O Novo Relatório do Auditor Independente (NRA) passou a ser aplicável às auditorias das demonstrações financeiras relativas aos exercícios findos em ou após 31 de dezembro de 2016. Aplica-se a qualquer empresa que tenha demonstrações financeiras auditadas e que terá que se adaptar às novas mudanças na legislação relacionadas a um novo conjunto de normas brasileiras e internacionais que exigem a padronização da ANR, o novo formato do relatório de auditoria visa trazer maior consistência e transparência além de fornecer maior informação aos seus usuários (Ibracon, 2017). Desse contexto, surgiu a questão hipotética de que o novo relatório de auditoria independente trouxe mudanças significativas a ponto de melhorar a informação aos usuários.
Contabilidade e Sistema de Informação (SIC)
Stroeher, Freitas (2008), descreve os cuidados com os sistemas de informação contábil que falam de sua complexidade, e relata que a má interpretação pode significar que os relatórios contábeis muitas vezes deixam de expressar o que se pretende, o que é um mero cumprimento das obrigações legais do fisco. torna-se, a perda da essência do relatório e do seu objetivo, a complexidade das informações contidas nos relatórios e a sua falta de compreensão podem muitas vezes levar embora.
Creditamento Da Informação Contábil
Os usuários externos utilizam um sistema de informações contábeis financeiras como uma ferramenta que pode atender às suas necessidades. Horngren (1985) relata que a questão dos princípios contábeis está mais relacionada aos usuários externos do que aos usuários internos.
Auditoria Contábil e Controle interno
Martin (1987), afirma que a diligência da informação contabilística proveniente de utilizadores externos é muito diferente da informação gerada pelo utilizador interno, tanto em termos da natureza dos dados como em termos de agregação, precisão ou frequência. Estudo desenvolvido por Needles, Anderson e Caldwell (1994) divide os usuários da informação contábil em três grupos: 1 – usuários internos que gerenciam e participam do negócio, 2 – usuários externos com interesses financeiros diretos, 3 – e usuário como tomador de decisão .
Auditoria Independente (Auditoria Externa)
Em 1971, o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil foi formado pelas associações que em conjunto criaram o órgão. 1972 O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil foi reconhecido pelo Conselho Federal de Contabilidade na resolução 317 e na resolução 220 do BACEN - Banco Central do Brasil.
CFC - Conselho Federal De Contabilidade
NBC TA 700 – Formação de opinião e emissão de relatório do auditor independente sobre as demonstrações financeiras.
CVM - Comissão de Valores Mobiliários
17 Para Magalhães, Lunkes, Muller (2001), a consolidação da auditoria ocorreu com o surgimento das seguintes leis: Lei das Sociedades por Ações (lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) pois determinou que as empresas de capital aberto devem ter suas demonstrações financeiras auditados por auditores independentes e a lei da Comissão de Valores Mobiliários (Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976) que determinou a fiscalização das atividades dos auditores independentes. Attie, William (2009) relembra o conceito da CVM ao descrever que a edição da lei nº que se refere ao mercado de valores mobiliários, deu impulso à comissão de valores mobiliários da CVM com o objetivo de fiscalizar e disciplinar as atividades de auditoria independente nas companhias abertas . da companhia, exigindo que suas demonstrações financeiras sejam auditadas por auditores credenciados na CVM, estabelecendo, para o mesmo fim, que os auditores independentes sejam civilmente responsáveis pelos prejuízos incorridos em decorrência de sua função.
SUSEP - Superintendência de Seguros Privados
BACEN - Banco Central do Brasil
A RESOLUÇÃO DE BACENO nº. 220 DE 1972 introduziu a auditoria como obrigatória para todas as empresas registradas no banco central cujas ações estivessem listadas no mercado de capitais (Ricardino; Carvalho, 2004). A RESOLUÇÃO DE BACENO nº. 607 DE 1980 exigia que as empresas tivessem suas demonstrações financeiras auditadas por auditores independentes registrados na CVM, que agora são obrigados a apresentar um parecer de auditoria sobre as posições financeiras de junho e dezembro de cada ano e um relatório detalhado relativo às suas observações contábeis de auditoria e se houve descumprimento da lei (BCB, 1980). O poder público foi indispensável para a difusão da auditoria no Brasil por meio de leis que forçaram sua existência e foi proclamada a necessidade de um auditor independente.
RESOLUÇÃO BACEN Nº 88 DE 1968 Estabeleceu a necessidade de parecer de auditoria independente como documento de acompanhamento do pedido de registro de empresas que pretendam negociar valores de sua emissão no mercado de capitais (Ricardino; Carvalho, 2004).
IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
O relatório do auditor é o documento no qual o auditor deve expressar a sua opinião, de forma clara e objetiva, sobre as demonstrações que auditou (Hoog e Carlin, 2009). Santi (1988) descreve que o primeiro relatório de auditoria no Brasil foi emitido pela Tramway and Power Company em 1903 durante suas contas. Boynton, Johnson e Kelly (2002) definem no seu trabalho a opinião de auditoria como a expressão de uma conclusão curta e padronizada que se refere a todas as ações de auditoria realizadas nas contas, correspondentes à fase final da investigação e de acordo com os princípios reconhecidos. práticas contábeis, que após o processo de análise das demonstrações e determinam se as ações foram coordenadas de acordo com as normas de auditoria aceitas.
Para Araú (2003), a importância de uma opinião de auditoria independente assume maior importância no cenário empresarial, a fim de garantir a integridade das informações contábeis. Segundo Beuren, Cunha e Correa (2010), o trabalho realizado pelo auditor deve estar relacionado a determinadas características éticas do comportamento profissional perante a sociedade, que devem ser explicitamente declaradas no relatório de auditoria.
Evolução Histórica Dos Pareceres De Auditoria
1.231/09 aprova a NBC TA 700, que se refere à Formação do Parecer e à Emissão do Relatório do Auditor Independente sobre as Demonstrações Financeiras, conforme norma internacional ISA 700 (CFC, 2009). Todas as mudanças na legislação até o momento contribuirão para a alteração mais recente no relatório de auditoria, em 2016, segundo Girotto (2016), as principais alterações foram: NBC TA 260 (R2) que fala sobre Comunicação com os Responsáveis pela Governança, NBC TA 570 – Continuidade operacional, norma básica NBC TA 700 – Formação do Parecer e Emissão do Relatório do Auditor Independente sobre as Demonstrações Financeiras, adotando a norma NBC TA 701 referente à Comunicação dos Principais Assuntos de Auditoria no Relatório de Auditoria Independente Auditor, QKB TA 705 - Alterações ao Parecer do Auditor Independente, e NBC TA 706 - Parágrafos de Ênfase e Parágrafos de Outros Assuntos do Relatório do Auditor Independente. Declaração clara da independência do auditor no que diz respeito aos princípios éticos relevantes e ao cumprimento de outros requisitos aplicáveis do Código de Ética.
Identificação do destinatário, primeiro parágrafo (âmbito), segundo parágrafo (parecer), data do parecer e assinatura do auditor. Podemos constatar que em 2016, quando o relatório do auditor independente foi atualizado pela última vez, o relatório parecia mais amplo e detalhado, permitindo ao auditor expressar a sua opinião de forma mais independente e incluir os pontos-chave da auditoria no relatório.
Novo Relatório De Auditoria
Os investidores e utilizadores das demonstrações financeiras há muito que não gostam da falta de informação no relatório de auditoria”, acrescenta. “O novo relatório atende a um requisito importante e fornece mais informações sobre o trabalho dos contadores; Este é um movimento muito atual. O novo relatório incentivará uma comunicação mais constante e eficiente entre o auditor, os órgãos de administração e de governo societário das empresas durante a execução dos trabalhos e sobre o processo de auditoria. Para atingir o objetivo de pesquisa do presente trabalho, foi desenvolvido um estudo exploratório-descritivo, Gil (1999), utilizando abordagem qualitativa Richardson (2008), que visa demonstrar a relevância da informação contábil por meio da adoção do novo relatório de auditoria independente. .
A pesquisa deste artigo limita-se à análise dos relatórios de auditoria da empresa PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS. Em termos de análise de dados, os dados foram coletados, lidos, estruturados, organizados e compilados, partindo dos conceitos básicos para compreensão da pesquisa e uma revisão histórica sobre a origem da declaração de auditoria independente no Brasil e as transformações do século XX até hoje . ..
Histórico Da Empresa Petróleo Brasileiro S/A Petrobras
Santos (2004) finaliza dizendo que a essência da pesquisa bibliográfica é a capacidade de leitura, no sentido de extrair informações do contexto escrito. Marconi e Lakatos (1996) descrevem as características da pesquisa documental, que se refere à fonte de coleta de dados baseada em documentos, é chamada de fonte primária e pode referir-se aos momentos do evento ou após ele. O plano de coleta de dados da pesquisa baseia-se em fontes secundárias, buscando sites, artigos, livros e periódicos que contenham informações para responder aos objetivos específicos e responder à questão.
Ela foi a responsável pela primeira descoberta de petróleo no mar brasileiro, mais precisamente em Sergipe. Diversas plataformas operam nesta região, sendo as mais importantes pertencentes à cidade de Macaé, que é a maior produtora de petróleo do Brasil e por isso recebe, nacional e internacionalmente, o título de Capital Nacional do Petróleo.
Apresentação Dos Relatórios De Auditoria Da Empresa Petróleo Brasileiro S/A
Estrutura Do NRA (Novo Relatório Do Auditor Independente)
Estudo Do Relatório Da Empresa “ PETROBRAS”
Explicação: O auditor não emitirá opinião sobre essas outras informações, deverá deixar claro em seu relatório que não há inconsistência de dados em relação ao conteúdo do conjunto de demonstrações financeiras sobre as quais expressa sua opinião: “Em relação ao auditoria das demonstrações financeiras, nossa responsabilidade é ler o relatório da administração e considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria, ou de outra forma parece estar de alguma forma distorcido. . Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no relatório da administração, somos obrigados a comunicar esse fato. Explicação: O parágrafo sobre estas circunstâncias é o 2º parágrafo, deve descrever as responsabilidades da administração, incluindo a preparação e apresentação adequada dessas demonstrações financeiras que são responsáveis por ela.
Explicação: Nesta seção será ainda mais detalhada a descrição da responsabilidade da administração pela informação, além das declarações já contidas no relatório anterior, onde a empresa deverá declarar que é responsável pela avaliação da continuidade operacional da empresa. Explicação: A seção sobre esses assuntos é a 2ª seção, logo após a seção sobre responsabilidade da administração, aqui o auditor é responsável pela conclusão que expressa sobre as demonstrações financeiras que são objeto de suas investigações, independentemente de as conclusões serem corretas ou incorretas , e deve indicar se o exame é realizado de acordo com as normas de auditoria.
Considerações Gerais
Todas essas alterações mostram a importância do relatório do auditor, confirmando a hipótese aqui proposta, o novo relatório trouxe mudanças significativas para a melhoria da informação para o usuário, além de ser mais transparente e informativo, atingindo o objetivo geral e específico do Trabalho onde foram analisadas as principais alterações relacionadas ao KRA, demonstrando a evolução dos relatórios de auditoria e suas importantes alterações, solicitando principalmente a avaliação do relatório do auditor, que após esta alteração tornou-se mais seguro e prudente para os usuários no uso das informações. Como uma ótima notícia e explicada pela NBC TA 701 – Descrição dos principais assuntos de auditoria (PAAs), (não aplicável a entidades não listadas) esta nova norma foi criada para impulsionar ainda mais o novo relatório onde o auditor traz para reportar tudo o que por isso considera importante, apesar das controvérsias sobre este tema, as APAs “destacam as áreas de auditoria que merecem maior atenção do auditor durante a execução do seu trabalho. Assegura o registo e exercício de atividades de auditoria independente no mercado de valores mobiliários.
RESOLUÇÃO CFC Nº NBC TA 200 – Objetivos gerais do auditor independente e a realização da auditoria de acordo com as normas de auditoria. Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro de 1997: Aprova a NBC T 11 – Normas para Auditoria Independente das Demonstrações Financeiras com alterações e dá outras providências. Auditoria contábil: normas de auditoria, procedimentos e papéis de trabalho, programas de auditoria, relatórios de auditoria.
TO, EYH; MENDES, P.C.M.; NIYAMA, J. K. Controle de qualidade dos serviços de auditoria independente: um estudo comparativo entre as normas brasileiras e as normas internacionais.