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mariana sousa bracarense

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Academic year: 2023

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Monografia do Bacharelado em História Social analisando a integração dos imigrantes libaneses em Belo Horizonte a partir de depoimentos orais. Esta monografia de história social analisa a imigração libanesa para Belo Horizonte por meio de depoimentos orais dos membros dessa comunidade. A avaliação diz respeito ao caráter mutável da identidade de acordo com a evolução do grupo migrante e as interações com o meio em que se insere.

Esse exame é feito por meio do estudo das representações processadas e reprocessadas pelos indivíduos do grupo em contato com a comunidade de acolhimento. A hipótese parte das noções contidas no pluralismo cultural, teoria que propõe um modelo em que "a entrada no processo social não se limita a uma dimensão estrutural, expressa em termos de adaptação do grupo no quadro da estrutura social. , mas também deve ser analisada em outra dimensão - a representação - em relação às formas de consciência, elaboradas pelos agentes sociais. Com relação à pesquisa quantitativa, não foi possível estabelecer reflexões sobre questões como o número de imigrantes dividido por faixa etária e gênero, pois não foram encontrados estudos demográficos sobre a presença de libaneses na região que compreende o estado de Minas Gerais e o cidade de Belo Horizonte.

Essa reestruturação da identidade tem mobilidade na medida em que permite que a memória se invente e a história se reinvente constantemente de acordo com as necessidades do grupo. A intenção é entender como esses elementos regem a vida dos libaneses, a fim de traçar um perfil que permita a compreensão do grupo.

A IMIGRAÇÃO LIBANESA PARA O BRASIL: BREVE PANORAMA PANORAMA

Essa consideração, somada à condição da população cristã no Líbano nesse período, confirma a baixa taxa de afluência da população muçulmana ao Brasil. Em 1970, o rei da Jordânia expulsou os palestinos de seu território e grande parte desses refugiados se estabeleceu no Líbano, que passou a ser alvo de ataques de Israel. As gerações posteriores de imigrantes foram impulsionadas pela rede social já construída, tinham família e amigos bem colocados no Brasil.

No entanto, devido ao crescimento industrial do pós-guerra, as altas taxas foram retomadas. Entre as décadas de 1930 e 1940, houve um declínio na entrada de estrangeiros no Brasil causado pela crise econômica e pela política nacionalista, culminando em 1932 com a proibição da entrada de imigrantes. Meu irmão mais velho, que era diretor da escola, saiu do Líbano para vir para este país, Brasil, minha mãe veio porque tinha todos os irmãos aqui no Brasil e queria reunir a família. Isso abrange todas as famílias numerosas que se identificam como descendentes do mesmo ancestral.

Meu pai ficou doente e passou por uma crise financeira meio brava, e com isso, com o coração partido ao meio, tive que mandar os filhos dele para emigrar e fazer o futuro deles no Brasil. Segundo Clark Knowlton, o emigrante que escolheu o Brasil no início do século 20 como principal motivo tinha a ausência de visto para os Estados Unidos, que se apresentava como destino preferencial. As famílias que se mudaram para o Brasil neste período ou durante a Guerra Civil Libanesa têm um elemento comum.

O caso de Monia também é uma ilustração do conflito que surgiu em algumas famílias de imigrantes nesse período. Brasil Eu falei pra gente ficar aqui porque eu já tinha cartão de residência, então vocês deviam ficar aqui no Brasil porque eu acho o Brasil um país muito passivo e tem calor humano, também é tranquilo. Pedro, que já tinha parentes radicados no Brasil quando imigrou e estabeleceu o comércio como atividade no Líbano.

O trabalho do Hawker no Brasil não exigia nenhuma habilidade técnica, grandes investimentos ou conhecimento da língua portuguesa e o tornava possível. A geração de filhos e netos de imigrantes que iniciaram suas atividades no Brasil no comércio ambulante é formada não apenas por grandes comerciantes, nem por abastados capitalistas industriais, mas também por profissionais liberais, como médicos. Então cheguei no Brasil em 1980, chegamos aqui no dia 17 de agosto, na primeira semana contratei um professor particular para ensinar meus filhos, no início de novembro, cerca de um mês atrás no Brasil, abri uma loja, sozinha, com A.

A língua não era muito difícil, até hoje falo errado, falo com sotaque, mas quando cheguei no Brasil falava francês, inglês e árabe. No período da chegada dos primeiros imigrantes, enquanto a educação se difundia no Líbano sob a influência das escolas cristãs francesas, a educação superior era um elemento de ascensão no Brasil. Os libaneses no Brasil se identificam como imigrantes e mantêm a tradição familiar relacionada a essa identificação, isso se explica pelo prestígio que esse grupo alcança, por seus costumes ocidentais o Líbano é conhecido como a França do Oriente e por serem eles, a maioria dos imigrantes , cristãos, prevalecendo a fé na sociedade brasileira e libanesa, fator que lhes confere uma proximidade estrutural com o Ocidente.

A elevação do grupo em que se inserem e o estabelecimento de um paralelo comparativo entre este e o grupo de origem constitui a estratégia de integração na sociedade de acolhimento.

REPRODUÇÕES DA VIDA NO LÍBANO E PRESERVAÇÃO DAS RELAÇÕES

Nos últimos quinze anos, após a Guerra Civil Libanesa, os jornais voltaram a cumprir o papel de divulgar notícias relacionadas à política, economia, religião e cultura no Líbano. Antigamente eu tinha mais contato do que hoje, antigamente eu era mais do que hoje. Então nunca cheguei lá e não me adapto mais porque moro aqui há mais anos do que lá.

Sabendo mais e tendo passado mais anos de sua vida aqui, abraçou o sentimento de pertencimento ao Brasil. Quando os imigrantes entrevistados foram questionados sobre o que significa o Líbano, eles mencionaram principalmente os parentes que deixaram para trás. Eu definitivamente sinto falta, adoro ir lá porque ainda tenho amigos, tenho parentes, eles têm minha atenção.

Também tem primos, sobrinhos da última irmã que ficou lá, e a família da minha esposa está lá. Eu adoro ir para lá, sem dúvida, prefiro ir ao Líbano mais do que a qualquer outro lugar. As representações dos imigrantes libaneses sobre sua região de origem excluem os fatores que os levaram ou seus parentes a deixar o Líbano.

Em geral, esses indivíduos têm uma imagem idílica do Líbano e reconstroem imagens a partir de memórias associadas à adolescência e períodos auspiciosos. O imigrante ocupa um lugar temporário que inclui o sentimento de pertença e a saudade de um passado ideal. A sua condição impõe a existência de uma outra pátria que acolhe e substitui o estado de origem que não lhe permitiu ficar.

Não é nada disso, um lugar onde pretendo voltar a morar nem nada, mas claro que é um país muito importante e claro que me lembro de cada coisinha, desde a minha infância até o fim, até o último dia que deixei lá Essa guerra me machucou muito, tem um lado que eu me sinto muito triste, deixei de realizar muitos sonhos por causa dessa guerra que aconteceu. Mas, que hoje ainda tenho meu pai, meus irmãos, o que significa para mim que enquanto eles estiverem lá, tem significado.

CONCLUSÃO

ANEXO Roteiro de entrevista

BIBLIOGRAFIA

Referências

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Aí se explicitava tratar-se de um trabalhador agrícola, há 16 anos ligado ao partido, dos quais dez como militante e os restantes como simpatizante, mas que