Este trabalho de conclusão de curso é um estudo realizado com base em estudo bibliográfico sobre obesidade infantil. Uma das possíveis contribuições da psicologia sobre esse tema seria identificar como ocorrem as influências citadas anteriormente, além de descrever as principais alterações causadas pela obesidade em crianças. Sendo a obesidade infantil um fator que pode envolver diversos aspectos, o pressuposto deste estudo é que ela não será isolada, mas será influenciada por aspectos biológicos, psicológicos e sociais.
Nesse sentido, surge a importância de abordar a seguinte questão: Quais as influências dos aspectos biológicos, psicológicos e sociais na obesidade infantil. Assim, a presente pesquisa, apoiada em revisão bibliográfica, tem como objetivo identificar as influências dos aspectos biológicos, psicológicos e sociais na obesidade infantil. Com o objetivo de contribuir para preencher lacunas entre esses aspectos, que possibilitem uma melhor compreensão da obesidade infantil.
DEFINIÇÃO
ETIOLOGIA
DIAGNÓSTICO
O primeiro corresponde ao primeiro ano de vida, quando o tamanho das células adiposas quase duplica. A obesidade precoce nesses períodos gera alterações anatomopatológicas que causam hiperplasia de adipócitos, tornando a obesidade infantil um importante fator de risco para o distúrbio na idade adulta. O terceiro período é a adolescência, quando são observadas alterações hormonais que determinam o aumento do tamanho das células adiposas.
Na vida adulta existem dois momentos importantes: a gravidez para as mulheres e a transição entre a adolescência e esta nova etapa nos homens, onde muitas vezes ocorre a substituição de um estilo de vida ativo para um sedentário (OLIVEIRA et al., 2002). Um estudo recente mostrou que crianças com circunferência da cintura superior a 71 cm são mais propensas a doenças cardiovasculares do que aquelas com circunferência da cintura inferior a 61 cm.
CONSEQÜÊNCIAS DA OBESIDADE INFANTIL
A quantidade de perda de peso recomendada e o cronograma para determinar essa perda podem variar dependendo do grau de obesidade e da natureza e gravidade das complicações. Crianças com complicações potencialmente fatais são candidatas a uma perda de peso mais rápida. Existem dados de investigação limitados disponíveis que sugerem uma taxa segura à qual as crianças e os adolescentes podem perder peso quando a sua taxa de crescimento diminui.
BIOLÓGICOS
Nesta situação, se as crianças receberem uma contribuição maior do que a necessária na fase posterior ao nascimento e, sobretudo, durante os dois primeiros anos de vida, haverá maior suscetibilidade ao desenvolvimento da obesidade (DIETZ, 1990). Se houver fatores favoráveis para a manutenção do ganho de peso, inicia-se a produção da obesidade, que é uma doença crônica, progressiva, recorrente, capaz de gerar complicações em curto e longo prazo, caracterizada pelo excesso de tecido adiposo. Com frequência elevada, o fator causador é o excesso de ingestão calórica que excede o gasto energético determinado pelo metabolismo basal, pelo crescimento celular, pela atividade física e pela ação termogênica dos alimentos (COUTINHO, 1999).
O aumento mundial da prevalência da obesidade é atribuído principalmente a mudanças no estilo de vida (aumento do consumo de alimentos ricos em gordura, diminuição da atividade física, etc.), que afetam uma certa suscetibilidade ou predisposição genética ao excesso de peso. Nesse contexto, o fenótipo da obesidade, da qual podem ser distinguidos quatro tipos dependendo da distribuição anatômica da gordura corporal (global, andróide, ginóide e visceral), é influenciado pela base genética e por fatores ambientais. Os “poupadores” podem ter sido favorecidos, pois a função reprodutiva depende das reservas energéticas e as pessoas mais resistentes à desnutrição podem ter sobrevivido em maior proporção em tempos de escassez alimentar (LOPES et al., 2004).
A coexistência da obesidade em vários membros de uma mesma família confirma o papel da herança genética na ocorrência da obesidade. Essa hipótese é confirmada tanto pelo fato de existirem indivíduos com alteração na termogênese, no metabolismo basal ou na ativação simpática, quanto pela descoberta de que fatores genéticos podem modificar o efeito da atividade física no peso e na composição corporal. Na infância, alguns fatores são decisivos para o estabelecimento da obesidade: desmame precoce e introdução de alimentos inadequados, uso de misturas lácteas insuficientemente preparadas, distúrbios do comportamento alimentar e condições familiares conturbadas.
Além disso, a Educação Nutricional é essencial, pois visa mudar e melhorar os hábitos alimentares no longo prazo, e torna-se um elemento de conscientização e reformulação das distorções no comportamento alimentar, o que ajuda a refletir na saúde e na qualidade de vida. A imposição de regimes rígidos ou pré-estabelecidos de forma geral é contraindicada pela sua comprovada ineficácia, por problemas de adesão ou por representar um fator gerador de maior ansiedade nesses pacientes, que consideram a alimentação como forma de compensação emocional usado. (DOBROW et al., 2002). Crianças com pais obesos têm maior probabilidade de serem adultos obesos em comparação com crianças obesas cujos pais são magros (WHITAKER et al., 1997; MAGAREY et al., 2001).
Avaliar a importância das contribuições genéticas para o desenvolvimento e manutenção da obesidade e não tratar as crianças obesas com falta de motivação e vontade, mas como portadoras de vulnerabilidade biológica inata.
PSICOLÓGICOS
E será nesse campo intermediário que se formarão os vínculos afetivos, familiares e a obesidade como sintoma. Destacaremos alguns fatores do vínculo mãe-filho que estão intimamente relacionados ao início e à manutenção da obesidade. O bebê que come e engorda valoriza a imagem que a mãe tem de si mesma num momento em que é fundamental que ela se sinta a mãe perfeita.
Consequentemente, a criança, ainda sem um aparelho psíquico maduro, passa a associar frustração ou desconforto à ingestão alimentar. Segundo Fisberg (1995), a situação piora quando a comida é um substituto de afetos que a família não consegue expressar de outra forma. Em meio a tais problemas, se a mãe não puder ser tranquilizada e orientada, o relacionamento torna-se complicado, a amamentação não é satisfatória para ambos os membros do casal, o que pode acelerar o desmame.
Sentir que sua mãe está lhe negando algo tão desejado, que algo tão precioso está sendo tirado de você, leva a uma sensação de perda, de vazio, que é justamente por fazer parte da fase em que a boca, a sucção e a comida são muito importantes . ... importante, assume o sentido de que você deve sempre tentar enchê-lo de comida. Isso pode ser generalizado para qualquer perda que uma criança possa sofrer na vida (nascimento de irmãos, perda de um ente querido, divórcio dos pais, etc.) (FISBERG, 1995). O desmame precoce, a introdução de alimentos inadequados e a utilização de fórmulas lácteas preparadas inadequadamente são os fatores decisivos para o desenvolvimento da obesidade em crianças.
Do ponto de vista nutricional, o leite materno é melhor que os outros leites, pois sua composição contém elementos essenciais para as crianças, além de ser de fácil digestão. Por isso, nos primeiros quatro a seis meses de vida, é recomendado utilizar o leite materno como único alimento do bebê. A avaliação e o tratamento da obesidade infantil não serão adequados se o perfil da família nos seus aspectos psicológicos não for avaliado também.
Também é importante apontar padrões que se repetem de geração em geração, como avaliar a quantidade de comida, criando um problema e uma relação pouco natural entre a criança e a comida.
SOCIAIS
DINÂMICA FAMILIAR
A obesidade infantil é fortemente influenciada pelo ambiente em que a criança vive, sendo o estilo de vida escolhido pela família um fator decisivo no seu desenvolvimento. A escolaridade e a idade dos pais, bem como o tamanho da família, também são variáveis importantes na determinação da obesidade infantil. O nível de escolaridade da família representa outro fator de risco para o desenvolvimento da obesidade, mas por estar intimamente relacionado ao nível socioeconômico, é difícil analisá-lo como fator de risco independente.
ATIVIDADE FÍSICA
CONDIÇÃO SOCIOECONÔMICA E CULTURAL
Segundo o mesmo autor, no Brasil, país em desenvolvimento, pesquisas nacionais realizadas em 1974 e 1989 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a obesidade infantil é mais comum em famílias com renda mais elevada. Para a redação final foi feita uma coleta de dados bibliográficos sobre aspectos biológicos, psicológicos e sociais e seu tratamento em relação à obesidade infantil. O objetivo geral desta revisão foi explorar a obesidade infantil e sua complexidade, influenciada por condições biológicas, psicológicas e sociais.
Ao discutir a obesidade infantil com todas as suas causas multifatoriais e todas as suas consequências orgânicas e psíquicas, é necessário pensar no indivíduo obeso, com todas as suas características, que são únicas para cada um, para que possamos ajudá-lo a alcançar uma boa qualidade de vida. saúde. vida. Como apontado por Mello et al. (2004), há consenso de que a obesidade infantil tem aumentado significativamente e que determina diversas complicações na infância e na idade adulta. Na infância, o manejo pode ser ainda mais difícil do que na idade adulta, pois está relacionado às mudanças nos hábitos e na disponibilidade dos pais, bem como à falta de compreensão por parte da criança sobre os malefícios causados pela obesidade.
A influência genética como causa da obesidade infantil pode manifestar-se através de alterações no apetite ou no gasto energético. Segundo Mancini (2001), é fundamental que essas condições sejam reconhecidas como doenças e tratadas como tal para que se obtenham resultados significativos no controle do sobrepeso e da obesidade em crianças. Para tratar a obesidade infantil é necessária uma equipe multidisciplinar, composta por médico, nutricionista, educador físico e psicólogo.
A partir do estudo realizado nesta pesquisa, constatou-se que as influências genéticas desempenham claramente um papel no desenvolvimento da obesidade infantil e que fatores psicológicos e sociais podem modificar essas influências genéticas para aumentar ou limitar o ganho de peso em crianças suscetíveis. Assim, a suposição de que a obesidade em crianças não é isolada, mas influenciada por aspectos biológicos, psicológicos e sociais, pode ser comprovada através de diversos estudos isolados. Portanto, por se tratar de um tema tão complexo, é compreensível que a obesidade infantil seja tão discutida, dada a gama de fatores a ela associados.
Embora os aspectos relacionados à etiologia da obesidade infantil não sejam totalmente compreendidos, a associação de fatores genéticos, metabólicos e ambientais pode contribuir para a melhor abordagem terapêutica. Pode-se compreender que a obesidade infantil é fortemente influenciada pelo ambiente familiar e que o estilo de vida adotado pela família é fator determinante no seu desenvolvimento. As medidas de correção dos maus hábitos alimentares e de combate ao sedentarismo, mais do que apenas auxiliares na perda de peso, são hoje consideradas um dos objetivos primordiais de qualquer tratamento da obesidade infantil.