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2.Gargalos tecnológicos

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Academic year: 2023

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SELEÇÃO DAS CADEIAS

2 LIMITAÇÕES DO PROJETO: SELEÇÃO DAS CADEIAS A SEREM PESQUISADAS E METODOLOGIA DE PESQUISA PARA IDENTIFICAÇÃO DE FRASCOS DE TECNOLOGIA.

CONSTRUÇÃO DOS COMPONENTES BÁSICOS DA PESQUISA DE CAMPO

O método para classificação do porte das empresas consistiu na média aritmética simples do faturamento, no que diz respeito à definição do valor limítrofe entre pequeno e médio porte. Para facilitar o processamento e análise das informações coletadas, essas mesorregiões foram agrupadas em quatro regiões principais: região 1 - inclui as mesorregiões Norte-Central, Norte-Pioneiro e Noroeste; região 2 - composta pelas mesorregiões Oeste, Centro-Oeste e Sudoeste; a região 3 inclui as mesorregiões Centro-Sul, Sudeste e Centro-Oeste; e por fim a região 4, que compreende a mesorregião Metropolitana de Curitiba.

IDENTIFICAÇÃO DOS GARGALOS TECNOLÓGICOS

Assim, foram calculados seis indicadores para cada empresa entrevistada, possibilitando analisar os valores médios - e a correspondente distribuição - para os setores estudados e, dentro do setor, para os subgrupos determinados pelo porte da empresa (pequena, média e grande ) e regiões do estado do Paraná. Vale ressaltar que o denominador da expressão (2) não corresponde estritamente à soma dos pesos das variáveis ​​utilizadas na composição de cada indicador, mas ao valor máximo que essa soma pode assumir em uma empresa que alcançou o melhor posição possível em relação a cada variável.

LATICÍNIOS

A disputa pelo maior mercado consumidor de lácteos do estado desta região (Curitiba) justificaria a utilização de um contingente maior de funcionários em funções administrativas e também para prestar assistência nos locais de varejo, como refil, exposição e degustação, entre outros (Tabela 9). Esses três principais processos alterados e indicados pelo grupo de empresas pesquisadas confirmam a opinião de especialistas e técnicos do setor de que não há limitações para o desenvolvimento tecnológico da indústria de laticínios.

TABELA 6 - NÚMERO  DE  LATICÍNIOS  SEGUNDO PORTE DE FATURAMENTO E IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL - PARANÁ - 2004
TABELA 6 - NÚMERO DE LATICÍNIOS SEGUNDO PORTE DE FATURAMENTO E IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL - PARANÁ - 2004

TRIGO - MOINHO

Essa diferença no número de funcionários pode estar associada ao corte do porte realizado, que definiu uma faixa estatística para usinas pequenas e para outras faixas, independentemente de seu nível tecnológico, ou seja, se são usinas modernas ou não, isso acabou. sendo agrupados em uma mesma faixa apenas por critérios de faturamento. O que se pode concluir é que a capacidade instalada das usinas no Paraná será determinada por um mercado local/regional para pequenas usinas e pelo mercado regional/nacional para médias e grandes usinas. Em geral, as usinas realizam o controle de qualidade (CQ) do trigo e da farinha em laboratórios próprios, particulares na região e particulares fora da região.

O destino das vendas de farinha é a região para pequenos negócios (43,6%) e fora do estado para médios e grandes negócios (65%). A importância de adquirir e modernizar máquinas e equipamentos é de 58% para pequenas empresas e 100% para médias e grandes empresas. Pequena Média Grande Aquisição de novas máquinas e equipamentos 58 33 100 Melhoria do layout da planta industrial 58 33 100 Modernização de máquinas e equipamentos Sistemas de automação e controle de processos 26 67 50.

O indicador de articulação local da cadeia produtiva (AC) do segmento de moagem está relacionado principalmente ao desempenho do controle de qualidade do grão e da farinha. Em relação às regiões estudadas, a região Centro-Oeste apresentou maior articulação local da cadeia produtiva em relação às outras três regiões.

TABELA 29 - NÚMERO DE MOINHOS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E REGIÃO - -PARANÁ - 2004
TABELA 29 - NÚMERO DE MOINHOS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E REGIÃO - -PARANÁ - 2004

TRIGO - MASSAS E BISCOITOS

O sucesso em inovação de produtos pode ser visto em farinhas diferenciadas e adequadas para novos usos na indústria de massas, como pré-mistura para bolos e pão francês congelado. Os resultados desses testes podem mostrar o comportamento da farinha durante o processamento e indicar a farinha mais adequada para fazer massas ou biscoitos. Na capacitação de mão de obra, constatou-se que todas as empresas de massas e biscoitos, independente do porte, capacitam seus funcionários.

As mudanças nas matérias-primas e no controle ambiental são, em menor grau, parte das três principais preocupações da maioria das empresas de massas (Tabela 53). Os três principais gargalos dos fabricantes de massas e biscoitos, independentemente do porte, referem-se à quantidade e qualidade da matéria-prima e à dificuldade de atualização de máquinas e equipamentos devido aos altos custos que comprometem o processo produtivo. De fato, pequenos e médios produtores de massas e biscoitos geralmente não possuem um laboratório para verificar a qualidade da farinha, tendo que confiar nas informações do fornecedor.

O EIPc do segmento de massas e biscoitos apresentou diferenças significativas em relação ao porte das empresas. O processo de inovação da indústria de massas gradativamente implementou o uso de secagem em temperaturas mais altas.

TABELA 45 - NÚMERO DE EMPRESAS PRODUTORAS DE MASSAS E BISCOITOS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE POR REGIÃO - PARANÁ - 2004
TABELA 45 - NÚMERO DE EMPRESAS PRODUTORAS DE MASSAS E BISCOITOS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE POR REGIÃO - PARANÁ - 2004

MANDIOCA - FÉCULA

A análise regional mostra que as fábricas de amido na região do Grande Norte obtêm relativamente mais amido do que as empresas da região Centro-Oeste. As empresas da região Grande Norte vendem relativamente mais para outros países e para exportação do que as empresas da região Centro-Oeste (Tabela 77), indicando sua maior competitividade. Em segundo lugar está a indústria têxtil, mas as vendas do amido modificado produzido na região Centro-Oeste para esta indústria superam o percentual da região Norte.

Essas dificuldades são enfrentadas tanto pelas empresas da região Grande Norte quanto pelas do Centro-Oeste (tabela 85). Ainda em relação às estratégias de desenvolvimento, na análise regional, constatou-se que as empresas da região do Grande Norte também estão comprometidas. Quanto à análise regional, constatou-se que na região Grande Norte, as empresas adotam predominantemente APPCC e TQC; na região Centro-Oeste, a ISO 9000 é mais utilizada.

Na análise regional, 80% das empresas do Grande Norte se consideram no padrão tecnológico médio e 20% acima desse padrão. O EIPc para fécula de mandioca e fécula apresentou valores significativos, aumentando de pequenas para grandes propriedades, sendo maior na região Grande Norte.

TABELA  67  - NÚMERO DE FECULARIAS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE DE FATURAMENTO  -PARANÁ - 2004
TABELA 67 - NÚMERO DE FECULARIAS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE DE FATURAMENTO -PARANÁ - 2004

COURO - CURTUMES

Apenas nas pequenas empresas, 28,5% dos couros produzidos foram classificados como de qualidade superior (primeira e segunda categoria) – tabela 103. A falta de recursos próprios agregou dificuldades de acesso e/ou custos de linhas de crédito, principalmente para pequenos curtumes, justifica em grande parte a opção pela modernização de máquinas e equipamentos, que via de regra envolve a substituição de componentes obsoletos e até mesmo a substituição por máquinas e equipamentos adquiridos de curtumes desativados. NOTA: EIPc = Indicador de Esforço de Inovação de Processo; DIPd = indicador de desempenho de inovação de produto;

No conjunto das empresas pesquisadas, nota-se que o indicador de esforço em inovação de processo foi baixo, 0,36 (máximo 1). No indicador de desempenho de inovação de produto, verifica-se uma boa pontuação, considerando que se trata do setor de couro (considerado tradicional), com 0,56 para a média do grupo de empresas pesquisadas. No indicador de articulação local da cadeia produtiva, os escores obtidos, independentemente do porte e da região, são baixos, em torno de 0,27.

Esse indicador não diferiu muito por tamanho de empresa ou entre regiões e ficou abaixo da média apenas na região 2. O indicador de desempenho de eficiência de processo obteve nota 0,39 para o grupo de empresas.

TABELA  99  - NÚMERO DE CURTUMES SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE DE FATURAMENTO - PARANÁ - 2004
TABELA 99 - NÚMERO DE CURTUMES SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE DE FATURAMENTO - PARANÁ - 2004

OLERÍCOLA - PRODUTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS

As tecnologias consideradas críticas são: pré-resfriamento da matéria-prima (adequada ao produto em questão); adoção de práticas apropriadas de extração de madeira; Os indicadores de eficiência do processo produtivo são: reconhecimento e adoção de boas práticas de produção; rendimento da matéria-prima (entrada/saída); A matéria-prima é selecionada, lavada, cortada e embalada dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e a manutenção desse padrão exige a adoção de sistemas de qualidade por todas as empresas.

É fato aceito pelas empresas que o processamento mínimo, quando não realizado adequadamente, pode reduzir a vida útil da matéria-prima devido à aceleração do metabolismo. Isso requer a adoção de estratégias adequadas quanto ao tipo de processo produtivo utilizado e a utilização de embalagens adequadas, associadas ao uso de refrigeração desde o momento do recebimento da matéria-prima na unidade fabril. Quanto aos entraves tecnológicos operacionais das empresas processadoras de hortaliças, os mais citados foram: matéria-prima em quantidade, para empresas de todos os portes; e matéria-prima de qualidade, além de máquinas e equipamentos, para todas as pequenas e grandes empresas.

A maioria das empresas pesquisadas realiza o controle de qualidade da matéria-prima em todas as etapas da produção, desde a roça até a preparação do produto final, com exceção de uma média empresa que não controla o transporte da matéria-prima. Se avaliarmos os resultados de acordo com o tamanho das empresas, verificamos que as empresas de médio e grande porte estão mais preocupadas.

TABELA 116 - NÚMERO DE OLERÍCOLAS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E REGIÃO - -PARANÁ - 2004
TABELA 116 - NÚMERO DE OLERÍCOLAS SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E REGIÃO - -PARANÁ - 2004

FRUTICULTURA - POLPA E SUCOS

A pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias e processos, que resultem em produtos com melhores propriedades sensoriais e nutricionais, capazes de atender às expectativas do consumidor, devem ser a base desse processo. Isso indica uma maior preocupação dessas empresas em realizar diretamente atividades relacionadas à comercialização, distribuição e desenvolvimento de novos produtos (Tabela 130). Propõe-se desenvolver um software de gestão da qualidade voltado para pequenas e médias empresas.

Propõe-se um concurso para o desenvolvimento de sistemas de racionalização da utilização de energia, quer para o controlo e manutenção da temperatura, quer para mecanismos de refrigeração mais eficientes. Diante desse problema, propõe-se a implantação de um centro de desenvolvimento e difusão de tecnologia para o setor lácteo no Paraná, com o objetivo principal de reduzir as perdas na cadeia produtiva do leite.1 O potencial de desenvolvimento de novos produtos também será uma das metas do corpo a ser criado. Propomos um edital para o desenvolvimento de soluções de controle e automação em processos compatíveis com as especificidades de pequenos curtumes.

No que diz respeito às indústrias de amido, há grande potencial no estado para o desenvolvimento de novos produtos derivados do amido modificado, além de ampliar os produtos já desenvolvidos, que participam como insumos em diversas indústrias além da alimentícia - indústria têxtil, de papel e papelão, incluindo produtos farmacêuticos, petroquímicos, embalagens, cosméticos. É proposta a licitação para a criação de um laboratório especializado no desenvolvimento de subprodutos derivados do amido modificado para atender a demanda das fécularias paranaenses, que desejam ampliar o leque de diversificação de seus produtos, bem como alcançar maior produtividade e competitividade.

TABELA 129 - NÚMERO DE INDÚSTRIAS DE PROCESSAMENTO DE SUCO DE FRUTA SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE DE FATURAMENTO - PARANÁ - 2004
TABELA 129 - NÚMERO DE INDÚSTRIAS DE PROCESSAMENTO DE SUCO DE FRUTA SEGUNDO IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL E PORTE DE FATURAMENTO - PARANÁ - 2004

Imagem

TABELA 3 - NÚMERO DE EMPREGADOS SEGUNDO GRUPO DE ATIVIDADES DOS SEGMENTOS ALIMENTARES - -PARANÁ - 1995, 2000 E 2002
TABELA 5 - NÚMERO DE EMPRESAS PESQUISADAS SEGUNDO SEGMENTO E PORTE DE FATURAMENTO - PARANÁ - 2004
TABELA 7 - NÚMERO DE LATICÍNIOS SEGUNDO REGIÃO E IDADE DA PLANTA INDUSTRIAL - PARANÁ - 2004 REGIÃO
TABELA 16 - PERCENTUAL DE LATICÍNIOS SEGUNDO TIPO DE TREINAMENTO DE MÃO-DE-OBRA E PORTE DE FATURAMENTO - PARANÁ - 2004
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Referências

Documentos relacionados

A Lei nº 11.101 de 2005 trouxe um regime especial de recuperação de microempresas e empresas de pequeno porte, na Seção V, denominada de “Do Plano de