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Kisye Cristina Silva de Paula

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Academic year: 2023

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Texto

Nesse sentido, propomos gravações de sessões de leitura com um aluno do quarto período do curso de Literatura Portuguesa/Espanhol de uma Instituição de Ensino Superior (IES) do Estado do Rio de Janeiro em ambiente virtual. Para verificar nosso problema de pesquisa nesse contexto, optamos por realizar um estudo de caso com sessões virtuais de leitura gratuita com uma professora de LE de uma instituição pública do estado do Rio de Janeiro.

Introdução aos estudos de suporte

Isso gerou um suporte de escrita difícil de manusear e transportar, pois os rolos tinham cerca de dez metros de comprimento” (BEZERRA, 2006, p.386). A primeira é que utilizar uma máquina como meio de leitura implica a necessidade de utilização de energia elétrica (ou bateria) para fazê-la funcionar.

O conceito de suporte

O que chamamos de “texto” não é, portanto, conteúdo transmitido por este ou aquele veículo, pois o texto é indissociável do seu modo material de existência: modo de suporte/transporte de armazenamento, portanto, de memorização (MAINGUENEAU, 2008, p. 68) . Esta afirmação é para nós informativa porque nos permite ver o tablet, por exemplo, como um exemplo de suporte móvel, pois, através das suas funcionalidades, “controla” a nossa utilização dos conteúdos.

Suportes fixo e móvel

Nakamura e Figueiredo (2003) destacam que um suporte móvel “deve ter a capacidade de trocar informações via Internet e ser facilmente transportado pelo usuário”. Assim, nesta tese os termos “suporte fixo” e “suporte móvel” são retirados da portabilidade do hardware.

A questão do gênero

Sua conclusão é que os gêneros podem ser agrupados em duas categorias: primário (simples) e secundário (complexo). É através da contextualização que podemos trazer à luz o contexto tanto da produção quanto da circulação do gênero: como e por que os gêneros circulam e em que contexto sócio-histórico eles se encontram.

Texto e hipertexto

Autores como Pinheiro (2005), Koch (2007) e Cassany (2012) reconhecem que o texto no ambiente digital possui outras características que vão além da não ordem e da não linearidade. Como assinalamos anteriormente, a não linearidade e a hipertextualidade (e mesmo uma certa multimodalidade) não são exclusivas do meio digital.

Breve histórico dos modelos de leitura

O segundo tipo de leitor é aquele que utiliza essencialmente o processo bottom-up, que constrói significado com base nos dados do texto e faz pouca leitura nas entrelinhas. Segundo Moita Lopes (2002, p.138), a leitura “é vista como um processo que envolve tanto a informação da página impressa – um processo perceptivo – quanto a informação que o leitor traz para o texto – seu conhecimento prévio. -conhecimento, um processo cognitivo.”

Processos de compreensão do texto

Isso porque, no momento da compreensão, temos que ativar os diversos conhecimentos discutidos, que juntos farão parte do conhecimento prévio do leitor. Além desse conhecimento visível (linguístico, de mundo e de texto), a atividade de leitura também requer a utilização de outros elementos que são ativados durante o processamento mental. Segundo o autor, as estratégias podem ser divididas em dois grupos: metacognitivas e cognitivas.

A ideia de que as estratégias metacognitivas ajudam a desenvolver a compreensão da leitura é importante para o sucesso pessoal de cada leitor à medida que avançam em direção às suas próprias conclusões.

Especificidades da leitura em meio virtual

É claro que a leitura na tela só é possível através de uma máquina, seja ela por exemplo um computador, tablet ou celular. Embora o texto na tela possa ser semelhante ao texto impresso, pois é apenas digitalizado ou digitado, Buzato (2007) explica que a alfabetização na tela é essencial. Para que o texto na tela faça sentido, o leitor deve compreender o sistema simbólico da tela e ser capaz de prever as consequências de determinadas ações com certo grau de confiabilidade.

Para o autor, há necessidade de competência em tela, mas isso não significa que o texto na tela seja completamente diferente do texto impresso.

Objetivos e problemas de pesquisa

As estatísticas observadas fornecem dados quantitativos que dizem respeito apenas ao crescente desenvolvimento da telefonia móvel e não revelam a heterogeneidade da qualidade do acesso à Internet a nível nacional. Antes, salientam, tal como Costa (2013), que numa sala escolar a utilização de aplicações (Apps) nestes dispositivos pode: (a) aumentar a motivação dos alunos, o seu envolvimento e interesse na aprendizagem; (b) proporcionar maior flexibilidade na aprendizagem; (c) aumentar a competência linguística e; (d) permitir que os alunos aprendam de forma mais independente. É verdade que estes “espaços intermediários” no campo da educação podem levar a mudanças nas práticas educativas, como a dissociação do acesso às tecnologias através dos chamados “laboratórios de informática”.

Assim, destacamos que os objetivos gerais desta dissertação são monitorar e analisar o processamento de leitura de um aluno de uma instituição de ensino superior (IES) do estado do Rio de Janeiro, em ambiente virtual, utilizando diferentes suportes.

Caracterização da pesquisa

Estas permitem: (a) caracterizar o leitor como usuário da Internet em diferentes mídias em momentos de leitura livre; (b) problematizar como funciona sua reflexão sobre as leituras que você faz nesses dispositivos e (c) comparar as estratégias de leitura utilizadas nesses ambientes. É pessoal, pois apresenta dados extraídos de instrumentos de coleta a partir das observações do sujeito durante o acompanhamento da leitura. Optamos então por trabalhar com um sujeito-informante, observando-o durante três sessões de leitura livre em computador, tablet e smartphone.

Na busca pelas respostas foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: o formulário do informante, o protocolo de leitura livre, o diário do pesquisador e registros de sua atividade de leitura por meio de programas de computador, que serão descritos mais detalhadamente posteriormente.

Escolha do sujeito-informante

Focamos nossa pesquisa em um estudo de caso, conforme mencionado anteriormente, porque esse método tende a fornecer a descrição de um determinado processo ou situação. Entende-se que aprender a ler “pode auxiliar o desenvolvimento integral da alfabetização do aluno” (BRASIL, 1998, p. 20). Por isso escolhemos como sujeito um estudante universitário em formação docente.

Acreditamos que está (ou deveria estar) motivado e embasado teórica e metodologicamente para atuar na formação de leitores críticos, socialmente engajados e capazes de reconhecer diferentes contextos para o uso de uma língua estrangeira (LE), inclusive a leitura.

Etapas da pesquisa

Durante a sessão de leitura no smartphone, não dependemos da gravação de um programa de computador. A mídia do próprio informante é monitorada para que ele ou ela se sinta confortável com suas práticas habituais de leitura. Em todas as coleções de leitura, as ações do sujeito são monitoradas para dirimir dúvidas e/ou problemas técnicos que possam surgir.

Servem para registrar as observações e percepções do pesquisador e contribuem para a descrição dos dados coletados por meio de gravações de leitura.

Instrumentos de coleta de dados

Ficha

No ponto (4), dividido em (a) e (b), pretendeu-se identificar o que o sujeito lê em suportes fixos e móveis e em que língua essa leitura ocorre. No próximo item, (5), marca o tempo médio gasto com leitura durante a semana, considerando os diferentes suportes, variando de menos de uma hora por semana a mais de cinco horas por semana. É assim possível identificar se os seus hábitos de leitura estão em maior ou menor grau orientados para a leitura para estudo, trabalho ou lazer, em português ou espanhol e em que suportes.

No item (6) perguntamos onde são utilizados os suportes, tanto fixos quanto móveis.

Protocolo de leitura livre

Figura 4 – Cabeçalho e apresentação do protocolo virtual de registro de leitura gratuita em suporte móvel – tablet. Figura 5 – Bloco de leitura do protocolo virtual de gravação de leitura livre em suporte móvel – tablet (figura compacta). Na segunda tabela (fig. 7), “ações estratégicas de leitura”, o sujeito deverá escolher a opção mais adequada para prática durante a monitoria, pensando sempre nas estratégias de leitura.

Figura 8 – Bloqueio após leitura – protocolo para registros virtuais de leitura livre em suporte mobile – tablet.

Entrevista

A visão que agora defendemos vai no sentido oposto ao que sustenta esta visão “asséptica” da entrevista, vista como um instrumento (naturalizado) de recolha de conhecimentos variados. Isso significa que esta última atividade de coleta é uma oportunidade para também dar voz ao tema e entrelaçar sua visão de todo o processo de leitura com o foco na pesquisa e na perspectiva técnica do pesquisador. Esta etapa teve como objetivo sanar dúvidas e comportamentos conflitantes observados durante as etapas de coleta de dados descritas anteriormente.

Ressaltamos que algumas questões desenvolvidas no roteiro de entrevista são tratadas de forma diferenciada nos protocolos.

Critérios de análise

A primeira característica estratégica que chama a atenção é a variação no tipo de leitura realizada pelo informante durante sua navegação. Durante a entrevista pós-análise, SI afirmou que esse movimento do mouse refletia o tipo de leitura que ele estava realizando. A princípio, o que nos chama a atenção é que na questão sobre objetivos de leitura, SI preencheu os “lugares de leitura” que costuma acessar.

A característica estratégica que chama a atenção nesta seção é o tipo de leitura que o informante faz durante sua navegação. Em seguida, escreva suas hipóteses sobre o que você acha que encontrará em sua sessão gratuita de leitura pela Internet. APÊNDICE D - Protocolo de Gravação de Leitura de Suporte Móvel - Nível de Monitoramento de Leitura de Tablet.

Sessão de leitura livre no computador

Na verdade, as pesquisas de leitura mostraram que o SI abriu diversas páginas, mas sempre de acordo com o seu objetivo inicial. Nesse momento, ele fazia movimentos verticais (de cima para baixo) e acelerados da barra de rolagem, como se buscasse palavras-chave e/ou imagens compatíveis com seu objetivo de leitura. Era como se ele estivesse tentando obter uma compreensão geral do texto, semelhante a uma espécie de leitura superficial.

Esses cortes justificam-se por estarem relacionados ao mesmo objetivo de leitura que, como vimos, é a busca de informações sobre.

Sessão de leitura livre no tablet

Relativamente a este aspecto específico, SI não foi claro, ou parece ter entendido mal quando afirmou que mantinha várias “abas” activas. Durante o cadastro afirmou não saber onde havia encontrado essa fonte e além disso, em nenhum momento da navegação abriu novas “abas”. SI afirmou que na verdade não sabe lidar com o suporte e não tinha conhecimento do procedimento de abertura das diversas “abas”.

Sobre a possibilidade de acessar no computador os mesmos sites que visitou no tablet, ele disse: “Sim.

Sessão de leitura livre no smartphone

A primeira é que dependendo da finalidade da leitura do SI, será dada preferência a determinada(s) operadora(s). A atividade foi desenvolvida no horário de coleta designado, enquanto o protocolo de leitura gratuita do smartphone (ver Anexo E) foi concluído ao final. O movimento do mouse no computador e/ou do dedo no smartphone estava mais ligado aos objetivos de leitura do que às características de suporte ou hipertextuais dos textos.

Primeiramente, investigamos e mapeamos a atitude em relação à SI por meio de gravações de leituras em três suportes computacionais. INTERLEITURA: uma proposta metodológica para monitoramento da leitura mediada por computador In: Linguagem: Teoria, Análise e Aplicações (5). Na sua primeira leitura em suporte fixo, você não destacou nada sobre os títulos e imagens do protocolo do registro de leitura livre.

Referências

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