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Academic year: 2023

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ANÁLISE DA CONSTITUCIONALIDADE DA LEI QUE DISPOSIÇÃO À COLETA DE PERFIL GENÉTICO COMO FORMA DE IDENTIFICAÇÃO. Dedico este trabalho, rodeado de vitórias e enriquecimento intelectual, ao meu marido, companheiro, parceiro e amigo de todos os tempos, Kleuber e às minhas filhas, Jamille, Isadora e Isabella. Ao meu marido Kleuber, por sempre me apoiar e me incentivar a seguir sempre em frente.

We present the conclusion that we pretend that we have made a constitutional analysis of the new way in which criminals can be identified on biological material. This new form of identification of the suspect/accused only applies to those essential to the investigation and cannot be done by typhoid or photo. The importance of the use of DNA in the criminal sphere, in the investigation of crimes, is recognized, while at the same time recognizing the violation of the rights of non-self-incrimination and of bodily integrity, both of which are fundamental to the dignity of the human person . .

Therefore, we will analyze the aspects of criminal identification in Brazil, the relevance and obligation of the measure. An analysis of the trial system going through the main constitutional principles related to the topic.

INTRODUÇÃO

  • Método Datiloscópico
  • Método Fotográfico
  • Método de Coleta de Material Biológico (DNA)
  • Princípio da Dignidade da Pessoa Humana
  • Princípio Nemo Tenetur se Detegere
  • Princípio da Presunção de Inocência
  • Princípio da Proporcionalidade
  • Princípio da Proporcionalidade Pro Reo
  • Princípio da Proporcionalidade Pro Societate

O objetivo do princípio da dignidade humana é escrever um valor que tente proteger o indivíduo de ações apropriadas que prejudiquem a sua condição. Com base nisso, Prado (2007, p. 56) afirma: que o princípio da dignidade da pessoa humana, que a constituição federal trata como fundamental, deve ser aplicado como princípio de direito penal. A esse respeito, Antônio Magalhães Gomes Filho observa que todos têm o direito de permanecer calados em virtude do princípio da presunção de inocência, do qual decorre que cabe exclusivamente ao Ministério Público apresentar provas de culpa.

O direito ao silêncio funciona apenas como uma das consequências do princípio Nemo Tenetur se Detegere; o que tem outras consequências: O direito ao silêncio, que “corresponde ao direito de não responder às questões colocadas pela autoridade, ou seja, uma manifestação passiva de proteção”; o direito de não ser forçado a admitir a prática de um crime; A incapacidade de dizer a verdade. GUSTAVO BADARÓ destaca que, nos tempos modernos, o princípio da presunção de inocência, na esfera estritamente processual penal, pode ser analisado sob um triplo ponto de vista: a) é garantido a todo cidadão um estado preliminar de inocência, afastado apenas pelo definitiva e inapelável. condenação por sentença criminal; b) é uma regra de julgamento e c) é uma regra de tratamento dos arguidos no processo, evitando que sejam equiparados aos culpados. O princípio da inocência, ou estado ou situação jurídica da inocência, exige que o Poder Público respeite duas regras específicas em relação ao acusado: uma de tratamento, segundo a qual o acusado, em nenhum momento do período de perseguição, poderá sofrer. limitações pessoais baseadas exclusivamente na possibilidade de condenação, e outra baseada em provas, comprovando que todo o ônus da prova relativo à existência do fato e sua autoria deve recair exclusivamente sobre a acusação.

Duas interpretações derivam deste princípio, o princípio da proporcionalidade pro reo e o princípio da proporcionalidade pro societate. Com base no princípio da proporcionalidade, a utilização de provas obtidas ilegalmente só é permitida na ponderação de um caso específico. É uma proporcionalidade pro reo em que prevalece o equilíbrio entre o direito à liberdade de uma pessoa inocente sobre qualquer direito sacrificado de obter prova (de inocência).

O perigo desta teoria torna-se enorme, uma vez que o próprio conceito de proporcionalidade é constantemente manipulado, o princípio da proporcionalidade pro reo não pode ser utilizado em todo e qualquer caso, e nem mesmo a critério do juiz. No posicionamento da doutrina brasileira surge uma grande polêmica por tender à aplicabilidade da proporcionalidade pro reo. Se a utilização do princípio da proporcionalidade em favor do réu para aceitar provas que seriam ilegais é pacífica, a mesma utilização contra o réu com o objetivo de garantir valores como a segurança coletiva é bastante controversa no Brasil.

Pode-se dizer que o setor da doutrina e da jurisprudência que defende a aplicação extraordinária do princípio da proporcionalidade aos arguidos, para satisfazer as reivindicações do “movimento da lei e da ordem”, é minoritário. Entre os que defendem a aplicabilidade da proporcionalidade pro societate, Lima destaca as palavras de Barbosa Moreira, segundo quem. Apesar da opinião dos respeitados autores, a leitura da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal brasileiro não permite uma conclusão afirmativa quanto à tese da admissibilidade de provas ilegais pro societate com base no princípio da proporcionalidade.

Segundo Rangel, o princípio da liberdade de prova é uma consequência lógica do princípio da verdade processual. Porque os princípios constitucionais de proteção e garantia da pessoa humana impedem que a busca da verdade utilize meios e meios condenáveis ​​dentro de um Estado Democrático de Direito.

A nova Lei 12.654/2012 – Lei de Identificação Genética

IV – a identificação criminal é imprescindível aos inquéritos policiais, conforme ordem da autoridade judiciária competente, que decidirá de ofício ou mediante representação da autoridade policial, do Ministério Público ou da defesa; 5º A identificação criminal compreenderá as impressões digitais e o processo fotográfico, que serão juntados aos autos da prisão em flagrante, ou do inquérito policial ou outra forma de investigação. Ou seja, a identificação criminal e a extração compulsória de material genético poderão ser feitas, sempre que for imprescindível às investigações, por ordem judicial.

A identificação criminal da pessoa civil identificada deverá ser feita apenas atendendo às exceções previstas na Lei 12.037, ou seja, para eliminar ambiguidades quanto aos documentos. A identificação genética criminal é uma medida muito especial, na medida em que só será realizada no âmbito da investigação por decisão judicial (art. 5º, IV da Lei n.º e, mesmo assim, apenas quando for imprescindível às investigações policiais. Não é, portanto, não possível comprovar qualquer semelhança entre a identificação criminal através de fotografia ou impressões digitais, que são meios normais de identificação de pessoas (inclusive civilmente), com a identificação genética através do DNA, que é uma medida destinada a determinar a autoria de um crime. .

A Carta Maior afirma no art. 5º, como garantias fundamentais a todo cidadão: .. a) não ser considerado culpado até o trânsito em julgado da condenação criminal (LVII); O preso não pode ser obrigado a participar de confronto, reconstrução ou fornecimento de materiais para a realização de investigações grafotécnicas, garantido pelo princípio do Nemo Tenetur se Detegere. Embora os suspeitos sejam geralmente obrigados a submeter-se à identificação criminal através dos meios normais (fotografia, impressões digitais e apresentação de documentos de identidade), não podem ser obrigados a fornecer material biológico para testes de ADN. Isto à luz do princípio da não autoincriminação, segundo o qual ninguém é obrigado a produzir ou participar na produção de provas contra si mesmo.

O exercício deste direito não pode ser considerado como castigo, tortura, antídoto à liberdade sagrada. Se a Constituição Federal (Art. 5º, LXIII) e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Resolução nº 678/92, Art. 8º, §2º, “g”) garantem que o suspeito, acusado, acusado ou condenado, independentemente, quer sejam libertados ou presos, o direito de não apresentar provas contra si próprios, o exercício deste direito não pode resultar em quaisquer consequências que lhes possam ser prejudiciais. Não é possível extrair presunções em detrimento do acusado da aplicação desse direito, especialmente porque sustenta a seu favor o princípio da presunção de inocência (CF, art. 5º, LVII), do qual deriva a regra probatória de que o ônus da prova recai inteiramente sobre a acusação.

A recusa em apresentar provas contra si também não pode resultar na qualificação do crime de desobediência (CP, art. 330). O exercício regular de um direito – não apresentar provas contra si mesmo – não pode caracterizar crime nem ter consequências adversas para o acusado. Em suma, se necessário, o agente não pode ser obrigado a fornecer material para o teste de DNA, sob pena de violar o princípio da não autoincriminação.

Na verdade, devemos estar atentos à diferença de tratamento dado às consequências da recusa do agente em testemunhar contra si mesmo porque, exclusivamente em relação ao processo penal, aplica-se o princípio da presunção de inocência (CF, art. 5°), LVII). Assim, assumindo um crime sexual em que foram encontrados vestígios de esperma na vagina da vítima, a recusa do arguido em submeter-se a um teste de ADN não pode ser considerada culposa, sob pena de violação dos princípios do detegere de Nemo tenetur e da presunção de inocência.

Considerações

Disponível em http://por-leres.jusbrasil.com.br/noticias/100040500/da-coleta-do-perfil-genetico-como-forma-de-identificacao-criminal. Disponível em http://www.mackenzie.br/fileadmin/Graduacao/FDir/Artigos_2008/Marco_Antoni o_de_Barros_2.pdf. Aspectos técnicos, éticos e legais relacionados à criação de bancos de dados de DNA criminal no Brasil.

Requerente João Aparecido Pereira Nantes e Coator Vara Criminal do Estado de São Paulo.

Referências

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Para chegar às percepções das crianças, foram utilizadas abordagens participativas (CASTRO, 2015) e, partindo de suas experiências cotidianas, as crianças falaram sobre