Educação em engenharia: panorama, DCN, EaD, extensão, evasão e práticas pedagógicas./ Ademar Gonçalves da Costa Junior. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) – Campus Criciúma [email protected]. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) – Campus Uruaçu [email protected].
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goia (IFG) – Campus Uruaçu [email protected]. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) - Campus Jaraguá do Sul - Rau [email protected].
AUTORES
André Luis Trevisan in Daniel Daré Luziano da Silva se zahvaljujeta Fundação Araucária in CNPq za podporo pri razvoju raziskovalnega projekta.
EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA NA RFEPCT: Cenário, Desafios e
A observação da realidade parte do problema de base proposto, procurando os desafios e oportunidades do Ensino de Engenharia na RFEPCT. Esta seção fornece uma visão geral da Educação em Engenharia, com um breve histórico, cenário atual e desafios. O ensino de engenharia no Brasil geralmente segue modelos tradicionais, com muitas instituições de alto nível e cursos de formação técnica, mas deficiências na formação humana e gerencial, para atender as competências esperadas desses profissionais.
Os elementos referidos representam algumas possibilidades de promoção da inclusão ou expansão do ensino de engenharia de acordo com a cultura e tradição das instituições da RFEPCT, pois são perspetivas exequíveis e adequadas. Neste cenário, a expansão do ensino de engenharia na RFEPCT é viável e adequada e pode ser alavancada por meio de uma operação integrada e em rede. A oferta de cursos de engenharia nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia no cenário da crise política e econômica brasileira.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENSINO DE ENGENHARIA (COBENGE INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON ENGINEERING EDUCATION Salvador.
PRÁTICA DOCENTE E FORMAÇÃO DO PROFESSOR-
ENGENHEIRO
Recentemente, artefatos tecnológicos de engenharia – especificamente barragens de mineração – causaram quase 300 mortes em Mariana e Brumadinho, no estado de Minas Gerais, além de extensos danos ambientais, sociais e materiais à biomassa e a milhares de pessoas. Esses profissionais contam com um espaço-tempo de formação nas escolas ou institutos de engenharia onde lecionam, para isso existe uma política de educação continuada. As novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os cursos de Engenharia apresentam as competências esperadas do egresso, entre elas: ter visão humanística;
De maior importância é “Ensino de Engenharia”, que se refere à preocupação dos professores com seu desempenho nos cursos de Engenharia que ministram, visando a melhoria da prática docente. No quadro 3, são listados os principais aspectos abordados em alguns dos trabalhos selecionados sobre práticas de ensino em disciplinas de Engenharia. A concepção de um curso de Engenharia considerando os encontros e desencontros entre a proposta de uma universidade pública e popular e o desenvolvimento de tecnologias sociais.
III - ser capaz de reconhecer as necessidades do usuário, formular, analisar e solucionar problemas técnicos de forma criativa; As novas diretrizes estimulam a reflexividade, contextualizam o conhecimento técnico ensinado e buscam ampliar a visão social e humanística por meio do conhecimento trabalhado nas escolas técnicas (LAUDARES; PAIXÃO;. a interação da ciência e tecnologia em todas as dimensões da sociedade, Pereira e Hayashi (2016) propõem uma metodologia de ensino que busca mais independência por meio de reflexões e análises de diferentes processos, abraçando o aspecto humanístico, a interdisciplinaridade, a construção e a exposição são ampliadas a partir de argumentos, decisões fazer e controvérsias.
Na dissertação de Medeiros (2019), o autor busca responder à questão norteadora: o professor do curso de Engenharia compreende sua identidade como engenheiro profissional ou como professor de engenharia. Neste trabalho de revisão, buscamos delinear estudos e discutir aspectos relacionados à prática docente nos cursos de Engenharia e à formação de professores-engenheiros. O processo de construção da prática pedagógica do professor-engenheiro: um estudo no curso de Engenharia Mecatrônica da PUC Minas.
Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica) – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Ilha Solteira, 2014. Intervenções didático-pedagógicas relacionadas à abordagem CTS no curso de Engenharia Civil visando uma forma humanística.
EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA NOS INSTITUTOS FEDERAIS
Para tanto, propõe-se inicialmente uma reflexão histórica e teórica sobre os conceitos de educação e trabalho e sobre as influências na relação entre educação profissional e Filosofia e Sociologia. Por fim, considera o espaço ímpar que a Filosofia e a Sociologia ocupam na educação profissional, especialmente na Engenharia. Se, por um lado, a Filosofia e a Sociologia conseguiram com muita dificuldade legitimar a sua presença no ensino básico, sobretudo do ponto de vista da formação cívica, por outro lado, a presença destas disciplinas no ensino profissional (cursos técnicos e tecnológicos . ) e no ensino superior em geral, foi e sempre é alvo de questionamentos de ambos os professores nas chamadas “áreas técnicas”.
3 FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NA ENGENHARIA Ao analisar o currículo do curso de Engenharia Civil do IFG – Campus Uruaçu, pode-se questionar: qual é o lugar da sociologia e quais suas conexões com o processo de formação e profissionalização dos futuros engenheiros do mundo do trabalho. No Instituto Federal de Goiás, as disciplinas de filosofia e sociologia estão presentes em todos os cursos de engenharia oferecidos em seus campi. A filosofia e a sociologia reorganizam a autonomia do campo da engenharia na forma de uma adaptação às pressões e demandas externas.
Quando surgem novas pressões do mundo social no campo da engenharia civil, a filosofia e a sociologia desafiam esse outro campo científico a se desviar, em sua forma específica, das características desse próprio campo, das questões colocadas pelo mundo social. No entanto, a filosofia e a sociologia não podem escapar desse debate, pois colocam problemas de pesquisa nesse campo científico, e em um curso de Engenharia Civil pode ter a atitude de multiplicar tais reflexões sobre a conduta profissional desses alunos. Para superar essa contradição entre filosofia e sociologia e a educação profissional, foi apresentada a proposta político-pedagógica dos Institutos Federais, elaborada em 2008, que, numa perspectiva de materialismo histórico e dialético, resguardou o trabalho como princípio educativo.
Dentro dos institutos federais, a filosofia e a sociologia ganharam um espaço único para contribuir com a formação holística e integrada de seus alunos. Além disso, levando em conta a proposta de verticalização do ensino, típica da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, convergência de filosofia e sociologia e educação profissional, essas disciplinas passaram a fazer parte dos currículos dos cursos de alta tecnologia, graduação e pós-graduação. graus. 36 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e fundamentos da educação nacional, para a inclusão da filosofia e da sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio.
PRÁTICAS EXTENSIONISTAS INTEGRADAS AO ENSINO DE
Há uma grande demanda por engenheiros no Brasil e pouca divulgação das qualificações e competências exigidas para eles e suas áreas de atuação, além de muitas dúvidas entre alunos do ensino médio e mesmo entre os primeiros semestres dos cursos de Engenharia sobre a diferenças entre cada um deles. Conforme definido pelas novas DCN e pelas Diretrizes de Extensão no Ensino Superior Brasileiro (BRASIL, 2018), os cursos de engenharia devem apresentar uma carga horária adicional mínima para todos os alunos de graduação. Além desses alunos, 20 alunos de uma escola técnica pública do município de Ponta Grossa também participaram dessa experiência.
Os alunos de graduação foram divididos em 10 grupos de 5 membros, tentando manter os que estudam a mesma técnica juntos, para facilitar a seleção de problemas relacionados à sua técnica. No vídeo, os alunos apresentaram a aplicação da química para a solução do problema escolhido pelo grupo, e relacionaram com a técnica que estão estudando. Este experimento foi desenvolvido em aula prática com alunos do ensino médio, na última fase do projeto, portanto deve ser simples e não expor os alunos a riscos.
Alunos do ensino médio foram estimulados a utilizar as estruturas da universidade para realizar o experimento, com o objetivo de proporcionar a eles a experiência de um dia no laboratório da instituição. Os alunos do ensino médio de engenharia gostaram muito dos experimentos desenvolvidos, pois puderam se comunicar com os alunos da graduação e trabalhar nos laboratórios da universidade. Mesas redondas sempre foram utilizadas durante as apresentações para discussão e sugestões de todos os alunos.
Com o desenvolvimento da extensão por meio da metodologia PBL, os graduandos buscaram aplicações reais da Química nas Engenharias que estudavam, conheceram um pouco mais seus cursos e muitos aumentaram a motivação para ingressar na Engenharia escolhida para seguir adiante. Além disso, os alunos podem não compreender a importância das disciplinas básicas (Química, Física e Matemática) nos cursos de Engenharia que cursam. Os alunos da graduação eram os professores, que auxiliavam os alunos do ensino médio a desenvolverem o experimento simples que construíram, relacionado às disciplinas de Química e Engenharia que cursavam.
APRENDIZAGEM ATIVA
Se bem compreendido, o conceito de aprendizagem ativa pode contribuir para a organização, desenvolvimento e até avaliação de projetos de cursos de engenharia. Muitos pesquisadores atuais associam o conceito de aprendizagem ativa ao movimento da Escola Nova, surgido na Europa no final do século XIX. Com base nesses princípios estabelecidos pelo movimento da Escola Nova, diversos autores desenvolveram o conceito de aprendizagem ativa, que se desenvolveu nos últimos anos.
Avançando em diferentes áreas da Ciência, os estudos sobre as teorias de aprendizagem derivadas da Psicologia contribuíram para o desenvolvimento do conceito de aprendizagem ativa. Considerando a evolução das teorias de aprendizagem e seus pressupostos, nota-se que o conceito de aprendizagem ativa é sustentado pelos fundamentos de teorias desenvolvidas sob a abordagem cognitiva. As metodologias ativas, derivadas do conceito de aprendizagem ativa, são sustentadas por teorias de aprendizagem, principalmente em modelos cognitivos.
O conceito de aprendizagem ativa não é, por assim dizer, um conceito que tem origem nas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Mas atualmente é impossível pensar no conceito de aprendizagem ativa sem relacioná-lo com as tecnologias e o acesso à Internet. Observa-se que todas são características que conduzem à autonomia, pensamento reflexivo, inovação, ou seja, princípios de acordo com o conceito de aprendizagem ativa.
Como revelado anteriormente, o conceito de aprendizagem ativa, que agora faz parte das DCNs dos cursos de Engenharia, é elaborado a partir do desenvolvimento de teorias sobre ensino e aprendizagem, Psicologia, Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e ainda influenciado por fatores sociais, políticos e transformações econômicas. A educação entre pares foi criada por Eric Mazur e é baseada em um estilo de ensino interativo onde os alunos participam ativamente de seu processo de aprendizagem. O resultado do estudo indicou as metodologias ativas de aprendizagem e o método de aprendizagem baseado em problemas como tendência na Educação em Engenharia, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais publicadas em 2019.