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História e Filosofia - Canal CECIERJ

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Academic year: 2023

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Delinear as contribuições de Sócrates e Platão para a consolidação e organização do conhecimento filosófico na Grécia clássica, especialmente no que diz respeito às questões relacionadas com os estudos linguísticos. Para aproveitar ao máximo o conteúdo deste curso, é fundamental que você tenha em mãos um bom dicionário de português.

INTRODUÇÃO

O pensamento, a linguagem e o ser em Sócrates

Atende ao Objetivo 1

Platão, o ser, as ideias e a linguagem

O uso filosófico da palavra refere-se à função que a palavra desempenha na língua como um todo. Quando os homens foram capazes de abandonar as opiniões decorrentes das sensações e chegar ao mundo racional das ideias, alcançaram também o domínio do ser absoluto, no qual só poderia ser adentrado através do pensamento filosófico.

Figura 8.5: Dama com arminho, de Leonardo da Vinci (óleo sobre tela,  1485-1490).
Figura 8.5: Dama com arminho, de Leonardo da Vinci (óleo sobre tela, 1485-1490).

CONCLUSÃO

Atende ao Objetivo 2 Leia o seguinte trecho do Menon de Platão

Deve-se refletir e ponderar o sentido da passagem de Mênon, em que Sócrates diz que o que pretende definir é a “natureza essencial” de cada coisa, e que só esse conhecimento nos permite compreender o que é determinada coisa. .

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Informação sobre a próxima aula

Aula 9

Aristóteles (384-322 a.C.) indicava um retorno às coisas terrenas, ao sensual, uma busca em cada indivíduo, considerado em sua originalidade, singularidade e existência concreta, aquilo que pudesse se tornar objeto de conhecimento. Para ele, a maior busca do filósofo era: como dar ao conhecimento um status mais amplo que abrangesse um elemento sensível e mutável do mundo como objeto de pensamento per se.

Figura 9.1: Aristóteles de Estagira (busto do período romano).
Figura 9.1: Aristóteles de Estagira (busto do período romano).

A fi losofi a e seu organon

Lá ele se estabeleceu com seus diversos alunos, apelidados de Peripatéticos (que em grego significa "aqueles que andam de um lugar para outro") por causa do costume de seu professor dar aulas enquanto ele passeava pelos jardins. Com os seus alunos organizou e transmitiu o conhecimento da filosofia e da ciência do seu tempo, criando um organon, cuja influência será enorme na tradição ocidental e chegará aos nossos dias como um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.

O kosmós aristotélico

Atende ao Objetivo 2

Uma conclusão derivada de um silogismo não é verdadeira a priori, uma vez que muitos erros podem ser discernidos em silogismos formalmente completos. Desta forma, o silogismo não garante o conhecimento verdadeiro, uma vez que as premissas devem ser válidas, mas garante o rigor metodológico fundamental do conhecimento.

A questão dos universais

O que pode ser essa realidade que não tem modo de ser no que é dito? Devemos, portanto, falar no sentido estrito de que o que se diz do sujeito não só não está no sujeito, mas também o transcende, isto é, que é um universal. Universal é o que se diz de muitos seres; É o meio pelo qual coisas particulares participam de entidades maiores que elas mesmas.

De tal forma que o que se diz da virtude (que é universal) não pode de forma alguma ser dito da pessoa virtuosa. Em virtude desta definição única, tudo o que pode ser dito sobre a animalidade como tal, sem perder o sentido e sem se tornar ambíguo, aplica-se aos sujeitos que se dizem animais.

Informações sobre a próxima aula

Apresentar o quadro geral do pensamento filosófico nos períodos helenístico e romano, destacando as escolas e questões importantes para a tradição filosófica ocidental. Com as interações culturais ocorridas neste rico período, que chamamos de helenístico, o pensamento filosófico foi renovado por novas contribuições e especulações, baseadas nas diversas experiências e tradições científicas, éticas, estéticas, etc. grandes. a “cultura do mosaico” que caracterizava o Mediterrâneo daquela época. A cidade de Alexandria, projetada por Alexandre e Ptolomeu, amigo e sucessor do general macedônio no Egito, pode ser considerada a melhor expressão da riqueza cultural e do cosmopolitismo da era helenística.

A Biblioteca de Alexandria, por exemplo, foi formada a partir do acervo de Aristóteles e contava com mais de 500 mil volumina (livros feitos de rolos de papiro). Nesta aula destacaremos algumas contribuições das escolas filosóficas desse período, visando especificamente os estóicos, os epicuristas, e o pensamento filosófico que se desenvolveu no Império Romano, a filosofia Togata, com ênfase em temas relacionados à linguagem e ao discurso.

Figura 10.1: A antiga Biblioteca de Alexandria, no  Museum, como foi imaginada na modernidade.
Figura 10.1: A antiga Biblioteca de Alexandria, no Museum, como foi imaginada na modernidade.

O estoicismo

A fala e o raciocínio são as duas propriedades fundamentais da retórica, fornecendo o que os estóicos definiram como conhecimento do que é verdadeiro, do que é falso e do que não é verdadeiro nem falso (DL, VII, 42). Os estóicos enfatizaram a importância do raciocínio hipotético porque outros são variantes dele, como pode ser visto no exemplo: “Será dia ou noite. Os estóicos queriam encontrar critérios de verdade para representações e julgamentos, e a investigação lógica teria a tarefa de determinar os critérios para que uma proposição fosse considerada verdadeira ou falsa, tentando através do raciocínio formular as proposições de forma verdadeira, com base em nossa experiência, o que para o estoicismo é o resultado da lembrança das percepções que temos das coisas.

Os estóicos desenvolveram a questão da distinção entre a palavra e o conteúdo pensado na palavra (o exprimível), sendo o conceito uma espécie de representação que, pela sua universalidade, permite falar de muitos objetos, sejam concretos ou imaginários. . Ao contrário de Platão e sua teoria das ideias, por não considerarem que o conceito geral correspondesse à forma ou ideia do objeto, os estóicos desenvolveram uma teoria do conceito, ou conceitualismo, que era um conceito unificador atribuído a o conceito. função de objetos que se parecem. .

Figura 10.3: Stoa Poikilé – representação pictórica do pórtico, ao norte de Atenas, do  qual derivou o nome do estoicismo.
Figura 10.3: Stoa Poikilé – representação pictórica do pórtico, ao norte de Atenas, do qual derivou o nome do estoicismo.

O epicurismo

Para eles, nossas ideias sobre as coisas e o mundo em geral vêm de nossos sentimentos, que não podem ser refutados. Não há nada de terrível na vida para quem está absolutamente convencido de que não há nada de terrível em deixar viver. Portanto, o mais terrível de todos os males, a morte, nada significa para nós, justamente porque quando estamos vivos não há morte; pelo contrário, quando a morte está presente, nós não estamos (EPICURUS, pp. 27-28).

O sábio epicurista vê com indiferença o contingente, isto é, aquilo que não depende da pessoa e que em nada contribui para a obtenção da felicidade, meta maior da vida humana. O último versículo expressa a ideia de que não há necessidade de confiar no futuro, pois ele lança a sombra da morte in hinc et nunc, no aqui e agora.

Figura 10.5: Lucrécio.
Figura 10.5: Lucrécio.

O Império Romano e a philosophia togata

Atende ao Objetivo 3

Perguntas sobre o comportamento humano, exortações morais e regras de boa vida dão o tom para a especulação filosófica. Com base no que você estudou na última seção desta aula, tente estabelecer conexões entre a ênfase filosófica nas questões morais e nas regras do bem viver e a unificação territorial e cultural promovida pelo Império Romano no Mediterrâneo. Num mundo política e economicamente unificado que, em alguns aspectos, se assemelha ao nosso mundo globalizado, porque é que as questões morais se tornaram o principal foco de interesse filosófico?

Essa mistura de filosofia e religião levou a uma visão filosófica que sugeria moderação e distanciamento do mundo, o que influenciou o desenvolvimento do pensamento medieval. Quando, em 529 a.C., num Império Romano já oficialmente cristão, foi encerrada a Escola Filosófica de Atenas, este facto significou o fim da filosofia grega na sua estrutura escolar.

Aula 11

Apresenta as principais questões filosóficas que surgiram na Idade Média Ocidental e discute suas origens, fundamentos e desenvolvimentos. Foram eles que, através do seu trabalho, permitiram que o Ocidente se reconectasse com o trabalho filosófico e científico da antiguidade. Desta forma, o pensamento filosófico que se desenvolveu na Idade Média deve ser por nós estudado e compreendido.

Para compreendê-lo, é necessário observar alguns elementos do longo debate que ocorreu entre as religiões monoteístas e as ideias filosóficas greco-romanas. Não é apenas um aspecto religioso do conhecimento, peculiar ao pensamento filosófico até Hegel.

Figura 11.1: Afresco de Michelangelo – Capela Sistina – Vaticano.  A parte esquerda superior da imagem mostra a pintura  antes do restauro e a parte inferior esquerda, após o restauro.
Figura 11.1: Afresco de Michelangelo – Capela Sistina – Vaticano. A parte esquerda superior da imagem mostra a pintura antes do restauro e a parte inferior esquerda, após o restauro.

As origens

Com o Cristianismo, porém, tudo o que não seguia o estabelecido pelo dogma foi (e, poderíamos dizer, ainda é) rotulado como heresia, com claro sentido pejorativo, e teve que ser combatido e eliminado. Vejamos uma das principais questões filosóficas desenvolvidas por Agostinho: a questão da relação entre linguagem e tempo, que aparece em L. Utilizando fontes da especulação filosófica helenística, Agostinho trata do ser e do não-ser do tempo e nos mostra que o uso cotidiano da linguagem nos faz acreditar que o tempo existe.

A partir de Agostinho ocorre a “tradução” de vocabulário, conceitos e métodos filosóficos e científicos da Antiguidade para a Idade Média. Agostinho deu à Idade Média um ideal cultural, uma síntese doutrinária e uma direção filosófica.

Figura 11.2: Hipátia de Alexandria, imagem moderna  baseada em descrições da fi lósofa por seus alunos.
Figura 11.2: Hipátia de Alexandria, imagem moderna baseada em descrições da fi lósofa por seus alunos.

O Renascimento Carolíngio

Às vezes, falar sobre filosofia medieval parecia um desafio ao bom senso. E se o conhecimento dos filósofos antigos é o caminho para a filosofia, o conhecimento dos filósofos medievais pode e deve desempenhar um papel igual. O grande caminho de ligação entre a filosofia antiga e a filosofia medieval passa pelos pais da igreja.

À sua maneira, ambos serviram à causa da filosofia, mesmo aqueles que a combateram, por mais que diga Pascal, é verdade. Com isso, a rejeição – muitas vezes violenta – da filosofia foi gradativamente minimizada, possibilitando ao Ocidente medieval voltar a se dedicar à busca pelo pensamento racional.

Figura 11.6: Manuscrito do  século VIII, com a minúscula  carolíngia.
Figura 11.6: Manuscrito do século VIII, com a minúscula carolíngia.

A Filosofi a Escolástica

O filme retrata o clima das discussões filosóficas e mostra o ambiente intelectual na época da criação da Universidade de Paris, entre 1114-1118. Os intelectuais europeus entraram então em contacto com textos filosóficos gregos anteriormente desaparecidos e com um grande acervo de obras de diversas culturas orientais. É verdade que este florescimento filosófico da civilização islâmica durou pouco.

Até o século XII, pode-se dizer que os estudos filosóficos eram essencialmente uma leitura glosada da Bíblia. Desta forma, é preciso demarcar e analisar duas posições filosóficas opostas: o realismo e o nominalismo.

Figura 11.7: Catedral de Chartres.
Figura 11.7: Catedral de Chartres.

Considerações Finais

Aula 12

Entre os séculos XV e XVII, a circulação média de livros na Europa Ocidental variou entre 2.000 e 3.000 volumes, nível que se manteve estável até finais do século XVIII. O humanismo, forma de consciência individual que se estende ao sentido de humanidade comum, rompeu com a teologia e colocou o homem e as suas capacidades no centro das preocupações, relegando assim para segundo plano o interesse pelos fenómenos naturais para se prestarem à técnica para se dedicarem, como forma de instrumentalizar a natureza. Agora o homem é colocado diante do mundo como sujeito de observação, e acredita ser capaz de compreender os fenômenos exteriores a ele de forma objetiva.

O cristianismo alegórico, no qual as esferas angélicas, com anjos governando cada esfera, respeitavam a mesma ordem das órbitas da hierarquia social, foi representado criticamente na literatura e na arte medievais nos séculos XIV e XV, o que voltou o olhar para a observação de fatos factuais. realidade e fornecer uma comparação entre o que foi pregado e o que aconteceu. O nome humanismo vem da palavra latina Humanitas, cunhada pelo orador Cícero, que significa aquilo que dignifica as pessoas e as torna civilizadas, distanciando-as da “barbárie”.

Figura 12.1: Manuscrito provençal do século XIV – Dois  anjos acionam com manivelas o primeiro motor que move  o mundo.
Figura 12.1: Manuscrito provençal do século XIV – Dois anjos acionam com manivelas o primeiro motor que move o mundo.

O humanismo renascentista

Os intelectuais da Renascença retornaram à premissa de Protágoras de que o ser humano era o eixo do cosmos e consideraram a maior conquista da humanidade a arte clássica, que poderia ser vista como uma forma perfeita de organizar o mundo sob a mão humana. Para os seres humanos deste período, a liberdade é menos uma habilidade de todos do que um despojo de poucos. O ser humano foi um instrumento dos desígnios da natureza, ou seja, a natureza foi uma entidade maior que criou o ser humano e o colocou a seu serviço.

Nestes pressupostos cosmológicos, o ser humano aparece como uma ideia abstraída da sua objetividade, cada um apenas um entre todos, sujeito a forças externas, sujeito aos vórtices da natureza ou das divindades, tal como consideraríamos hoje uma pulga no infinito. do universo.o universo. Este novo ser humano é capaz de observar, examinar e conhecer e, com a ajuda da tecnologia, instrumentalizar o mundo e criar coisas.

Figura 12.3: Dante Alighieri – estátua na Galleria  Degli Uffi zi, Florença.
Figura 12.3: Dante Alighieri – estátua na Galleria Degli Uffi zi, Florença.

Imagem

Figura 8.3: Eros e Psyché – pintura sobre óleo de Nicholas de  Courteille (1768 -1830)
Figura 8.5: Dama com arminho, de Leonardo da Vinci (óleo sobre tela,  1485-1490).
Figura 9.1: Aristóteles de Estagira (busto do período romano).
Figura 9.2: Representação do kosmós aristotélico, segundo a projeção de Ptolomeu.
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Referências

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