2 ESTA PESQUISA FOI DEDICADA A ESCLARECER A QUESTÃO DA APLICAÇÃO DO POLÊMICO PRINCÍPIO EM INQUÉRITOS POLÍCIAIS À LUZ DA DISCUSSÃO DOUTRINA SOBRE O ASSUNTO. 5º, LV, na CF/88, não autorizaria expressamente a aplicação do princípio do contraditório nas investigações criminais.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO PROCESSO PENAL
- NOÇÕES GERAIS
- SIGNIFICADO DA PALAVRA PRINCÍPIO
- FINALIDADE DO PROCESSO PENAL
- PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE
- PRINCÍPIO DA VERDADE REAL
- PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA
- PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
- PRINCÍPIO DO FAVOR REI
- PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE
- PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO
Ao priorizar o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III) e proibir provas obtidas por meios ilícitos em nosso sistema (art. 5º, LVI), a Carta Magna limita a busca pela verdade real. Subtraia do art. 5º, LVII, que o acusado é inocente até que sua culpabilidade seja provada por condenação criminal transitada em julgado.
INQUÉRITO POLICIAL
CONCEITO
FINALIDADE
O inquérito policial tem por objectivo apurar a existência de infracção penal e provas suficientes do seu autor, para que o seu titular, nomeadamente o Ministério Público em processo criminal público e a vítima ou seu representante legal em processo criminal privado, poderá obter os elementos necessários à promoção da respetiva acusação ou denúncia, elementos essenciais para a instauração de uma investigação criminal. Não sendo reconhecida a autoria ou materialidade do crime, não existem requisitos essenciais para a elaboração da declaração acusatória e o juiz deve declarar a incompetência da acusação ou denúncia.
CARACTERÍSTICAS
- Escrito
- Sistemático
- Sigiloso
- Unidirecional
- Inquisitorial
A autoridade policial tem poder discricionário quanto ao sigilo da investigação, podendo determiná-lo conforme julgar conveniente e conveniente. Como disse Mehmeri, “se for dado à autoridade policial o poder de decidir esta necessidade ou exigência, não dá à outra parte o poder discricionário de decidir sem justificá-lo”47. O processo de investigação policial deve ser relativamente secreto, para que a autoridade policial tenha a máxima liberdade de atuação na condução da investigação.
A autoridade policial tem o livre arbítrio para determinar o sigilo, mas quando falamos em faculdade ou livre arbítrio, não significa que não haja dever da autoridade de decidir sobre tal instituto. Segundo Ismar García, a autoridade policial “não está obrigada a seguir um procedimento pré-determinado e as investigações podem ocorrer em diferentes direções, sempre visando o esclarecimento do fato criminoso”.55.
NOTITIA CRIMINIS
INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL
- Crime de ação penal pública incondicionada
- Crime de ação penal pública condicionada
- Crime de ação penal privada
O crime de ação penal pública condicionada depende da vontade da vítima ou do seu representante legal ou ainda de requerimento do Ministro da Justiça. Os inquéritos policiais iniciados no âmbito de crimes públicos sujeitos a representação só poderão prosseguir se acompanhados de representação. No caso dos crimes abrangidos por processo penal público condicional, além de ser instaurado pela representação da vítima ou do seu representante legal, o inquérito policial também pode ser instaurado a requerimento do Ministro da Justiça.
No caso de crime privado, o inquérito policial deverá ser instaurado somente a pedido da vítima ou de seu representante legal, não podendo a autoridade policial iniciá-lo de ofício, ainda que solicitado por juiz ou representante do Ministério Público. . esse. Para a instauração de inquérito policial sobre crimes privados, deverá ser solicitado pela vítima ou seu representante legal.
INDICIADO MENOR
Sua função é orientar e observar o menor suspeito em todas as ações da investigação criminal, para que seja assegurado ao suspeito o pleno exercício de sua defesa. Em termos gerais, o objetivo do curador é proporcionar ao menor acusado um certo grau de segurança para que ele nunca se sinta indefeso. Não há consequências para o processo porque nenhum curador foi nomeado durante a fase de investigação.
A jurisprudência que reconhecia a nulidade do processo por falta de nomeação de curador durante a fase de instrução foi abandonada no início da década de 1970. A ausência de curador não acarreta nulidade, mas em caso de prisão, a ausência de curador curador resulta na suspensão da detenção, sem prejuízo do desenvolvimento da investigação.
PRAZOS DO INQUÉRITO POLICIAL
- No caso de indiciado solto
- No caso de indiciado preso
- Prazos especiais
A ausência do curador não resulta em nulidade, mas no caso de prisão, a ausência do curador resulta na flexibilização da detenção, sem prejudicar o desenvolvimento da investigação. . A autoridade policial teve 30 dias para concluir as investigações do caso de um suspeito libertado. O prazo de 30 dias, após a libertação do arguido, começa a correr a partir da data em que o órgão policial recebe o requerimento, requerimento ou, caso contrário, a partir do dia em que toma conhecimento do facto. O § 3º do dispositivo em questão permite a prorrogação do prazo para envio do inquérito policial em condições excepcionais 1.ª) apenas nos casos em que o acusado seja libertado; .. 2.ª) apenas nos casos de difícil esclarecimento; .. 3) somente no prazo determinado pelo juiz.85.
Quando o acusado for preso em flagrante, o prazo para conclusão do inquérito policial é de 10 dias, contados da data da prisão. Ao final das investigações, o órgão policial deverá encaminhar os autos da investigação com o respectivo relatório, respeitadas suas exigências.
ARQUIVAMENTO
A autoridade policial, responsável apenas pela coleta dos elementos para formação da condenação do titular da infração penal, não pode arquivar os autos do inquérito (CPC, art. 17), pois o ato inclui necessariamente a avaliação do que foi recolhido. 94. O Ministério Público, no caso de infração penal pública, é quem deve solicitar ao magistrado o arquivamento do inquérito, se o juiz considerar procedente o pedido, ordenar o arquivamento, mas se não concordar com o respectivo pedido , ele deve encaminhar os autos para ele Ao Procurador-Geral, que por sua vez pode oferecer o recurso, enviar o processo a outro Ministério Público para oferecê-lo ou continuar com o arquivamento da investigação. Tratando-se de inquérito instaurado para apurar crime envolvendo ação penal privada, basta que o ofendido não interponha recurso no prazo legal para arquivamento dos autos do inquérito, mas se, mesmo assim, o ofendido solicitar ao juiz o arquivamento do caso.
No caso de inquérito policial relativo a crime investigado por meio de ação penal privada, os autos aguardarão iniciativa do ofendido ou de seu representante legal, ou, se solicitado, serão entregues ao requerente por transferência. A vítima deverá apresentar a denúncia no prazo legal, caso contrário a pena será declarada extinta em razão da sentença, caso em que o processo será arquivado.
ESTUDO REALIZADO ACERCA DA APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DO
SISTEMAS DO PROCESSO PENAL
- Sistema inquisitivo
- Sistema acusatório
- Sistema misto
Dessa forma, o processo penal é uma sequência lógica, definida por princípios e regras, para abranger cada caso de acordo com suas peculiaridades. Assim, o processo penal com o seu desenvolvimento histórico e com os princípios e regras norteadores, apresentou três sistemas, o acusatório, o inquisitivo e o misto, cada um deles com características próprias. O processo penal brasileiro, claramente violando o art. 5º, LV da Grande Lei, acolhe o sistema inquisitivo nas investigações policiais.
Manual de Processo Penal. Pág. 57. . f) o processo foi desenvolvido segundo os princípios da contradição, com uma clara posição de igualdade entre ambos os contendores, oral e publicitária do debate; .. g) a liberdade pessoal do acusado é preservada até a sentença irrevogável.108. A tese utilizada pelos defensores do sistema de acusação em nosso processo penal brasileiro é que o inquérito policial, a fase de inquérito, não é considerado um processo, isso porque as provas colhidas na investigação não são utilizadas para convencer o magistrado.
INQUÉRITOS EXTRAPOLICIAIS
A primeira etapa é a do inquérito policial, tipicamente inquisitivo: o acusado pode não saber do que é acusado, pode ser realizado em segredo, não há contradição, os poderes das autoridades para investigar o fato são amplos, etc. Em relação aos dois entendimentos, nota-se que a polêmica reside no inquérito policial, pois é aqui que existe o conflito. As investigações não policiais têm a mesma finalidade do inquérito policial, que consiste no exame dos indícios da autoria e da materialidade do ato criminoso.
Uma investigação judicial, ao contrário de uma investigação policial, é conduzida pelo juiz do tribunal onde o processo de falência está pendente e não pela polícia distrital. Nas investigações judiciais e policiais, há divergência entre os estudiosos quanto à presença do princípio do contraditório nesta fase.
PROCESSUALIZAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL
A aplicabilidade do princípio do contraditório em inquéritos policiais é tema de relevante interesse, e a discussão sobre sua admissão já se arrasta há algum tempo. Há escritores que dizem que o inquérito policial é um procedimento administrativo em que o acusado é o acusado. E perguntamos: cá entre nós, onde são colhidas as provas essenciais, em geral, duradouras e imutáveis, senão no inquérito policial?132.
Nota-se que no texto citado acima, o autor menciona a grande importância das provas colhidas na investigação, ao formular tal questão busca uma solução, que só poderá ser enfrentada com a aplicabilidade do princípio do contraditório na polícia. a investigação. Com a exposição desses ensinamentos fica clara a necessidade e a importância da presença do advogado, como profissional técnico, no inquérito policial. Não entendemos o porquê dessa aversão à aplicabilidade do princípio do contraditório em inquéritos policiais se houver conflito de interesses entre o Estado e o cidadão e a nossa Constituição prevê tal garantia em seu art.
O mais forte dos argumentos é o papel do advogado no inquérito policial, pois é ele quem realmente estabelece a contradição na fase preliminar.
ANÁLISE LITERAL DO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
IMPORTÂNCIA DAS PROVAS COLHIDAS NO INQUÉRITO POLICIAL
As provas colhidas na investigação são de grande importância, pois são essenciais na preparação do juiz para formular a sentença. Pode-se dizer que as provas obtidas na investigação são responsáveis pela maior parte das condenações. Acontece que as provas obtidas nesta fase só podem ser consideradas válidas se forem confirmadas judicialmente, caso contrário não servirão de base para condenação, restando ao arguido apenas a inocência.
Parte da competência da Polícia Judiciária - diz - o inquérito policial também tem elementos com inegável efeito judicial, proeminentes - também. O procedimento atual, que consiste em provar judicialmente as provas colhidas na investigação, retarda a resolução do litígio, deixando os litigantes com um sentimento de insatisfação.
PARTICIPAÇÃO DO ADVOGADO E CONTRADITORIEDADE NA
É errado entender que o advogado, ao participar da investigação, irá bisbilhotar as investigações, ou seja, atrapalhará os procedimentos policiais de tal forma que a resolução da ocorrência criminal ficará comprometida. O moderno direito processual penal constitucional implementou a garantia do princípio do contraditório na investigação policial, como mostra este estudo. Por conseguinte, não devemos fechar os olhos a tais garantias; se o fizermos, rasgaremos a nossa Constituição da República. A presença de um advogado de defesa na investigação dá mais segurança ao suspeito, pois há policiais que utilizam meios ilegais para obter provas que possam condenar o suspeito.
6.º, V, do CPP, estabelece-se que a autoridade policial deve ouvir o arguido nos termos, quando aplicável, do disposto no Capítulo III do Título VII do CPP; portanto, fica estabelecido por meio dessas determinações legais que o advogado deverá aconselhar o acusado conforme necessário durante a investigação policial. É hipócrita dizer que buscamos a cada momento o respeito à dignidade da pessoa humana, se no inquérito policial existe um sistema inquisitivo onde o acusado é muitas vezes tratado como uma figura subumana.