SilA ação pedagógica baseada na Etnomatemática para o desenvolvimento de conteúdos geométricos para alunos cegos (ou deficientes visuais) com o objetivo de aprimorar a prática pedagógica de professores de matemática (cegos). Como uma ação pedagógica baseada na Etnomatemática pode contribuir para o desenvolvimento de conteúdos geométricos para alunos cegos ou deficientes visuais para melhorar a prática pedagógica de professores (cegos) de matemática?.
FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS A PARTIR DO ESTUDO DA
Etnomatemática
- Dimensões do Programa Etnomatemática
- Dimensão Histórica
- Dimensão Conceitual
- Dimensão Cognitiva
- Dimensão Política
- Dimensão Epistemológica
- Dimensão Educacional
Para D'Ambrosio (2002), a dimensão conceitual requer o desenvolvimento de definições e teorias a partir de observações da realidade feitas por membros de diferentes grupos culturais. Assim, o processo de descolonização termina quando há valorização e respeito pelas raízes culturais dos membros dos diferentes grupos culturais.
Breve Histórico da Educação Inclusiva
- Breve Histórico da Educação Especial e Educação Inclusiva de Alunos
- Conceituando as Deficiências Visuais
Assim, o governo brasileiro assinou um documento por meio do qual adota medidas para incluir pessoas com deficiência no sistema educacional (BRASIL, 2005). Em relação à cegueira, são considerados dois grupos distintos: cegos de nascença e cegos adquiridos.
Educação Inclusiva e Educação Especial
I - Educação especial - a modalidade de educação escolar oferecida, se possível, na rede regular de ensino para alunos com deficiência, com transtornos generalizados do desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotações. Nesse contexto, a Política Nacional de Educação Especial - PNEE (BRASIL, 2020) busca fortalecer os sistemas educacionais para garantir o atendimento aos alunos com deficiência.
Inclusão, Equidade e Etnomatemática
Essa abordagem mostra que a educação é um direito humano básico que apoia o desenvolvimento de uma sociedade com justiça social (UNESCO, 2017). Nesse contexto, buscar a melhoria do processo de ensino e aprendizagem em Matemática ainda é uma das principais dificuldades enfrentadas por pedagogos de todo o mundo em relação ao desenvolvimento de uma ação pedagógica que inclua os alunos, indiscriminadamente, nesse processo educacional. Rosa, 2010). Com base nesse fato, D'Ambrosio (2001) aponta que é inegável a importância da matemática no contexto mundial, porém, há a necessidade dessa área do conhecimento interagir e promover interações com outras áreas do conhecimento ou outras matemáticas, possibilitando o desenvolvimento de uma ação pedagógica fundamentada em bases socioculturais para o currículo de matemática.
Segundo Pinheiro (2017), o desenvolvimento do conceito de cultura de um grupo de alunos cegos e deficientes visuais pode se basear no conceito antropológico de cultura e nas implicações teóricas da etnomatemática, que prevêem a possibilidade de desenvolver atividades pedagógicas na direção de promover a inclusão sociocultural.
Geometria Plana e Materiais Manipulativos
Healy e Fernandes (2011) reforçam, portanto, a perspectiva de construção de significados, proposta por Brito e Bellemain (2008), ao direcionar essa discussão para o processo de ensino e aprendizagem em Matemática para alunos cegos. Portanto, a utilização de recursos manipuláveis para o processo de ensino e aprendizagem em Matemática para alunos cegos e deficientes visuais é uma experiência pedagógica relevante, pois permite a exploração de conceitos geométricos por meio do tato com o uso de materiais concretos acessíveis ao aluno. tato (SILVA et al., 2016). Segundo Barros (2004), o Multiplano é um material que pode auxiliar no processo de ensino e aprendizagem em Matemática para alunos videntes, cegos e deficientes visuais.
Desta forma, Machado (2004) faz o comentário de que o multinível pode ser utilizado com alunos cegos e deficientes visuais na área de Educação Matemática para contribuir com a melhoria do seu processo de ensino e aprendizagem de conteúdos geométricos, pois.
A TEORIA FUNDAMENTADA COMO UMA FUNDAMENTAÇÃO
Contextualização do Espaço Escolar
Essa escola é reconhecida como um dos mais importantes centros de referência no atendimento especializado a pessoas com diferentes tipos de deficiência visual e é mantida pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE). Nesse sentido, esta escola também oferece serviços de apoio e inclusão para deficientes visuais, capacita professores e estagiários de outras escolas e atende o público em geral. Para garantir que esta escola possa atingir estes objetivos, esta instituição de ensino oferece os seguintes cursos e serviços: a) Educação Infantil, b) Ensino Fundamental, c) Educação de Jovens e Adultos (EJA), Ensino Médio e d) o apoio integrado serviço para deficientes visuais e cegos, que dá suporte a mais de 60 escolas que atendem essa população escolar.
Assim, esta escola tem como objetivo incentivar e promover a educação visual e a reeducação de alunos cegos e deficientes visuais.
Caracterização dos Participantes da Pesquisa
- Aluno Cego
- Professor Cego de Matemática
Ressalta-se que durante sua formação acadêmica para a licenciatura em Matemática, este curso não incluiu em sua grade curricular disciplinas voltadas para a educação inclusiva, principalmente relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem de alunos cegos e deficientes visuais. O participante também relatou que não participou de cursos de especialização, aperfeiçoamento ou formação em outras áreas que não o processo de ensino e aprendizagem em matemática, mas participou de um curso de pós-graduação em matemática para educação inclusiva, voltado para o público escolar de alunos cegos e com deficiência visual. A participante também é graduada em Administração de Empresas e atualmente cursa a Licenciatura em Física.
Vale ressaltar que esse participante teve dificuldades durante seus estudos universitários em Matemática, conforme ele disse.
Adaptando a Teoria Fundamentada nos Dados como um Design
- Amostragem Teórica
- Codificação dos Dados
- Códigos Preliminares da Codificação Aberta
- Categorias Conceituais da Codificação Axial
- Codificação seletiva e Redação da Teoria Emergente
Em contraste, os pesquisadores desenvolvem uma teoria emergente a partir da observação específica do fenômeno, em vez de aplicar uma teoria predeterminada para explicá-lo. Portanto, a codificação seletiva e a redação de uma teoria em desenvolvimento não serão utilizadas nesta adaptação em relação aos procedimentos metodológicos selecionados para a realização deste estudo, uma vez que seu objetivo principal foi buscar uma resposta para a questão de pesquisa desta pesquisa. 13 A técnica flip-flop está relacionada à comparação entre os extremos de uma dimensão ou fenômenos de contextos completamente diferentes no processo de codificação de dados (STRAUSS; . CORBIN, 1990).
Assim, Strauss e Corbin (1990) afirmam que essa codificação é a segunda etapa do processo analítico da teoria fundamentada, que visa especificar as características e dimensões de uma determinada categoria conceitual, pois consiste em um processo de reagrupar códigos preliminares por meio de conceitos . informação, que visa gerar explicações precisas e completas para os problemas estudados.
Triangulação dos Dados Coletados
Para Strauss e Corbin (1990), a codificação seletiva é a etapa final do processo analítico da teoria fundamentada, que busca integrar e refinar as categorias conceituais propostas na codificação axial em um modelo analítico que consiste em definir uma categoria central que permite a descrição . de conceitos centrais em termos de propriedades e dimensões que possuem consistência interna que orienta os pesquisadores na elaboração de uma teoria emergente. Entretanto, é necessário ressaltar novamente que a elaboração da categoria seletiva, em busca de uma categoria central, bem como a redação de uma teoria em desenvolvimento não serão utilizadas neste estudo, uma vez que estes procedimentos metodológicos estão desvinculados dos objetivos. proposto para esta investigação, uma vez que a professora pesquisadora pretende buscar uma resposta para a questão investigativa desta pesquisa. Assim, neste estudo a professora pesquisadora utilizou como instrumentos de coleta de dados: entrevistas semiestruturadas, blocos de atividades, questionários (inicial e final) e observações registradas no diário de campo da professora pesquisadora.
Portanto, a triangulação dos dados obtidos a partir desses instrumentos de coleta servirá para auxiliar a professora-pesquisadora na compreensão dos problemas deste estudo, bem como no desenvolvimento de sua prática pedagógica para o trabalho docente que será realizado com o cegos e estudantes deficientes.view.
Fórmula do Consenso
Neste contexto, Rosa, Oliveira e Orey (2015) afirmam que o processo de triangulação de dados é um “procedimento cujo objetivo é obter conclusões a validar neste processo analítico, uma vez que a triangulação procura convergir os resultados obtidos em pesquisas e estudos . para torná-los mais confiáveis" (p. 4). Assim, segundo a utilização desse procedimento, do total de 1.940 codificações determinadas para os instrumentos de coleta de dados utilizados nesta pesquisa, houve 1.750 codificações consensuais e 190 divergências que foram encontradas na realização desse processo. Em seguida, após realizar a codificação aberta e axial dos dados coletados, a professora-pesquisadora e sua orientadora aplicaram a fórmula de consenso para buscar um resultado confiável, que segundo Miles e Huberman ( 1994) deve ser igual ou superior a 90%, que é o mínimo exigido como satisfatório para alcançar o consenso, bem como a confiabilidade dos resultados obtidos neste estudo.
Abaixo está uma breve descrição de cada um dos instrumentos de coleta de dados que foram desenvolvidos para conduzir este estudo.
Coleta de Dados e Instrumentos
- Questionários
- Questionário Inicial
- Questionário Final
- Entrevistas Semiestruturadas
- Bloco de Atividades
- Diário de Campo
A professora-pesquisadora aplicou o questionário final aos participantes deste estudo após o término dos blocos de atividades. Este questionário pretende ainda verificar se houve um contributo da perspetiva etnomatemática para o desenvolvimento dos conteúdos geométricos e do teorema de Pitágoras, bem como verificar se houve indícios do desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo no aluno cego através desempenho dos blocos de atividades. Dessa forma, esses blocos de atividades possibilitaram ao professor de matemática cego e ao aluno cego pronunciar o teorema de Pitágoras e entender sua aplicação em diferentes situações-problema e fenômenos.
Essas observações serão relacionadas à resolução dos blocos de atividades pelos participantes e foram anotadas no diário de campo.
Procedimentos Metodológicos
Gráfico 9: Bloco de Atividade 5 - Soma das áreas dos quadrados Bloco de Atividade 5: Soma das áreas dos quadrados. A Tabela 10 apresenta o Bloco de Atividade 6 – Identificar em quais triângulos existe uma relação igualitária entre a soma das áreas dos quadrados com lados menores e a área do quadrado com lados maiores. A Tabela 11 mostra o Bloco de Atividades 7 - Construção de um Triângulo Retângulo de Lados 3, 4 e 5 com varetas adaptadas de Cuisenaire.
Bloco de Atividade 7 – Construção de um triângulo retângulo de lados 3, 4 e 5 com varetas adaptadas de Cuisenaire.
Análise dos Dados e Interpretação dos Resultados
Dificuldades e Desafios para a Coleta de Dados
No entanto, cabe ressaltar que a autorização para iniciar a realização do trabalho de campo deste estudo foi solicitada pela professora-pesquisadora ao Setor de Coordenação Escolar via e-mail enviado no dia 08 de fevereiro de 2022 para a continuidade desta pesquisa que seria realizada. com um aluno cego, que foi o primeiro participante deste estudo, e o professor de matemática cego. No dia 9 de março de 2022, a professora-pesquisadora enviou por e-mail o TCLE e o TALE ao orientador educacional para distribuição aos pais do aluno cego e ao professor de matemática cego. No entanto, devido à continuidade da greve nas escolas estaduais de Minas Gerais, o professor-pesquisador só iniciou sua coleta de dados em 11 de maio de 2022.
Assim, para agradecer ao Conselho Escolar, ao Superintendente, ao Professor de Matemática Cego e ao Aluno Cego, no dia 15 de dezembro de 2022, às 14h30, o professor-pesquisador entregou ao superintendente, na recepção da escola. , uma carta que reconhece você e seu orientador por conduzir esta pesquisa nesta instituição educacional.
APRESENTANDO E ANALISANDO OS DADOS POR MEIO DAS
Procedimentos Adotados para a Análise dos Dados
- Apresentação e Análise dos Dados Coletados nos Questionários Iniciais do
- Apresentação e Análise do Questionário Inicial do Aluno Cego
- Apresentação e Análise do Questionário Inicial do Professor Cego de
- Codificação Aberta dos Dados Coletados nas Respostas Dadas pelo Aluno
- Codificação Axial dos Dados Coletados nas Respostas Dadas pelos
- Apresentação e Análise dos Dados Coletados nas Entrevistas
Em seguida, a professora-pesquisadora apresenta a análise dos dados coletados nos blocos de atividades realizados com a professora de matemática cega e os alunos cegos participantes. A seguir, a professora-pesquisadora apresenta a análise dos dados coletados no Bloco de Atividades Exploratórias - Parte A: Reconhecendo figuras geométricas. A professora-pesquisadora apresenta então a análise dos dados coletados no bloco de atividades 2: Reconhecendo figuras geométricas planas: triângulos, quadrados e círculos.
A professora-pesquisadora então procedeu à codificação aberta para identificar os códigos preliminares que se referem a esse bloco de atividades. A professora-pesquisadora apresenta então a análise dos dados coletados no bloco de atividades 3: Classificação de triângulos. A seguir, a professora-pesquisadora apresenta a análise dos dados coletados no bloco de atividades 8 – O teorema de Pitágoras contextualizado em situações cotidianas.