Aldo Victoria Filho e Mauro Emílio Araújo - Divisão de Promoção/Promoção e Comercialização - DECOP/CDDI. Este manual conclui a experiência de mapeamento geomorfológico sistemático do Brasil acumulada pela equipe de Geomorfologia do IBGE, ao longo de uma trajetória que remonta ao início da década de 1970 com a criação do projeto RADAM e seu Departamento de Geomorfologia, tendo como principal inspirador e coordenador o falecido Professor Getúlio Vargas Barbosa. O álbum de legendas, por sua vez, associou conceitos concisos das formas mapeadas a ilustrações extraídas de imagens de radar. A aplicação prática deste documento é clara e, com algumas modificações feitas pelo mapeamento, foi utilizado ao longo do desenvolvimento do trabalho de Geomorfologia. Seção Os conceitos do álbum legendado foram estabelecidos inicialmente por Getúlio Vargas B~rbosa e equipe. Na sua escrita definitiva, esses conceitos foram complementados por Teresa Cardoso da Silva. foi incluído neste trabalho.
Outra secção do manual técnico é constituída por explicações sobre a utilização dos formulários de recolha de dados no campo A proposta de manual de campo para a Divisão de Geomorfologia é formulada por Teresa Cardoso da Silva, responsável pela primeira versão do texto A implementação do IT departamento impôs a necessidade de padronização das informações coletadas, o que motivou uma adaptação do manual de campo original. Essa reformulação foi feita por Bernardo de Almeida Nunes e Regina Coeli Ribeiro da Costa. O trabalho, dividido em dois manuais distintos - Descrição da Paisagem e Amostragem de Formação Superficial - recebeu contribuições substanciais de equipes da Divisão de Geomorfologia sediada em Salvador, Goiânia e Rio de Janeiro. Alguns dos textos da versão final desses manuais foram aqui utilizados. O quarto táxon constitui Modelados (Figura 2) Uma mancha ou polígono de modelados constitui um conjunto de formas de relevo que possuem semelhança na definição geométrica devido a uma gênese comum e à generalização dos processos morfogenéticos que funcionam, resultando na repetição de materiais correlativos de superfície No mapa, os modelados correspondem às próprias manchas geomorfológicas. Na composição do mapa geomorfológico são delineados quatro tipos de modelos: os modelos de acumulação, os de achatamento, quando possível identificados pela definição de sua gênese e funcionalidade, os de dissecção e dissolução Os modelos de dissecção podem ser mapeados como homogêneos e diferenciais . Modelos de dissecação diferencial são utilizados para áreas caracterizadas por forte controle tectônico, onde as direções estruturais e sulcos ocupados pela drenagem são marcados com símbolos.Nestes casos, apenas é medido o aprofundamento dos riachos, pois a densidade é controlada pela estrutura ou litologia. Ao examinar o problema de definição do uso adequado do relevo, constatou-se que outro elemento significativo além da forma é o grau de inclinação. A utilização mais ou menos difundida de mapas de encostas por uma ampla gama de usuários indicou que nos relevos dissecados é importante indicar o grau de profundidade dos cortes combinado com a densidade de drenagem Informações morfométricas sobre a densidade de drenagem e a profundidade do cortes, bem como dados de declínio de encostas, auxiliando na caracterização dos espaços geomorfológicos. Os estudos fácies de dissecação foram aprimorados com o uso de quantificação, obtida através de mapas topográficos, fotografias aéreas e índices estatísticos separados por classes. Em pesquisas detalhadas, e quando possível e/ou viável, os padrões de declive podem ser estabelecidos através de medições feitas em campo utilizando um clinômetro. A definição das fácies de dissecção e dos padrões de declividade marcou avanços significativos no estudo desses importantes e difundidos relevos que proporcionou.
CONCEITOS BÁSICOS DOS FATOS
GEOMORFOLOGICOS MAPEADOS
Símbolos
Ocorrência - Em assembleias morfoestruturais constituídas por rochas calcárias e dolomíticas, horizontais e sub-horizontais, fraturadas e produzidas em condições morfoclimáticas úmidas. Ocorrência - Em conjuntos morfoestruturais de bacias e coberturas sedimentares constituídas por rochas calcárias ou dolomíticas, dobradas e fraturadas, sujeitas a sistemas morfoclimáticos húmidos atuais ou passados. Ocorrência - Em áreas de rochas calcárias, principalmente calcários solúveis e dolomitos, em camadas espessas, levemente dobradas e fraturadas, sujeitas a sistemas morfogenéticos úmidos atuais ou passados.
Ocorrência - Em áreas de rochas calcárias, principalmente calcários solúveis e dolomitos, dobradas e fraturadas, sujeitas a sistemas morfoclimáticos úmidos atuais ou passados. Ocorrência - Em áreas de rochas calcárias, principalmente calcários solúveis e dolomitos, dobradas e fraturadas, sujeitas a sistemas morfoclimáticos úmidos atuais ou passados. Ocorrência - Em áreas com estrutura dobrada parcialmente preservada devido às condições especiais que as protegiam da erosão.
Ocorrência - Em estruturas dobradas, nos flancos de anticlinais e sinclinais, constituídas por camadas alternadas de diferentes resistências. Ocorrência - Em qualquer tipo de estrutura e litologia, em consequência de recuo por erosão lateral ou em cabeceiras de drenagem.
PROCEDIMENTOS BÁSICOS EMPREGADOS NO
MAPEAMENTO GEOMORFOLOGICO
Preparação do Material
Levantamentos Preliminares
Análise da Drenagem
Para facilitar a análise, o rio pode ser dividido em segmentos de acordo com mudanças de gradiente no perfil longitudinal ou de acordo com outras características do percurso, como a parte em que o rio está inserido, ou partes em que ele flui, etc. Mostra o endireitamento de cursos d'água, barragens, ocorrência de congestionamentos, existência de drenagens típicas de áreas com relevo cársico, etc. As correlações com a Geologia representarão nesta fase do trabalho os únicos dados de carácter interpretativo, sendo utilizada a descrição da drenagem e tentativas preliminares de interpretação do seu comportamento pós-utilização.
Interpretação Preliminar
C - Apresentação da drenagem em acetato Trace os principais rios com seus afluentes e verifique a drenagem com o documento original. D - Limitação dos tipos de modelos O material a utilizar é o mesmo do ponto A. Continuar com a interpretação dos mosaicos (ou fotos aéreas) de forma a definir as áreas dos diferentes tipos de modelos. modelos de acumulação, depois os de achatamento, depois os de dissecação e, finalmente, os de desintegração. Na definição de áreas de modelação de dissolução (cárstica ou pseudocársica), o conjunto de feições visíveis na imagem dos vários sensores orienta a sua identificação, devendo estes limites ser ajustados com a ajuda de mapas geológicos à escala de trabalho e/ou informação da Geologia. considerando que a simples presença de calcário não é o principal critério para a existência de modelagem cárstica, as formas cársticas detalhadas serão evidenciadas na interpretação através de símbolos específicos.
Quanto aos modelos de dissecação, eles se destacam dos demais tipos já delineados por apresentarem diversas fácies de dissecação.Este tipo de modelo será compartimentado e classificado provisoriamente de acordo com as etapas a seguir.
SeleÇão e Morfometria das Fácies de Dissecação
Este cálculo é realizado somente quando existem mapas topográficos em escalas maiores que a escala de trabalho. Use os mesmos locais da grade de amostragem para calcular a densidade de drenagem. A combinação de classes de densidade com classes de profundidade gera fácies de dissecção. Essas combinações servirão de referência para rotular, em comparação com fácies de dissecção semelhantes que existem na área trabalhada. Se houver dúvida sobre a identificação de uma fácies em comparação, esta deverá ser medida.
Transposição, Integração, Controle e Legenda da Interpretação Preliminar
Análise das Influências Litoestruturais
Esboço das Unidades Geomorfológicas
Montagem de uma "boneca" dos Modelados
O objetivo de pintar o “manequim” estampado é verificar se as manchas estão fechadas. Nota Como os pontos que permanecerão no mapa final são selecionados paralelamente à pintura do “boneco” e as etiquetas dos pontos são verificadas, não é recomendável entregar a tarefa a um associado técnico, mas sim a um técnico do projeto equipe deveria fazer isso.
Montagem do Mapa Geomorfológico Preliminar
Caderneta de Campo
Fichas de Descrição da Paisagem e de Amostragem de Formação Superficial
Estas informações devem ser extraídas dos mapas temáticos consultados. Um perfil completo com essas informações é chamado de transecto. Os transectos são organizados de acordo com os percursos e dispostos em uma pasta separada. Quanto ao estudo das formações superficiais, os principais pontos de amostragem podem ser previstos e plotados nos deslocamentos de campo. Mas, em geral, os locais de amostragem são escolhidos durante a operação dependendo do nível de interesse identificado no local. as unidades geomorfológicas mapeadas são descritas e amostradas. Nota: Informações detalhadas sobre os materiais que compõem a superfície devem ser registradas em uma ficha de formação de superfície.
Caso ocorram bancos arenosos, verifique sua posição em relação ao canal b - Formas Lacustres. Se existir falésia, indicar a sua ocorrência ou disposição em relação à costa, a sua forma e a sua constituição, se existirem bancos arenosos, indicar a sua situação. Caso existam bacias com montículos de deflação, indique a natureza dos detritos, para as dunas observe tipo, forma, atividade, estado e cor.
Caso ocorram inselbergues, informe-se sobre sua simetria, sua distribuição espacial, as características relacionadas à estrutura, seu posicionamento genético, os formatos dos botões e características detalhadas. Se ocorrerem concreções, informe-se sobre sua composição. Caso ocorram detritos rochosos, especifique a classe de rocha que os compõe. Nota: A classificação dos movimentos de massa é a de Penteado (1978) – as formas resultantes e o estado em que se encontram.
Nota: É importante lembrar que você deve evitar a criação de perfis em áreas que tenham sido fortemente modificadas por seres humanos, como rejeitos de minas, restos de grandes projetos de construção, escritórios de crédito, perto de aterros sanitários, etc. Caso a rocha tenha sido alterada, registre o tipo de alteração e o grau de intemperismo g - processos ativos. Nota: As seguintes informações devem ser registradas para cada nível do perfil estudado: a - Dados básicos.
Retorno da Operação de Campo
Resultados Analíticos
Reinterpretação
CONSIDERAÇÕES SOBRE ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS E MAPAS
Predisposição à Erosão
Relatório
ANEXO 1
SÍMBOLOS E LETRAS-SÍMBOLOS DO
Declive do colúvio e frontão - Sentido do declive topográfico por falha - Limite aproximado da mancha (ou polígono) - Limite definido da mancha (ou polígono) - Ponto de amostragem da formação da superfície - Ponto de descrição localizada da paisagem.
PAGINAS INICIAIS DO RELATORIO FINAL
ANEX03
FICHAS DE CAMPO
1 - Não observado 2 - Acúmulo de areia 3 - Acúmulo de argila 4 - Acúmulo de lodo 5 - Concentração de grãos 6 - Concentração de seixos. 9 - Imerso em material alterado 1 O - Imerso em material coluvionar 11 - Imerso em material ferruginoso 12 - Imerso em material pedogenizado. 44 - Carbonato de cálcio - Calcificação 45 - Sulfato de cálcio - Gessificação .. 67) - PROCESSOS DE CONCENTRAÇÃO - Ili ELEMENTOS 1 - Não identificado.
BIBLIOGRAFIA
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Manual Técnico de Geomorfologia
ISBN: 85-240-0509-2