Seu objetivo é criar uma relação entre o que é abordado durante o desenvolvimento dos capítulos, de forma a guardar alguns conceitos e expor eventuais dúvidas e esclarecimentos a respeito da responsabilidade civil dos cirurgiões plásticos. No capítulo 3, apresenta-se a responsabilidade civil do cirurgião plástico no Brasil, o dano resultante de erro médico e a obrigação de reparar o dano por erro médico, as exceções à reparação na responsabilidade médica, bem como os aspectos psicológicos da cirurgia plástica.
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ESBOÇO HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Lopes corrobora dizendo que “como se vê, a origem histórica da responsabilidade civil repousa na causalidade substancial, dominante mesmo à luz da Lei das XII Tábuas”10. Verifica-se, assim, que a legislatura de 1916 não previu a questão da responsabilidade civil com disciplina sistemática.
CONCEITO DE RESPONSABILIDADE CIVIL
Rui Stoco salienta que se for possível resumir este conceito, pode-se dizer que a responsabilidade civil delineia uma determinada obrigação da pessoa singular ou coletiva infratora, de reparar o dano causado pelo comportamento que viola uma obrigação legal existente de não prejudicar . , implícita ou prevista em lei31. Fábio Henrique Podestá também entende que a responsabilidade civil é parte essencial do direito das obrigações e que por ser consequência de ato ilícito, esta é uma obrigação que provoca a reparação de danos, é de natureza puramente pessoal e pode resultar em perdas e danos32.
ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
- A ÇÃO OU OMISSÃO DO AGENTE
- C ULPA DO AGENTE
- D ANO EXPERIMENTADO PELA VÍTIMA
- R ELAÇÃO DE CAUSALIDADE
Tendo descoberto o segundo elemento da responsabilidade civil, examina-se em seguida o terceiro, a saber, o dano causado à vítima. Demonstrado o terceiro elemento da responsabilidade civil, estudamos o quarto e último elemento do subtítulo seguinte, ou seja, o nexo de causalidade.
ESPÉCIES DE RESPONSABILIDADE CIVIL
- R ESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL
- R ESPONSABILIDADE OBJETIVA E SUBJETIVA
- Teoria da responsabilidade objetiva
- Teoria da responsabilidade subjetiva
- R ESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL
Curso de direito civil: direito das obrigações: Parte 2: contratos em geral, diferentes tipos de contratos, atos unilaterais, responsabilidade civil. Feita, portanto, uma breve análise da responsabilidade civil objetiva, estudaremos agora a responsabilidade civil subjetiva.
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A PROFISSÃO DO MÉDICO CIRURGIÃO PLÁSTICO
- A SPECTOS DESTACADOS SOBRE A PROFISSÃO DO MÉDICO CIRURGIÃO ,
Josias Pires Ferreira acrescenta que a cirurgia plástica é de facto igual às outras especialidades cirúrgicas e há muitos anos era um ramo da cirurgia geral. Dentro de tais conceitos é possível reconhecer que a cirurgia plástica é uma atividade normal e cotidiana. Portanto, cabe ressaltar que a cirurgia plástica pode ser dividida em estética ou restauradora106.
Assim, com base nas informações transcritas acima, parece que a cirurgia plástica reconstrutiva visa integrar ou reintegrar o paciente ao seu grupo social e é o primeiro ramo da cirurgia geral que trata de problemas relacionados a enxertos de pele, enxertos e inclusões orgânicas. inorgânico, na busca de restaurar ou estabelecer formas. A cirurgia plástica estética é, portanto, uma operação que visa ‘reparar’ detalhes indesejados no corpo do paciente. Porém, cabe ressaltar que para o profissional médico é levada em consideração a distinção entre cirurgia plástica reconstrutiva e cirurgia plástica estética.
Na clínica privada, os médicos também podem levar em conta a reparação psicológica do paciente, podendo traduzir o conceito mais abrangente da cirurgia plástica, onde toda cirurgia estética é reparadora, pois repara “problemas psicológicos”. traumas, inibições, complexos) e não apenas fisiológicos109. Atenção: Antes de procurar um profissional, consulte a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
AS NORMAS REGULAMENTADORAS DA PROFISSÃO DO MÉDICO
- O C ÓDIGO DE É TICA M ÉDICA
O uso de “antes” e “depois” é frequente, e todas essas práticas são condenadas pelo código de ética médica119. Após apresentar a introdução deste ponto, o subtítulo subsequente trata do código de ética médica, suas normas e peculiaridades. O instituto de saúde como pessoa jurídica está sujeito ao Código de Ética Médica através do seu diretor responsável.
Sobre o artigo III do Código de Ética Médica, Léo Meyer Coutinho diz sucintamente que qualquer comentário sobre ele é desnecessário. O artigo 4º do Código de Ética Médica estipula que “[..] ao médico compete zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e boa reputação da profissão”140. Portanto, afirma-se que se trata da dignidade da pessoa humana, normatizada tanto pelo artigo 5º, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988147 quanto pelo artigo 6º do Código de Ética Médica.
Além disso, é importante observar o artigo 6º do Código de Ética Médica, que também conduz ao princípio da beneficência, pois é uma obrigação ética maximizar o benefício e minimizar os danos. Contudo, o artigo 9º do Código de Ética Médica dispõe que “[..] A medicina não pode, em hipótese alguma e de forma alguma, ser exercida como profissão”152.
O MÉDICO E A ÉTICA PROFISSIONAL
- A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE O MÉDICO E A ÉTICA PROFISSIONAL
Um dever que não é exclusivo dos médicos, nem só dos que trabalham no sector da saúde, mas dos cidadãos em todas as circunstâncias”163. Após apresentar as normas regulamentadoras do Código de Ética Médica, aplicáveis aos médicos, especialistas em cirurgia plástica ou não, vale ressaltar também que os pareceres e resoluções provenientes do Conselho Federal têm respaldo legal também na área da medicina. da Medicina, com exceção do Código de Processo Ético-Profissional165 que regulamenta, como o próprio nome indica, o procedimento aprovado para os profissionais médicos, quando estes são processados eticamente no exercício das suas funções166. Dito isto, assinala-se, no próximo e último ponto deste capítulo, sobre o médico e a ética profissional e a relação entre o médico e a ética profissional.
Quando se trata de ética profissional, diz-se que é um conjunto de normas de conduta que devem ser seguidas no exercício de qualquer profissão. É a ação reguladora da ética que ocorre no exercício das profissões, que faz com que determinado profissional respeite os demais no desempenho de suas funções. Portanto, a ética profissional surge quando uma pessoa escolhe uma profissão e passa a ter obrigações profissionais obrigatórias.
Com base nesses pressupostos e em relação ao exposto com a profissão médica, considera-se que a ética profissional do médico deve ser o padrão de comportamento moral para todos os envolvidos no serviço. Neste caso, o Conselho Federal de Medicina dispõe de um Código de Processo Ético-Profissional, que em setenta e um artigos regulamenta o processo ético-profissional, que avalia e avalia as infrações éticas médicas cometidas no exercício desta função174 .
O DANO DECORRENTE DE ERRO MÉDICO
- A OBRIGAÇÃO DE REPARAR O DANO EM VIRTUDE DE ERRO MÉDICO
Jurandir Sebastião afirma que o conceito de imperícia médica está relacionado ao descumprimento de obrigações de zelo e zelo devidos. Um erro médico é um resultado ruim ou negativo resultante das ações ou omissões do médico. Responsabilidade civil por erros médicos, paciente sobre sua doença e tratamento198.
A iraniana Novah Moraes acrescenta que a Justiça é muito metódica e clara na identificação de erros médicos e que para isso são necessários três pré-requisitos: a) dano ao paciente; b) procedimento médico; ec) causalidade. Além disso, Elmo Duarte ensina que a acusação de negligência médica deve comprovar: a) título de doutor expedido pelo Ministério da Educação e registrado no Conselho Regional de Medicina; b) existência de danos reportados; Do exposto, Maria Cristina de Paula apud Delton Croce e Delton Croce Júnior acrescenta que, para que não ocorra erro médico, são necessários cinco elementos, a saber: .. a) que o médico assistente não tenha qualquer culpa. (negligência, descuido ou abuso);
As luzes e sombras da negligência médica. b) que o dano resultante é resultado de um possível erro de diagnóstico do ponto de vista estatístico; Para tanto, são apresentadas considerações a respeito do dano causado por erro médico e a obrigação de eliminar esse dano decorrente do erro.
EXCLUDENTES DE REPARAÇÃO NA RESPONSABILIDADE MÉDICA
- C ONSIDERAÇÕES INICIAIS
- E LEMENTOS QUE PODEM INTERFERIR NA RESPONSABILIZAÇÃO
- P OSSIBILIDADES DE EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE
- Fato da vítima
- Fato ou culpa de terceiro
- Caso fortuito ou força maior
Sílvio de Salvo Venosa ensina que “excluem a responsabilidade que impeça a concretização da relação causal, a culpa exclusiva da vítima, o facto de terceiro, o caso fortuito e de força maior”210, pelo que estas exclusões serão discutidas a seguir. pontos. Ou seja, quando comprovada a primeira possibilidade de exclusão de responsabilidade, passamos à segunda, ou seja, facto ou culpa de terceiro. Tendo visto brevemente o que constitui o fato de terceiro, segundo entendimentos doutrinários, examinaremos agora a última hipótese da possibilidade de exclusão de responsabilidade, ou seja, caso fortuito ou força maior.
Montenegro que o caso fortuito ou força maior ocorre nas situações em que ocorreu o dano e, no entanto, a culpa não pode ser imputada ao causador220. O caso de força maior é o fato de ser previsto ou previsível, mas não poder ser evitado, pois é mais forte que a vontade ou ação do homem221. Para Hildegard Taggesell Giostri, a força maior consiste em um poder ou razão mais forte do que aquele que atua, e normalmente se deve à qualidade de irresistibilidade de determinado fato, que, por ser considerado agravado, impede ou modifica o cumprimento de uma obrigação.
A força maior é considerada um fato natural, superior às forças humanas, e não é possível que as pessoas evitem a ação e suas consequências, apesar de tê-la identificado e até previsto. Portanto, conclui-se, levando em consideração o fato de que “há isenção de responsabilidade civil do cirurgião plástico se a lesão do paciente for decorrente de evento acidental ou de força maior”225.
ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA CIRURGIA PLÁSTICA
Artigo 6º - O médico deve ter absoluto respeito pela vida humana e agir sempre no melhor interesse do paciente. Art. 9º - Os medicamentos não poderão ser exercidos como atividade comercial em nenhuma hipótese ou de qualquer forma. Art. 26 - Solicitar tutela pública ao Conselho Regional de Medicina quando for afetado pelo exercício da profissão.
Artigo 33 - Responsabilizar-se por ato médico que não praticou ou do qual não participou efetivamente. Artigo 40.º - Não informa o trabalhador sobre condições de trabalho que ponham em perigo a sua saúde, devendo este informar as entidades competentes, as autoridades e o conselho regional de medicina. Artigo 41 - Deixar de informar o paciente sobre os fatores sociais, ambientais ou ocupacionais de sua doença.
Artigo 57 - Não utilização de todos os meios de diagnóstico e tratamento disponíveis ao paciente. Artigo 66 - Em qualquer caso, utilizar meios destinados a encurtar a vida do paciente, ainda que a pedido do paciente ou de seu responsável legal. Artigo 85 – Utilizar sua posição hierárquica para impedir que seus subordinados atuem dentro dos princípios éticos.
Artigo 100 - Não apresentação separada de honorários quando outros profissionais participarem do tratamento do paciente.