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Geometria de Lentes Finas

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Academic year: 2023

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Análise de imagens e visão computacional M´arcio Portes de Albuquerque, Eugenio S. Caner, Aline Gesualdi Mello e Marcelo Portes de Albuquerque. mpa, caner, aline, marcelo @cbpf.br Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. O processamento de imagens é uma ferramenta que auxilia na busca de informações na imagem. Com qualquer organização de dados em duas (ou três) dimensões, onde estejam correlacionados espacialmente, é possível utilizar técnicas de processamento digital de imagem e visão utilizando um computador para auxiliar na extração da informação. Esta unidade curricular está dividida em duas fases: i) os conceitos de representação de imagens e algumas técnicas básicas e ii) o projeto básico de um sistema de visão computacional.

Processamento Digital de Imagens

Representa¸c˜ ao da Imagem Digital

O pixel também é um elemento de dimensões finitas na representação de uma imagem digital. Muitas vezes a organização de uma imagem é feita na forma de uma matriz de pixels em simetria quadrada. Isto se deve à facilidade de implementação eletrônica, seja de sistemas de aquisição ou de sistemas de visualização de imagens.

Este tipo de organização provoca o surgimento de dois grandes problemas nas técnicas de processamento. Primeiro, um pixel não possui as mesmas propriedades em todas as direções, ou seja, é anisotrópico. Esta propriedade garante que um pixel tenha quatro vizinhos de borda e quatro vizinhos diagonais, ilustrados na Figura 2.

Esta propriedade exige que seja definido o tipo de conectividade a ser utilizada, seja B4 (considerando apenas vizinhos de borda) ou B8 (considerando vizinhos de borda e diagonais). O segundo problema é consequência direta do primeiro, ou seja, as distâncias entre um ponto e seus vizinhos não são as mesmas para nenhum tipo de vizinho.

Etapas do Processamento de Imagens

  • Aquisi¸c˜ ao de Imagens Digitais
  • T´ ecnicas de Pr´ e-processamento
  • Segmenta¸c˜ ao
  • P´ os-processamento
  • Extra¸c˜ ao de Atributos
  • Classifica¸c˜ ao e Reconhecimento

A Figura 7 mostra dois exemplos de segmentação, uma binarização e uma detecção de borda. Pelo contrário, a operação de expansão permite preencher buracos dentro de um objeto ou mesmo conectá-los. A operação de abertura, uma erosão seguida de uma expansão, permite eliminar pequenas partículas da imagem (partículas do tamanho do elemento estrutural) e suavizar os contornos dos objetos.

Quando o objetivo do processamento é obter informações numéricas, são extraídos atributos da imagem. A etapa denominada Rotulagem ou Rotulagem é uma etapa intermediária na extração de atributos. Na maioria dos sistemas de reconhecimento de formas, os parâmetros da fase de extração de atributos são usados ​​para construir um espaço de medição N-dimensional.

A escolha e qualidade dos parâmetros para a construção deste espaço são essenciais para a implementação de um bom processo de reconhecimento de forma. Podemos dizer que um sistema de aprendizagem supervisionada funciona sob o controle de outro sistema de reconhecimento (por exemplo, externo) que identificou previamente os objetos de teste e permitirá a correta construção do seu espaço de medição e da sua função discriminante. A identificação de classes geralmente é feita identificando grupos em “clusters” de objetos no espaço de medição.

Podemos aplicar este conceito à construção de um sistema de visão computacional, onde, inicialmente, conhecemos a entrada e a saída desejadas e desconhecemos seus componentes.

Figura 2: Ilustra¸ c˜ ao de tipos de conectividade dos pixels vizinhos ao pixel cen- cen-tral i 0
Figura 2: Ilustra¸ c˜ ao de tipos de conectividade dos pixels vizinhos ao pixel cen- cen-tral i 0

O Projeto Base

  • Escolha do Tipo de Cˆ amera
  • Escolha do ˆ Angulo de Vis˜ ao da Cˆ amera
  • C´ alculo do Campo de Vis˜ ao (field-of-view)
  • C´ alculo da Resolu¸c˜ ao
  • Resolu¸c˜ ao da Imagem
  • Velocidade de Processamento
  • Sele¸c˜ ao da Cˆ amera
  • Sele¸c˜ ao da Placa de Aquisi¸c˜ ao
  • Sele¸c˜ ao de Lentes
  • Selecionando a T´ ecnica de Ilumina¸c˜ ao

F OV = (Dp+Lv)(1 +Pa) (4) onde F OV é o campo de visão numa determinada direção; Dp é o maior tamanho do objeto na direção do ângulo de visão, Lv é a variação máxima na localização e orientação do objeto; ePa é a fração ou porcentagem que definirá o campo de visão final (incluindo a margem de erro) do campo de visão desejado. A resolução da imagem é o número de linhas e colunas na imagem, que é determinado pela câmera, sensor e placa de aquisição. Ao escolher a câmera e a placa de captura, o projetista do sistema determina a resolução da imagem.

Portanto, a maioria dos projetistas de visão computacional depende da resolução da câmera e da placa de aquisição. A resolução espacial é a distância entre os centros dos pixels quando mapeados da cena para a imagem digital. Observe que para uma determinada resolução de imagem, a resolução espacial depende do campo de visão ou da ampliação das lentes.

Por exemplo, uma determinada câmera e placa de aquisição pode ser configurada para fotografar um vagão de trem com resolução espacial de 1 cm/pixel. A mesma câmera e placa de aquisição e, portanto, a mesma resolução de imagem, podem ser montadas em um microscópio para gerar imagens de um circuito integrado com resolução espacial de 1 µm/pixel. Resolução do objeto de interesse: A resolução do objeto de interesse é a resolução mais baixa possível de um determinado objeto no sistema de imagem.

3 É comum encontrar o termo dpi para expressar resolução espacial para diversos tipos de periféricos. Resolução de Pixel: A resolução de um pixel é a sua granularidade; isto é, o número de níveis de cinza ou cores representados em um pixel. A resolução de pixels é função de um conversor analógico/digital localizado tanto na placa de aquisição quanto na câmera.

Cálculo de resolução: As especificações da aplicação nos fornecem informações para determinar a resolução de um objeto, a resolução de uma medição ou, às vezes, ambas. Se a especificação exigir a detecção de um objeto pequeno, esse objeto menor determinará a resolução. Define a resolução de medição do sistema de visão em pixels ou frações de pixels.

Até agora, o projetista já decidiu que tipo de câmera usar: varredura de linha ou área, quantas visualizações serão necessárias, o campo de visão e qual resolução de imagem a câmera e a placa de aquisição exigem. As características especiais da câmera devem ser levadas em consideração antes de resolver a imagem porque esta seleção reduz a seleção de resolução de imagem disponível. Câmeras coloridas de chip único são mais baratas, mas fornecem uma imagem com resolução de cerca de 1/3 da resolução de uma câmera monocromática.

Resolução de imagem: A maioria das câmeras possui resolução de imagem na faixa utilizada pelo CFTV; então cerca de 640×480 pixels.

Figura 12: Tipos de Cˆ ameras.
Figura 12: Tipos de Cˆ ameras.

Imagem

Figura 1: Imagem monocrom´ atica “Goldhill” com destaque para uma regi˜ ao de 17 × 17 pixels
Figura 2: Ilustra¸ c˜ ao de tipos de conectividade dos pixels vizinhos ao pixel cen- cen-tral i 0
Figura 3: Etapas de um sistema de PDI.
Figura 4: Exemplo de um pre-processamento simples: (A) Imagem original cor- cor-rompida com ru´ıdo gaussiano, (B) Imagem ap´ os a aplica¸ c˜ ao de um filtro mediana para redu¸ c˜ ao do ru´ıdo, e (C) Imagem final, ap´ os a aplica¸ c˜ ao de um filtro passa-alta
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Referências

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