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Linguagens e Representações NATASHA SU

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Academic year: 2023

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O objetivo desta pesquisa é contribuir para o ensino da leitura a partir de estudos de letramento crítico e de uma perspectiva intercultural em relação ao ensino de Português Língua Estrangeira (PLE). A proposta baseia-se na carência de estudos específicos que tratem da leitura no ensino de PLE numa perspectiva intercultural. Por isso escolhemos a referida coleção, pois pensamos em sua implementação para o trabalho no ensino de PLE sob um ponto de vista intercultural e crítico.

Neste sentido, para enfrentar os desafios do ensino do Português Língua Estrangeira numa perspetiva intercultural, pretendemos rever os conceitos básicos da Linguística Crítica Aplicada (doravante LAC), que procura refletir sobre o ensino/promover a aprendizagem de línguas. A proposta da pesquisa também se justifica pela articulação entre a universidade e os cursos de Português para Estrangeiros, que são oferecidos regularmente a estudantes de outras nacionalidades que estudam na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), para que seja possível construir estratégias de ação que ensinar a leitura para melhorar com base em estudos de alfabetização crítica e interculturalidade.

O ENSINO DE PLE NA ARGENTINA

O ensino de PLE antes da assinatura do Tratado de Assunção

  • O ensino de PLE apoiado pelo MERCOSUL
  • O ensino de PLE após 2010

O primeiro esforço nacional para desenvolver o ensino da língua portuguesa na Argentina ocorreu entre 1930 e 1942, que coincidiu com o florescimento da difusão da cultura brasileira e a assinatura de um “Tratado de Comércio e Navegação”. Nesse período foi criado o “Novo Acordo de Integração Cultural com o Brasil” (1997), que comprometeu o país com a difusão da língua portuguesa e da cultura da República Federativa do Brasil, bem como a promulgação de uma lei. na Argentina que determinou a inclusão de uma proposta curricular para o ensino de PLE nos cursos de educação básica e secundária do país, bem como a adoção de a. No ano seguinte, foi sancionado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva o decreto de lei que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino da língua espanhola no ensino médio.

Atualmente, no que diz respeito ao ensino de idiomas na Argentina, existem cursos de formação denominados “profesorados”, que visam formar novos profissionais em diversas línguas estrangeiras e PLE. Notadamente, em 2011, Portugal cria o “Quadro de Referência para o Ensino de Português no Exterior” (QuaREPE), voltado especificamente para o ensino de PLE.

Os livros didáticos de PLE elaborados na Argentina

Assim como outros livros didáticos produzidos na Argentina, LD “Horizonti” possui uma abordagem que não corresponde ao que realmente é produzido no material, pois o ensino tradicional é repetido, embora já apresente alguns pontos de transição que indicam o desejo de mudar e quebrar o práticas monolíticas de ensino de línguas estrangeiras. 11 A Casa do Brasil, fundada em 1990 e tornando-se a primeira instituição privada especializada no ensino de PLE em Buenos Aires, é uma escola de referência no ensino de português e na difusão da cultura brasileira pela qualidade e variedade dos cursos oferecidos, tais como: regular, intensivo curso preparatório para exames Celpe-Bras, cursos para empresas, português para empresas, especialmente elaborados e acompanhados de acordo com cada necessidade. Edleise Mendes, que se dedicou ao estudo de temas como: ensino-aprendizagem da língua materna e do português estrangeiro (versão brasileira) em seus diferentes contextos; formação de professores de língua portuguesa; avaliação e produção de materiais didáticos para ensino de idiomas; abordagens interculturais e críticas ao ensino de línguas, políticas e projetos para a promoção e difusão do português no mundo.

Porém, quando pensamos na possibilidade de utilizar esse acervo para o ensino de PLE para melhorar o ensino de leitura, contamos com isso. Na nossa discussão apresentada na seção 2, O ensino de línguas estrangeiras numa perspectiva intercultural e crítica, serão mobilizados conceitos que permitem (re)pensar o ensino de línguas estrangeiras através de um ponto de vista crítico, que considera a língua como associada ao alinhado cultura, como espaço onde o sujeito constrói significados e assume diferentes posições através dos diferentes discursos sob os quais está inscrito.

O ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA SOB UMA PERSPECTIVA

Língua e Cultura no ensino-aprendizagem de língua estrangeira

  • A interculturalidade no ensino de leitura
  • O professor intercultural

Além disso, nenhum documento oficial foi emitido no Brasil para orientar o ensino de português como língua estrangeira. O Brasil, portanto, não possui um documento oficial que oriente o ensino de português como língua estrangeira, nem critérios para análise desse tipo de material didático. No ensino de línguas, a cultura era assim entendida como informação transmitida pela língua, e não como uma característica dela.

Para Kramsch (1993), existem etapas essenciais para a promoção da interculturalidade no ensino de línguas estrangeiras, como Portanto, a sala de aula de língua estrangeira (LE) é percebida como um espaço onde são mobilizados os significados presentes na construção da vida social e cultural do leitor no momento da leitura.

Características do letramento crítico

  • Letramento crítico
  • A leitura como prática social

O modelo autônomo entende as competências de leitura e escrita como práticas monolíticas, nas quais os sujeitos as adquirem isoladamente do contexto ideológico e cultural do qual fazem parte. Por sua vez, o modelo ideológico, inaugurado pela autora, oferece uma visão mais crítica das práticas de letramento situadas em contextos socioculturais específicos, pois os modos como os sujeitos utilizam a leitura e a escrita estão relacionados às concepções de conhecimento e aos modos de ser e estar em certas circunstâncias. A religião é outro tema bastante conflituoso, envolvendo discussões acaloradas entre os sujeitos envolvidos, podendo ser alvo de intolerância entre grupos.

Isto inclui compreender os sujeitos com suas diferentes experiências de vida, história, cultura, identidade e interesses sem menosprezá-los, pois não deve haver espaço para opressão no ensino de línguas estrangeiras. O trabalho de leitura alinhado à perspectiva de LC torna-se uma atividade que faz mais sentido quando está focada nas diversas práticas de letramento social às quais os sujeitos estão constantemente expostos.

METODOLOGIA DA PESQUISA

Critérios de seleção para a constituição do corpus

As atividades de leitura indicadas por esse critério surgem da proposta de compreender, por meio de identificações no acervo didático, como são. A atividade de leitura selecionada consiste na escuta/leitura da música Cotidiano, do artista Chico Buarque. A atividade de leitura selecionada propõe a leitura da crónica intitulada Versões, produzida por Luís Fernando Veríssimo.

Portanto, o critério de seleção da referida atividade de leitura justifica-se mais uma vez pela discussão em torno da representação da mulher e baseia-se numa ideia de crítica dirigida a uma posição emancipatória (PENNYCOOK, 2001), que destaca a relevância de dar voz ou poder considerar. aos oprimidos. A atividade de leitura selecionada sugere a leitura de um texto informativo intitulado Brinquedo sem preconceito, publicado na Revista Isto É pela jornalista Patrícia Diguê. A atividade de leitura selecionada sugere a leitura do artigo Catadores de lixo sofrem humilhação e preconceito, publicado no Diário do Grande ABC pela jornalista Vivian Costa.

A atividade de leitura selecionada propõe a leitura do texto informativo intitulado Inclusão do direito à felicidade na Constituição, publicado no jornal Folha de São Paulo, de Nancy Dutra. A atividade de leitura selecionada propõe a escuta/leitura da música Lourinha Bombril, do grupo Paralamas do Sucesso. A atividade de leitura selecionada propõe a leitura do texto informativo Como surgiram os diferentes sotaques no Brasil, publicado na Revista Escola de Renata Costa.

A atividade de leitura escolhida propõe a leitura de um texto informativo publicado pela Revista Isto é, de autoria de Flávia Yuri e Daniela Carnachione, que propõe conselhos sobre como se comportar em diferentes contextos sociais para evitar situações constrangedoras. A atividade de leitura selecionada propõe a leitura da crônica Como ser brasileiro em Lisboa sem (doar) muito, produzida por Ruy Castro. Esta categoria permite identificar se as atividades de leitura possibilitam ao aluno compreender a forma como um texto é construído, bem como perceber as possibilidades e limitações de construção de sentidos a partir dele.

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Análise de atividades do BI

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com este trabalho foi possível (re)conceber o ensino de PLE a partir da proposta da Lingüística Crítica Aplicada em consonância com as contribuições da Alfabetização Crítica em relação à concepção de linguagem. Esperamos, portanto, que este trabalho possa contribuir para outras pesquisas que tenham interesse no ensino de PLE na Argentina, e que pretendam aprofundar os estudos de Alfabetização Crítica e Interculturalidade na análise de livros didáticos de Português como Língua Estrangeira, colaborando assim, com pesquisa na área de Lingüística Aplicada. Tradição e dispositivo para o ensino de língua estrangeira: uma discussão em torno do livro didático PLE.

Construindo PLE nos países: abrindo caminhos para o ensino de português no sul da América Latina. Em pesquisa realizada no banco de Teses da CAPES foram encontradas teses e teses, o que possibilitou investigar o que tem sido pesquisado em relação à leitura no ensino de PLE a partir de estudos de letramento crítico e interculturalidade, a partir de discutir f.eg perguntas, análise de livros didáticos. Os trabalhos encontrados foram assim identificados em três grupos principais, a saber: ensino de PLE numa perspectiva intercultural, análise de livros didáticos de LE e leitura no ensino de PLE.

No que diz respeito à análise de livros didáticos de ensino de línguas estrangeiras, foram encontrados dois trabalhos que tratam da análise de livros didáticos de línguas estrangeiras, como o de Grigoletto (1999, p. 68), ao analisar uma coleção em inglês, entende que o LD “um discurso de verdade, [..] em que os significados já estão fixados (pelo autor) para serem reconhecidos e consumidos apenas pelos seus usuários (professor e alunos). Os autores trazem trechos de LDs de portugueses para estrangeiros, como Português Contemporâneo e Fala Brasil, que, a partir da análise de suas atribuições, permite identificar as regularidades e rupturas presentes nesses discursos e as concepções de língua e estrangeiro demonstram linguagem. ensinar. Outra produção acadêmica, desta vez publicada no Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa (SIELP), “O desafio do ensino de português para falantes de outras línguas: análise linguístico-discursiva de um livro didático para o ensino de PLE, de Rosa (2012), analisa uma PLE LD destinado a empresários estrangeiros.

Gonzalez (2015), que aborda especificamente a análise do PLE LD para falantes de espanhol, em sua dissertação de mestrado, intitulada “Análise da abordagem do material didático para o ensino de línguas (PLE/PL2)”, lança um olhar analítico sobre produções argentinas como: o livro Horizontes e Brasil Intercultural, este último constitui o corpus da minha pesquisa. Além disso, a dissertação de mestrado Ensino-aprendizagem de Português – Língua Estrangeira na perspectiva da alfabetização crítica: imigrantes haitianos em Cuiabá-MT, de Andrade (2016), registra pesquisa que visa observar contextualmente o processo de ensino-aprendizagem de estudantes haitianos. de um curso de extensão em educação PLE da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Cuiabá, diferente do nosso trabalho, concebe a linguagem a partir de uma visão bakhtiniana e vygotskiana, aliada a construtos teóricos do letramento crítico, mas não trata do aspecto intercultural da Educação. Os poucos estudos que consideram o ensino da leitura a partir da teoria da alfabetização crítica numa perspectiva transcultural são, portanto, recorrentes.

A maioria deles considera o ensino de línguas a partir de uma abordagem interacional e comunicativa, mas não intercultural e discursiva. Diante dos fatos mencionados, vale destacar que esta pesquisa pode ser considerada como uma das contribuições que podem ser feitas para o ensino da leitura a partir de estudos de letramento crítico e interculturalidade.

Referências

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