U n i v e r s i d a d e d e L i s b o a
F a c u l d a d e d e P s i c o l o g i a e d e C i ê n c i a s d a E d u c a ç ã o
Os a l u n o s , a i n t e r n e t e à e s c o l a :
contextos organizacionais/estratégias d e utilização Volume 2
Ana Sofia Alves da Silva Cardoso Viseu
Dissertação apresentada para obtenção do Grau de Mestre em Qêndas da Educação, Área de Espedalização em Administração Educadonal
Orientador: Professor Doutor João Barroso
Agosto de 2001
\
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Universidade de Usboa
Os alunos, a intemet e a escola:
contextos organizacionais, estratégias de utilização Volume 2
Dissertação apresentada para obtenção do Grau de Mestre em Qências da Educação, Área de Especialização em Adminisfração Educacional, com o apoio da Fundação para a Qêncla e a Tecnologia (BM/62/2000)
Ana Sofia Alves da Silva Cardoso Viseu Orientador: Professor Doutor João Barroso
Í Í | l DfßLIOTECA
índice
Volume 1
^^tí^úção e a p n ^ h t a ç ã p d o projèctb dè íhyè^gàção'
,L Enquadramento T^rico
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1. A introdução das Tecnologias da Infomiaçâo e da Comunicação nos estabelecimentos de ensino no contexto da Sociedade da Infomiaçâo
1.1. A Sociedade da Informação como conceito ambíguo
1.2. Políticas educativas de introdução da intemet nos estabeledmentos de ensino 1.2.1. Dois exemplos contrastantes
1.2.2. O diagnóstico e as soluções em Portugal
2. A intemet na escola: potencialidades e condicionantes 2.1. Características da intemet
2.1.1. A organização não linear da Informação 2.1.2. A informação disponível
2.1.3. A Interactividade e a comunicação
2.2. Perspectivas de mudança nos estabeledmentos de ensino através da utilização da Internet 2.2.1. Os cenários optimistas
2.2.2. Os cenários pessimistas 2.2.3. Que outros cenários?
3. A mudança e as organizações: contributos para o estudo da Intemet nos estabeledmentos de ensino
3.1. A radonalldade nos processos organizadonais 3.1.1. A radonalidade e o conceito de gestão
3.1.2. A radonalldade e a organização dos estabelecimentos de ensino 3.2. A "resistênda à mudança" das organizações e a acção dos Indivíduos
3.2.1. Os modelos da ambiguidade
3.2.2. O entendimento da mudança esperada com a introduzo da intemet nos estabeledmentos de ensino no presente estudo
4. A utilização da Internet nos estabelecimentos de ensino: as pessoas e os espaços 4.1. O papel e as acções dos alunos na escola
4.1.1. O papel dos alunos e a sua partidpação na gestão dos estabeledmentos de ensino 4.1.2. As acções e relações com o trabalho escolar
4.2. Os Centros de Recursos Educativos como contextos organizadonais para a utilização da intemet
4.2.1. O modo de organização pedagógico centrado na sala de aula- pressupostos e implicações
4.2.2. Os CREs como alternativas ao modo de organização pedagógico centrado na sala de aula
5. Síntese dos modelos teóricos que orientam o estudo
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I L PeitúrM mètodól^ico
1. A estratégia de pesquisa1.1. A metodologia qualitativa
1.2. O design da investigação: o estudo de caso múltiplo
2. Os proœdimentos de recolha e tratamento de Informação 2.1. Primeira fase do trabalho empírico
2.1.1. A observação
2.1.2. O Inquérito por questionário 2.1.3. A recolha documentai
2.2. Segunda fase do trabalho empírico
2.2.1. A primeira entrevista aos coordenadores dos CREs 2.2.2. A segunda entrevista aos coordenadores dos CREs 2.2.3. A entrevista aos alunos
2.2.4. A entrevista aos professores
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57 58 58
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3. Estratégia de análise de dados 70
pnL^^re^rit^^^ dos dados;
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1. Organização e gestão dos Centros de Recursos Educativos 1.1. Rcha descritiva do CRE da escola verde
1.1.1. "Bilhete de Identidade" da escola verde 1.1.2. Centro de Recursos Educativos 1.1.3. A intemet
1.2. Rcha descritiva do CRE da escola azul 1.2.1. "Bilhete de Identidade" da escola azul 1.2.2. Centro de Recursos Educativos 1.2.3. A intemet
1.3. Rcha descritiva do CRE da escola branca 1.3.1. :;BiLhete de Identidade" da escola branca 1.3.2. Centro de Recursos Educativos
1.3.3. A intemet
1.4. Síntese e comentário comparativo das características dos CREs 1.4.1. A identidade dos CREs
1.4.2. A ambiguidade organizacional dos CREs
2. A utilização da intemet por parte dos alunos
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2.2. As estratégias de utilização da intemet 2.2.1. As características da intemet
2.2.2. Os CREs como contextos de utilização da intemet para trabalho escolar 2.2.3. O papel dos professores segundo os alunos e os profissionais
2.2.4. A relação estratégica com o trabalho escolar: uma visão inovadora e unna visão facilitadora sobre o uso da Internet
2.3. Apresentação de uma tipologia de estratégias de utilização da intemet e síntese Interpretativa
2.3.1. A tipologia de estratégias de utilização da intemet 2.3.2. Síntese interpretativa
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. 1 6 9 IV. Síntese e Reflexões Finais r . .t .V;- • • ^ -sr X ••• -j
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1. A resposta às questões de pesquisa
1.1. Como estão organizados os espaços onde os alunos acedem à intemet e o que justifica as suas modalidades de organização e gestão?
1.1.1. A identidade dos CREs: traços distintivos 1.1.2. A ambiguidade dos CREs: traços comuns
1.2. Como utilizam os alunos a intemet e o que justifica essas modalidades de utilização?
1.2.1. Os alunos utilizadores da Intemet como um grupo organizacional
1.2.2. O balanço esbatégico dos alunos e a tipologia de estratégias de utilização da intemet 1.3. Qual a convergência entre a oferta e procura da intemet, e que consequências
organizacionais ou pedagógicas dela decorrem?
2. As dificuldades dos cenários de mudança 2.1. O C R E e a sala de aula
2.2. A Intemet e a escola
3. Limitações do estudo e pistas de trabalho
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179
índiced^quã^ r
1 Abreviàtiiràs litillzadás no teaçtó ^:; r 194
Anexos do Volume 1
1. Plantas dos CREs- distribuição espacial dos recursos
2. Rchas síntese das entrevistas realizadas aos alunos e professores
195 199
Volume 2
A p r ^ h t ^ o do volume 2
; .Anexo 1 vGreíhà de anáfe dòs dados
''Anéxo-2 - Carta dirigida áóòj ,realiz^p do estudo
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Anexo
Ane)fo 5 - 18
Anexó.6 -
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aos dòordenádòrés dos espa$'s na . 28
i Anexo.8;-Excertos de protocolos dè entrevista ãóscoordeh . - \ - 32
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apresentação do volume 2
O segundo volume da dissertação é consagrado à apresentação dos instrumentos de recolha e análise dos dados desenvolvidos durante a investigação.
A ordem com que estão organizados os anexos está relacionada com o percurso metodológico,
evidenciando as fases do trabalho empírico. Apesar disso, optei por consagrar ao primeiro anexo a
grelha de análise dos dados por representar o sentido que lhes foi atribuído.
anexo 1
o processo de análise dos dados, que conduziu à construção de uma grelha, pode ser comparado ao argumento do filme BLOW UP no qual Michelangelo Antonioni conta a história de um fotógrafo que procura encontrar, nos pontos de uma fotografia, a imagem de uma mulher misteriosa. A referência da POP ART constitui um bom exemplo do processo de análise dos dados: tanto poderá rumar do geral para o particular, das questões de pesquisa para os dados, da imagem para os pontos, como do particular para o geral, dos dados para as questões de pesquisa, dos pontos para a imagem.
De facto, a grelha de análise de dados foi progressivamente construída ao longo do estudo, reflectindo um processo de análise eminentemente qualitativo. O documento que aqui se apresenta, organizado e estabilizado, esconde assim os naturais os avanços e retrocessos que caracterizaram o seu processo de elaboração.
Dimensões da grelha de análise dos dados:
- Os antecedentes do CRE . A organização e gestão do CRE . A internet no CRE
As modalidades de utilização da internet
. A utilização da internet para trabalhos escolares
Grelha de análise dos dados
Anexo 1- Grelha de análise dos dados
Antecedentes
do CRE Antigo serviço
Como S9 caracterizava o antigo serviço? Como se justifica a criação de um novo serviço? Foi um projecto exterior ou houve a criação de um projecto próprio para uma nova organização de recursos face a
Nascimento do CRE
necessidades especificas da escola? Houve intencionalidade de criar um espaço com uma nova organização pedagógica? Houve aproveitamento/reorganização de recursos existentes?
Quem tomou a iniaativa de transformar/ criar o espaço? Qual o envoMmento dos actuais responsáveis?
Responsáveis
necessidades especificas da escola? Houve intencionalidade de criar um espaço com uma nova organização pedagógica? Houve aproveitamento/reorganização de recursos existentes?
Quem tomou a iniaativa de transformar/ criar o espaço? Qual o envoMmento dos actuais responsáveis?
Organização e Gestflo do
Recursos materiais Como foram angariados? Qual a variedade de recursos disponíveis?
Que actividades in(£dam?
CRE Recursos
Humanos
Responsáveis Selecção/ Recrutamento - Qual a motivação para entrada no centro?
Que papel teve a intemet ou as TlC?
Funções - Que funções: avaSador, dinamizador, coordenador, facãtador da aprenOzagem?
Fornias de trat>alho - Que horários? Que formas de comunicação e critérios de dMsão de tarefas?
Formação específica - Que formação especifica na área da gestão de centros de recursos ou na área da tecnologia? Qual a importância atribuída a essa fbmjação?
Pessoal de apoio Recrutamento - Quem foi o responsável pelo recrutamento?
Funções - De tipo administrativo ou educativo? Exclusivas no centro?
Fornias de tratjalho - Que horários, relações com responsáveis?
Fomnação específica - Qual a motivação e áreas de formação?
Gestão do CRE
Objectivos do CRE Qual 0 seu conteúdo e processo de construção? Quem esteve envolvido (aiunos/professores/órgãos de gestão)? Qual a sua natureza (de tipo educativo/pedagógico ou lúdico)?
Instrumentos de gestão
Existe regulamento interno e orçamento? Qual a autonomia financeira face ao estabelecimento de ensino?
Actividades e divulgação
Existe uma política de divulgação de recursos e (Versificação da actividade pedagógica?
Avaliação das actividades
Que indicadores (qualitativos ou quantitativos) e quais as finaSdades da avaliação?
Normas e modalidades de utilização
Qual 0 seu conteúdo e processo de construção? Quem esteve envotvido (alunos/professores/órgãos de gestão)?
Que políticas lhe estão subjacentes?
Anexo 1- Grelha de análise dos dados
A intemet no CRE
A criação do espaço intemet
Equip.
informáticos e periféricos
Nomrtase modalidades de utilização da Internet Actividades específicas para uso intemet A intemet segundo os responsáveis Perspectivas de desenvoivimento do CRE
Ot^ectívos iniciativa Características
Manutenção
A iniciativa partiu de necessidades da escola ou pela inscrição em projectos exteriores?
Quais as potencialidades dos equipamentos informáticos face Í objectivos de utIBzação (consulta/produção)?
Que espedaSstas externos Antemos tBspõe pere a aquisição e manutenção dos equipamentos?
Qual o seu conteúdo e processo de construção? Quem esteve envolvido (alunos/
professores/órgãos de gestão)? Que tipo de ut^ação in(£dam (educatívo/escolar ou lúdco)?
Que poíítcas lhe estão subjacentes?
Que actividades são desenvolvidas para promover o uso da intemet? Quem está envolvido?
Que características, potendaSdades e dificuldades para uso escolar?
Que imagens futuras? Como in^cam a sua concepção sobre uso intemet?
Anexo 1- Grelha de análise dos dados
Modalidades de utilização da Intemet
Aprendizagem utilização
Contextos de utilização
Vantagens da utilização escolar
A utilização da Intemet para trabalhos escolares
Desvantagens da utilização escolar
Mudança nas modalidades de utilização
Foma!/ infonnal Escola/ fora escola ActMdadèá Local utilização Frequência utilização Características da Internet
Relaçõo estratégia com trabalho escolar (alunos)/
formas trabalho
pedagógico (professores) CRE
Características da Internet
Relação estratégia com trabalho escolar (alunos)/
formas trabalho
pedagógico (professores) Formas de trabalho dos professores
CRE
Importância atribuída diferentes njodeUdades e locais de formação para uso Intemot
UdSzador frequente: variedade das actividades desenvoMdas
AnáBse de vantagens e desvantagens que produzem sobre a utSização da Internet para trabalho escolar por referenda:
. às próprias características da Internet finformaçõo.
organização da infomiação. interactividade e comunicação)
' aos recursos, organização e gestão do CRE
• à forma como o trabalho escolar está organizado e a pertinência ou não do uso da Internet em função da sua estratégia:
• fuga à escola: evitar mais trabalho escolar,
procurando
actividades lúdicas• desconhednKnto/desinvestimento: alunos não sabem usar a Internet/não têm interesse nisso
• uso não adequado actual trabalho pedagógico:
a organização do trabalho pedagógico não perntíte a ut^ação
• visão Inovadora/ facilitadora do uso da intemet o uso da intemet para mudar as suas
experiências escolares/uso da intemet para reforçar práticas já existentes.
à forma de trabalho dos professores em relação à Internet
Lógica trabalho escolar Organização da Escola Organização do CRE Trabalho dos professores
Como mudar as práticas no sentido em que a Intemet venha a ser mais utSzada com fins escolares?
anexo 2
No sentido de obter autorização dos órgãos de gestão dos estabelecimentos de ensino seleccionados, produzi uma carta que serviu de primeira abordagem quanto à natureza do estudo a realizar.
Após a entrega do documento, em Outubro de 1999, solicitei uma reunião com cada um desses
professores, que se mostraram muito receptivos e solícitos quanto às minhas intenções.
Anexo 2- Carta dirigida ao órgão de gestão das escolas com pedido de autorização para a realização do estudo
Exmo.(a) Senhor(a)
Presidente do Conselho Executivo da Escola
Dr(a).
Assunto: Pedido de autorização para realização de um projecto de investigação na Vossa Escola, no âmbito de dissertação de Mestrado
No âmbito do Mestrado em Ciências da Educação na Área de Especialização em Administração Educacional, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL) de que sou discente, venho solicitar a autorização para a realização de um trabalho de investigação na vossa escola.
(...) Pela proximidade já adquirida e pelo conhecimento das condições da escola propícias para o trabalho de Mestrado a desenvolver, considero que seria interessante potencializar este contacto, nomeadamente ao nível da equipa responsável pela gestão do Centro de Recursos Educativos (CRE).
A dissertação de mestradd tem por tema Os Alunos, a Internet e a E^la: contextos organizacionais, estratégias de utilização, e como objectivos centrais:
1. Descrever os espaços onde os alunos utilizam a intemet;
2. Descrever as modalidades de utilização da internet por parte dos alunos da escola;
3. Analisar a convergência entre a organização proposta para a gestão desse recurso e as estratégicas utilizadas pelos alunos.
Para atingir estes objectivos, foi desenhado um dispositivo metodológico de carácter qualitativo, a levar a efeito em três escolas, pelo qual se analisará e compreenderá a procura da intemet por parte dos alunos, em função das modalidades de utilização desse recurso, que as próprias escolas estabeleceram e disponibilizaram. Para tal, serão mobilizadas as seguintes técnicas de recolha de dados:
. a observação das modos de utilização da Internet por parte dos alunos. Esta técnica de recolha de dados visa responder ao primeiro objectivo da investigação. Implica aproximadamente duas semanas de observação da utilização da intemet por parte dos alunos, no CRE;
• inquérito a elementos da escola. Está prevista a realização de entrevistas a alunos, a
professores envolvidos na gestão e dinamização do CRE, e a elementos dos órgãos de gestão
da escola para auscultar a sua opinião sobre da utilização da internet em contexto escolar;
Anexo 2- Carta dirigida ao órgão de gestão das escotas com pedido de autorização para a realização do estudo
• dad(^ produzidos peia escoia. Serão passíveis de consulta o Projecto de Escola e o Projecto do CRE, bem como qualquer informação existente sobre esse espaço. Esta consulta terá como objectivo a descrição das principais actividades da escola no geral e sobre a intemet em particular. Também será conveniente a consulta de outros dados que. permitiam caracterizar a população escolar e o corpo docente da escola (por exemplo: número de alunos inscritos e nível sócio- económico, estabilidade do corpo docente...).
Convém por isso esclarecer desde já que, no caso da escola dar o seu consentimento à realização deste trabalho, todos os dados e infomiações prestadas sâo confidenciais, assegurando-se o anonimato da escola e dos elementos que venham a ser contactados, se estes assim o desejarem.
O trabalho de recolha de dados tem uma duração prevista de cerca de três meses e compreende dois momentos. No primeiro a presença na escola terá maior frequência {observado), sendo a segunda fase uma presença mais espaçada {inquérito) e, assim que for possível, é desejável que dê início ao trabalho em referência.
Informo ainda que a escola terá acesso aos resultados obtidos na investigação.
Agradecendo a atenção dispensada e disponibilizando-me para quaisquer esclarecimentos adicionais.
(Ana Sofia Alves da Silva Viseu)
anexo 3
São aqui apresentados alguns excertos do diário de campo produzidos durante a primeira fase do trabalho empírico, de forma a evidenciar o modo como os dados foram sendo recolhidos.
Foram escolhidos alguns momentos observados nos três CREs durante um dia, advertindo para
o recurso de uma linguagem mais informal e espontânea que caracterizou os registos
produzidos.
Anexo 3- Excertos de registos do diário de campo
Escola: Verde Dia: 4
Data: 15-11-99 Horas: 9.00-16.40
Objectivos: Recolha de dados sobre a utilização da intemet por parte dos alunos
Descrição dos acontecimentos:
Apesar do centro estar aberto, só a parte da biblioteca estava em funcionamento, encontrando-se a zona dos jogos, música, televisões e vídeo e, mais uma vez, a zona internet fechada. Só a D.
Helena estava no centro. Assim que cheguei, entraram atrás de mim quatro alunas que vinham utilizar a intemet; vendo que a zona se encontrava fechada, perguntaram à D. Helena sé ia abrir, ao que ela respondeu que só quando a colega chegasse.
Outras duas alunas entraram para a zona da biblioteca.
Mais tarde surgiram cinco alunos que também procuravam a zona dos computadores. Acabam por ver que está fechada e vão procurar livros com a ajuda da D. Helena. Outras duas alunas espreitam pela porta do centro e vêem a zona dos computadores fechada. Já as cá tinha visto no dia do teste ao questionário. Não sabiam muito dos computadores, mas voltaram! Também acabam por ir para a zona dos livros. Passearam ainda pelas estantes com as mãos nos bolsos durante algum tempo e depois também pedem ajuda à D. Helena. Reparo que ainda estão a fazer o mesmo trabalho que estavam no dia de teste ao questionário.
Ás 10.20 toca para a entrada e os computadores continuam fechados. Outros dois alunos que vi utilizarem o IRC no dia anterior vêm ao centro procurar os computadores. Perguntam à D. Helena quando abre mas, perante a falta de resposta objectiva, acabam por sair.
Outro aluno entra para ver os computadores; também pergunta à D. Helena quando vai abrir a zona. A D. Helena, possivelmente já cansada de dizer o mesmo, 'só quando a colega chegaK, acaba por se queixar ao aluno, porque o centro fecha sempre que faltam outros funcionários, que não há direito, que os pais deviam fechar a escola, que é uma tristeza, que querem fazer omeletes sem ovos, que se deixar ir um têm de ir todos e ela sozinha não dá conta do recado, porque há alunos que é de se lhe tirar o chapéu.... O aluno diz que volta mais tarde.
Outra aluna que vinha para utilizar a internet senta-se na biblioteca e lê uma revista.
Ás 10.45 a zona da internet continua fechada. O aluno que dizia que havia de volta, voltou. A D.
Helena telefona para a portaria a perguntar quando é que virá a Rita. Acaba por se aperceber que
Anexo 3- Excertos de registos do diário de campo
Os alunos que entraram optam por ler revistas do centro e não livros.
Decido descer até ao piso inferior do pavilhão para tentar encontrar a Ângela. Vou à sala de professores onde encontro duas professoras já minhas as conhecidas. Expliquei-lhes porque não estava lá em cima e, encolhendo os ombros, dizem que é o costume.
(...)
Os alunos vão trocando as revistas e jomais. Um dos alunos desiste e sal do centro. Mais dois alunos que chegam ao centro, apercebendo que está fecha da a zona dos computadores juntam-se ao grupo de lê as revistas. Chegam dois professores que queriam usar o computador e a D. Helena repete o comício: "porque é que eu com a quarta classe vejo isto e as pessoas com instrução não vêm?" Estes acenam com a cabeça, mas não tomam partido.
Às 11.00 chega a professora Ângela, mas não deixa os alunos que estão nas revistas a ir para a intemet, porque diz que tem de fechar para ir para uma reunião. Acaba por deixar o aluno que . espera à quase uma hora a ir para a internet, mas recusa os outros.
A Ângela vem felar comigo para esclarecer os tempos em que o centro está aberto durante a semana. Começa por dizer que quando feltam funcionários nos outros pavilhões vão dali; que não pode fechar pavilhões por causa da biblioteca: Cearem alunos sem aulas por causa da biblioteca'.
(...)
Ficam assim os computadores todos ocupados, incluindo a Ângela, que também utiliza um posto.
O aluno continua a ouvir música, baixinho.
Mais tarde, a Ângela levanta-se e vai acender as l u z ^ e o registo dos alunos que estão a utilizar os computadores. Obriga os alunos a porem as mochilas na estante, já depois de terem iniciado o seu trabalho.
O aluno que ouve música abre a janela e fala para o átrio da escola com colegas. A Ângela mandar fechar a janela, porque ou está ali ou está lá fora.
Chegam mais duas alunos e também vão para a música. Um deles vai para o computador onde estava a Ângela, mas não faz nada. Volta a levantar-se de dança som música rap que vem gravador.
Volta para o computador. A Ângela nunca se dirigiu à professora que utiliza o seu e-mail.
O aluno que já estava a utilizar a intemet entra para o IRC. O segundo olha para o monitor do primeiro e entrar na WWW. Vou entregar-lhe o questionário.
(...)
Chega um novo aluno mas a Ângela diz que não pode ir para o computador porque já está cheio.
Ele diz que só vai ter com o colega e ela deixa-o entrar. Os dois alunos ficam no IRC.
Um outro procura uma revista desportiva na WWW.
11
Anexo 3- Excertos de registos do diário de campo
Escola: Azul Dia: 2
Data: 24-11-99 Horas: 9.00-17.00
Objectivo: Recolha de dados sobre a utilização da intemet por parte dos alunos
Descrição dos acontecimentos:
(...) Ás 9.15 o centro é aberto pela Judite. Quando abre a porta, conclui que o Carlos já chegou, porque a sua pasta está na secretária. Como ainda não há alunos, começo a conversar com ela, e percebo que ainda não estava a par do meu estudo. Quando lhe explico o que venho ali fazer, mostra-me as estatísticas que o centro faz para a utilização dos materiais do centro. Numa folha A4 é registada a hora de entrada, o númenD, turma e ano do aluno e se vai utilizar os computares, especificamente a Internet, vídeos. Para os livros não é necessária inscrição e nessa ficha também não constam os objectivos da consulta da intemet. Esses dados são lançados no Excel pela Judite.
Vou depois procurar um sítio para me sentar.
Logo de seguida a Judite volta-me a chamar a perguntar se sei mudar os sítios onde se guardam os ficheiros. Ensino-lhe a utilizar as funções de colar e cortar e ela fica radiante. Diz que gosta muito de aprender estas coisas e que os alunos sabem muito disto. Sempre que pode aprende qualquer coisa com eles.
Chegam dois alunos. Um deles vai ver um filme e o outro vai utilizar a intemet. Dirigem-se ao balcão de atendimento e inscrevem-se, deixando o seu cartão. Vou falar com esse aluno para lhe pedir que preencha o questionário. A Judite vem para ao pé de mim e começa a falar sobre os professores da escola. Queixa-se que são pouco interessados, que a única coisa que querem é ganhar o seu ao fim do mês, e que ninguém vem ajudar no centro.
Às 9.45 chega o Carios e outro aluno. Esse aluno vem perguntar-lhe se podem tratar agora do seu e-mail. Percebo que o Carios lhe havia prometido que o ajudava a criar um e-mail gratuito; vão os dois para um dos postos. Ficam os dois de pé nesse posto, mas pouco depois trocam e vão para o computador que é o servidor da rede, o computador do Programa Internet na Escola, que de resto está separado com um pequeno separador em relação aos outros. Tiveram problemas técnicos com o primeiro posto e por isso trocaram.
O Carios vem então falar comigo. Pergunta-me se conheço a iniciativa do Netdays e acrescenta
que é muito infantil para o ensino secundário. Explica-me que foi para aquele computador porque
Anexo 3- Excertos de registos do diário de campo
Nisto Chegou outro aluno que se junta ao primeiro que utilizava a intemet e o Carlos vai para junto deles e pergunta se está todo a correr bem, sem que estes lhe tivessem solicitado ajuda. Dá algumas indicações sobre uma morada para consulta. Depois vem dizer-me que esteve ontem no centro até às 22.00 para poder explicar aos professores que estão no centro no período da noite como as coisas funcionam.
A Judite mete-se na conversa e acrescenta que esse tipo de informações já devia ter sido dados quando o centro abriu. O Carios não responde e mostra que pôs o novo horário do centro na porta e tem as regras de utilização escritas na secretária para os professores saberem como agir.
(...)
Desde as 10.15 os quatro postos estão livres, menos do computadores servidor, que ainda é usado pelo aluno do ennail. São 10.20.
Oiço o Carios a falar novamente com a Judite, sobre a sua preocupação em explicar aos professores da noite como funciona o espaço.
Ás 10,30 sai o aluno que usava o computador servidor. Ate ás 11.00 não aparece ninguém e os quatro posto estão livres.
O aluno que entregou o questionário esteve no e-mail, mas tal como já tinha visto em alguns casos na escola verde, alguns alunos nem sabem bem o nome das coisas que utilizam ou consultam na intemet. O caso da testagem, de não saber o que significa "WWW". Mais uma vez percebo a importância de estar presente.
Três alunos estudam nas mesas. O ambiente está muito catmo.
(...)
Entra uma professora que esteve cá de manhã a tirar fotocópias e diz para o Carios que precisa de fazer uma pesquisa na intemet. O Carios indica-lhe o computador servidor.
A aluna que estava sozinha sai e deixa um posto livre. Agora também se juntou aos outros a ver o filme. Vou falar com a professora. Diz que costuma cá vir para buscar trabalhos para os alunos, fazer fichas e melhores acetados com as figuras da internet. Diz que ali é muito mais fácil, porque encontra mais variedade que nos livros (apesar de ter afirmado que ainda tem muitas dificuldades na pesquisa).
Ás 15.50 sai tudo e ficam quatro postos livres. Só a professora fica. (desde as 15.30). Ajudo essa professora a encontrar o que quer na intemet, em conjunto com o Carlos. Chega um aluno que passa por nós e o Carlos pergunta-lhe o onde é que ele vai. Ele volta para traz para fazer a inscrição.
Ás 16.00 três alunos ocupam dois postos. Continua a ajudar essa professa até as 16.20 com o Carios. Ele ensina-a a guardas as imagens que encontrou na internet. Outros quatro alunos vêm ver o resto do filme. Chega outro aluno às 16.20 e ocupa um posto. Só fica um livre.
13
Anexo 3- Excertos de registos do diário de campo
Escola: Branca Dia: 4
Data: 9-12-99 Horas: 8.30 às 17.00
Objectivos: Recolha de dados sobre a utilização da Internet por parte dos alunos
Descrição dos acontecimentos:
(...) A Margarida já estava no centro e confirmou-me que até então só uma aluna utilizava a intemet e ainda estava no posto 1. Fui falar com ela; procurava informação sobre o Gil Vicente.
(...) Quando me vê, a Joana avisa que geralmente a esta hora não vem muita gente para ali, porque ainda é muito cedo. Vai ver as fichas de marcação/ inscrição e diz que hoje não deve haver nada de especial, ou pelo menos não tem nada marcado. Nisto chega a Luísa e ficam as duas a conversar sobre a nova edição do Jornal da escola que está em fase de acabamentos.
A aluna do posto 1 vai até ao balcão para imprimir páginas da WWW que encontrou. Os outros quatro computadores mais o servidor estão livres desde as 8.30 e já são 8.55.
(...) Uma professora vem perguntar à Joana se pode utilizar a intemet porque quer procurar as provas de química do 10® ano. A Luísa logo reponde que já tirou as provas todas para um dossier disponível para professores. A professora senta-se a comentar a dificuldade da prova com as colegas. É interessante que a Luísa já as tenha tirado da internet.
(...) A Joana pede silêncio. Nessa confusão, dois alunos escapam e gozam com o que faz a aluna do posto 1: "eh, coisas do Gil Vicente...", "a fazer trabalhos". Logo a Sara vem para junto deles e diz "não quero aqui ninguém. Já para ali". Quatro alunos depois da Inscrição ocupam um posto. A Sara pergunta à aluna se vai ficar ali outra hora e ela responde que não (trata-a pelo nome).
Os quatro alunos ligam os postos 5 e 6. Ás 9,25 a aluna sai, assim como um dos quatros, que diz que quer ir lá para baixo. Chega outro aluno e senta-se no seu lugar. Ficam três no 6 e um no 5.
Mas logo o aluno do posto 6 diz que "isto não dá". Sai e vai até ao balcão possivelmente para pedir para trocar de lugar. Senta-se no posto 2.
(...)
Ás 9,40 a Sara vem perguntar aos alunos se fizeram a inscrição, com as folhas na mão. Um diz que sim, mas ela responde 'não sei' e pergunta pelos nomes. "Mudaram de computador, foi?", apesar de lhe terem pedido.
Outro aluno chega e quer usar a intemet mas a funcionária avisa que só estão dois em condições
Anexo 3- Excertos de registos do dárío de campo
Ás 10,2 OS alunos continuam nos dois postos e toca para a saída. Continuam a utilizam após o intervalo. Ás 10,23 o posto 1 fica livre porque sai o aluno 3. Vários alunos entram no centro durante o intervalo.
Ás 10,27 um aluno vai ter com o Pedro e pergunta-lhe 'já estás aí?'. Ele sorrir e senta-se junto dele a ver.
(...) Ás 10,30 o Pedro sai com o seu colega e ficam todos os postos livres. Ás 10,45 os postos continuam livres. Pouco depois o Rui avança decidido para o posto 2 e entra na internet.
(...)
A Eva volta a ocupar o servidor, mas desta vez vai usar a intemet. Uma colega que entretanto chega pergunta-lhe se sabe se na intemet há alguma página sobre um dado tema, ponque tem de fazer um trabalho e não consegue encontrar nada. Eva responde que não sabe, e a aluna diz
"então desisto" e sai-se embora. Uma professora e um aluno ocupam o posto 4 e usam o v^ord. A aluna do posto 1 continua sem fazer nada.
O Rui sai e o Vítor continua a copiar moradas para o papel. Chega um senhor, que descubro mais tarde tratar-se de um funcionário do SASE, e fica ali a circular, vendo o que cada aluno usa no computador. Às tantas pergunta à Maria se pode ir "ver uníia coisa, não estás a fazer nada?", "não"
responde ela. Mas abre o Explorer e pouco depois sai.
(...)
Ás 11.35 toca para a entrada. A Fernanda buscar um CD-ROM e pergunta a Maria se ali vai ficar, portjue há uma marcação. Pergunta-lhe se ela está a fazer um trabalho, e ela como responde que sim e a Fernanda responde "deixa-te ficar mais um bocadinho".
(...) Os outros três continuam na risota, mas um deles fica surpreendido por ter saído repentinamente da página que consultavam: "o que é que eu fiz?"; "sei lá" responde o colega;
"não percebo nada disto". O aluno sozinho consulta o seu correio. "Isto é muito fixe" comenta um dos três. Consultam uma página com anedota e por isso estão tão divertidos.
(...) Os três ainda comentam agora a propósito de outra página: "isto numa t-shirt: fica lindo".
Caçam as imagens para uma disquete: "carrega aqui, no footbal cards" "vai aí chavalo", mas também se queixam: "isto está bué lento".
Um aluno vem espreitar os computadores, mas vendo 1 e 2 ocupados sai. O aluno sozinho vê a página das impressoras HP.
Um aluno dá orientações aos três alunos sobre como ver os gif animados: > á , carrega aí". Quando o gif abre fartam-se de rir. Entretanto chega uma professora que fala com Joana. Os três alunos continuam muito entusiasmados: "espectáculo", "olha aí" "isto está muito fixe", "vou ficar com estes dois", "é um charuto como o do Clinton" e riem....
V. ^If^lmECA)^
15
a n e x o 4
O inquérito por questionário aos alunos utilizadores da intemet é aqui reproduzido. No entanto,
o questionário entregue difere ligeiramente daquele que é apresentado, pois tinha o formato
A5.
Anexo 4- Questionário aos alunos utilizadores da Internet
Q u e s t i o n á r i o p a r a os u t i l i z a d o r e s d a I n t e r n e t Ano: Turma: Número: Data: — / — I — Hora que inicioste a consulta da Internet: — : —
Hora que terminaste a consulta na Internet:—:—
Marca um X no U que corresponde ao teu caso
1. Hoje estiveste h espera para utilizar a Internet?
Sim..D N30...D
1.1. Se respondeste Sim, quanto tempo esperaste: —min.
2. Tiveste dificuldades técnicas no acesso h Internet?
sim...n N50...D
3. Utilizaste a Internet-.
Durante um intervalo Q Porque faltou o professor Q
Durante a aula • Fora do meu hor<írio escolar .... Q
4. O que é que fizeste na Internet?
Consultei as minhas páginas favoritas Q
Fiz unw pesquisa • Estou a construir uma página •
Utilizei o meu e-mail g Participei cm grupos dc discussão •
Comuniquei através do IRC Q Outros:
5. Usaste a Internet para fazer um trabalho escolar?
Sim...D NSO...D
5.1. Se respondeste Sim, foi um professor que te propos o uso da Internet?
sim...n Nao..n
6. Giando vieste paro o centro já tinhas a intenção de usar a Internet?
Sim..D NS0...D 7. Utilizaste o Internet-
Sozinho(a)...D
Com um(a) ou mais colcgas...G Com um(a) professoKa)-D
17
a n e x o 10
Este anexo contem a contagem de frequências absolutas e relativas dos dados recolhidos através do inquérito por questionário aos alunos utilizadores da internet.
A apresentação dos dados está organizada em função dos três casos em estudo.
Anexo 5- Contagem de frequências absolutas e relativas dos dados do Inquérito por questionárío
CRE da Escola Verde
Número de total de utiliiações por parte dos alunos: 91 Número de alunos utilizadores da intemet: 67
Frequência de utilização da intemet durante uma semana FA FR FA- Frequência absoluta Uma vez 53 79,1 % FR- Frequência relativa
Ouas vezes 9 13,4%
Trés vezes 2 3%
Quatro vezes 2 3%
Sou mais vezes 1 1,5%
Total 67 100%
Utilizações em função do ano de escolaridade Utilizações em função do eido de escolaridade
FA FR FA FR
7" ano 14 15,4% Ensino Básico 24 26,4%
8® ano 6 6.8% Ensino Secundário 67 73,6%
9^ ano 2 2,2% Total 91 100%
10® ano 25 27,5%
11® ano 15 16,5%
12® ano 27 29,7%
Total 91 100%
Género dos alunos utilizadores FA FR
Feminino 23 34.3%
Masculino 44 es.7%
Total 67 100%
Período de utilização
FA FR Tempo médio de utilização: 43 minutos Manha
(das 9.00 às 13.00) 16 19,8%
Tarde
(das 13.00 às 16.00) 73 80,2%
Total 91 100%
19
Anexo 6- Contagem de frequências absolutas e relativas dos dados do inquérito por questionário
Espera para usar a intemet FA FR
Sim 33 36,3%
Não 58 63,7%
Total 91 100%
Tempo médio de espera:
18 minutosDificuldades técnicas na utilização FA FR
Sim 28 30.8%
Não 63 69,2%
Total 91 100%
Período da rotina escoiar em que ocorreu a utíiização FA FR
Durante untervalo 8 8,8%
Falta professor Cfuro") 33 36,3%
Durante aula 4 4.4%
Fora do horário escolar 46 50,5%
Total 91 100%
Actividades desenvolvidas na intemet
FA FR Consulta das páginas favoritas 38 27.5%
Pesquisa na W W W 13 9.4%
Constnjção de página 3 2,2%
Uso do con-eio electrónico 22 16,0%
Participação em goipos discussão 1 0,7%
Comunicação através do IRC 99 42,8%
Outras actividades 2 1,4%
Total 138 100%
Anexo 6- Contagem de frequências atjsolutas e relativas dos dados do Inquérito por questionário
Objectivo da utilização Intenção prévia na utilização
FA FR FA FR
Escolar 7 7,7% Sim 80 87.9%
Nao escolar 64 92,3% Não 11 12,1%
Total 91 100% Total 91 100%
Objectivos e intencionalidade de utilização
Frequência absoluta Com Intenção
Sem
intenção Total Frequência relativa Com Intenção
Sem
intenção Total
Trabalho escolar 7 0 7 Trabalho escolar 7.7% 0,0% 7,7%
Trabalho nâo escolar 73 11 84 Trabalho nSo escolar 80.2% 12,1% 92,3%
Total 60 11 91 Total 87,9% 12,1% 100%
Em caso de trabalho escolar, sugestão da utilização por parte de um professor
Sim Não Total
FA FR
100% 0%
100%
utilização solitária ou colectiva da intemet FA FR
Sozinho 20 22,0%
Com colegas 71 78,0%
Com professor e colegas 0 0%
Total 91 100%
21
Anexo 5- Contagem de frequências absolutas e relativas dos dados do Inquérito por questionárío
CRE da Escola Verde
Número de total do utilizaçõ«s por parte dos alunos: 134 Número de alunos utilizadores da intemet: 84
Frequência de utilização da internet durante uma semana FA FR FA- Frequência absoluta Uma vez 54 64,3% FR- Frequência relativa
Duas vezes 16 19,0%
Três vezes 10 11,9%
Quatro vezes 2 2.45
5 ou mais vezes 2 2.4%
Total 84 100%
Utilizações em função do ano de escolaridade FA FR
lœano 76 56,7%
11® ano 24 17,9%
12® ano 32 23,9%
Total 134 100%
Género dos alunos utilizadores FA FR
Feminino 34 40,5%
Masculino 50 59,5%
Total 84 100%
Período de utilização
FA FR Manhã
(das 9.15 às 12.15)
73 54,5%
Tarde
(das 14.00 às 17.00) 61 45,5%
Total 134 100%
Tempo médio de utilização: 26 minutos
Anexo 5- Contagem de frequências absolutas e relativas dos dados do Inquérito por questionário
Espera pare usar a internet FA FR
Sim 14 10,4%
Não 120 69,6%
Total 134 100%
Tennpo médio de espera: 10 minutos
Dificuldades técnicas na utilização FA FR
Sim 56
Nâo 77 57,9%
Total 133* 1C30%
*- um aluno ráo respondeu
Período da rotina escolar em que ocorreu a utilização FA FR Durante um Intervalo 37 27,6%
Falta professor ("furo") 56 41,8%
Durante aula 12 9.0%
Fora do horário escolar 29 21,6%
Total 134 100%
Actividades desenvolvidas na Internet FA FR Consulta das páginas favoritas 83 50,3%
Pesquisa na WWW 28 17,0%
Constmção de página 3 1,8%
Uso do confio electrónico 46 27,9%
Participação em grupos discussão 0 0,0%
Comunicação através do IRC 2 1.2%
Outras actividades 3 1,8%
Total 165 100%
23
Anexo 6- Contagem de frequências atjsolutas e relativas dos dados do Inquérito por questionário
Objectivo da utilização Intenção prévia na utilização
FA FR FA FR
Escolar 13 9,7% Sim 121 90,3%
Não escolar 121 90,3% Não 13 9,7%
Total 134 100% Total 134 100%
Objectivos e intencionalidade de utilização
Frequência absoluta Com intenção
Sem
intenção Total Frequência relativa Com intenção
Sem
intenção Total
Trabalho escolar 12 1 13 Trabalho escolar 9.0% 0.7% 9,7%
Trabalho nâo escolar 109 12 121 Trabalho não escolar 81,3% 9,0% 90,3%
Total 121 13 134 Total 90,3% 9,7% 100%
Em caso de trabalho escolar, sugestão da utilização por parte de um professor FA FR
Sim 0 0,0%
Não 13 100%
Total 13 100%
Utilização solitária ou colectiva da Internet FA FR
Sozinho 51 38,1%
Com colegas 83 61,9%
Com professor e colegas 0 0,0%
Total 134 100%
Anexo 6- Contagem de frequências atjsolutas e relativas dos dados do inquérito por questionário
CRE da Escola Branca
Número de total de utilizações por parte dos alunos: 112 Número de alunos utilizadores da Internet: 84
Fr«quêncla de utilização da intemet durante uma semana FA FR FA- Frequência absoluta Uma vez 65 77,4% FR- Frequência relativa
Duas vezes 13 15,5%
Três vezes 3 3.6%
Quatro vezes 3 3,6%
5 ou mais vezes 0 0,0%
Total 112 100%
Utilizações em função do ano de escolaridade Utilizações em função do d d o de escolaridade FA FR
7* ano 9 8,0%
8® ano 28 25,0%
9» ano 27 24,1%
10»ano 23 20,5%
11»ano 4 3,6%
12® ano 21 18,8%
Total 112 100%
Género dos alunos utilizadoi^
FA FR
Feminino 24 26,8%
Masculino 60 71,4%
Total 84 100%
Período de utilização
FA FR Manhã
(das 8 . x às 13.(30)
61 54,5%
Tarde
(das 13.00 às 17.30)
51 45,5%
Total 112 100%
FA FR
Ensino Básico 64 57,1%
Ensino Secundário 48 42,9%
Totai 112 100%
Tentpo médio de utilização:
47 minutosAnexo 6- Contagem de frequências absolutas e relativas dos dados do inquérito por questionário
Espera para usar a intemet FA FR
Sim 44 39,3%
Não 68 60,7%
Total 112 100%
Tempo médio de espera:
13 minutosDificuldades técnicas na utilização FA FR
Sim 47 42.0%
Não 66 56,0%
Total 112 100%
Período da rotina escolar em que ocorreu a utilização FA FR Durante um intenralo 27 24,1%
Falta professor fturo") 10 8,9%
Durante aula
20
26,8%Fora do horário escolar 45 40,2%
Total 112 100%
Actividades desenvolvidas na intemet FA FR Consulta das páginas favoritas 56 43,1%
Pesquisa na W W W 46 36,9%
Construção de página 2 1,5%
Uso do correio electrónico 11 8.5%
Participação em gnjpos discussão 0 0,0%
Comunicação através do IRC 0 0,0%
Outras actividades 13 10,0%
Total 130 100%
Anexo 6- Contagem de frequências atjsolutas e relativas dos dados do Inquérito por questionário
Objectivo da utilização Intenção prévia na utilização
FA FR FA FR
Escolar X 26,8% Sim 100 89,3%
NSo escolar 82 73,2% Não 12 10,7%
Total 112 100% Total 112 100%
Objectivos e intencionalidade de utilização
Frequência at)soluta Com intenção
Sem
intenção Total Frequência relativa Com intenção
Sem
Intenção Total
Trabalho escolar 29 1 30 Trabalho escolar 25,9% 0.9% 26,8%
Trabalho nâo escolar 71 11 82 Trabalho não escolar 63,4% 9,8% 73,2%
Total 100 12 112 Total 89,3% 10,7% 100%
Em caso de trabalho escolar, sugestão da utilização por parte de um professor FA FR
Sim 24 80,0%
Não 6 20,0%
Total 30 100%
Utilização solitária ou colectiva da Internet FA FR
Sozinho 34 28,6%
Com colegas 68 80.7%
Com professor e colegas 12 10,7%
Total 112 100%
27
a n e x o 10
A ficha síntese apresentada aos coordenadores dos CREs, durante a primeira entrevista
realizada, continha já inscritas uma série de informações para validação e preenchimento por
parte dos entrevistados. Estas informações não constam no documento que aqui é anexado,
pois importa apenas conhecer a estrutura da ficha utilizada.
Anexo 6- Ficha síntese do CRE apresentada aos coordenadores dos espaços na primeira entrevista
Hcha do Centro de Recursos Educativos da escola
Como era utilizado o espaço onde funciona actualmente o C í ^
...Há quanto tempo existe o CRE na escola?
...De quem partiu a iniciativa de criar o centro? Como foi possível transformar/criar o espaço?
...Qual a área do centro, em m^?
...Qual é 0 espólio documental da biblioteca/ do CRE?
Que outros materiais existem no centro à disposição dos utentes?
...
Como foi criada a equipa de gestão do CRE?
Como está organizado o trabalho entre os membros da equipa?
...Qual a formação específica na área das tecnologias do pessoal do centro? (e outras)
...Existe um projecto /plano de actividades do CRE? Qual o seu conteúdo? Quais os seus autores?
...
Quais as fontes de financiamento do CRE?
...Como é feita a avaliação das actividades do CRE?
...Quais as normas e modalidades de utilização do CRE?
...Quando é que o centro passou a dispor das ligações à Intemet?
...Quantos computadores foram ligados?
...Como foram angariados esses equipamentos?
...Como foi tomada a decisão de Instalar os computadores ligados à Internet neste espaço?
...Quantos computadores estão ligados à Intemet?
...Quais são as suas características técnicas? E dos seus periféricos?
...Quais são as normas específicas de utilização da intemet?
Quais os responsáveis pela constmção destas normas? Como foram aprovadas?
...
29
a n e x o 10
O guião de entrevista aos coordenadores do CRE assumiu características seml-directivas e, como resultado, serviu apenas de orientação para a entrevistadora no sentido de recolher os dados necessários.
O guião de entrevista, assim como os restantes guiões que se apresentam, está organizado em três pontos:
Os objectivos gerais para a realização da entrevista, para situar a mobilização da técnica no projecto de investigação;
Os objectivos específicos da entrevista, directamente relacionados com a informação que pretendia recolher junto desse(s) interiocutor(es);
Um formulário de perguntas, com algumas questões passíveis de utilização no decorrer
da entrevista.
Anexo 7- GuíSo de entrevista aos coordenadores dos CREs
Guião de entrevista aos coordenadores dos CREs
1. Objectivos Gerais:
- validar a informação recolhida na fase anterior;
- compreender como explicam os coordenadores dos CREs as modalidades de utilização da intemet por parte dos alunos naqueles espaços.
2. Objectivos específicos:
- Conhecer a opinião do entrevistado sobre as modalidades de utilização da internet observadas;
- Compreender o modo com a internet está disponível no CRE;
- Conhecer a opinião do entrevistado sobre possibilidades de mudança quanto às modalidades de utilização da internet.
3. Formulário de perguntas:
perguntas notas
Como caracteriza a utilização que os
alunos fezem da intemet no CRE? Momento de validação dos dados
Como explica essas modalidades de utilização?
Que Actores aponta para a origem dessas modalidades de utilização:
A organização e gestão do CRE;
- A organização e gestão do estabelecimento do ensino;
- As estratégias dos alunos;
Como caracteriza a utilização que os
professores fazem da Internet no CRE? Momento de validação dos dados
Como explica essas modalidades de utilização?
Que factores aponta para a origem dessas modalidades de utilização:
A organização e gestão do CRE;
A organização e gestão do estabelecimento do ensino;
- A formação de professores;
Como define o papel do CRE quanto à mudança das modalidades de utilização da intemet observadas?
0 papel do CRE ao nível do estabelecimento de ensino;
0 desenvolvimento futuro do CRE e do espaço intemet no CRE.
31
a n e x o 10
São aqui transcritos alguns excertos das segundas entrevistas realizadas aos coordenadores dos CREs.
A opção por determinadas passagens da entrevista prendeu-se com dois motivos: o reforço e detalhe sobre as ideias chave já deixadas antever na apresentação dos dados (Capítulo 3, Vol.
1) ou algumas afirmações e concepções originais sobre o tema em estudo.
Apresento no entanto a minha disponibilidade para a facultar os protocolos de entrevista na
sua versão integral.
Anexo 8- Excertos de protocolos de entrevista aos coordenadores dos CREs
Protocolo da entrevista aos coordenadores do CRE da escola verde
Data de realização: 28-4-00 Abreviaturas:
Tempo de realização: 45 minutos Ent- Entrevistadora Local de realização: CRE | L-tüfs; M-Mana; A-Ângela
(...)
L- A escola,... Foi apresentado em primeiro lugar um projecto, foi no Início da Reforma do Sistema Educativo, nesse ano que se Iniciou a Reforma, foi apresentado por mim, mais um grupo, um projecto do centro de recursos educativos. Foi aprovado em pedagógico e a partir daí foi criado também em simultâneo um espaço físico, que nâo existia na escola, novo, não é? (...) Um espaço físico que teve de ser apetrechado. Portanto, o que se fez foi apetrecha-lo, com base nas disponibilidades e nas capacidades económicas da escota,
apetrectiar o centro de recursos, com aquilo que, em princípio, deveria ser um centro de recursos.
(...)
L- Sempre, sempre. Aquilo que existia dentro do centro de recursos, no fundo, a filosofia do centro de recursos é que transitou para aqui. Porque a biblioteca não funcionava desta maneira. A biblioteca era uma biblioteca tradicional, não tinha nada que ver com aquilo que se passa neste momento. As grandes
alterações, digamos, que o sopro...
A- Isto que vê aqui não se passava na biblioteca tradicional... {apontandopara^vpo de ahsios que trabaffravam em pequeno gnpo na bbíioteca)
(...)
L- Nâo havia esta movimentação. Era uma biblioteca,., tinha o silêncio, estática, digamos, passo a expressão, uma coisa... A Ideia que nós temos muitas vezes daquilo que é, que era, a biblioteca. Que já nâo é. Agora, o que se passava no lado de lá é aquilo que neste momento se está a passar aqui. Que é a entrada, saída, a pessoas virem e fruem a biblioteca.
(...)
M- E os outros eram mais para jogos. E que estavam Instalados... havia um problema com os vfrus, nao sei quê. Os miúdos traziam disquetes e não sei quê. Mas era uma coisa mdlmentar, mas também aqui há uns anos, prxxito, os computadores também nâo eram como são agora, não é?
(...)
M- E a par dessa refbnna, houve a tentativa de, para comesponder às necessidades nos alunos, não é? ou àquilo que era pedido, de criar o tal centro de recursos educativos, não é? O mentor do projecto foi o Luís, que depois fbrniou uma equipa, de quantos elementos? (...) Cinco elementos, portanto, eu dos elementos era eu. E essa equipa manteve-se, manteve-se em funcionamento durante, cinco anos...?
(...)
L- O que é que para que essa candidatura fosse aceite, haveria que ligar estas duas, estas duas vertentes...
M- Que estavam separadas.
L- Fisicamente (...). E a Integração f^-se através exactamente da criação de um espaço multo maior, onde pudesse caber a biblioteca tradicional renovada, mais tudo aquilo que era o centro de recursos.
M- E inclusivamente um dos factores que a nossa candidatura foi aceite, foi exactamente haver já na escola tradição e meios, nâo é?
L-... que dessem suporte- as
Anexo 8- Excertos de protocolos de entrevista aos coordenadores dos CREs