SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO (SCIP): UMA ANÁLISE DO PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO DA INDÚSTRIA. Segundo Silva (2012, p. 14), devido à ausência de grandes incêndios no Brasil há 70 anos, a Segurança Contra Incêndio e Pânico1 (SCIP) foi relegada para segundo plano.
JUSTIFICATIVA
Diante deste contexto, os projetos SCIP surgem como forma de adequar os procedimentos e métodos adequados, contidos nas normas e legislação, aos projetos arquitetônicos das instalações das empresas, em geral, preferencialmente antes da construção fora do edifício. No estado do Pará, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMPA) é o órgão responsável pela fiscalização dos sistemas de segurança contra incêndio e pânico (SSCIP), onde deve ser entregue a documentação, importante para a regularização do estabelecimento, que são os elementos formais das medidas SCIP de um edifício ou atmosfera potencialmente explosiva.
OBJETIVOS
Objetivo geral
Objetivos específicos
ESTRUTURA DE APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
TEORIA DO FOGO
Definições
O calor aquece o ar a temperaturas muito elevadas, provocando a propagação do fogo por combustão espontânea de alguns materiais e deformação e perda de resistência em outros; como exemplo a estrutura do próprio edifício;. A fumaça dificulta a visibilidade, causa pânico, estupor e/ou asfixia, dificulta a saída e a aproximação para extinção, corrói objetos frágeis.É o componente que mais afeta as pessoas quando saem de um ambiente em chamas.
Elementos do fogo
A relação entre oxidante, calor, combustível e reação química em cadeia é representada pelo quadrilátero ou quadrilátero do fogo (Figura 1). É o elemento que ativa e mantém a combustão, ou seja, é o elemento que, combinado com gases e vapores inflamáveis dos combustíveis, provoca o acendimento das chamas e a propagação do fogo na presença de calor.
INCÊNDIO: CAUSAS, CLASSES E SUA SIMBOLOGIA
Causas
A combustão começa com uma fonte de calor primitiva, e se esta fonte de calor for removida, o fogo tende a continuar se o combustível e o oxidante (oxigênio) ainda estiverem presentes no ambiente, pois uma reação de combustão isolada alimenta reações de combustão subsequentes, até que todo o combustível material é consumido, ou até que o calor produzido não seja suficiente para provocar novas reações. Em outras palavras, a reação em cadeia ocorre na transferência de calor, molécula por molécula, no material combustível.
Classes
Classe A: é o fogo que se inicia em materiais sólidos (madeira, papel, tecidos, borracha, plásticos termoestáveis e outras fibras orgânicas). Classe B: é o incêndio que se inicia em líquidos inflamáveis (óleo, gasolina, querosene, etc.) e/ou gases inflamáveis, ou em combustíveis sólidos que se liquefazem quando expostos ao calor e queimam apenas na superfície sem deixar resíduos;
Simbologia
A tabela abaixo mostra uma comparação entre as classes de incêndio dos principais sistemas do mundo.
PROPAGAÇÃO DO FOGO
Condução: “é o processo de transferência de calor pelo qual a energia passa de partícula em partícula sem movê-las”. Nos incêndios, os materiais em combustão emitem ondas eletromagnéticas em todas as direções, que podem aquecer outros materiais, causando sua ignição.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO
Métodos físicos
Os métodos físicos de extinção do incêndio visam provocar o impacto no incêndio por uma ação mecânica e dividem-se em três tipos: extinção por remoção ou isolamento do material combustível, por asfixia e por resfriamento. O método de remoção ou isolamento do material (Figura 6) consiste em retirar o material que está queimando e/ou próximo ao fogo, para que o foco do fogo fique completamente isolado, perca força e não se espalhe - às vezes, isso é possível, mas deve ser realizada por pessoal treinado e devidamente equipado, pois, por exemplo, devem ser levados em consideração os riscos de explosão.
Métodos químicos
Com isso, as moléculas dos materiais em combustão reduzem sua agitação e não transferem calor para as demais, isso provoca uma diminuição na emissão de gases ou vapores na mistura combustível, o que faz com que o fogo se apague.
AGENTES EXTINTORES
A especificidade de um agente extintor individual depende do material em combustão, portanto, dependendo da classe de incêndio, deve ser utilizado um determinado tipo de agente extintor. Se o agente extintor for utilizado em uma classe de incêndio diferente para a qual foi fabricado, poderá agravar o acidente e colocar em risco as pessoas que combatem diretamente o incêndio.
O QUE É SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO?
Órgão de fiscalização e análise de processo
IX - Atividades e pesquisas técnico-científicas, com o objetivo de obter produtos e processos que possibilitem o desenvolvimento de sistemas de segurança contra incêndio e pânico; X - Atividades de segurança contra incêndio e pânico destinadas à proteção de pessoas, bens públicos e privados, incluindo proteção de locais, transporte, movimentação e operação de produtos perigosos;
Medidas de segurança contra incêndio e pânico
Compete ao CBMPA estudar, pesquisar, analisar, planejar, fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar, aplicar sanções administrativas, prever medidas de proteção contra incêndio e pânico em edificações e áreas de risco e demais ações previstas neste Decreto (ESTADUAL DECRETO pág. 4). I - proporcionar condições de segurança contra incêndio e pânico aos ocupantes de edificações e áreas de risco, possibilitando evacuação segura e evitando perda de vidas;
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES
Classificação da edificação quanto a sua ocupação
Classificação da edificação quanto a sua altura
Classificação da edificação quanto a sua carga de incêndio
Algumas profissões são designadas por “profissões de conteúdo definido” porque as suas cargas específicas de incêndio são “baseadas em resultados estatísticos do tipo de atividade exercida no edifício, cujos valores são previamente tabelados e definitivamente estabelecidos como norma” ( BRENTANO, 2015, p. 66), conforme estabelecido pela NBR no Anexo C, Tabela C.1. Para alguns tipos de ocupação, denominadas ocupações com conteúdos diversos, classificadas em determinados grupos de ocupação, como Depósitos (grupo J), Explosivos (grupo J) e Especiais (grupo M), as cargas específicas de incêndio devem ser calculadas individualmente e não se enquadram na tabela C .1, citada acima, “porque os seus conteúdos de materiais combustíveis, em tipos e quantidades, são diversos e variáveis para cada edifício específico” (Ibid., p. 65).
DEFINIÇÃO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
Acesso de viatura
As vias de acesso de veículos deverão ter no mínimo 6 m de largura; deverá suportar veículos com 25 toneladas distribuídas em dois eixos; e altura mínima de 4,5 m. O portão (se houver) deve permitir acesso rápido e fácil ao edifício, recomendado para calçadas e faixas de estacionamento.
Separação entre edificações (Isolamento de risco)
A distância mínima de segurança entre edifícios destina-se a evitar o risco de propagação de incêndios entre edifícios vizinhos pela emissão de calor a temperaturas muito elevadas através das janelas, pela convecção de gases quentes e fumos, e pela condução por contacto direto de chamas que saem das janelas e lançar faíscas e dispositivos de ignição, objetos incandescentes ou em chamas (BRENTANO, 2015, p. 122). A compartimentação é a divisão física horizontal e vertical entre edifícios e o interior e exterior entre setores de um mesmo edifício por meio de barreiras corta-fogo como paredes e painéis” (BRENTANO, 2015, p. 122).
Segurança estrutural nas edificações
Compartimentações verticais e horizontais
Controle de materiais de acabamento
Saídas de emergência
- Roteiro básico para o dimensionamento das saídas de emergência
- Cálculo da população (P)
- Largura das saídas de emergência
- Cálculo do número mínimo de unidades de passagens (N)
- Distâncias máximas a serem percorridas
- Descarga
- Corredores
- Portas de saídas de emergência
- Escadas
O dimensionamento das saídas de emergência é feito em função do número de moradores (mesmo que este não represente o número real de moradores), o que leva em consideração a ocupação e área útil do edifício. Para dimensionar corretamente uma escada de emergência, deve-se considerar a largura dos degraus, a altura e largura dos degraus, a abertura e o comprimento do patamar.
Brigada de incêndio
- Atribuições das brigadas de incêndio
- Composição da brigada de incêndio
- Formação da brigada de incêndio
Portanto, é necessário que as pessoas sejam treinadas para agir de forma coordenada em situação de incêndio. Ações emergenciais: identificação da situação, alarme e saída segura do prédio, falha de energia, acionamento, acolhimento e orientação do Corpo de Bombeiros Militar e/ou socorro externo, primeiros socorros, combate à origem do incêndio.
Plano de intervenção de incêndio
- Elaboração do plano de emergência de incêndio
- Procedimentos básicos de emergência em caso de incêndio
- Ações importantes pós planejamento
No mínimo, o plano de emergência contra incêndio deve conter informações detalhadas sobre o edifício, bem como procedimentos básicos de emergência em caso de incêndio. O plano de emergência contra incêndio deve ser amplamente divulgado aos moradores do prédio – aos visitantes, a divulgação pode ocorrer por meio de panfletos, vídeos e/ou palestras – e deve fazer parte do curso de formação do corpo de bombeiros, treinamentos periódicos e reuniões frequentes. bombeiros e outros grupos de apoio.
Sistema de detecção e alarme de incêndio
Eles acionam alarmes que alertam os moradores do prédio sobre a possibilidade de incêndio. Os sensores automáticos (Figura 17) diferem em tipos e podem ser classificados de acordo com o fenômeno detectado, substâncias materiais (chama e fumaça, gases e aerossóis) ou energia (principalmente temperatura).
Sinalização de emergência
Possui três funções básicas: indicar rotas de fuga, sinalizar obstáculos, informar por escrito e de forma específica quando houver necessidade de complementação do símbolo, etc.; garantir o acesso às rotas de fuga, garantir o acesso aos equipamentos de incêndio e alarme, facilitar o acesso para ajuda externa, etc. apontar a localização dos sistemas hidráulicos fixos e seus acessórios. Branco: utilizado em placas de identificação de equipamentos de combate a incêndio e alarme, orientação e resgate.
Iluminação de emergência
Sistema centralizado de baterias acumuladoras (Figura 22): é um equipamento que garante a autonomia da iluminação de emergência. Nos projetos de segurança contra incêndio e pânico, o sistema de iluminação de emergência é identificado por meio de símbolos gráficos, conforme mostrado a seguir.
Extintores de incêndio
Uma unidade extintora é a capacidade mínima de extinção de um dispositivo extintor de incêndio, com carga mínima de agente extintor (em massa ou volume), os mais comuns são: água (10 litros), espuma (9 litros), pó químico ABC ou BC (4kg) e CO2 (6kg). Os extintores portáteis, conforme a NBR, devem ser instalados com seus cabos, no máximo, a 1,60 m do piso acabado, com sua parte inferior, no mínimo, a 10 cm do piso acabado, mesmo que apoiados em um suporte, não mais que 5 m da porta de entrada da entrada principal do edifício, entrada do piso ou entrada da zona de perigo, protegida das intempéries, em local de fácil acesso e boa visibilidade, de acordo com o projeto de incêndio do edifício.
Sistema de hidrante ou mangotinhos
É imprescindível que este sistema possua um reservatório, tanto superior como inferior, com reserva técnica permanente de incêndio (Figura 27) de água destinada única e exclusivamente ao combate a incêndios. O sistema deverá possuir ponto de captação de água (dispositivo de supressão) para utilização do Corpo de Bombeiros Militar, localizado próximo ao estacionamento de veículos.
Sistema de chuveiros automáticos
Reservatórios que estejam ao nível do solo, subterrâneos ou semi-aterrados deverão possuir bomba fixa que será utilizada para alimentar o sistema. Os reservatórios elevados devem ser altos o suficiente para garantir a vazão e a pressão mínimas exigidas pelo sistema. Caso esta altura não seja suficiente, o sistema deverá contar com uma bomba booster para garantir a vazão e a pressão necessárias para atender as necessidades de cada ponto de captação de água.
PROJETO DE COMBATE A INCÊNDIO E PÂNICO
Símbolos gráficos para projeto
A simbologia gráfica é muito importante para análise de projetos, pois, segundo a NBR, é uma forma de “fornecer detalhes sobre equipamentos de proteção contra incêndio, extintores e equipamentos de resgate em desenhos de projeto, construção, reforma ou certificação (homologação)”. Os símbolos ajudam a identificar a localização dos equipamentos de proteção, facilitando o dimensionamento e o sucesso na execução do projeto.
DESCRIÇÃO DO ESTUDO
Nesse sentido, o projeto Fogo e Pânico, objeto deste trabalho, será investigado de acordo com esse tipo de pesquisa. Conforme explicado por Cervo, et al. 2007, pág. 61) este tipo de pesquisa é um meio de formação por excelência e constitui o processo fundamental dos estudos monográficos, portanto, em trabalhos relacionados, este tipo de pesquisa é necessário.
DESCRIÇÃO DO OBJETO EM ESTUDO
Um estudo de caso pode ser caracterizado como o estudo de uma entidade bem definida, como um programa, uma instituição, um sistema educacional, uma pessoa ou uma unidade social. O pesquisador não pretende interferir no objeto a ser estudado, mas sim descobri-lo tal como o percebe. perspectiva do pesquisador.
DESCRIÇÃO DA EDIFICAÇÃO
- Classificação da edificação quanto à sua carga de incêndio específica predominante
- Classificação da edificação quanto a sua ocupação
- Classificação da edificação quanto ao risco
- Classificação da edificação quanto a sua altura
- Cálculo da população total estimada (P)
Portanto, utilizando uma regra de três simples, a população total estimada pode ser calculada, conforme mostrado abaixo. Portanto, a população total estimada do edifício é de aproximadamente 100 pessoas, conforme figura abaixo.
DEFINIÇÃO DAS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS DE PROTEÇÃO
Detalhamento das medidas de proteção contra incêndio e pânico do objeto em estudo
- Acesso a viatura
- Saídas de emergência
- Brigada de incêndio
- Iluminação de emergência
- Sinalização de emergência
- Extintores
O projecto do edifício em estudo não inclui a planta de localização, que é essencial para a análise dos acessos dos carros de bombeiros. O projeto da edificação não contempla os detalhes das escadas, que incluem largura e dimensões de escadas e patamares, conforme IT-02 CBMPA; razão pela qual o.
RESULTADO DA ANÁLISE DO PROJETO
Trata, entre outros assuntos, das atribuições legais do Primeiro Corpo de Bombeiros Militar. Dá nova redação à Lei Estadual nº. 4.453, de 22 de dezembro de 1972, que instituiu o Serviço de Proteção e Prevenção contra Incêndios da Polícia Militar do Primeiro Corpo de Bombeiros Estadual.