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kátia gislaine soares

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Academic year: 2023

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A análise do crime de estuprar pessoa vulnerável é de suma importância para evidenciar a reflexão sobre a vulnerabilidade demonstrada pelo artigo 217-A, caput, do Código Penal, que, apesar de absoluto neste momento, poderia ser relativizado. 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de pessoa vulnerável, bem como das circunstâncias que podem fazer com que a vulnerabilidade da vítima menor de quatorze anos seja relativizada. No terceiro capítulo será analisada a presunção e a possibilidade de relativização da vulnerabilidade no crime de estupro de pessoa vulnerável, com especial ênfase nos princípios constitucionais que sustentam a possibilidade de relativização da vulnerabilidade.

CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL

  • Bem jurídico tutelado
  • Sujeitos do crime
  • Conduta
  • Consumação e tentativa
  • Qualificadoras
  • Ação penal

Obrigar alguém, pela força ou ameaça grave, a ter relações carnais ou a praticar ou permitir qualquer outro ato com essa pessoa. A relação sexual vaginal, a introdução do pênis na vagina da mulher, é considerada uma relação carnal; todos os outros atos que servem ao prazer sexual são considerados libidinosos, como o sexo oral ou anal. A forma criminosa de violação refere-se ao facto de o agente, através de violência ou ameaça grave, ter forçado alguém a praticar, ou permitir que pratique, união carnal ou qualquer outro acto libidinoso, independentemente de o sujeito passivo ser do sexo feminino ou masculino.

O cerne do tipo penal é representado pelo verbo constranger (obrigar, obrigar, obrigar, fazer cumprir), tendo como objeto material qualquer pessoa (alguém), e as seguintes finalidades: com conjunção carnal; praticar outro ato libidinoso; permitindo que outro ato libidinal seja realizado com ele. Por se tratar de crime material, só será cometido com o aparecimento da consequência naturalista: união carnal ou outro ato libidinal. Se a vítima tiver menos de 14 anos, o crime é o estupro de pessoa vulnerável (KP, art. 217-A), independentemente do uso de força ou ameaça grave.

Com a nova lei, os casos criminais são agora tornados públicos, tornando as vítimas com menos de 18 anos ou pessoas vulneráveis ​​incondicionalmente públicas. Contudo, será instaurada ação penal pública incondicional caso a vítima seja menor de 18 (dezoito) anos ou seja pessoa vulnerável.13.

A Vulnerabilidade da Vítima em Razão da Idade

Consentimento da vítima

No caso de estupro de pessoa vulnerável, o agressor que tenha conhecimento carnal ou pratique qualquer outro ato lascivo com vítima menor de 14 anos (caput) ou que tenha doença ou deficiência mental e esteja incapaz de praticar o ato, ou que você não pode oferecer por qualquer outro motivo. 217-A, que, sem mencionar qualquer forma de presunção, pune no caput a conduta de manter relação carnal ou praticar qualquer outro ato lascivo com menor de quatorze anos. Os menores de 13 anos podem ser considerados absolutamente vulneráveis, a ponto de o seu consentimento para o ato sexual ser completamente ineficaz, mesmo que tenham experiência sexual comprovada.

Se a natureza da presunção de violência – seja ela relativa ou absoluta – vem sendo debatida há anos no Brasil, sem consenso, de fato, a criação de um novo tipo penal não será o elemento extraordinário que abrirá as portas para a vida real. não perto ". A maioria das doutrinas ensina que não há espaço para discussão sobre a presunção de vulnerabilidade, pois a lei não pressupõe nenhuma. O projeto de reforma do Código Penal enfatiza, portanto, a vulnerabilidade de determinadas pessoas, não apenas crianças e adolescentes até 14 anos, mas também pessoas que, por doença ou deficiência mental, não têm capacidade de discernimento para praticar atos sexuais, e aqueles que, por qualquer motivo, não podem, não podem oferecer resistência; e com essas pessoas considera crime ter relações carnais ou praticar qualquer outro ato libidinoso; sem entrar no mérito da violência e da sua presunção.

217-A, caput, do Código Penal, basta que o autor do crime tenha comportamento carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos; o consentimento da vítima, sua possível experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso entre o agressor e a vítima não excluem a ocorrência de ato criminoso” (REsp 1.480.881/PI, Súmula Rel. 593 STJ: “O ato criminoso A violação de pessoa vulnerável é definida como a relação física ou a prática de actos libidinosos com menor de 14 anos, com eventual consentimento da vítima para o acto, experiência sexual anterior ou existência de relação amorosa, onde o agente é irrelevante".

Vulnerabilidade

A quantidade de informações, explicações e ensinamentos sobre o tema sexo flui rapidamente e sem fronteiras, proporcionando às pessoas de até 14 anos uma visão teórica da vida sexual, permitindo-lhes rejeitar as sugestões e agressões produzidas nesta área. e uma consciência muito clara e distinta da disponibilidade do próprio corpo. O que torna a redação da Lei ainda mais discutível é que a legislação penal é bastante confusa no que diz respeito ao critério de idade que deve ser protegido de forma mais criteriosa pelo Estado, pois ora são “crianças e adolescentes”, ora é “a pessoa menor de idade”. 14 anos”, às vezes “o menor de 18 anos”. É importante ressaltar que para definir o tipo é necessário que o agente tenha conhecimento de que a vítima tem menos de quatorze anos, caso o a vítima mente ou todas as circunstâncias factuais indicam que a vítima tem mais de 14 anos, a vulnerabilidade é coberta pelo erro de digitação.18.

Não bastasse o critério cronológico adotado pelo legislador para impor a qualquer prática crime hediondo, também fixou a idade de 14 anos, enquanto o Estatuto da Criança e do Adolescente considera que os jovens (maiores de 12 anos e menores de 18 anos) ) têm algum julgamento e, portanto, são responsabilizados pelas suas ações criminosas, enquanto as crianças (com menos de 12 anos) não têm julgamento e, portanto, não são responsáveis ​​pelas suas ações. Nucci também pondera o fato de que durante décadas o legislador se ateve à questão cronológica do homem, mantendo a idade de 14 anos quando o código é atualizado. Embora o Estatuto da Criança e do Jovem preveja que o adolescente tem mais de 12 anos de idade, a proteção penal dos menores de 14 anos permanece rigorosa.21.

Conforme ilustrado por Nucci, tendo em vista que a vulnerabilidade é um critério objetivo e absoluto, algumas injustiças podem ocorrer. Dado o demonstrado conflito de normas envolvendo a idade escolhida pelo legislador, o significado mais preciso parece ser a unificação e extensão da capacidade de consentir em atos sexuais aos maiores de 12 anos.

Projeto de Lei do Senado 236/12

Além disso, o legislador também prestou atenção ao surgimento do conceito de “manipulação ou introdução de objetos”, um tipo penal onde a pena está justamente no mesmo nível da violação. Como sabemos, desde a entrada em vigor da Lei nº, a atentado violento ao pudor praticado contra menores de 14 (quatorze) anos passou a ser regulamentado de forma autônoma, em nova modalidade, o art. Neste caso, o acórdão recorrido está em harmonia com a nova orientação da Sexta Turma deste Tribunal, no sentido de que a presunção de violência minoritária, anteriormente prevista no art.

1º Aplicar as mesmas penas: I – quem praticar ato sexual com menor de dezoito e maior de doze anos, submetido, induzido, atraído ou envolvido em prostituição; II – o proprietário, administrador ou responsável pelo local onde ocorrer a conduta referida na letra maiúscula deste artigo ou no inciso anterior. Com essa nova redação, os juízes poderão utilizar o entendimento dos mestres Nucci29 e Bitencout30, já palestrantes, para distinguir as vulnerabilidades dos artigos 217-A e 218-B, chamando-os respectivamente de “vulnerabilidade absoluta”. e “vulnerabilidade relativa” ao tentar compreender a intenção do legislador penal. Contudo, ambos os autores defendem a natureza jurídica juris tantum da vulnerabilidade nos casos de estupro de pessoa vulnerável com base na idade.

Ressalte-se que ambos os autores entendem que a Lei nº 12.015/09 não alterou a presunção sistemática de violência, no sentido de que o rótulo não altera seu conteúdo, ou seja, continuam reconhecendo a possibilidade de relativização da idade. dados se for comprovada a ausência de violência física ou moral. Acontece que, sob a perspectiva da problemática do estupro de pessoas vulneráveis, a formulação pretendida pelo projeto do novo Código Penal tem muito a agregar ao Judiciário brasileiro, e traria muitas mudanças positivas para que a população possa fazer.

A PRESUNÇÃO E A POSSIBILIDADE DE RELATIVIZAÇÃO

  • Princípio da Dignidade da Pessoa Humana
  • Princípio da lesividade

A dignidade da pessoa humana é o princípio fundamental do Estado democrático de direito, que rege todos os outros princípios. De forma geral e simplificada, a dignidade da pessoa humana é tudo o que deve ser protegido para e por cada pessoa para que tenha as condições mínimas para viver plena e satisfatoriamente. A dignidade da pessoa humana é o significado da ordem jurídica e ainda mais especificamente do direito penal e da ordem processual penal.

A dignidade da pessoa humana tem essencialmente um valor significativo para a vida de cada cidadão. A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral inerente à pessoa, que se revela único na autodeterminação consciente e responsável da própria vida, e que implica a exigência de respeito por parte das outras pessoas, o que constitui um mínimo invulnerável de , que qualquer estatuto jurídico deve garantir que só possam ser feitas restrições em casos excepcionais no exercício dos direitos fundamentais, mas sempre sem prejudicar o necessário respeito que todas as pessoas merecem como seres humanos. O direito à privacidade, à intimidade, à honra, à imagem, entre outras coisas, surge como consequência imediata da iniciação da dignidade humana como fundamento.

A partir de uma simples leitura dos elementos básicos expressos no tipo penal do artigo 217-A, caput, do Código Penal, fica claro que não é necessário falar em necessidade de violência ou de grave ameaça ao crime de estupro . de uma pessoa vulnerável é formalmente típico. Se existir um recurso mais brando que possa resolver o conflito, torna-se abusivo e desnecessário aplicar um recurso mais traumático. Portanto, quando uma pena é imposta, esta deve ser encarada com respeito pelo princípio da dignidade humana.

Aspecto jurisprudencial

Como também foi enfatizado na decisão recorrida, o Supremo concorda por unanimidade que o crime de estupro de pessoa vulnerável se consuma pela prática de qualquer ato libidinoso que viole a dignidade sexual da vítima, independentemente de ser sexual ou não. . é um substituto da união corporal e que revela a depravação da intenção do agente e também é inadmissível que o juiz, de forma manifestamente contrária à lei e utilizando os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, reconheça a forma tentada de crime ou desclassificá-lo como contravenção penal, em razão da suposta menor gravidade da conduta (BRASIL, 2018, p. 01). Este voto do relator nos confirma que o entendimento do STJ ainda permanece rígido, não abrindo brechas para que possa ser analisado caso a caso, independentemente do conteúdo dos princípios que norteiam o direito penal, o que para muitos é um alívio dada a premissa de que as crianças ou qualquer outra vítima sofre tanto quanto a violência física ocorreu, enquanto para outros pune severamente um ato que não teve o mesmo nível de agressão física. Nada foi apurado a respeito do posicionamento do Supremo Tribunal Federal quanto à desclassificação do estupro de vulnerável para pena de contravenção.

A intenção era boa, mas o legislador não interpretou o artigo 217-A absolutizando o crime de estuprar pessoa vulnerável. Com este trabalho final objetivo, queremos conscientizar a sociedade e os líderes do nosso país democrático de que nem tudo é o que parece ser. É muito fácil julgar com falso moralismo, mas é difícil procurar razões e considerar um caso concreto, ou seja, procurar o verdadeiro conceito de justiça, que todos desejamos tanto, para que um dos mais preciosos os bens da vida humana não são tirados. , caso contrário, o mais valioso, que é a liberdade de ir e vir e a preservação da imagem e da honra.

Convenção 4 de direito penal: parte especial: dos crimes contra a dignidade sexual aos crimes contra a fé pública. JESUS, DAMÁSIO EVANGELISTA DIREITO PENAL, PARTE ESPECIAL: CRIMES CONTRA BENS INTANGÍVEIS E CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA.

Referências

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Mais de 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, tantos anos dis- cutindo o direito de crianças e adolescentes, que não se resume ao Estatuto, mas nele se encontra a teoria da