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Marcela Braz nogueira

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Academic year: 2023

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O trabalho consiste em realizar uma análise da lei do desarmamento sob a ótica do direito de posse e porte de armas de fogo no Brasil. Analisar o direito de possuir e portar armas de fogo no Brasil implica uma discussão sobre o valor social relevante no que diz respeito aos direitos dos cidadãos.

Evolução histórica da legislação brasileira

Observa-se que o estado passou a se preocupar com a venda de armas de fogo desde a década de 1930. O resultado do referendo permitiu, portanto, a venda de armas de fogo e munições em território brasileiro.

Da análise do Estatuto do Desarmamento

  • Do Conceito de Arma de Fogo
  • Do Sistema Nacional de Armas
  • Do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas
  • Dos crimes de porte e posse de arma de fogo e suas respectivas penas
    • Posse irregular de arma de fogo de uso permitido
    • Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
    • Porte ou posse ilegal de arma de fogo de uso restrito

É proibida a venda de armas de fogo e munições em todo o território nacional, ressalvadas as entidades do Art. Foi feita a seguinte pergunta aos cidadãos: “O comércio de armas de fogo e munições deve ser proibido no Brasil? IV - armas de fogo importadas ou adquiridas no país para fins de testes e avaliação técnica;

I - armas de fogo para colecionadores, atiradores e caçadores; e II - armas de fogo das missões diplomáticas. Uma grande inovação introduzida pelo Estatuto do Desarmamento foi a distinção entre porte e porte de arma de fogo. O crime previsto neste artigo é indiscutível, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente.

I – recusar ou alterar marca, numeração ou qualquer marca de identificação de arma de fogo ou artefato;

Análise comparativa da legislação atual e anterior - Principais aspectos

V – vender, fornecer ou fornecer, ainda que gratuitamente, armas de fogo, acessórios, munições ou explosivos a crianças ou jovens; Isso é. Quanto à posse, a Lei 9.437/97 tratou da questão da posse de arma de fogo no Capítulo II e continha vários aspectos importantes para regular a situação dos interessados ​​em adquirir arma de fogo. O Estatuto do Desarmamento foi bastante inovador, proibindo o porte de armas de fogo em todo o território nacional e permitindo apenas aqueles autorizados por lei, por exemplo membros de instituições de segurança pública.

A preocupação do governo em controlar a violência que assolou o país em 2003 teve forte influência na criminalização da posse de armas de fogo e condutas relacionadas. A Lei 9.437/97 foi a primeira lei a criminalizar o porte de arma de fogo, e o que antes era crime regido pela Lei de Contravenções Penais passou a ser crime doloso. Aumentando a gravidade do crime de porte ou posse ilegal de arma restrita, o legislador elevou recentemente a sua classificação a crime hediondo com a promulgação da lei com pena de 3 (três) a 6 (seis) anos (GONÇALVES e JUNIOR , 2016).

O estudo aborda a escalada de crimes de homicídio e outras ações que resultaram em mortes por armas de fogo no país.

Mortes com arma de fogo no Brasil antes do Estatuto do Desarmamento . 24

Dentre os trabalhos já realizados que tratam das estatísticas de mortes por armas de fogo no Brasil, destaca-se o Mapa da Violência, estudo realizado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, que destaca a tendência dos homicídios no país. Segundo Quintela e Barbosa (2015, p.117) “O mapa da violência, base de informações utilizada pela maioria das organizações pró-desarmamento, é considerado o trabalho mais completo sobre mortes violentas no Brasil”. Na edição mais recente, o Mapa da Violência 2016, segundo Waiselfisz (2016), outros eventos como suicídio, acidentes e outras causas que resultaram em morte por arma de fogo não foram destacados no estudo.

Conforme mostra a tabela, em 2003, em relação ao crime de homicídio, cometido com arma de fogo, este representou um total de 36.115 mortes, ou seja, mais de 90% do total de mortes por armas de fogo naquele ano. De 1980 a 2003 percebe-se que houve um aumento crescente no número de assassinatos e uma oscilação no número de suicídios, acidentes e outras ações que levaram à morte por arma de fogo. Com a vigência do Estatuto do Desarmamento, o Estado iniciou campanhas através do Ministério da Justiça13 para que os proprietários de armas pudessem.

Foi expedido o Despacho n.º 797/1116, que estabeleceu o procedimento de entrega de armas de fogo às autoridades policiais, bem como o valor da indemnização devida a quem entregar voluntariamente a arma de fogo.

Das opiniões favoráveis e contrárias ao desarmamento

Segundo Facciolli (2016, p.17), “a cultura que se desenvolveu em torno das armas de fogo no Brasil é de repulsa e repulsa”. A população com acesso a armas de fogo é um perigo, brigas no trânsito serão motivo para querer matar. Quando esta posição é difundida entre um público (cidadãos cumpridores da lei), cria uma rejeição, uma aversão às armas de fogo.

Armas de fogo eram vendidas e expostas até em shopping centers, e munições eram facilmente encontradas em lojas de ferragens19. Já se passaram mais de 50 anos desde esse discurso, que até se baseia em seu próprio Protocolo de Armas de Fogo. Com os estudos apresentados fica claro que não se pode negar que apesar da legislação vigente, as estatísticas são claras, o número de homicídios com uso de armas de fogo no Brasil está aumentando e algo precisa ser feito a respeito.

O direito de possuir e portar armas de fogo é sempre questionável no que diz respeito ao processo de registro e renovação, pois o processo é burocrático.

Dos requisitos legais para aquisição, registro e das armas de fogo

Tal requisito não deveria ser exigido, uma vez que a posse de armas de fogo é um direito do cidadão. Para eles, o trânsito mata 46 vezes mais pessoas por ano do que os acidentes com armas de fogo (QUINTELA; BARBOSA 2015). É importante ressaltar também que Franco (2011, p. 39) afirma que o legislador permite a aquisição de “armas de fogo” e não de “armas de fogo”.

O que um crime tem a ver com a elegibilidade para comprar uma arma de fogo. É verdade que quem compra armas precisa conhecer conceitos básicos de tiro e armas de fogo. VI - comprovar, na solicitação de aquisição do certificado de registro de arma de fogo e periodicamente, capacidade técnica para manejo de arma de fogo; e (Formulação dada pelo Decreto nº 8.935, de 2016).

Cumpridos os requisitos, o SINARM autorizará a compra da arma de fogo em nome do interessado pela arma solicitada.

Do porte de arma de fogo

Ao verificar o artigo, nota-se que a intenção do legislador era conceder posse exclusiva de armas de fogo a membros da segurança pública e autoridades, exceto posse a cidadãos comuns. Além disso, será permitido o uso de arma de fogo, tiro único de até dois canos, calibre igual ao inferior 16, sendo proibido, portanto, o calibre 12 (MENEZES, 2014). A posse de arma exigida pelo recorrente é para defesa pessoal, e não favorece a possibilidade de permitir o uso de arma de fogo na prática de atividades esportivas, o que segue o disposto no art.

A autoridade requerida indeferiu o pedido administrativo apresentado pela recorrente para autorização de porte de arma de fogo, alegando que ela não conseguiu comprovar o exercício efetivo de atividade profissional que representasse risco ou ameaça presente e imediato à sua integridade física, nos termos do disposto no as condições acima. art. Porém, no ano passado, um juiz da 2ª Vara Federal do estado de Mato Grosso concedeu posse de arma de fogo a um advogado criminalista28 que relatou ter sido ameaçado em decorrência de seu trabalho. O advogado apresentou intimação contra o indeferimento do pedido de porte de arma de fogo.

Esta decisão nos faz repensar que, dependendo do caso específico, a concessão do direito de posse de arma de fogo em determinados casos torna razoável a autorização do pedido.

Os direitos fundamentais e armas de fogo

Do direito à vida

Para ele “o direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos, pois constitui um pré-requisito para a existência e exercício de todos os outros”. Com toda a violência, principalmente nos grandes centros urbanos, a insegurança faz com que alguns cidadãos pensem em ter uma arma de fogo para sua legítima defesa. Aquele que se opõe a um ataque apenas com um escudo para receber os golpes, ou numa atitude mais respeitosa, sem espada na mão para impedir a confiança e a força do agressor, logo se encontrará no fim de sua resistência, e descobrirá que um Uma defesa deste tipo serve apenas para atrair para si o pior uso.

O desarmamento total da população, que está convencida de que esta é a única solução para o problema da violência, também priva o cidadão comum do direito de se defender. 29. Os referidos autos confirmam que ao final é violado o direito de defesa da vida, os criminosos sentem-se livres para cometer crimes, pois sabem que, via de regra, não haverá chance de reação da vítima, uma vez que sua capacidade de defesa é reduzida.

Do direito à liberdade

Em reportagem do G1 Notícias do ano34, São Paulo é apresentado como o estado com maior número de armas registradas em 2017, segundo dados fornecidos pela Polícia Federal, o estado tem 137.883 armas legalizadas em circulação, o aumento no número de inscrições se deve ao sentimento de insegurança. Não há correlação entre o aumento do número de armas em circulação nas mãos dos cidadãos – nem a facilidade de obtenção das mesmas – e o aumento da criminalidade. 34.

Não houve provas de que o aumento acentuado da criminalidade, especialmente dos homicídios com armas de fogo, esteja relacionado com o número de armas em mãos de civis. Por outro lado, existem estudos que mostram que locais com maior circulação de armas legalizadas são locais mais seguros do que locais com menos armas legalizadas. ARCOVERDE, L.; SOUSA, V.; RAMALHO, G.; FIUZA, F.: SP é o estado com maior circulação de armas do país, destaca a PF.

22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre o registro, posse e comercialização de armas de fogo e munições, o Sistema Nacional de Armas - SINARM e define os crimes. Dispõem sobre a instalação e fiscalização de fábricas e o comércio de armas, munições, explosivos, produtos químicos agressivos e similares. Cria o sistema nacional de armas - SINARM, estabelece condições para registro e posse de armas de fogo, define crimes e dá outras providências.

Referências

Documentos relacionados

Foi nesse ano que o então Deputado Federal Paulo Paim propôs na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 3.638 em 09 de outubro de 2000 que “institui o Estatuto do Portador