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Macrobrachium amazonicum (HELLER, 1862) NA BAÍA DO

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Academic year: 2023

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Deus me livre de perder o ROMANCE, mesmo sabendo que as rosas não falam. Não perca a LUZ e o BRILHO NOS MEUS OLHOS, mesmo sabendo que verei muitas coisas no mundo,. Para não perder a BELEZA E A ALEGRIA DE TE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas escorrerão dos meus olhos.

Que eu não perca a vontade de DAR TANTO AMOR que está em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será subjugado e até mesmo rejeitado. Que eu nunca esqueça que Deus me ama infinitamente, que existe um grão de alegria e esperança em cada um de nós. À minha mãe, a quem amo muito, porque me compreendeu nos piores momentos, porque me abraçou, pelo amor, atenção e cuidado que tenho todos os dias.

Obrigado por confiar em mim do início ao fim, por aceitar me liderar sem questionar, por acreditar na minha capacidade e por prestar atenção em mim apesar de uma rotina muito corrida. Édipo Araújo, obrigado por me ajudar quando preciso, por me ligar nos finais de semana para saber se estou bem, pela companhia e por todas as demonstrações de amor. Aos meus amigos: Jó (português), Denizalva (Zalva), Igor, João Pedro (Pedrinho), Lorena (minha madrinha) e Manuela (minha afilhada), por sempre me receberem com alegria.

Às ‘meninas’ que trabalharam comigo no Corpo de Bombeiros e que até hoje são amigas muito queridas: Rosinete (Rose), Rafaella (Rafa) e Suenny (Su).

RESUMO

ABSTRACT

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

LISTA DE TABELAS

INTRODUÇÃO

Esses ambientes auxiliam na produção primária e secundária e têm grande impacto no desenvolvimento de diversos organismos aquáticos, inclusive os camarões, que fazem parte de um grupo de crustáceos que possuem pernas articuladas e corpo coberto por uma armadura. Os camarões desempenham um papel importante na natureza, pois servem de alimento para diversos animais e ajudam a preservar o ambiente aquático. Além disso, no Pará, esses caranguejos são muito valorizados na culinária regional e possuem grande importância econômica para as famílias ribeirinhas que vivem da pesca e da comercialização, sendo um dos produtos mais exportados do país (IBAMA, 2005).

Camarões do gênero Macrobrachium são componentes importantes dos ecossistemas de água doce e estuarinos e estão amplamente distribuídos em regiões subtropicais e tropicais ao redor do mundo (SHORT, 2004). Dentre essas espécies, três Macrobrachium acanthurus também chamado de camarão pitu, Macrobrachium amazonicum conhecido como camarão regional, canela, cascudo ou recentemente chamado de camarão amazônico e Macrobrachium carcinus, possuem importante interesse comercial e são indicados para cultivo por serem de fácil manutenção, alta fertilidade, rápido crescimento e rusticidade (VALENTI, 1985; VALENTI et al., 1986). Macrobrachium amazonicum possui ampla distribuição geográfica, ocorrendo desde o Equador até a Argentina, passando pela Venezuela e estados de todas as regiões do Brasil (MAGALHÃES et al., 2003).

Além disso, a espécie citada acima é amplamente cultivada, prática que representa baixo nível de impacto ambiental, o que contribui beneficamente para o meio ambiente e para a renda dos moradores ribeirinhos. O camarão amazônico é capturado de diversas formas no estado do Pará, mas o método mais utilizado é a captura de “matapis”. Tal armadilha pode ser feita com restos de palmeira juba (Astrocaryum spp. e Atrix spp.) ou

As armadilhas utilizadas para captura do camarão Macrobrachium no estado do Pará apresentam diferenças específicas em cada local onde este sistema de pesca é observado. Essa diferença nas tipologias dos matapis confere à pesca paraense uma característica única na região, utilizando diferentes materiais de diferentes tamanhos e aspectos para capturar um único recurso.

Figura 1: Representação da morfologia externa de camarões do gênero Macrobrachium .
Figura 1: Representação da morfologia externa de camarões do gênero Macrobrachium .

JUSTIFICATIVA

OBJETIVOS

De acordo com a equação, calcula-se para cada classe de comprimento de peixe qual parte da captura é retida. Para a biologia reprodutiva, após agrupar os indivíduos em classes de comprimento de escala (mm), a porcentagem de fêmeas e machos com gônadas desenvolvidas em relação ao comprimento acima foi plotada em um gráfico de frequência acumulada. Para este último critério foi estabelecida a relação decrescente do comprimento da carapaça em: Ilha do Combu.

O início da maturação gonadal parece ocorrer em tamanhos semelhantes em machos e fêmeas de Macrobrachium amazonicum. As fêmeas atingem a maturidade sexual em tamanhos menores que os machos, mas essa variação foi muito fraca, permitindo a utilização de um único valor de L50 para os sexos agrupados em comprimento de carapaça de 11,5 mm ou comprimento total de 55,7 mm. Além disso, os matapis pequenos (P) são os que apresentam maior participação na captura de indivíduos imaturos (45,04%) e também os que apresentam maior amplitude de captura.

A percentagem de exemplares capturados por classe de comprimento de carapaça mostra que as três tipologias de artes capturam indivíduos que estão abaixo ou muito ligeiramente acima do tamanho da primeira maturação gonadal da espécie. Porém, das três artes, os grandes matapis são mais seletivos em relação às demais (Tabela 3), sendo menos capturados os jovens. O comprimento da concha e o número total de indivíduos capturados diferiram dependendo do tamanho da armadilha e do sexo, sendo as fêmeas maiores e mais pesadas que os machos (Tabela 4).

A análise dos dados relacionando o comprimento da carapaça dos indivíduos combinado com o tamanho dos matapis utilizados mostrou que as fêmeas capturadas com matapias grandes apresentaram o maior comprimento de carapaça em comparação aos machos de sexo indeterminado. Valores maiores de comprimento total relacionados ao tamanho dos matapis utilizados e ao sexo dos indivíduos capturados resultaram em matapii grandes capturando maior número de fêmeas, representando tamanhos maiores em comprimento total que machos e indivíduos de sexo indeterminado (Figura 11). Os resultados para os matapis de médio porte representaram maior número de machos, enquanto os matapis pequenos tiveram maior poder de captura de indivíduos de sexo indeterminado.

O tamanho na primeira maturação das gônadas de fêmeas (11,2 mm de comprimento de carapaça ou 54,43 mm de comprimento total), de machos e de sexos combinados (11,5 mm de comprimento de carapaça ou 55,74 mm de comprimento total) determinado neste experimento foi menor que o encontrado por Azevedo (2004). na Ilha do Combu (comprimento total 7 cm), mas as amostragens realizadas por este autor foram feitas através da compra de exemplares da Ilha do Combu diretamente dos pescadores, o que pode ter contribuído para o viés amostral. Os menos seletivos foram os matapis pequenos, aqueles com maior amplitude amostral, pois guardavam exemplares de 1 a 44 mm de comprimento de carapaça, mas estes últimos eram muito pouco frequentes, justificando a captura acidental ou mesmo oriunda dessas armadilhas. para reter espécimes muito pequenos que se tornam alimento para espécimes maiores, significando que os muito grandes entrariam para se alimentar dos muito pequenos, como já confirmado por Fouilland & Fossati (1997) para estudos dos efeitos da captura de espécimes pequenos. armadilhas em duas espécies do gênero Macrobrachium (M. lar e M. . australe) na Polinésia Francesa (Oceano Pacífico). A seletividade das diferentes tipologias de matapis testadas resulta em uma relação direta entre o tamanho da ferramenta e o comprimento médio de captura (armadura) dos exemplares.

Matapis "P" parece ser o mais prejudicial em termos de pressão de pesca sobre os stocks juvenis (indivíduos com comprimento de carapaça inferior a 11,5 mm = 5,5 cm de comprimento total). Biologia reprodutiva do camarão regional Macrobrachium amazonicum (Heller, 1862) (Decapoda; Palaemonidae), na Ilha do Combu (Belém, PA). Estratégia reprodutiva do camarão do rio Amazonas Macrobrachium amazonicum (Heller, 1862) (Decapoda, Caridea, Palaemonidae) em duas correntes de maré da Baía do Guajará (Belém, Pará, Brasil).

Estrutura populacional e biologia reprodutiva de Macrobrachium amazonicum (Heller, 1862) (Crustacea, Decapoda), na bacia hidrográfica.

Figura  6:  Mapa demonstrativo da Baía do Guajará (Pará-Brasil), tendo como destaques as  Ilhas do Arapiranga, Mosqueiro, Combu e Distrito de Icoaraci, locais do estudo (+)
Figura 6: Mapa demonstrativo da Baía do Guajará (Pará-Brasil), tendo como destaques as Ilhas do Arapiranga, Mosqueiro, Combu e Distrito de Icoaraci, locais do estudo (+)

Imagem

Figura 1: Representação da morfologia externa de camarões do gênero Macrobrachium .
Figura  2: Variação de tamanho dos exemplares  de camarões do gênero  Macrobrachium  capturados na Ilha do Arapiranga – Baia do Guajará – Pará - Brasil
Figura  6:  Mapa demonstrativo da Baía do Guajará (Pará-Brasil), tendo como destaques as  Ilhas do Arapiranga, Mosqueiro, Combu e Distrito de Icoaraci, locais do estudo (+)
Figura 7: Esquematização e dimensões dos matapis utilizados nas coletas de M. amazonicum  da Baía do Guajará – Pará
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