, reafirmando que obrigação é a obrigação jurídica originária, enquanto responsabilidade é a obrigação jurídica subsequente que resulta da violação da primeira. Dessa forma, segundo Cavalieri Filho (2014, p. 14), a responsabilidade civil pode ser conceituada como um “dever jurídico sucessivo decorrente da ressarcimento do dano resultante da violação do dever jurídico originário”.

ESPÉCIES DE RESPONSABILIDADE CIVIL

  • Responsabilidade civil e penal
  • Responsabilidade contratual e extracontratual
  • Responsabilidade subjetiva e objetiva
  • Responsabilidade nas relações de consumo

Com base nisso, conclui-se que a responsabilidade civil é a prática de uma ação ilícita, nomeadamente a violação de um dever jurídico originário, que causa dano à vítima e, portanto, cria a obrigação de reparar o dano da sua parte. invasor. Com isso, nota-se que a responsabilidade civil adentra a esfera do direito civil, responsabilizando o causador do dano pela sua reparação por meio de indenização.

PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL

  • Ação ou omissão
  • Culpa
  • Dano
    • Dano patrimonial
    • Dano moral, estético, individuais e sociais
  • Nexo de causalidade

Além dos danos acima mencionados, há também os danos estéticos, que segundo Lisboa (2012, v. 2, p. 274) são uma “perda extrapatrimonial resultante de. O nexo causal é definido por Lisboa (2012) como “a relação entre a conduta do agente e o dano sofrido pela vítima”, sendo que a responsabilidade civil só se aplica quando se estabelece que o agente foi o causador do dano.

EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL

O ato exclusivo de terceiro também é classificado como responsabilidade civil excluída quando o dano foi causado exclusivamente pelo terceiro ou o terceiro foi participante concorrente do agente na produção do dano. 12, § 3º, III e 14, § 3º, II, de modo que o fornecedor de produtos e serviços fica isento de responsabilidade civil se o dano for considerado de culpa exclusiva de terceiro. Em suma, as referidas exclusões têm o poder de exonerar o agente da obrigação de reparar o dano, uma vez que a sua conduta está amparada neste aspecto do instituto da responsabilidade.

O objetivo do capítulo desenvolvido é discutir a responsabilidade civil do médico, pois é necessário entender quais pontos relevantes constituirão a obrigação de indenizar, porém, este estudo se limitará ao exercício da medicina por profissional independente, conforme num capítulo posterior, a responsabilidade do cirurgião plástico para com seus pacientes.

RESPONSABILIDADE CONTRATUAL OU EXTRACONTRATUAL?

Sérgio Cavalieri Filho (2014) destaca que os debates resultantes sobre a natureza jurídica da responsabilidade médica, contratual ou extracontratual, perderam força com o advento do CDC. No que diz respeito à responsabilidade pessoal do médico, existem também diferenças doutrinárias quanto à natureza jurídica do contrato celebrado entre o paciente e o médico, independentemente de se estruturar em contrato de prestação de serviços ou em contrato sui generis10, uma vez que o profissional, além de serviços técnicos, desde que também possam ser colocados na posição de conselheiro ou protetor de pessoa doente. Em suma, verifica-se que, apesar das divergências quanto à natureza jurídica da responsabilidade civil do médico, seja ela contratual ou extracontratual, com o advento do CDC, esta passou a ser contratual.

Além disso, no que diz respeito à natureza jurídica do contrato entre o paciente e o médico, quer seja considerado um contrato de prestação de serviços ou um contrato sui generis, nada altera a responsabilidade do médico. Afinal, o que importa é se a obrigação acordada é um meio ou uma consequência.

OBRIGAÇÃO DE MEIO

A posição de Melo (2014) é interessante quando apresenta as mesmas ideias sobre o dever de cuidado do trabalhador autônomo mencionadas acima, quando afirma que se houver descumprimento do acordado entre as partes, o ônus da prova recai sobre que o médico tenha agido por negligência, descuido ou imperícia será por parte do paciente, neste caso considerado consumidor, conforme estipula o art. Dessa forma, é possível verificar que a responsabilidade civil do médico será regulamentada pela Lei de Defesa do Consumidor, tema que será abordado em tópico posterior. Em suma, o médico tem, regra geral, o dever de cuidar do seu paciente, que deve oferecer os seus serviços de acordo com as regras e procedimentos estabelecidos pela profissão.

Porém, ele será responsabilizado caso tenha agido por negligência, imprudência ou incompetência, mas sua responsabilidade será baseada na conduta, no nexo de causalidade, no dano e, principalmente, na culpa, que deverá ser comprovada pelo paciente.

OBRIGAÇÃO DE RESULTADO

Segundo Melo (2014), caso isso não seja alcançado, haverá presunção de culpa na obrigação de resultados, onde o lesado deverá apenas demonstrar que o resultado pactuado não foi alcançado, para criar uma obrigação de indenizar o profissional, ou seja, neste caso a comprovação de que tomou todos os cuidados necessários, será de responsabilidade do colaborador, e comprovará a ocorrência de caso fortuito ou de força maior. Quanto aos pré-requisitos necessários à responsabilização do profissional, leia-se médico, serão os mesmos que a obrigação dos meios, conforme explica França (2014) que “perante os danos, o que será determinado é a responsabilidade, assumindo em conta principalmente o grau de culpa, o nexo de causalidade e a extensão do dano, ainda mais no caso de pedidos de indenização por perdas e danos". Conclui-se, portanto, que o dever de execução é a prestação do serviço pelo médico, pelo qual ele é obrigado a alcançar determinado resultado, que, se não for cumprido, dará origem à responsabilidade, pois há presunção de culpa.

Além disso, caberá ao profissional o ônus de comprovar que agiu com o devido zelo, ou seja, com prudência, diligência e de acordo com as regras estabelecidas pela profissão, bem como os pressupostos de responsabilidade civil que devem ser levado em conta. são o mesmo que a obrigação de ser livre.

DIREITOS E DEVERES DO MÉDICO

Em relação aos deveres médicos, a categoria, que em caso de violação pode acarretar consequências jurídicas para os profissionais, afeta diretamente o campo da responsabilidade civil, pois pode ensejar a obrigação de reparar o dano decorrente da conduta que causou o dano ( FRANÇA, 2014). Anteriormente, prevalecia a ideia de que os médicos tinham total liberdade de atuação, pois o diploma de médico era uma prova indiscutível de competência e idoneidade, e que a medicina poderia mudar de acordo com os métodos e as situações. (c) respeitar a vontade do paciente; [..] (e) esclarecer objetivamente o quadro clínico ao paciente ou cuidador. f) informar o paciente sobre a intervenção cirúrgica e possíveis consequências e consequências; (g) orienta o paciente sobre o uso de medicamentos e reações que podem ocorrer ao utilizá-los, e gerencia o procedimento em caso de qualquer reação; [..] (l) nunca violar o sigilo médico.

Por fim, subsistem ainda alguns comportamentos vedados pelo Código de Ética Médica, no que diz respeito “ao domínio das relações com os seus clientes, bem como com aqueles a quem presta serviços, bem como em algumas outras áreas de relacionamento e investigação”. na profissão médica. ciência médica" (MELO, 2014, p. 120-121).

CONSENTIMENTO INFORMADO

O dever de respeitar a vontade do paciente foi inspirado no Código de Nuremberg11, que estabelece dez princípios básicos que regem a ética em pesquisa. Melo (2014, p. 121) explica que “o médico deve obter o consentimento informado do paciente ou, não sendo possível, do seu representante legal ou dos familiares mais próximos”. Caso esse requisito não seja atendido, o Código de Ética Médica proíbe expressamente o profissional de atuar (BRASIL, Resolução do CFM no Capítulo IV, Artigo 22).

Em suma, o consentimento informado do paciente é um elemento necessário, obrigatório e essencial, de caráter prévio, dado após o recebimento de todas as informações e explicações do profissional responsável, para que o procedimento autorizado possa ser iniciado.

PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE MÉDICA

É importante apontar a existência de problemas relacionados à comprovação da culpa do médico, o primeiro é a entrega das provas e o outro em relação à sua complexidade. Lembram Cristiano Chaves de Farias, Nelson Rosenvald e Felipe Peixoto Braga Netto (2015) que se as provas forem depoimentos, é provável que pessoas que sejam subordinadas ou que trabalhem com o profissional sejam chamadas para depor, o que muitas vezes dificultará a prestação do depoimento. evidência. Além disso, o ônus da prova pode ser invertido pelo juiz em favor do consumidor, neste caso o paciente, conforme estipula o art.

Finalmente, existem problemas associados à tarefa de provar a culpa do médico. A primeira diz respeito à produção de evidências e a outra está relacionada às diferentes e complicadas formas de abordar um determinado problema.

RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO À LUZ DO CÓDIGO DE DEFESA DO

Assim, a responsabilidade médica civil ficará sujeita ao CDC, uma vez que a prestação de serviços médicos é considerada um serviço especializado, mas é necessária remuneração direta ou indireta para estabelecer uma relação de consumo, bem como é exigida “atuação profissional”. médico [..], no que diz respeito ao esquema de responsabilidade do serviço, à presença do defeito do serviço e sua ligação com o dano sofrido pelo consumidor” (MIRAGEM. Responsabilidade civil de clínicas médicas e hospitais por danos) causados ​​pelo paciente por ação de seus representantes é objetivo e não exige comprovação de culpa da empresa. Na responsabilidade civil subjetiva, deve ser comprovada a conduta culposa do médico quando este realiza os procedimentos com imperícia, negligência ou imprudência.

O estudo deste capítulo responde ao objeto do presente trabalho, qual seja, a responsabilidade civil do cirurgião plástico decorrente de erro médico em cirurgia cosmética estética.

CIRURGIA PLÁSTICA REPARADORA E ESTÉTICA

Na cirurgia plástica reconstrutiva, o médico tem obrigação de meios, pelo que tem o dever de realizá-la com rapidez, diligência e todas as técnicas disponíveis para corrigir ou eliminar a imperfeição, sem contudo comprometer os resultados finais (MELO, 2014). Nessas situações, há uma tendência de considerar o resultado como uma obrigação, pois o profissional se compromete a entregar o resultado esperado pelo paciente (CAVALIERI FILHO, 2014). Segundo a jurisprudência, este tipo de intervenção cirúrgica tem um carácter misto, nomeadamente uma obrigação de metade proporcional ao reembolso.

A relação médico-paciente envolve uma obrigação de meios e não de resultados, exceto no caso de cirurgia estética.

ERRO MÉDICO

Em relação à imperícia, esta pode ser definida como a falta de capacidade técnica para executar uma tarefa, ou seja, a pessoa está incapacitada ou não possui qualificação para realizar um trabalho que exija conhecimento técnico (FRANÇA, 2014). Segundo De Plácido e Silva (2014, p. 2.174), negligência pode ser entendida como “[..] desatenção, falta de cuidado ou precaução com que são executadas determinadas ações, manifestando maus resultados ou causando dano. França (2014) diz que a negligência pode ser observada no comportamento de um médico que, ao realizar uma operação, se esquece de um corpo estranho no paciente.

Porém, em linguagem simples, erro grave pode ser concebido como erro cometido pelo agente de má-fé, ou seja, o erro é inaceitável, intolerável e não permite escusa, “dada a certeza presumida de que o fato ou a circunstância que ele se desviou não pode ser por ignorância do agente” (DE PLÁCIDO E SILVA, 2014).

DANOS INDENIZÁVEIS

No campo da responsabilidade jurídica dos médicos, especialmente no âmbito da cirurgia plástica, existem situações denominadas exclusões de responsabilidade, que isentam o profissional da obrigação de reparar o dano causado ao paciente em decorrência do erro médico, pois o nexo causal está quebrado. . Este tema será abordado de forma breve e concisa, sem esgotar o tema, sobre a possibilidade de imputação de responsabilidade objetiva ao médico que realiza operações plásticas estéticas embelezadoras com obrigação de resultado e causa dano ao paciente (em decorrência de erro médico) , pois são procedimentos caros e arriscados. Por exemplo, nota-se que a doutrina e a jurisprudência defendem a responsabilidade subjetiva do cirurgião plástico no que diz respeito à obrigação de obtenção de resultados e neste caso não discutem a responsabilidade objetiva do profissional, também chamada de teoria do risco, que não leva em conta levar em conta o elemento de culpa, conforme explicado anteriormente no Capítulo 2, subitem 2.2.3.

Portanto, de acordo com a jurisprudência majoritária, o cirurgião plástico que realiza cirurgia plástica estética cosmética tem obrigação de obter resultados.

CASUÍSTICAS DE ERROS MÉDICOS EM CIRURGIAS PLÁSTICAS

Disponível em:. Acesso em: 25 de junho. A terceira denúncia de erro médico, também veiculada pelo programa Cidade Alerta e reproduzida pelo site GCN.net.br (2014), ocorreu com a ex-miss gaúcha, Bruna Felisberto, que passou por duas cirurgias plásticas no nariz. . A responsabilidade civil do médico sob uma análise crítica em busca de maior proteção dos interesses e direitos do consumidor lesado pelo insucesso da cirurgia plástica estética.

Disponível em:

Foto 02 - Erro médico correspondente ao primeiro caso
Foto 02 - Erro médico correspondente ao primeiro caso

Imagem

Foto 01 - Erro médico correspondente ao primeiro caso
Foto 02 - Erro médico correspondente ao primeiro caso
Foto 03 - Erro médico correspondente ao segundo caso
Foto 05 - Foto da ex-miss depois da cirurgia plástica
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