CHSG – Conselho de Chefes de Estado e de Governo CD – Conselho de Delegados / Conselho de Delegados CDS – Conselho de Defesa Sul-Americano. CSPMD – Conselho Sul-Americano para o Problema Mundial das Drogas CSN – Comunidade de Nações Sul-Americanas.
Recapitulando a integração em América Latina
Houve uma tentativa de integração regional, que na época dava certo e era liderada pelos Estados Unidos da América (EUA), conhecida como “União Pan-Americana”. Já no século 21, as iniciativas de integração regional na América Latina estiveram ligadas a mudanças políticas e econômicas na região e em outras partes do mundo.
Crónicas de uma morte anunciada
Há mais de um ano, o legislador Byron Suquilanda, do Partido CREO, propôs às províncias dos Estados Unidos da América (EUA) e Canadá incluí-lo em votação a ser realizada na Assembleia em 8 de agosto de 2018. Disponível em: Remover Estátua de Néstor Kirchner do Equador: "É um símbolo de corrupção", Clarín.
Marco interpretativo para estudar a UNASUL
Por que falar de ontologia e epistemologia? E como isso se relaciona com a UNASUL? 24
Dessa forma, a análise de conteúdo será a ferramenta selecionada para atingir o objetivo de explorar o conceito de RIR, por meio da identificação dos entendimentos intersubjetivos que formaram esse termo. Em suma, a análise de conteúdo pode ser vista como uma pequena parte da análise do discurso, que tenta captar "a criação de significados e os processos de comunicação que os acompanham" (KLOTZ; LYNCH, 2007, p. 19).
Itinerário
Por fim, o terceiro capítulo é dedicado à aproximação empírica do RIR da UNASUL, com base em uma das técnicas de análise de conteúdo denominada Análise Temática Categórica (ACT). Dessa forma, este capítulo buscou identificar os componentes do RIR da UNASUL por meio de suas principais áreas temáticas e elencar a relação entre as duas estruturas no contexto da Onda Rosa, apoiado nos resultados da análise de conteúdo.
Esclarecendo conceitos relevantes
Região, Regionalismo e Regionalização
Consequentemente, de acordo com Söderbaum (2009, p. 478), a maioria dos cientistas envolvidos no debate contemporâneo concorda que não há regiões naturais ou 'científicas' e que as definições de região variam de acordo com o problema particular ou questão sob investigação. Nesse sentido, a ênfase está em como os atores políticos percebem e interpretam a ideia de região e o conceito.
Ressignificando o conceito de Integração Regional
Portanto, tal fenômeno pode ser ao mesmo tempo causa ou efeito de um processo estrutural de formação regional, ou seja, de um processo de integração regional. Ao mesmo tempo, é importante chamar a atenção para não cair no erro de deslegitimar processos [históricos] de integração regional e tentativas de regionalismo em diferentes regiões do mundo – como a América Latina, só porque não cumprem as normas da UE 'padrões'.
Instituições versus Organizações
As Organizações Internacionais Intergovernamentais (OIG), também chamadas simplesmente de Organizações Internacionais (IO), são associações voluntárias entre Estados, estabelecidas por meio de tratados com o objetivo de perseguir interesses comuns por meio da cooperação permanente entre seus membros (SEITENFUS, 2018). Ainda segundo os autores, é possível dentro do grupo de IGOs distinguir entre Organizações de Integração Regional (ROI) e Organizações Funcionais Regionais (RFO) (HERZ; HOFFMAN, 2015).
O Novo Regionalismo e a mudança de paradigmas na Integração Regional
O estudo do regionalismo se redefiniu à luz das transformações sociais ocorridas no final do século XX, conceituadas em uma “onda” de regionalismos conhecida como Novo Regionalismo. Muitas teorias do novo regionalismo enfatizam a estreita relação entre ambos os fenômenos, vendo-a como uma relação multifacetada e complexa.
Entre Regionalismos e Regimes
É importante observar que autores como Veiga e Ríos (2007), Desiderá Neto e Teixeira (2012), Paez Pérez (2012), entre outros, consideram o Regionalismo Aberto como sinônimo de Novo Regionalismo. Portanto, o presente trabalho assume não apenas o regionalismo aberto, mas também o regionalismo pós-liberal, como parte do novo regionalismo que emergiu na América Latina.
Construindo o conceito de RIR
Para ele, os regimes são fenômenos que se distribuem por todos os sistemas políticos, inclusive o Sistema Internacional. Assim, para Young (1982), regimes internacionais são instituições relacionadas a atividades de interesse dos membros do Sistema Internacional. Na presente tese, os Regimes Internacionais Regionais (RIR) são, portanto, definidos como instituições sociais que são criadas em meio a processos de integração regional e são guiadas por determinados regionalismos, que possuem um caráter intersubjetivo (princípios e normas) (KRATOCHWIL; RUGGIE, 1986). , passivo a ser formalizado (regras e processos decisórios) (KEOHANE, 1989) e onde o entendimento compartilhado gera convenções que orientam o comportamento dos atores envolvidos em tais processos (YOUNG, 1989).
Por que é possível estudar os projetos de integração regional a partir do RIR?
Portanto, é importante mencionar que, mesmo que intrinsecamente relacionado, a transformação do RIR nem sempre leva à substituição de um OIR. Finalmente, a consideração de um dado RIR na análise de um OIR permitirá a expansão da teoria da mudança institucional, ao levar em conta novas variáveis. Por fim, a incorporação do RIR no estudo de um OIR permite agregar elementos de análise que não se reduzam apenas a aspectos formais e burocráticos, mas que transcendam esses elementos para incorporar processos de (re)significação que a formação de um OIR , mas continua depois de sua origem.
O RIR no caso da UNASUL
A “Onda Rosa” como cenário político regional de formação da UNASUL
Para Moraña (2008, p. 113) a “Onda Rosa” é “uma expressão usada por alguns críticos das ciências sociais para nomear a onda de regimes de esquerda por reformadores sociais democraticamente eleitos na América Latina que a partir de 2002”. Os presidentes que se tornaram parte do fenômeno da "Onda Rosa" eram frequentemente vistos como parte de uma esquerda latino-americana mais moderada, daí sua associação com a cor "rosa" em vez de "vermelho" comumente usada para se descrever. eles se referem ao comunismo. Dessa forma, a presente dissertação assume o fenômeno da “Onda Rosa” como variável contextual, pois é o espaço temporal em que a UNASUL surge e se desenvolve.
A (re)construção da região sul-americana
Dessa forma, a UNASUL surge como resultado de um processo de integração política, explorado pelo regionalismo pós-liberal sul-americano, que se propunha a institucionalizar as razões da unificação das nações sul-americanas, ao mesmo tempo em que assegurava a distinção entre América do Sul e América Latina. O processo de distinção entre os países sul-americanos e os demais países latino-americanos começou formalmente em 2000 com a 1ª reunião dos presidentes da América do Sul, realizada em Brasília e convocada pelo então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. 29 Mattli (1999) sugere que dois tipos de condições são necessárias para o desenvolvimento de um processo de integração: fatores de demanda e fatores de oferta.
Os três níveis de institucionalização de Ruggie (2002) aplicados à UNASUL
Avalia-se então que é possível aplicar a teoria da institucionalização internacional à formação de uma OIR, razão pela qual nesta última seção será examinada essa possibilidade no caso da UNASUL. Reconhecendo que pode haver várias formas de assimilar esse fenômeno, a estratégia adotada para abordar as comunidades epistêmicas envolvidas no caso da UNASUL foi realizada por meio dos relatórios do “The Global Go To Think Tank Index” produzido pelo Think Tanks and Civil Societies Program (ou TTCSP, por sua sigla em inglês) na Universidade da Pensilvânia. Assim, além de ser um elemento importante na visualização do universo do estudo, também revela dados relevantes para determinadas palavras que aparecem nos documentos oficiais produzidos pelos presidentes da UNASUL.
A UNASUL e seu processo decisório
Similaridades com o processo decisório do Mercosul
O 'compromisso' de unanimidade na tomada de decisões, estabelecido com base na institucionalidade da UNASUL, tendo o consenso como método de deliberação, fez com que houvesse uma igual distribuição do direito de veto entre as partes, da mesma forma que ocorre na Mercosul (GRANJA, 2016). Mais importante, o artigo 13 permitia aos Estados a isenção de "aplicar no todo ou em parte uma política aprovada por um período definido ou indefinido, sem impedir sua posterior incorporação total ou parcial a ela" (TRATADO CONSTITUTIVO DA UNASUL, 2008, p. 9 ). 48 No caso de instituições, organizações ou programas estabelecidos, o Artigo 13 também estabelece que “qualquer dos Estados Membros poderá participar como observador ou ser total ou parcialmente isento de participação por um período determinado ou indeterminado” (TRATADO CONSTITUTIVO DA UNASUL, 2008, pág. 9) .
Seleção das fontes de dados: Desenho de pesquisa
Análise Categorial Temática (ACT)
Geralmente, a análise de conteúdo é dividida em três fases: (i) pré-análise; (ii) exploração do material; e (iii) processamento e interpretação dos resultados (BARDIN, 2004). A análise preliminar, também conhecida como fase de organização, é a “fase de planejamento da análise de conteúdo” (DA SILVA; FIGUEIREDO FILHO; DA SILVA, 2015, p. 123). A seleção dos documentos e a delimitação do universo documental constituem a fase de pré-análise do objeto de análise de conteúdo desta dissertação.
Análise de narrativas- Entrevista
Por meio das histórias, as pessoas dão sentido às suas experiências passadas e as compartilham com outras pessoas por meio da narrativa. Embora existam várias fontes que podem ser objeto de análise narrativa, a fonte primária são as entrevistas. Posteriormente, alguns dos fragmentos mais importantes foram resolvidos e utilizados para complementar a interpretação dos resultados obtidos com o ACT.
A evolução da UNASUL a partir das áreas temáticas que compunham seu RIR
Panorama Geral
Ao decompor a categoria "Agenda política", é possível observar melhor a distribuição da codificação entre as subcategorias e a relação entre elas. É importante observar que dentro desse grupo de subcategorias relacionadas à “Agenda Política” da UNASUL existem algumas que representam subdivisões internas que compõem o terceiro nível de análise. A Figura 10 apresenta a desagregação da categoria "Agenda política" segundo suas subcategorias primária e secundária.
Processo evolutivo das temáticas da UNASUL: O Primeiro Ciclo (2000-2004)
Na categoria Agenda de Integração “Positiva”, a subcategoria que mais se manifestou foi “Paz, segurança e defesa”, com uma correspondência de 36,36%. Dentro da categoria “Agenda de desenvolvimento” as subcategorias que mais se destacaram foram: “Economia, comércio e finanças”, “Desenvolvimento sustentável” e. Por sua vez, dentro da categoria “Infraestrutura Regional”, não surpreende que a subcategoria com maior destaque tenha sido a “Infraestrutura de Integração”, com 59,26% do total de códigos desta categoria.
Processo evolutivo das temáticas da UNASUL: O Segundo Ciclo (2005-2011)
Assim, na categoria "Agenda 'Positiva' de Integração", a subcategoria "Instituições e instâncias comuns" teve especial destaque, atingindo 45,34%, superando a subcategoria "Paz, segurança e defesa", que ocupou o segundo lugar com 28,97% do total das codificações. Nas categorias "Agenda de Desenvolvimento" e "Infraestruturas Regionais", as subcategorias mais referenciadas continuaram a ser "Economia, comércio e finanças" e "Infraestruturas de integração" com 53,29% e 53,70%, respetivamente. a categoria “Agenda Positiva de Integração” superou a categoria “Construção Regional”, ocupando o terceiro lugar na classificação.
Processo evolutivo das temáticas da UNASUL: O Terceiro Ciclo (2012-2018)
Como mostra o quadro hierárquico referente ao terceiro ciclo (figura 13), as categorias centrais da análise categorial temática da UNASUL continuam sendo "Agenda Política". Segundo Samper (2018), o CCEG é “quase um órgão protocolar” enquanto o CMRE é “realmente o órgão executivo da UNASUL”. A importância desta subcategoria durante este ciclo se explica pelo fato de que naquela época as questões econômico-financeiras eram uma das principais preocupações para o funcionamento da UNASUL.
Resumo da Análise Temática Longitudinal
Regionalismo abierto en América Latina y el Caribe: la integración económica al servicio de la transformación productiva con equidad. Regionalismo e integración en América Latina: de la brecha Atlántico-Pacífico a los desafíos de una globalización en crisis. ¿Qué quiso decir con esto, por qué pensó que había llegado “el tiempo del pueblo”?
Declaran su decidida voluntad de continuar consolidándose en la consolidación de un espacio común para la integración política, económica, social, cultural, energética, ambiental e infraestructural de la Región. El tratado fundacional de UNASUR, cuyo propósito es construir, de manera participativa y consensuada, un espacio de integración y unión en los campos político, económico, social, cultural, ambiental, energético y de infraestructura, para contribuir al fortalecimiento de la unidad. de América Latina y el Caribe.