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II MOVIMENTO: Práticas ambivalentes: rituais da escola sob tensão

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Academic year: 2023

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ENQUANTO A AULA ACONTECE: Práticas Juvenis (des)ordenando espaços e tempos escolares contemporâneos / Rita Cristine Basso Soares Severo. Assim, o objetivo principal desta pesquisa é analisar as práticas juvenis que acontecem nos espaços e tempos escolares e problematizar as relações que ocorrem entre os jovens aprendizes e os rituais instituídos pela escola.

MOVIMENTOS ANALÍTICOS: COMPARTILHANDO E RECONSTRUINDO SENTIDOS SOBRE O ESPAÇO ESCOLAR E OS SUJEITOS-JOVENS-ALUNOS

Do tema aos objetivos

Como práticas juvenis, além de transformar espaços e tempos escolares, podem produzir escola, professores e sujeitos-jovens-alunos modernos. Utilizo o conceito para problematizar as práticas dos jovens sujeitos-alunos em meu estudo nos espaços e tempos escolares.

DOS SENTIDOS DA ESCOLA: PRÁTICAS AMBIVALENTES (DES)ORDENANDO ESPAÇOS E TEMPOS ESCOLARES

Da ambivalência

Assim, “desvios da ordem são: indeterminação, inconsistência, inconsistência, incompatibilidade, lógica, irracionalidade, ambigüidade, confusão, incapacidade de decidir, ambivalência”. (BAUMAN, 1999, p. 14). Assim, aponta o autor, na "modernidade rígida", os estrangeiros foram os subprodutos do impulso classificatório de dividir, dividir e categorizar, os escombros do processo de construção da ordem.

Notas sobre espaços e tempos no contexto escolar

Harvey (1997) questiona como o uso e o significado do espaço e do tempo mudaram com a transição do fordismo1 para a acumulação flexível2. O conceito de compressão do espaço-tempo, segundo Harvey (1997, p), inclui os processos que alteram as “qualidades objetivas do espaço e do tempo” de tal forma que modificam nossa forma de “representar o mundo para nós mesmos”.

A ordem do discurso escolar: espaço e tempo como reguladores dos sujeitos-jovens-alunos

Sob os auspícios do cientificismo, prevaleceu o racionalismo na criação dos currículos, que consolidaram a rigidez na organização do tempo escolar linear, que os professores tomavam como modelo de normalidade. Nas sociedades modernas, a organização do tempo do ciclo escolar (dia ou calendário escolar) condiciona a vida familiar e social.

A categoria aluno – uma invenção cultural

Tais espaços instituíram novas formas de organização do espaço e do tempo que levaram à constituição de uma cultura escolar. Estando em estado de acessibilidade, aprendendo sobre a vida social e certas permeabilidades ideológicas, os jovens vivenciam esses processos à sua maneira e formam uma consciência geracional entre eles.

DAS ESCOLHAS E DOS CONTORNOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA TESE

Dos modos de fazer a Tese no campo dos Estudos Culturais

Na agenda de pesquisa dos Estudos Culturais estão gênero e sexualidade, identidades nacionais, pós-colonialismo, etnicidade, cultura popular e seus públicos, políticas identitárias, práticas político-estéticas, discurso e textualidade, pós-modernidade, multiculturalismo e globalização, entre outros. Segundo Costa, Silveira, Sommer (2003), as preocupações dos Estudos Culturais centram-se na questão da cultura, agora compreendida num espectro mais alargado de possibilidades em que se inserem os domínios populares. Na América Latina, os Estudos Culturais se desenvolvem de forma única, emergindo de diferentes contextos, ao contrário dos Estudos Culturais britânicos.

Assim, em meu trabalho de conclusão de curso, articulo o campo dos estudos culturais com o campo dos estudos da juventude, buscando conexões para repensar as práticas juvenis nas escolas modernas. Wortmann (2005) argumenta que a pesquisa no campo dos estudos culturais nos permite navegar pelas fronteiras de outros campos disciplinares e buscar articulações possíveis para melhor refletir sobre nosso problema de pesquisa.

Dos modos de fazer pesquisa sobre Juventudes nos campos da Educação e dos Estudos Culturais

Seguindo essas abordagens abaixo, apresento como fazemos pesquisas sobre juventude no campo dos Estudos Culturais. Teve como referencial teórico o campo dos Estudos Culturais, Cultura Visual e ferramentas metodológicas de pesquisa da etnografia pós-moderna. A pesquisa está ancorada na intersecção entre as teorias dos Estudos Culturais, dos Estudos Foucaultianos e dos estudos da juventude.

A análise consistiu na problematização dessas representações, do ponto de vista das reflexões pós-estruturalistas, no campo dos Estudos Culturais. Minha proposta de pesquisa se aproxima dos estudos supracitados, pois também compreende que os espaços e os tempos controlam, mediam, subjugam e constituem os sujeitos contemporâneos-jovens estudantes.

  • Das ferramentas analíticas etnográficas
  • Dos contextos: as escolas da pesquisa

Entendo que meus registros, conforme mencionado anteriormente, são uma versão falada por alguém, de um determinado lugar e em um determinado momento, sobre um evento ou eventos passados. Embora existam entrevistas com mais de um participante, cada um respondendo à mesma pergunta, esses dois papéis permanecem. O autor afirma que o manejo disso parece irrelevante, pois a troca de turnos ocorreria a princípio a partir da conclusão de uma resposta, e que o ritmo da conversa fluiria por acordo mútuo.

Em concordância com o autor, Larrosa (1994, p.43) argumenta que a experiência de si é resultado de um complexo processo de fabricação histórica. A tese de Steiw (2013) defendida na Faculdade de Educação da UFRGS também foi referência, por se tratar de um estudo que analisou e identificou os estilos juvenis de alunos de uma escola municipal do bairro da Restinga.

FIGURA  1:  Mapa  de  Porto  Alegre  –  Bairros  Bom  Fim  e  Restinga  -  Google  maps  -  Acesso  em  29/9/2013
FIGURA 1: Mapa de Porto Alegre – Bairros Bom Fim e Restinga - Google maps - Acesso em 29/9/2013

MOVIMENTOS ANALÍTICOS: COMPARTILHANDO E RECONSTRUINDO SENTIDOS SOBRE O ESPAÇO ESCOLAR E OS SUJEITOS-JOVENS-ALUNOS

Pensar a escola e os significados atribuídos a ela pelos sujeitos que por ela transitam nortearam esse eixo analítico. Apresento duas narrativas, uma das quais caracteriza as atitudes do sujeito-jovem em relação à escola e sua função. Durante as análises, procurei não perder de vista que os sujeitos no espaço e tempo escolar não são atores passivos diante da sólida estrutura da escola, ao contrário, estão em constante construção de significados e conflitos. e negociações, onde o espaço e o tempo são utilizados de formas distintas pelos atores que fazem parte desse contexto.

Analisar o espaço e o tempo da escola significa focar no cotidiano escolar, protagonizado pelos diversos atores que compõem o cenário educacional. Concordo com Dayrell (1996) quando afirma que cada uma das disciplinas que compõem o universo da escola é resultado de um conjunto de experiências vividas nos mais variados espaços sociais.

Escola: espaço de construção de um futuro melhor

Pais (2006) acredita que, diante de estruturas sociais cada vez mais fluidas, os jovens sentem que suas vidas são marcadas por contradições crescentes, como sugere a fala da estudante de escola pública de dezessete anos acima mencionada. Os jovens vivem hoje em uma condição social em que as setas do tempo linear se cruzam com o emaranhado do tempo cíclico. Para o sociólogo, tais possibilidades são melhor compreendidas quando situamos os jovens em suas relações com o tempo (MELUCCI, 1997).

Paralelamente a tais processos, também podemos compreender melhor como os jovens tecem planos e projetos de futuro. Pais (2006) sugere que as gerações mais velhas conduzem a sua vida por caminhos e valores de segurança e rotina, os mais jovens optam frequentemente por rotas de rutura, desvio, risco.

Dos sentidos da escola e das representações docentes

A senhora está fazendo doutorado lá e o Tarso [referindo-se ao governador do RS] não quer pagar nem o salário mínimo dela, [salário básico]. aluna da rede estadual, 17 anos, julho de 2012). O professor se responsabilizará pelo comportamento de seus alunos, zelando para que mantenham os modos e as virtudes que aprenderam ali fora da escola. Quando os professores foram questionados sobre os significados da escola e as relações que estabelecem com os alunos, eles enfatizaram sua importância.

O que acontece é que esse conhecimento não cabe no currículo, que tem uma estrutura muito ultrapassada (professora da rede estadual há 12 anos - julho de 2012). Na verdade, só pensamos em como ensinar e nunca em quem estamos ensinando. professora da rede estadual, 36 anos e 12 anos de docência).

II MOVIMENTO: Práticas ambivalentes: rituais da escola sob tensão

O uso dos espaços e tempos escolares

Eu posso ver do portão que a maioria dos alunos é indiferente ao barulho que é tão alto que pode ser ouvido até mesmo fora da escola. Se observo que: a maioria dos alunos é indiferente a ruídos tão altos que podem ser ouvidos até mesmo fora da escola. Os monitores e professores da escola circulam freneticamente entre os alunos, empenhados em levá-los o mais rápido possível às salas de aula para que os corredores fiquem “organizados” e as atividades possam começar.

No entanto, é possível observar que os jovens recriam espaços, mudam tempos e subvertem algumas regras da escola. Nessas falas, enfatizo a forma como os jovens entrevistados percebem e falam sobre os tempos na escola, e como esse tempo na escola colide com suas vivências temporais.

FIGURA 8: Entrada na Escola Lidovino Fanton
FIGURA 8: Entrada na Escola Lidovino Fanton

O uso dos tempos e as novas tecnologias na sala de aula

Permite aos jovens partilharem entre si diferentes aspetos do seu quotidiano, dando origem à sensação de que os telemóveis aumentam a intimidade das relações. Um destaque que o autor faz é que alguns analistas sociais mais apocalípticos levantam a possibilidade de um processo de 'absorção' com o computador, que deixa os jovens ansiosos e desconectados da realidade. Mesmo havendo essa possibilidade, o autor aponta que os jovens que estão conectados diretamente à internet continuam tendo finais de semana na rua, festas e encontros com os amigos.

Parece que ainda existe certa distância entre o que os jovens vivenciam fora da escola e as práticas curriculares desenvolvidas no espaço escolar. Portanto, deve avançar na percepção e no diálogo com os jovens que ainda se esforçam para manter um vínculo com o espaço escolar, mesmo que muitas vezes não o seja. A escola muitas vezes não estabelece um diálogo mais próximo com os jovens por não os entender como sujeitos de suas práticas.

Importa descobrir as sensibilidades performativas das culturas juvenis em vez de ficarmos presos a modelos prescritivos com os quais os jovens já não se identificam” (PAIS, 2006, p.13).

FIGURA 16: A organização das classes no IE  (SEVERO, março, 2012)
FIGURA 16: A organização das classes no IE (SEVERO, março, 2012)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisar as práticas juvenis que ocorrem no espaço e nos tempos da escola, problematizando as relações que se estabelecem entre os sujeitos jovens-alunos e os rituais que a escola introduziu. Dessa forma, os sujeitos-jovens observados expressam uma forma própria de vivenciar o espaço e o tempo dentro da sala de aula caracterizada por horários, pontualidade e rigidez. Confirmo que os sujeitos juvenis na sociedade atual não se constituem exclusivamente a partir das diretrizes das instituições escolares/familiares tradicionais.

Nesse sentido, pode-se concluir que a constituição das identidades adolescentes é complexa, com os jovens estudantes vivenciando experiências diversas e, por vezes, contraditórias. Portanto, penso que ao pensar as práticas que os jovens alunos-sujeitos-alunos constroem na escola, é preciso levar em conta não apenas as relações que estabelecem com o tempo, mas também as interações que estabelecem com e nos espaços. estão inseridos..

Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul In: ABRAMO, helena Wendel; BRANCO, Pedro Paulo (Org.) Retratos da juventude brasileira: análise de uma pesquisa nacional.

Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul In: COSTA, Marisa Vorraber (org.) Percursos de Pesquisa II Diferentes formas de pensar e fazer pesquisa em educação.

ANEXOS

Trata-se de um estudo que desenvolvi como aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sob orientação do prof. O objetivo principal deste estudo é: analisar as práticas juvenis que ocorrem nos espaços e tempos escolares, problematizar as relações que ocorrem entre os sujeitos jovens, os alunos e os rituais introduzidos pela escola. Professora do Departamento de Ensino e Currículo da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Pedagogia da UFRGS.

Este é um estudo que estou desenvolvendo como aluno de doutorado no programa de pós-graduação em educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sob a orientação do prof. Durante as aulas, as práticas juvenis de (des)organização dos espaços e tempos escolares modernos são organizadas pela doutoranda Rita Cristine Basso Soares Severo no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sob a coordenação da Dra. prof.

Imagem

FIGURA  1:  Mapa  de  Porto  Alegre  –  Bairros  Bom  Fim  e  Restinga  -  Google  maps  -  Acesso  em  29/9/2013
FIGURA  2  :  EMEF  Escola  Lidovino  Fanton  vista  de  cima  –  Bairro  Restinga  Velha  -  Google maps - Acesso/em 29/09/2013
FIGURA 3: Portão de entrada da EMEF Lidovino Fanton – (SEVERO, 2010)
FIGURA 5: O Pátio dos fundos da EMEF Lidovino Fanton (SEVERO, 2010)
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Referências

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