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Libras em estudo: política educacional

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Academic year: 2023

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Historicamente, o Ministério da Educação do Brasil não apresentou um projeto sustentável de Educação Bilíngue para Surdos. Maria Carolina Digiampietri (auditiva) e Adriana Matos (surda) problematizam o conceito de pedagogia visual e sua aplicabilidade na educação de surdos como método de ensino típico da educação bilíngue.

Introdução

É importante destacar que as políticas de educação especial estão implantadas em uma área mais ampla: a Educação. Outros documentos surgidos, como as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (BRASIL, 2001a) e o Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172 (BRASIL, 2001b), passaram a defender a inclusão educacional das pessoas com deficiência, o que confirmou o papel da educação especial junto a essa clientela.

Educação especial e surdez: o lugar da língua de sinais na história dos surdos

A língua de sinais é considerada a surda mais adaptada, pois possui a integridade do canal visual-gestual. O modelo acima demonstra, assim como o atual Decreto 5.626 (BRASIL, 2005), a relevância da língua de sinais como língua natural dos surdos e da língua portuguesa como segunda língua.

A legislação atual: Inclusão Educacional X Educação Bilíngue

As pessoas surdas têm direito a uma educação bilingue, que dá prioridade à língua gestual como língua natural e primeira, e à aprendizagem do português como segunda língua. O apoio educacional especializado para esses alunos é fornecido tanto na forma oral e escrita quanto em linguagem de sinais.

O que há por trás do termo “bilíngue” na educação de surdos

Atualmente, os surdos lutam pelo direito de pertencer a uma cultura surda, representada pelo uso da língua de sinais em seu ambiente; pela utilização de materiais e livros em Libras; de acordo com diferentes identidades; por intérpretes como mediadores entre surdos e ouvintes; através do uso de tecnologias especializadas para acessar informações mundiais; através da pedagogia da diferença; para pessoas surdas; da comunidade surda; pela maneira como eles vivem a experiência visual. Para que o bilinguismo seja eficaz, a diferença linguística dos alunos surdos deve ser tida em conta através da utilização e disseminação da língua gestual na escola; oferta de currículo para o ensino de Libras, utilização de didáticas, metodologias e práticas educacionais voltadas para alunos surdos.

Considerações Finais

Crie um currículo para alunos surdos: Observe que estamos falando de criação de um currículo e não de adaptação. Respeito ao Decreto 5.626: Esta deve ser a primeira condição de uma escola ao aceitar a matrícula de aluno surdo.

Acreditamos que a educação bilíngue para surdos é possível e viável desde que respeitados os seus princípios básicos, independentemente da escola. Conhecimentos e práticas de inclusão: desenvolvendo habilidades para atender às necessidades educacionais especiais de alunos surdos.

PEDAGOGIA VISUAL, PEDAGOGIA BILÍNGUE E PEDAGOGIA SURDA: FACES DE UMA MESMA

PERSPECTIVA DIDÁTICA?

Mediação pedagógica

Considerando que o mundo, segundo a teoria de Vygotsky, só pode ser conhecido através das representações que outros fazem dele, o processo de conhecimento nunca é um fenómeno individual e natural: é um processo social e histórico (ibid.). Ao comparar a comunidade surda com outras minorias linguísticas – como os povos indígenas, por exemplo – segundo os pesquisadores, é possível afirmar que o oralismo pode ser visto como uma forma de colonialismo que “impõe a cultura auditiva aos surdos”, afetando “ História e a história de suas comunidades."

Por uma didática na Educação Bilíngue para surdos

O que todo educador deve saber sobre LIBRAS: os aspectos mais importantes e a importância da Língua Brasileira de Sinais. Material didático ou instrucional - Livro de apoio à disciplina Introdução ao Ensino a Distância em Língua Brasileira de Sinais.

LIBRAS, IDENTIDADE E SURDEZ

  • Libras, surdez e identidade: da sociedade para a escola
  • Das práticas corretivas do corpo surdo para as técnicas de resistência pelo cuidado de si
  • Considerações finais
  • Referências

De modo geral, diríamos que nos espaços sociais para surdos vemos um grande fluxo de discursos que preservam a lógica da surdez apoiada na “cura”, numa perspectiva que visa a linguagem oral, ainda que a presença da língua de sinais o seja. aceito como respeito. Como exemplo desses discursos que permanecem de alguma forma, mesmo que encobertos, podemos dizer: a ausência da língua de sinais. 2006) A Língua de Sinais e a Escola: Considerações a partir do Texto Regulamentador da Língua Brasileira de Sinais.

EDUCAÇÃO INFANTIL E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

CONTRAPONTOS DE UMA POLÍTICA INCLUSIVA E BILÍNGUE PARA SURDOS

O direito da criança surda em se apropriar da língua de sinais

Devido à especificidade linguística dos surdos, esta população deve adotar a Língua Brasileira de Sinais – Libras como primeira língua (L1) nas creches. Alguns trabalhos acadêmicos contribuem para pensar a língua de sinais como um direito na educação pré-escolar. Se existe o direito à educação inclusiva garantido pela Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), também existe o direito à linguagem gestual.

Infância e desenvolvimento da linguagem

Contudo, o ensino da linguagem oral para crianças surdas foi apresentado como uma luta durante muitos anos devido à visão reabilitadora e medicalizada. 34; a “pedagogia do surdo” é um caminho útil e inevitável para o desenvolvimento da linguagem e a educação das crianças surdas (VIGOTSKY, 1983).Do balbucio até a pronunciação das primeiras palavras, as crianças surdas devem contar com a orientação de um adulto, interagindo com a língua de sinais.

Políticas educacionais inclusivas: contrapontos

Estudos sobre a aquisição da língua de sinais em crianças surdas, filhas de pais surdos. Na sala de recursos, o adulto surdo pode aprender LIBRAS em um horário diferente do aprendizado do português falado. Se a lei de Libra garante que esta é a primeira língua da criança surda, por que a língua de instrução seria o português?

TABELA 1: Matrícula de alunos da educação especial na educação infantil, na  modalidade especial e incluídos
TABELA 1: Matrícula de alunos da educação especial na educação infantil, na modalidade especial e incluídos

Considerações finais: possibilidades para uma educação bilíngue para surdos na Educação Infantil

Política de Educação Inclusiva: Contrapontos” elementos que desmistificam visões amplamente difundidas sobre a educação infantil para surdos. Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil/Ministério da Educação e Desportos, Secretaria de Educação Fundamental. INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Censo do Ensino Fundamental: 2011 – resumo técnico.

POR UMA POLÍTICA DE ENSINO DA LIBRAS COMO PARTE DO CURRÍCULO BILÍNGUE DE ESCOLAS DE SURDOS

O texto-discurso em Libras como unidade de análise e de ensino

A seleção dos textos discursivos em Libra para os primeiros anos do ensino fundamental (tabela 1) revela os gêneros mais utilizados nas relações humanas cotidianas. Destacam-se aqueles escolhidos para compor o currículo dos últimos anos do ensino fundamental (tabela 2), no sentido de que passam a atender instituições discursivas de esferas sociais mais amplas, que geralmente são disponibilizadas pela comunidade surda por meio de gravação de vídeo, em redes sociais. redes sociais na WEB, que Karnopp, Klein e Lunardi-. No entanto, aqueles que compõem os primeiros anos do ensino primário estão complexamente relacionados com aqueles que frequentam os últimos anos do ensino primário.

Tabela 1: Conteúdo dos primeiros anos do Ensino Fundamental  ALBRES E SARUTA (2012)
Tabela 1: Conteúdo dos primeiros anos do Ensino Fundamental ALBRES E SARUTA (2012)

A relação entre gênero, análise linguística e condição bilíngue: perspectiva didática

Contudo, os autores do currículo acreditavam que o tratamento dos temas em sala de aula – ou seja, seu conteúdo temático – pouco ou nada diz sobre o alcance desses textos-discursos. Portanto, aspectos do estado bilíngue e das relações sociais são temas planejados para utilização, e para cada gênero a ser trabalhado no currículo, os autores sugerem temas sociais, como educação de surdos, direitos linguísticos, utilização de serviços de interpretação, entre outros. outros.. Os autores (ibid., 2012) indicam que a escolha dos sujeitos para análise linguística se limitou àquilo a que tinham acesso, ou seja, há poucas pesquisas, fruto de linguistas cujo objeto é a descrição do signo linguagem e até aspectos enunciativos- discursivos.

Figura 2 - Seleção de vídeos e seu agrupamento para uso como material didático
Figura 2 - Seleção de vídeos e seu agrupamento para uso como material didático

Considerações finais

A segmentação da Língua Brasileira de Sinais (Libras): um estudo linguístico descritivo baseado em conversas espontâneas entre surdos. Reflexões a partir da observação de uma aula de Língua Brasileira de Sinais como Primeira Língua. O professor surdo em uma escola bilíngue inclusiva: seu trabalho com alunos surdos na sala de oficinas de Língua Brasileira de Sinais.

POLÍTICA LINGUÍSTICA E ENSINO DE PORTUGUÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA

A língua portuguesa e o processamento de linguagem da pessoa surda

Para os surdos, o processador fonológico está relacionado ao sistema fonológico da língua de sinais, portanto é um processador fonológico visuoespacial que utiliza codificações de formato da mão, localização, movimento, direção da mão, expressões faciais e posturas corporais, que não entram processador fonológico de um ouvinte antes de escrever ou ler algo. A maioria dos erros cometidos pelos surdos ao escreverem uma segunda língua está relacionada ao uso de recursos, por exemplo, a estrutura sintática da língua de sinais (ROSSA e ROSSA, 2009; BARBOSA, NAVAS, TAKIUCHI e MACKAY, 2005). Mesmo sendo uma língua que não possui registro escrito consolidado e difundido entre seus usuários, o conhecimento linguístico influencia a produção e a compreensão da segunda língua.

Figura 1. Modelo de processamento da linguagem escrita – Adaptado de Adams (1991)  por Santos e Navas (2004)
Figura 1. Modelo de processamento da linguagem escrita – Adaptado de Adams (1991) por Santos e Navas (2004)

O professor, a escola, a língua de sinais e a língua portuguesa

As rotas de entrada e saída são, portanto, influenciadas pela visualidade da língua de sinais e por isso o ensino da leitura e da escrita aos surdos torna-se tão peculiar. O professor de segunda língua também deve ter domínio da língua de sinais para que a relação dialógica possa ocorrer. Primeiramente, a escrita em língua de sinais deve ser completamente absorvida e assim não haverá a interposição de uma língua a outra (SKLIAR, 2002), mas sim a transição de uma língua para outra, com segurança, consciência e domínio da língua. registro de sua primeira língua (STUMPF, 2002).

Práticas pedagógicas no ensino de português para surdos

Podemos citar também o uso do sistema pronominal da língua de sinais em uma história, para representar fielmente o que se deseja. O pleno reconhecimento da Libras terá consequências positivas para os diversos níveis de participação da comunidade surda, para a preservação da língua e para o relacionamento entre seus falantes. A interferência da estrutura da Língua Brasileira de Sinais na produção escrita do Português Brasileiro em alunos surdos.

Figura 4. Modelo de processamento da sentença, simplificado e adaptado a partir de  Garrett (1990)
Figura 4. Modelo de processamento da sentença, simplificado e adaptado a partir de Garrett (1990)

INCLUSÃO DE SURDOS NO ENSINO SUPERIOR. O QUE TEM DE BILÍNGUE?

Educação inclusiva bilíngue para o Ensino Superior

De acordo com o Decreto nº. A Portaria 3.284/03, que garante a acessibilidade dos alunos com necessidades especiais na CE, reitera as condições de acessibilidade das instituições de ensino superior com o apoio da Secretaria de Ensino Superior e da Secretaria de Educação Especial do MEC. Neste contexto, o Ministério da Educação (MEC) criou em 2005 o Programa de Acessibilidade do Ensino Superior (INCLUIR1), que destinou investimentos às universidades públicas para melhorar a acessibilidade de pessoas com necessidades especiais. Promover medidas que garantam o acesso, a continuidade e o sucesso das pessoas com deficiência nas instituições federais de ensino superior (IFES).

Surdos na universidade – desafios específicos

Quando os alunos surdos que utilizam Libras vão para a faculdade, eles precisam de um mediador para que possam servir de ponte entre aluno e professor, dentro e fora da sala de aula. Outra questão necessária para viabilizar bons serviços aos estudantes surdos nas instituições de ensino superior diz respeito à qualidade da formação dos professores universitários para a inclusão. Existem grandes problemas nestas relações e reconhecemos a necessidade de identificar formas de minimizá-los.

Relações inclusivas e excludentes da sala de aula

Neste caso, também será aceito o papel que a língua de sinais do aluno surdo e o intérprete de Libra desempenharão na instituição em termos de questões educacionais, culturais e sociais. Há, portanto, a necessidade de ações conjuntas envolvendo o ensino dos alunos surdos no instituto, para que haja a compreensão de aspectos específicos relacionados aos surdos dentro do campo da educação. Inclusão de estudantes surdos no ensino superior: um estudo sobre o uso da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como meio de acesso ao conhecimento científico.

SOBRE OS AUTORES

Doutoranda em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos UFSCar (início em 2013), Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC Campinas (2009), especialista em deficiência auditiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO (2010 ), especialista em Atendimento Educacional Especializado pela Universidade Estadual Paulista UNESP (2011), graduada em pedagogia com formação em educação especial pela PUC Campinas (2003). Doutoranda em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos (início em 2011), mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008) e graduada em Ciência da Computação pelo Centro Universitário Barão de Mauá (2005). Mestre em Educação pela UNIMEP (2011), especialista em educação para pessoas com deficiência audiocomunicacional pelo centro universitário UNIFMU (2007), diploma em Bibliotecários pelo polo UFSC – USP (2010), diploma em pedagogia pelas Faculdades Integradas Rio Branco (2005) e graduação em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1996).

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Figura 1: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
TABELA 1: Matrícula de alunos da educação especial na educação infantil, na  modalidade especial e incluídos
Figura 1 – Programa Curricular de Língua Brasileira de Sinais para Surdos  (ALBRES e SARUTA, 2012)
Tabela 1: Conteúdo dos primeiros anos do Ensino Fundamental  ALBRES E SARUTA (2012)
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Referências

Documentos relacionados

Sendo assim, devido à relevância da Educação Bilíngue para Surdos, em consonância com a escassez de sinais em LIBRAS para a disciplina de Química, tiveram- se como