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Gustavo Rafael Menegazzi.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Tem como objetivo estudar os direitos básicos de crianças e adolescentes e a proteção contra a exploração do trabalho infantil. No Capítulo 2, trata especificamente dos dispositivos contidos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 sobre Crianças e Adolescentes. A legislação brasileira, até a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, tratava de forma inadequada e insatisfatória a questão dos direitos das crianças e dos adolescentes.

O próximo capítulo analisará a Doutrina da Proteção Integral da Criança e do Adolescente e a forma como foram adotados no país os direitos da criança, incluídos na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 como direitos fundamentais e sob a ênfase da expressão “ com prioridade absoluta”. A evolução dos direitos das crianças e dos adolescentes no âmbito internacional só ocorreu a partir do século XX e se deu da seguinte forma. A Doutrina da Proteção Integral da Criança e do Adolescente foi acolhida em âmbito nacional no caput do artigo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e no artigo 1º da Lei nº Estatuto da Criança e do Adolescente.

Lei nº. A Lei da Criança e do Adolescente, que disciplina o disposto no artigo 227 da Constituição da República. O impacto do direito internacional dos direitos humanos nos direitos das crianças e adolescentes no direito brasileiro. A questão a ser abordada neste ponto é a seguinte: os direitos das crianças e dos adolescentes, previstos no Capítulo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, podem ser caracterizados como direitos fundamentais.

Nesse contexto, resta analisar se os direitos das crianças e dos adolescentes podem ser classificados como direitos fundamentais na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA E A PROTEÇÃO CONTRA A EXPLORAÇÃO

Convenção nº. 182 da Organização Internacional do Trabalho foi incorporado à legislação brasileira pelo Decreto Legislativo nº. 178, de 1999, e anunciada pelo Decreto nº. o compromisso de criar uma política nacional de combate ao trabalho infantil, com aumento progressivo da idade mínima de admissão ao emprego ou trabalho até atingir um nível considerado adequado ao estado de desenvolvimento da pessoa. Cada Estado-Membro em que esta Convenção esteja em vigor compromete-se a prosseguir uma política nacional que garanta a abolição efectiva do trabalho infantil e aumente progressivamente a idade mínima de admissão ao emprego ou ao trabalho para um nível adequado à plena capacidade física e mental do adolescente.

Os direitos das crianças e adolescentes no Brasil também foram determinados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 está em VII. CAPÍTULO tratou da família, crianças, adolescentes e idosos. Essas três seções complementam o disposto no artigo 7º, caput e na Seção XXXIII, que formam a base da legislação nacional sobre a questão do trabalho infantil.

Estas disposições constitucionais definem a protecção contra a exploração do trabalho infantil como um dos elementos necessários à chamada “protecção integral”. A aprendizagem empresarial é viabilizada por um contrato de trabalho especial, estreitamente regulamentado pela referida lei, de forma que a vertente pedagógica é predominante na execução do trabalho. As definições de trabalho noturno, perigoso ou insalubre constam do Decreto Legislativo nº. 5.452, de 1º de maio de 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas.

O n.º 2 do artigo 73.º da Consolidação das Leis do Trabalho define trabalho nocturno como o trabalho prestado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte105. Seguindo os modelos delineados pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, o legislativo infraconstitucional promoveu outro importante avanço legislativo para o Brasil, com a promulgação da Lei nº 8.069, de 13 de junho de 1990, a chamada Tipo - e Estatuto de adolescentes. Em seu artigo primeiro, o Estatuto da Criança e do Adolescente reafirma a aplicação da Doutrina da Proteção Integral, em consonância com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e a Declaração dos Direitos da Criança de 1990.

Portanto, é de fundamental importância uma legislação que vise atender plenamente às necessidades da família e promover os direitos das crianças e dos adolescentes, e não apenas uma regulamentação que proíba o trabalho infantil. No que diz respeito ao trabalho de crianças e adolescentes, o Estatuto em seu artigo 67 praticamente reproduziu as restrições estabelecidas na Constituição. Agora é importante analisar a realidade social brasileira, para que se possa investigar se a legislação vigente é eficaz na redução e erradicação do trabalho infantil no país e na garantia de sua proteção integral.

A DIMENSÃO DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL

Inclui funções caracterizadas como trabalho doméstico de crianças no domicílio e nas demais modalidades consideradas no regime de trabalho doméstico. Após definir um conceito operacional para o trabalho infantil, o próximo passo é avaliar se este tipo de trabalho está presente ou não no nosso país. Para isso, são apresentados os dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios – PNAD, realizada anualmente pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em 2006, o suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios foi intitulado “Aspectos complementares da educação, do trabalho doméstico e do trabalho infantil”, realizado pelo IBGE em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), documento que apresenta mais dados muito abrangentes sobre o trabalho infantil. As estatísticas mostram que o Brasil está se desenvolvendo significativamente, com as taxas de trabalho infantil diminuindo a cada ano. Dados de pesquisas mostram que a incidência do trabalho infantil no Brasil ainda é muito elevada, afetando 4,5 milhões de crianças e adolescentes.

Apesar de reconhecer a relevância de fatores como a passividade ou resignação da sociedade brasileira, elementos ideológicos e jurídicos e a falta de fiscalização das leis aplicáveis, as estatísticas mostram que os dois principais elementos geradores do trabalho infantil no Brasil são: a. Essas informações esclarecem a ligação entre o nível de pobreza e o nível de escolaridade, sendo os dois fatores decisivos para a ocorrência do trabalho infantil no Brasil. Após analisar as principais causas do trabalho infantil no Brasil, resta avaliar as consequências desse tipo de trabalho para o desenvolvimento humano.

Podemos dizer que as consequências do trabalho infantil para uma pessoa são extremamente negativas, e o esforço investido no trabalho nesse período da vida acarreta problemas de desenvolvimento, com transtornos numerosos e irreversíveis. No que diz respeito à questão económica, é perceptível que o trabalho infantil é utilizado como solução para o problema de sobrevivência de famílias pobres e infelizes. Em última análise, isto desencadeia um ciclo vicioso em que o trabalho infantil na geração passada determina o mesmo nas gerações futuras.

Esta estatística reforça a conclusão de que o trabalho infantil está longe de ser uma solução para a pobreza familiar, quer a curto quer a longo prazo. Afinal, o trabalho infantil é extremamente prejudicial ao ser humano, causando danos físicos e psicológicos irreversíveis, representando uma grave violação de direitos fundamentais. Infelizmente ainda existe um número elevado de trabalho infantil no Brasil, cerca de 4,5 milhões de crianças e adolescentes.

O DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E A POLÍTICA JURÍDICA

A lei da criança e do adolescente em seu caráter protetor lembra uma rede, formada por diversos fios. Este trabalho reconhece que o Brasil possui legislação avançada em relação aos direitos de crianças e adolescentes. A nível administrativo, o Estatuto da Criança e do Jovem optou por atribuir uma grande responsabilidade aos municípios, com a chamada 'munualização' dos cuidados.

O Judiciário também deve estar consciente de sua parcela de responsabilidade na efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Assim, os direitos das crianças e dos adolescentes são reconhecidos pela sua importância social, como direitos fundamentais na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Os Estados Partes tomarão todas as medidas apropriadas para garantir a proteção das crianças contra todas as formas de discriminação ou punição. devido à condição, atividades, opiniões ou crenças expressas por seus pais, representantes legais ou familiares.

Os Estados Partes comprometem-se a respeitar o direito da criança de preservar a sua identidade, incluindo a nacionalidade, o nome e as relações familiares, em conformidade com a lei, sem interferência indevida. Os Estados Partes respeitarão o direito de uma criança separada de um ou de ambos os progenitores a ter relações pessoais regulares e contacto direto com ambos os progenitores, a menos que tal seja contrário ao interesse superior da criança. Para este fim, e de acordo com a obrigação assumida pelos Estados Partes nos termos do parágrafo 2 do Artigo 9, os Estados Partes respeitarão o direito da criança e dos seus pais de deixar qualquer país, incluindo o seu próprio, e entrar no seu próprio país. . país. país.

Os Estados Partes reconhecem os direitos das crianças à liberdade de associação e à liberdade de realizar reuniões pacíficas. Os Estados Partes envidarão todos os esforços para garantir o reconhecimento do princípio de que ambos os pais têm obrigações comuns no que diz respeito à educação e ao desenvolvimento da criança. Os Estados Partes que reconhecem ou permitem o sistema de adopção devem estar cientes de que a consideração principal é o interesse superior da criança.

Os Estados Partes reconhecem o direito da criança de desfrutar do melhor padrão possível de saúde e de serviços concebidos para tratar doenças e restaurar a saúde. Os Estados Partes adoptarão todas as medidas eficazes e adequadas para abolir as práticas tradicionais que sejam prejudiciais à saúde das crianças. Os Estados Partes tomarão todas as medidas necessárias para garantir que a disciplina escolar seja administrada de uma forma compatível com a dignidade humana da criança e de acordo com esta Convenção.

Os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, à participação em atividades divertidas e recreativas adequadas à sua idade e à participação livre na vida cultural e artística. RECORDANDO a Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989;

Referências

Documentos relacionados

226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir